Livro: Nana, nenê

Antes de sermos mães afirmamos que não vamos fazer certas coisas, que com nossos filhos faremos diferente…até agora sinto que errei em duas coisas. Ok, não acho que foi um EEEEErro, mas não me orgulho: do meu filho chupar chupeta; e de colocá-lo pra dormir em minha cama.

O primeiro eu sempre disse que não daria e na primeira oportunidade dei. Pior, insisti para meu filho pegar. E isso que me deixa com uma pulga atrás da orelha. Ele não tinha vontade nenhuma de pegar chupeta e eu insisti com medo dele acabar pegando o dedo. E como todos sabem, é pior fazer largar o dedo do que a chupeta.

O segundo culpo integralmente o marido (ele vai me matar!). Meu Ben dormia de boa no berço, algumas vezes demorava um pouco, precisávamos ficar ao lado, fazer carinho, outras vezes dormia sozinho. Mas nessas de demorar um pouco, o marido começou a levá-lo para nossa cama, pois era mais cômodo ficar ao lado do Ben. Pois então, hoje em dia Benjamin só dorme se for na cama.

Fiz algumas tentativas essa semana. Ele estava morrendo de sono, eu colocava no berço pronto, despertava de tal forma. Parecia que tomava choque. Levanta, anda pelo berço, joga o travesseiro no chão. Desisto levo pra cama e ele simplesmente dorme em cinco minutos. Depois o coloco no berço, ele até abre os olhos, vê onde está, mas fica.

No seu primeiro mês de vida, Benjamin deu trabalho para dormir. Chegamos em casa e na primeira semana ele dormiu feito um anjo, acordava apenas uma vez para mamar. Passado esse tempo, ele começou a não dormir mais. Literalmente. Ele passava a noite in-te-i-ri-nha em claro! Dormia por volta das 7:00 umas duas horas, acordava e ficava nessa o dia todo.

Nossa, o negócio foi punk. Eu chorava, meu leite quase secou, não dormia, parecia um zumbi. Consequentemente, o marido, tadinho, que me ajudou a todo instante, também estava um caco. Eu comecei entrar em pânico, achava que o Benjamin sofria de algum distúrbio relacionado a falta de sono. Só isso explicaria. Comprei o Livro Nana, nenê (Eduardo Estivill e Syvia de Béjar). Li em dois dias (não dormia mesmo) entre uma mamada e outra.

O livro me fez relaxar um pouco. Não concordo com todas as orientações, mas me deu um norte para não fazer certas coisas como, por exemplo: passear de carro com Benjamin, ficar balançando-o no carrinho pra ele dormir ou colocar uma TV no quarto da criança. Não concordo em não cantar, acariciá-lo ou deixá-lo chorar para dormir. Carinho nunca é demais. E acho que chorar só ativa ainda mais algum canto do cérebro do bebê que vai deixá-lo ainda mais ligado.

Depois, com a cabeça mais tranquila, atribuí as noites sem sono do Benjamin ao frio que fez naquele mês de junho. Ao completar um mês e uma semana, Benjamin passou a dormir a noite IN-TEI-RA (no berço) como é até hoje. Sim, eu durmo a noite toda desde que meu filho tem um mês de vida (mooooorram de inveja, rsrsrsrsrs)!!! Brincadeiras à parte, acho que aquele um mês valeu para os 4 primeiros meses que dizem que os bebês não dormem. Meu leite voltou normalmente e muitas vezes eu acordava o Benjamin logo cedo para mamar, pois o negócio parecia que ia estourar.

O que me faz pensar: tem jeito certo ou errado? Acho que não. Acho que cada um encontra uma maneira que se encaixa melhor, cada bebê tem um ritmo. Eu não acho que tenho mérito algum. E decidi não ficar me martirizando porque meu filho dorme na cama. Se ele dorme – e super rápido -, depois o coloco no berço e fica tudo bem. Por que me preocupar?! Pra mim o importante é ele ter o hábito do sono.

Indico a leitura desse livro. E essa semana, o blog Mil dicas de Mãe além de falar sobre livro, deu algumas sugestões que podem ser valiosas. #ficadica

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“felicidade se acha em horinhas de descuido”

Ontem os diálogos entre eu e o marido estavam mais ou menos assim:

Eu: Ai, olha como esse menino (Benjamin) é feliz!
Marido: É porque estar próximo dos pais o deixa feliz, a pesquisa diz isso.
Eu: Ele não quer mais ficar no berço, quer ficar com a gente!
Marido: É porque agora ele quer curtir mais os momentos com os pais, a pesquisa diz isso.
Eu: Você viu o que ele aprendeu comigo? Fazer carinho. Faz na mamãe, mostra pro papai. (Benjamin faz carinho) Comigo ele só aprende as coisas amorosas, então vou deixar pra você ensiná-lo assoprar a velinha.
Marido: É claro. Os filhos gostam 87% mais da mãe e 78% do pai. Está comprovado. A pesquisa diz isso. Então não precisa mais ficar com ciúmes quando ele estiver comigo.

HÁ!

Eu não tenho ciúmes do marido com meu Ben. Aliás, não tenho ciúmes nem de desconhecidos. Outro dia fui deixá-lo no berçário e agora que ele me dá abraço direto, pedi um de despedidas. Quando ele estava me dando avistou a tia e abriu os braços pra ela. Enfim, não tenho ciúmes. No início até tinha, mas agora desencanei porque amadureceu a ideia de que sou a MÃE, eu sou a imprescindível! hihihi

Voltando….hoje li a tal da pesquisa. A revista Época dessa semana traz a matéria: “Por que ela está tão feliz?”, trata-se de uma pesquisa que revela o que deixa as crianças brasileiras mais alegres ou tristes. Resumidamente, os fatores que as alegram são:

Família – estar com os pais, tios e principalmente avós. Acho ótimo o marido ter lido essa pesquisa, quem sabe assim ele entende de uma vez por todas porque eu falo tanto sobre a família dele ser mais participativa – no sentido de convivência – na vida do Benjamin. Eu acho de suma importância (e a pesquisa comprova) a convivência de avós e netos.

Futuro e auto estima – “a capacidade de se gostar e de se valorizar”. Os pais devem ajudar a desenvolver esse lado dos filhos. Como?! Transmitindo segurança e valorizando as conquistas dos filhos. Um exemplo digno que a matéria traz: ensinar a criança andar de bicicleta sem rodinhas e, principalmente, reconhecer os esforços quando ele conseguir tal feito. Segundo Ana Olmos, psicanalista infantil, os pais precisam permitir que o filho enfrente desafios. Ou seja, nem sempre nossos filhos vão conseguir tudo e consequentemente se frustrarão, o nosso papel como pais é ensiná-los a lidar com as situações e não protegê-los e/ou evitar algumas situações. No post “eu era uma ótima mãe até ter filhos” tem um exemplo disso. A matéria ainda traz outro exemplo bem simples: um jogo de damas. Ensiná-los os melhores movimentos do jogo é importante, mas deixar eles ganharem propositalmente não. Senão, quando eles forem confrontados fora de casa, não saberão lidar com isso.

Brincadeiras – A pesquisa afirma: tecnologia não está em primeiro lugar na lista. O videogame, por exemplo, está em 4º lugar. As crianças gostam mais de brincar com boneca (o) e de carrinho. E na minha opinião, aqui os pais também tem papel fundamental, o de apresentar as centenas de alternativas que existem fora os eletrônicos. Propor atividades que possam fazer juntos, como jogar bola, brincar de mímica, andar de bicicleta, esportes, leitura, passeios, teatro, cinema, enfim…existe um leque de ocupações a propor.

Escola – As crianças amam as férias, mas gostam de ir à escola porque tem a oportunidade de interagir com outras crianças. É onde a vida social começa a se moldar…

Quer dizer, mais uma pesquisa confirma que felicidade está nas pequenezas da vida. Se existia alguma dúvida porque o meu Bem é tão feliz, eu não tenho mais. Acho que estamos no caminho certo.

(o título do post é frase do digno escritor Guimarães Rosa)

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Entre, sente-se, pode ajudar sem pedir licença

Eu tenho dificuldades em pedir ajuda. Orgulho? Pode ser. Mas penso o seguinte: quem quer ajudar vai lá e faz, não fica só oferecendo ajuda. Por exemplo: se eu não quero lavar a louça na casa de alguém, não pergunto “quer que eu lave?”, nem me manifesto. Agora se eu quero lavar, levanto a bunda da cadeira e começo. Dá pra entender a diferença?!

(vale esclarecer que estou falando de pessoas íntimas, às quais EU acho que não precisaria ter que pedir certas ajudas e sim poder contar com elas espontaneamente)

Quando o filho está pra nascer todo mundo fala que vai ajudar, que se precisar fica com ele enquanto você trabalha, que tudo o que precisar é só falar, blá, blá, blá…quer dizer, você e todo mundo ao redor sabe que vai precisar de ajuda e mesmo assim você precisa falar?! Aí ao menor desentendimento, se prepare… É tipo a lei do retorno.

Por isso, na minha opinião, volto a dizer: quem está disposto a ajudar vai e faz. E não fica esperando nada em troca. Aliás, eu odeio a sensação de estar em dívida com alguém. Odeio ter que fazer algo pra alguém porque “fizeram por mim”. Sério, gente, eu sou assim. Alguém aí espantado? Calma, também não sou nenhuma mal agradecida, sei reconhecer e principalmente retribuir – mas sem que isso seja uma obrigação.

Na época em que Benjamin nasceu recebi a ajuda efetiva da minha mãe. Respirava e lá estava ela. E sou eternamente agradecida por todos os dias (literalmente) da minha licença em que minha mãe atravessou a cidade (de ônibus e metrô) para cuidar de nós (sim, ela cuidou de mim e do neto). Até tinha um projeto dela ficar com o Ben quando eu voltasse da licença maternidade, mas mudamos tudo no decorrer da licença. Por mais que a mãe da mãe tenha boa vontade, uma hora vem o retorno do esforço, o que é absolutamente normal, afinal, é muito cansativo cuidar de um bebê diariamente, principalmente tendo que atravessar a cidade duas vezes por dia.

Eu e o marido, após muito sofrimento (e terapia) da minha parte e muitas conversas com outras mães, decidimos colocar o Ben no berçário quando eu voltasse a trabalhar. Alguns podem me julgar, mas essa foi a decisão mais certa que tomei até agora com relação aos cuidados do meu filho. Benjamin foi para o berçário aos 5 meses. Não tenho culpa nenhuma com relação a isso, muito pelo contrário, até me orgulho. Sério. Sinto orgulho ao preparar sua bolsa, escrever na agenda, ao levá-lo todos os dias, ao chegar para buscá-lo e ouvir o segurança avisando pelo rádio “mãe do Benjamin”, orgulho em poder pagar um bom berçário para o meu filho, orgulho da sensação de “posso dar conta”. Vale ressaltar que não é um orgulho presunçoso de me achar melhor que outras mães. Ok?! Mas orgulho por ter superado os meus limites, por ter amadurecido.

(Como não quero participar de mais nenhuma polêmica essa semana, quero deixar claro que não julgo ninguém que precisa da ajuda, principalmente das avós – que é inclusive a melhor ajuda que nós mães poderíamos receber. Esse é só o meu relato).

Eu e o marido contamos com a ajuda um do outro. Temos todo o mérito sobre a rotina da nossa nova vida – materna e inclusive doméstica. Aliás, devo levantar as mãos para o céu e agradecer, pois meu marido faz a parte dele (e não apenas contribui). E é claro, eventualmente contamos com a colaboração das sogras. Mas tudo está em seu devido lugar. Elas desempenham seu papel de avós e nós os de pais.

Ps (mas também vou adorar se uma delas aparecer lá em casa pra dar uma organizada de surpresa – leia-se: sem eu ter que pedir)

Mãe sim! E com muito estilo

Eu amo bolsas! Se tem algo em que invisto sem raciocinar muito é em bolsa e sapato. Arrependo-me um pouco em não ter investido numa bolsa diferente para bebê. É tudo muito caro e acabei optando por uma que na época não achei tão cara, além de ter achado meio coringa. Ela é bege, com bordado simples de girafas (que eu adoro).

A bolsa do bebê passa a ser peça chave da mãe. Pra você conseguir se equilibrar com tudo o que precisa, é besteira sair com a sua bolsa e a do bebê. Então o ideal é investir numa boa bolsa, que caia bem com o seu estilo e colocar a sua carteira e suas tralhas dentro.

Hoje vejo várias bolsas lindas e confesso já me peguei torcendo para a alça da referida bolsa estourar só para ter a desculpa de comprar outra. Parei com esse pensamento ao lembrar que a bolsa bonita acabaria indo para o berçário, pois no fim foi isso que aconteceu. Utilizo a que comprei para mandar as coisas dele pro berçário.

Quando me dei conta que não estava usando mais as minhas bolsas, encontrei a solução: uma nécessaire! Tenho que contar a história dela: Encontrei na Etna assim por acaso. O produto é da marca Nino Nina que tem coisas maravilhosas para bebê! É uma marca um pouco cara. Na mesma hora que vi a nécessaire já peguei para levar, quando vi o preço recuei na decisão: R$60 reais uma nécessaire!!! Pensei bem pouco mesmo, tempo insuficiente para voltar atrás. Fiquei decepcionada porque só achei cor rosa quando avistei uma única peça na cor verde bem clarinha. Peguei! Comprei! E adorei!!!

Cheguei em casa e fiz o teste. A necessaire é ótima para colocar dentro da nossa bolsa (e não na do bebê), além de atender as necessidades do bebê. Nela consta bolso para colocar fraldas, dois bolsos para colocar pomadas ou miniaturas de produtos infantis (shampoo, óleo, lenço umedecido, etc), e ao abrí-la por inteiro tem até trocador! Uma MARAVILHA! E linda!

Pode até parecer fútil, mas é prática. Antes de sermos mães, somos esposas, filhas, irmãs, amigas e principalmente, mulheres. E que mulher não gosta de se vestir bem na hora de sair, ou melhor, que mulher não gosta de se sentir bem? Eu sei que adorei estrear a necessaire com a minha Louis Vuitton!

Puericultura?!

Quem já foi na livraria procurar uma boa leitura sobre maternidade e encontrou isso na sessão de PUERICULTURA?! A coluna do Dr. Saul Cypel, na revista Pais & Filhos deste mês fala sobre essa palavrinha. Sinceramente, eu não sabia o que significava até ter lido alguns livros – após o nascimento do meu filho. Essa palavra parece mais um palavrão. Na coluna ele definiu muito bem:

“Puericultura vem do latim pueris, criança. E quer dizer “cuidar da criança”. Trata-se de uma área da pediatria extremamente nobre que preocupa-se com os cuidados integrais da criança, com o objetivo de promover o seu desenvolvimento sadio de modo abrangente: físico, intelectual e psicossocial.”

Pensei nos itens que ganhei no chá de bebê e alguns deles eu nem sabia pra que servia. Exemplo de um: o porta leite em pó. Lembrei que a Dani, minha amiga-mãe-já-de-dois, um dia foi lá em casa me ajudar na organização do quarto do Benjamin e me esclareceu para que serviam itens como esse, principalmente o porta leite (pra você levar medidas certas na bolsa). Sério, nem na embalagem estava claro a serventia daquilo. É claro que me achei uma tola, era óbvio que aquilo era um porta leite! Onde já se viu sair com uma lata inteira na bolsa… Não, não era óbvio! Assim como não é para muitas mães de primeira viagem. Assim como não temos obrigação nenhuma de saber já que não éramos mães (no meu caso, nem tia.)

Aí fiquei pensando no tal curso de gestante que disse aqui. Passei a achá-lo mais inútil ainda. Ao invés de um curso para aprender os primeiros cuidados, nós mães de primeira viagem deveríamos fazer um curso de puericultura – como cuidar de uma criança. Isso envolve aprender a melhor forma de colocar o bebê para dormir, arrotar, como amamentar, a importância de estimular o bebê, orientação sobre vacinas, como higienizar os utensílios, alimentação adequada, como preparar a papinha, como aquecer a mamadeira, sobre dentição e mais um monte de coisas que facilitariam a rotina e adaptação dos pais, consequentemente da criança.

Precisamos pelo menos ser preparadas para as novas situações que vão além de dar banho e cuidar do umbigo. Na prática são tantos detalhes que os pais precisam de orientação mais consistente. Tanto para executar as tarefas, como para saber a serventia dos objetos. Aí minha dica é procurar livros sobre o tema, consultar mães amigas (é tudo tão novo e moderno, que nossas mães também não conhecem alguns objetos e algumas coisas já não se faz como antes) e/ou um pediatra (isso deveria ser o mais indicado). Depois cada um vai se adequando e descobrindo a melhor forma que se encaixa para sua família.

Mãe de primeira viagem não tem obrigação de saber tudo. Tem o direito de perguntar tudo o quiser (mesmo que pareça a maior besteira do mundo!)

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Organização festa de aniversário – Parte 6 (presentes)

Vale pedir presente? Vale. Quer dizer, estou começando achar que vale quando perguntam.

Passado meu aniversário, continuo ouvindo a mesma pergunta, mas agora com destinatário diferente “o que o Benjamin está precisando? O que você quer de presente de aniversário pra ele?”. Como boa pessoa educada, quando a pergunta era direcionada pra mim sempre respondi que não precisava de nada, muito obrigada! E porque realmente, não precisava mesmo.

Mas não seremos hipócritas com relação aos filhos. Eu pelo menos não serei. Também não vou dar uma de mãe politicamente correta e sustentável. Seria. Mas se a festa é para família e amigos íntimos e todos perguntam a todo instante o que Benjamin precisa, porque não ser sincera e dar a chance para pessoa acertar num presente que será útil e necessário?!

Impressionante, mas bebês sempre precisam de algo. Por exemplo:

Toalhas – porque eles crescem num piscar de olhos e um dia (principalmente de frio) você se dá conta que não dá pra enrolá-lo mais naquela toalha de bebê que você ganhou no enxoval;

Abrigo (ou o famoso casaco!) – Bebês crescem absurdamente de um ano para o outro, principalmente no primeiro ano. Aqueles casaquinhos lindos e fofos feitos a mão não servem mais;

Roupas (de inverno ou verão) – Meu filho, tadico, nasceu no inverno, ótima época para comprar roupas de verão, agora você ainda encontra várias peças na liquidação. Mas pense comigo: se agora no inverno ele usa tamanho 1 ou G, no verão ele usará tamanho maior, de uma criança de quase 2 anos. Não vale roupa cheia de estampa, mas valem as coloridas e alegres;

Livros – é sempre bom incentivar a leitura. Bom que comece desde cedo com livrinhos apropriados para cada idade;

Brinquedos – Lego e Pequeno Construtor de tecido (lembra daqueles bloquinhos que pareciam a parede de um castelinho? Agora tem uns tipo almofadinhas), ambos caros demais para pais que ainda compram fraldas;

Sapatos – Quem gostava de usar sapato quando pequeno? Eu tenho a impressão que incomoda pra caramba. É sempre bem vindo e tem mesmo que usar calçado, mas existem uns super confortáveis, maleáveis ao invés daqueles duros e caríssimos. Ok, alguns desses macios também são caros, mas valem muito mais a pena, é garantia certa de uso;

Dinheiro – O filho tem poupança? Os avós vão adorar contribuir para o futuro do netinho; Dar dinheiro no envelope é brega? Não, nos tempos atuais, definitivamente não!

Então, pra você mamãe que está organizando a festinha da cria, se alguém perguntar o que seu filho está precisando, não se envergonhe, responda! Se a pessoa está perguntando é porque ela realmente quer dar algo que satisfaça a necessidade do bebê.

Curso para gestantes

Quem não fez curso de gestante põe o dedo aqui! Até cogitei fazer, mas no decorrer da gravidez gastei dinheiro e tempo com tanta coisa que passei a questionar a necessidade do tal curso. A maioria desses cursos são cobrados (exceto os cursos online) e não vale a pena pagar sei lá R$250 reais para aprender (em dois dias) os primeiros cuidados com o bebê. Vamos combinar que aprender a trocar fraldas e dar banho em boneca é facinho. Até na Capitu (my dog) é mais fácil colocar fraldas do que em um bebê (sim, o marido fez o teste).

Eu pensei que fossem cursos mais práticos e que realmente fossem necessários, que fariam a diferença na minha vida materna. Mas nãnanina não! Na maternidade mesmo a enfermeira já te ensina dar banho, trocar fraldas, limpar o umbigo, tudo que você esquece no instante em que acaba a aula prática. Quem já em casa, sem a enfermeira, não se viu perguntando “Como é mesmo que seguro o bebê para o banho?”.

Ééééé, na prática é que são elas…mas não se preocupe, você tira de letra! Não sei como, mas quando nos tornamos mães (e nos vemos sozinhas na função) é acionado um sensor dentro da gente que transmite informações para nosso cérebro, e este passa a comandar todas as nossas ações por instinto. “Ah, isso é balela”. E como alguém explica toda mãe saber diferenciar cada choro?! Balela nada…

É simples assim. É aquela história de quando nasce um bebê, nasce uma mãe. Então, amiga-gestante-mãe-de-primeira-viagem (se é que alguma lê esse blog), esse curso não vai mudar nada na sua vida. Confie!

A revista Crescer tem curso de gestante gratuito aqui.

O Bebê.com também tem aqui.

11 meses

Acho que de tanto eu te apertar, beijar, dar cheirinho, você começou a retribuir. Agora você dá abraços. É o abraço mais delicioso, o lugar mais confortável do mundo. O primeiro abraço que você deu foi quando a mamãe voltou de uma viagem de um dia apenas. Voltei pensando “ele nem vai ter sentido minha falta”. Que nada…quando você me viu atravessar a porta da sala abriu um sorrisão, seus olhos brilharam tanto! Eu cheguei perto e você – com suas mãzinhas tão pequenas, aproximou meu rosto do seu e me apertou. Agora toda manhã você, naturalmente, me presenteia com seu abraço.

Você está com 11 meses. É muito hiperativo, agitado, gesticulador. Tem algumas manias como tomar mamadeira mexendo no cabelo; mexe na orelha – mania que herdou da mamãe e eu perdi logo depois que você nasceu (acho que foi a falta de tempo ocioso que me fez perder); na hora de dormir gira de um lado pro outro até achar uma posição confortável e agora começou a brincar com as mãos até pegar no sono; range seus (muitos) dentes sem parar; Já demonstra alguns traços marcantes de personalidade. Agora você fica sério olhando para pessoas que nunca viu ou que não vê há algum tempo, principalmente se acabou de acordar. Você olha com uma cara de desconfiado – outra herança da mamãe, aí você olha pra mim como quem diz “e aí mãe, posso confiar?” Depois de alguns minutos você se abre e está novamente com seu sorriso habitual. Aliás, filho, essa é sua mania mais linda: SORRIR.

Espero que você continue assim: carinhoso e feliz!

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O primeiro dia das mães com meu Ben

Na sexta-feira passada estava morreeeeeeendo de inveja das mães postando no facebook sobre as festinhas e presentes de dia das mães. Embora já tivesse ganhado (um dia antes) um presente maravilhoso, pensei:

“ah, não vejo a hora de ganhar um presente feito pelo meu Ben ou de participar de uma festinha na escolinha de Dia das Mães…”

Pois bem, na sexta-feira maridão e meu Ben foram me buscar no trabalho e para minha surpresa Benjamin segurava um presente pra mamãe coruja aqui: uma bandeja branca com suas mãozinhas registradas.

No cartão, a seguinte mensagem:

“…então perguntei para o papai do céu: - E se eu tiver medo enquanto estiver na terra?

Ele respondeu: – Não tenha, mandarei um anjo para cuidar de você em todos os momentos.

- Mas como saberei quem é este anjo querido?

- Chame-o simplesmente de MÃE!”

Sério, chorei. Eu sempre dei valor às pequenas coisas. Mas acho que pela primeira vez na vida enxerguei a totalidade da grandeza de um presente singelo como este, o sentido real dos pequenos gestos. Estou aprendendo um bocado de coisas com esse pequeno Benjamin…

Mas voltando à sexta…fiquei toda encantada (e falante) dentro do carro: “nossa, que legal da parte da escolinha; imagina deve ter sido caro fazer isso para todas as mães…” Ao que o marido fala “ah, eu que o diga”. “Como?”, perguntei. Aí ele relatou que há um mês veio um recado na agenda que por sorte ele viu a escola faria presentes para o Dia das Mães e os pais interessados deveriam pagar uma taxa simbólica no valor x, até a data y. Ele enviou o dinheiro na agenda. E por sorte ele ficou com o carro na sexta-feira. O marido é ótimo em fazer surpresas. E desde cedo os meus dois meninos já viraram cúmplices…

*

O domingo foi tranquilo e passamos todos juntos: mãe, avó, filho, filha.

Detalhe: a mãe-filha veste blusinha também parte dos presentes que ganhou. Outra arte surpresa do Marido com o Ben.

Amei tudo. Acho que nem preciso dizer que esses presentes vão virar herança, né?!

Feliz dia das Mães

Nesse um ano de vida materna, não vi ninguém definir tão bem o trabalho de uma mãe como fez a P&G para os jogos Olímpicos Londres 2012. Achei lindo demais esse vídeo. Chorei.

 

Esse outro é homenagem da revista Crescer. Achei uma gracinha. Morri de vontade do tempo passar só pra ouvir o meu Ben falando do que tenho cheiro…(risos)

 

E pra finalizar, uma mensagem linda que Eugenio Mussak postou em seu facebook hoje:

“Há os que cuidam por um dia, e são úteis. Há os que cuidam por algum tempo, e são necessários. Há os que cuidam por muito tempo, e são fundamentais. E há quem cuide por toda a vida. Estas são as mães, as imprescindíveis.” (inspirado em Brecht)

Feliz dia das mães!

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