As agruras da maternidade

Tudo começou ontem depois do almoço. Uma angústia tomou conta de mim e eu falava pra minha colega de trabalho: “vontade de chorar, gritar, sair correndo”. Tem um monte de coisa pra acontecer, mas sinto tudo estagnado na minha vida. Culpa da minha ansiedade? Talvez. E aí tento me apegar na frase que li semana passada no instagram do ‘Mulher sem script’: “Calma. É aos poucos que a vida vai dando certo“.

Foi quando recebi uma ligação da escolinha e a calma que eu buscava foi para o espaço. Benjamin apresentava umas manchas no corpo, que começaram nas pernas e estavam subindo pra barriga. Fiquei apavorada. Podia ser uma alergia, mas como ele não estava tomando nenhum remédio e aparentemente não tinha ingerido nenhum alimento diferente, essa hipótese foi a última coisa que passou pela minha cabeça.

Incrível a minha capacidade de pensar sempre no pior. A primeira coisa que pensei foi referente ao galo na cabeça. Benjamin sofreu uma queda forte no sábado retrasado. Subiu um galo assustador, que baixou relativamente rápido, mas foi nessa segunda-feira passada que me ligaram da escolinha perguntando se ele havia caído em casa (sempre tentamos manter a escola informada no caso de machucados). Explicaram que ele estava com um galo no mesmo lugar do outro de antes, que só apresentava aquela mancha esverdeada e que ele não tinha caído na escola. Fiquei encanada com isso. Quando o busquei vi o galo e aquilo ficou na minha cabeça.

Então, fiz relações com isso, pensando que podia ser alguma reação, sei lá… saí do trabalho correndo, tremia de nervoso, nem sei como consegui dirigir até a escolinha. Fiquei mais preocupada ainda quando vi as manchas. Nesse meio tempo, eu já havia ligado para a pediatra dele que fez algumas observações do que poderia ser, e uma delas, a pior das hipotéses, podia ser púrpura infantil.

E lá foi a mãe fazer um Google. Gente essa é a pior coisa que devemos fazer nessas horas. Eu sei e não sei porque fiz. O marido me alertou, falou para eu não pesquisar, mas já tinha feito. Não gostei nada dos resultados que encontrei. Mas parei de chorar e no percurso para o hospital eu só pensava no quanto Benjamin é saudável, que não seria nada de ruim, seria apenas uma alergia seja lá do que fosse.

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Fomos para o hospital infantil Sabará. Fomos atendidos rapidamente. Além das manchas, ele estava com 38,6 de febre. Benjamin internou, fizeram exames de sangue, urina, medicaram na veia com corticoide, as manchas aumentaram e medicaram novamente com outro remédio. E se as manchas não passassem, fomos alertados: ele teria que ficar internado. Só que eu já estava mais tranquila e com a certeza de que as manchas sumiriam.

A médica saiu do quarto e como que num toque de mágica, Benjamin ficou branquinho. Sem mancha nenhuma. Fiz uma comparação entre Benjamin e eu. Apesar do medo que ele sentia cada momento que entrava uma enfermeira, ele chorava, mas não se debatia, não se mexia, ficava quietinho. Eu sempre fui assim desde pequena. Tenho pavor de hospital e agulha, choro (ou chorava, a gestação me fortaleceu mais nesse sentido), mas sempre fiquei quieta esperando o que fariam comigo. E sempre ficava incrivelmente boa diante da possibilidade de ter que ficar no hospital rs.

Benjamin teve uma urticária brava, uma alergia talvez causada por algo que ele tenha comido. De diferente, ele comeu morangos, fruta que a gente evitava por ter muitos agrotóxicos. Vamos procurar ainda um alergista, buscar saber o que aconteceu.

Ontem foi pra mim mais uma dessas provações da maternidade. Para qualquer mãe é muito difícil ver seu filho ser picado, tirar sangue, colocar acesso pro soro e ouvir seu choro e seu chamado: “mamãe, colo. mamãe, colo”. Como diz Denise Fraga, em seu livro “Travessuras de mãe”, ser mãe compreende muitas dualidades. É uma grande mistura de alegria e dor.

E foi com essa dor no peito que não deixei cair uma lágrima perto do pequeno, me enchi de coragem para ficar ao lado dele, segurá-lo durante todo o processo (eu que nunca havia segurado ele sozinha para tomar vacina) e deitar ao seu lado na cama do hospital.

Chorei sozinha quando fui ao banheiro, depois de já terem colhido o sangue dele. Chorei e pedi em silêncio para ir embora daquele lugar o mais rápido possível com o meu filho bem.

Lembro da primeira vez que Benjamin ralou o joelho. Aquilo doeu em mim também, mas era apenas um joelho ralado e pensei: ele ainda vai ralar muitas partes do corpo. E desde então, tenho provas disso quase que diariamente. Já pensei em comprar um capacete de tanto que ele bate a cabeça (até dormindo ele faz isso no berço). Na véspera de seu aniversário, ele caiu e bateu o rosto no batente da porta e quando vi o resultado achei que ele ia precisar levar pontos no supercílio. Sinceramente,  eu não estava preparada para isso.

Tenho me perguntado, será que estaremos preparadas algum dia? Um dia estaremos fortalecidas como mãe? Eu acho que me fortaleço a cada experiência dolorosa dessas, incluindo as pequenas. Mas acho que nunca estaremos preparadas.

Dois anos e uma visita ao pediatra

Nossa primeira consulta com a pediatra foi dia 20/06/2011. Ele tinha apenas 4 dias de vida. Não tínhamos pediatra e ela foi uma escolha certeira. Apesar de no início eu me sentir intimidada por ela, nunca quis trocar, sempre me senti segura.

No começo você vai constantemente ao pediatra, primeiro são visitas semanais, depois mensais até que o bebê completa um ano e pouquinho e essas visitas vão ficando cada vez mais espaçadas. Eu fiquei com medo se saberia viver sem essas consultas, se saberia medicar Benjamin caso tivesse um resfriado, mas logo a gente se adapta.

Sábado levamos Benjamin a uma consulta de rotina. Levei porque achei que 2 anos merecia uma inspeção médica pra saber se estava tudo se desenvolvendo bem, também porque Benjamin tem recusado o jantar na escola, então fiquei preocupada se ele estava precisando de alguma vitamina. E sei lá, talvez também para ouvir da pediatra que ele estava ótimo e que eu estava fazendo um bom trabalho. Ah, sim, claro, e para esclarecer algumas pequenas dúvidas que estavam acompanhando os pais de primeira viagem aqui.

É preciso continuar a esterilizar as mamadeiras?

Já fazia algum tempo que marido já me questionava isso. Não sabia responder e continuávamos esterilizando. Marido aproveitou para tirar a dúvida com a pediatra. A recomendação dela foi simples: água e sabão! Não precisa mais esterilizar.

E a pomada ainda precisa passar?

Sou motivo de piada com as amigas mães blogueiras. Um dia fiz essas pergunta pra elas e virei a mãe que vai passar pomada no filho até os 18 anos. Depois disso, avisei o marido que não era mais necessário passar pomada toda hora no Ben. Mas continuamos a passar. A pediatra riu quando contamos essa história.  É claro que precisa passar pomada, mas se a criança estiver assada.

Alimentação

Parecia que o marido estava esperando chegar o dia do aniversário do Benjamin pra tirar um sarro da minha cara. O dia inteiro ele ficou citando coisas que Benjamin ainda não comia e dizendo que ele comeria no dia seguinte, com dois anos e um dia. Ele se referia ao nosso trato de não oferecer certos alimentos ao Benjamin até os dois anos de idade. Acontece que não é bem assim, completou dois anos e virou “oba oba” vai comer um monte de besteiras. Sim, ele pode comer o que ele quiser, mas sei lá, com certa parcimônia. E ainda sou a favor de não oferecer coisas desnecessárias para as crianças. Por exemplo, não é porque ele completou dois anos que vou oferecer do nada refrigerante pra ele. Agora ele vai começar a tomar iogurte. Veja bem, IOGURTE e não Petit Suisse. Iogurte batido com frutas.

Peso e medida

Embora Benjamin esteja recusando o jantar na escola, ele tem comido em casa. Enfim, ele está com sua curva dentro do esperado: 12,100 gr e 87 cm. Conversei com a pediatra e assim como eu, ela acha que o horário do jantar ainda é cedo pra ele que talvez não tenha se adaptado. Então sobrou para a mamãe aqui fazer janta pra ele durante a semana. Em casa eu e marido não jantamos, só comemos um lanche. E a pediatra sugeriu fazer uma comidinha leve pra ele e congelar para vários dias. Só pode descongelar na geladeira porque fora perde os nutrientes. E esquentar em banho maria ou na panela, mas não no micro-ondas. Aliás, o leite também deve ser esquentado dessa maneira e não no micro-ondas. Pasmei! Aqui em casa, desque Ben completou um ano e pouco, sempre esquentávamos no micro-ondas pela praticidade. No verão nem esquentávamos, acostumamos ele a tomar na temperatura ambiente. A pediatra alertou: esquentar leite ou a comida do micro-ondas não é bacana, é altamente cancerígeno.

Alerta

A consulta foi super bacana, demoramos um pouco mais que o habitual, mas porque ficamos conversando sobre o desenvolvimento do Benjamin – que  ficou brincando com os brinquedos da sala da pediatra e ela só observando ele, dizendo que “ele está numa fase muito bacana, mãe, uma fase de descobertas”. Também é uma fase muito perigosa e que precisa de atenção redobrada dos pais. Janelas, escadas, portas devem ter grade de proteção. Crianças devem ficar longe da cozinha. Nessa idade todo cuidado é pouco.

Receituário

Depois de muita conversa eu confessei à pediatra: Benjamin tem recusado a nossa ajuda pra tudo. Ele quer comer sozinho, quer tirar sua roupa sozinho, colocar o sapato sozinho…e vai tentar ajudar pra ver só, ele faz um escândalo. Ele ainda é pequenininho. A pediatra disse: “mãe, é assim mesmo, ele está descobrindo tudo o que é capaz de fazer, ele está crescendo. Você é o tipo de mãe que quer ver o filho bebê. Ele está ótimo! Mas vou receitar algo….para os pais…..outro bebê!”

E a mãe saiu da consulta toda prosa, feliz, satisfeita e falando pro marido: “você viu o que a pediatra receitou…!” 😉

Porque Benjamin não toma Petit Suisse

Já faz alguns dias comentei na fan page do blog que Benjamin não toma “danoninho”. Antes, para não ter confusão, vou me referir a essa sobremesa pelo nome correto “Petit Suisse”, afinal “Danone” é marca.

Nada contra, o marido ama. Eu não sou fanática, mas gosto de alguns. Para o Benjamin não oferecemos por indicações de sua pediatra. Ela sempre foi contra oferecer tal sobremesa a crianças de 0 a 4 anos. E foi esse comentário meu que fez surgir várias dúvidas entre as leitoras.

Algumas pessoas me olham torto ou acham um absurdo eu não oferecer alguns alimentos para o Benjamin. Eu pesquisei muito, conversei bastante com a pediatra do Ben e o que ficou claro pra mim sempre foi: os primeiros dois anos de vida são fundamentais para educação alimentar da criança. Por isso, junto com o marido, decidimos não oferecer guloseimas até os dois anos de idade dele (burlamos um pouquinho, pois recentemente meu Ben começou a comer chocolate, mas lá em casa restringimos o dia da guloseima para os finais de semana).

Sinceramente acho que optei pelo caminho certo ao restringir um pouco a alimentação dele. Fico muito orgulhosa ao ver que meu pequeno, tão pequeno, é mais sabido que a mãe e come um pratão de verduras.

Agora me diz, qual a necessidade de oferecermos certas guloseimas para crianças? Vejo crianças mais novas que Benjamin ingerindo balas, salgadinhos, petit suisse, refrigerante, entre outras porcarias. Enquanto elas não conhecem, não sentem falta nenhuma, correto? Quem apresenta? Em minha opinião, em primeiro lugar, os pais. Depois vem os fatores externos: avós, coleguinhas, escola!

Na escola do Benjamin mesmo petit suisse foi item liberado no lanche, recentemente. Tem um dia para essa guloseima. A escola tem culpa? Mea culpa, vai! Porque se é liberado é porque alguma mãe fez questão disso. E infelizmente, não é uma, mas várias mães. Não vejo problemas em oferecer guloseimas para as crianças, mas desde que seja feito em sua casa. Na escola acho mesmo que deveria ser restringido.

Alimentação infantil é um assunto sério. E por falta de informação, a obesidade infantil torna-se hoje um dos problemas mais sérios em várias casas pelo mundo a fora.

O que poucas pessoas sabem é que existe diferença entre iogurte e petit suisse.

Para esclarecer um pouco mais sobre o assunto e falar sobre alimentaçao infantil, convidei a nutricionista Beatriz Miranda Braga, pós-graduada em Nutrição Clínica Pediátrica pelo Instituto da Criança (HC-FMUSP) e Nutricionista Clínica do Hospital Albert Einstein.

Bossa Mãe: Qual a importância de manter uma alimentação saudável para os bebês até um ano de idade?
BM: Boas práticas alimentares no primeiro ano de vida fornecem, em quantidade e qualidade, alimentos adequados para suprir as necessidades nutricionais para o crescimento e desenvolvimento da criança. Esta é a fase onde a criança descobre novos alimentos além do leite materno e é quando as predisposições genéticas, como a preferência pelo sabor doce, a rejeição aos sabores azedos e amargos e certa indiferença pelo sabor salgado, começarão a se manifestar. É neste período que começam a controlar o mecanismo regulador do apetite e começam as preferências e o controle do volume que desejam ser consumidos. Por isso a importância de manter uma alimentação saudável na primeira infância.

Bossa Mãe: Qual o motivo de não oferecer certos alimentos para as crianças antes de 1 ano? De preferência cite 3 alimentos que devem ser evitados antes desse período.
BM: Como dito anteriormente, é nesta fase que as crianças descobrem novos alimentos e quando começam a formar as preferências e administrar o controle do volume que desejam ser consumidos. Desta forma, alguns alimentos não devem ser ofertados antes do 1º ano de vida e são eles: produtos industrializados e com conservantes; produtos com corantes artificiais; embutidos (salame, presunto, linguiça, mortadela) e enlatados (milho verde, ervilha, pepino azedo, palmito, azeitona, picles etc); doces (bolos, chocolates e achocolatados, biscoitos recheados e guloseimas em geral); refrigerantes e sucos artificiais; balas; pirulito; pipoca; amendoim; frituras, condimentos (maionese, catchup, mostarda, pimenta); salgadinhos de pacote em geral; e o leite de vaca que está associado ao aparecimento da anemia ferropriva (anemia por deficiência de ferro) devido o baixo teor de ferro presente no leite e também por não ser bem absorvido pelo organismo dos bebês.

Bossa Mãe: Porque é importante evitar oferecer sobremesas lácteas para as crianças com menos de um ano e até quando evitar?
BM: As sobremesas lácteas contém cálcio. O consumo de alimentos fontes de cálcio deve ser evitado junto a alimentos fontes de ferro (muito presente na composição do almoço e jantar), especialmente na infância. Isto porque cálcio e ferro são nutrientes que competem pela absorção no organismo, fazendo com que diminua a biodisponibilidade deles quando consumidos na mesma refeição. Ou seja, prejudica absorção de ambos.

Bossa Mãe: O que a criança de fato precisa comer e até que idade isso deve ser em caráter exclusivo?
BM: O leite materno deve ser consumido de forma exclusiva até, preferencialmente, o 6º mês de vida. Após isto, a introdução da alimentação complementar (frutas, legumes, cereais) em forma de papas se faz necessária.

Bossa Mãe: Quando oferecer guloseimas e quais evitar ainda por um certo tempo (e até quando)?
BM: As guloseimas (doces e açúcares refinados) devem ser evitadas até o 2º ano de vida. Já foi comprovado que a criança nasce com preferência para o sabor doce. Por isso, a adição de açúcar é desnecessária e deve ser evitada neste período de educação alimentar. E, oferecendo guloseimas em excesso, pode fazer com que a criança não se interesse pelos cereais, verduras e legumes. Mas lembre-se: o ideal é a educação alimentar, com bastante conversa, e não a proibição. Conversa, moderação e controle fazem toda diferença.

Bossa Mãe: Qual a diferença entre iogurte e petit suisse?
BM: O iogurte é o leite fermentado por bactérias, Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus termophilus, que permanecem vivas e em grandes quantidades no produto final. O iogurte natural é aquele sem qualquer adição, além das culturas microbianas. Iogurtes light são aqueles feitos com leite desnatado (sem gordura) ou leite semidesnatado. No mercado, existem inúmeros tipos de iogurtes, com polpas de frutas, mel, cereais e etc.

Já o “danoninho” (marca) é um Petit suisse (queijo mole, feito por coagulação láctea utilizando-se bactérias, enzimas ou coalho) com adição de frutas e vitaminas, costuma ter uma quantidade maior de cálcio por ser mais “concentrado”.

O ideal é que, tanto os iogurtes como o Petit suisse, sejam introduzidos na alimentação da criança somente após o 1º ano de idade.

Bossa Mãe: Para terminar, qual seria a alimentação adequada – para não dizer perfeita – para os bebês até os dois anos de idade?
BM: De acordo com o Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria, os dez passos da alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos são:
1. Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos;
2. A partir dos seis meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais;
3. A partir dos seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamada.
4. A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança;
5. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a sua consistência até chegar à alimentação da família;
6. Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida;
7. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições;
8. Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação;
9. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados;
10. Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

A nutricionista Beatriz ainda indica algumas leituras para nós mamães preocupadas com a alimentação dos pequenos. Ao ler um pouco de tudo isso, bate aquela culpa de eu não seguir uma alimentação saudável. Não só por eu ser um exemplo para o meu filho, mas por uma questão de cuidado com a minha saúde.

– Sobrepeso oferece enorme risco à longevidade

– Manual de orientação Departamento de Nutrologia

– Dez passos para uma alimentação saudável – Guia alimentar para crianças menores de dois anos

– Papinhas e comidas

Se você tiver alguma dúvida sobre alimentação infantil, envie para o Bossa Mãe, nós teremos prazer em esclarecer a dúvida com a nutricionista e lhe enviar a resposta.

Você já levou seu filho ao Odontopediatra?

É essencial fazer acompanhamento com um odontopediatra desde cedo para cuidar da saúde bucal dos pequenos. Eu nunca levei Benjamin e descobri que os bebês, assim que nascem seus dentes, devem fazer acompanhamento a cada três meses.

Para evitar cáries usamos pasta dental com flúor, mas as crianças não podem usar creme dental com esse componente. E sabe por que? Porque quanto mais engolem flúor, mais risco correm de ter fluorose – um distúrbio que ocorre na formação dos dentes permanentes causado pela ingestão excessiva de flúor na infância. A fluorose faz com que os dentes permanentes nasçam com manchas brancas e opacas, é um problema de formação e não nasce apenas um dente assim, são vários.

Como nossos pequenos não sabem cuspir, eles ingerem o creme dental e o período de maior risco para o desenvolvimento de fluorose é justamente na primeira infância. Por isso a importância de usar um creme dental sem flúor até os 4 anos de idade.

Estudos indicam que o uso de creme dental com alto teor de flúor antes dos dois anos de idade é responsável por 72% dos casos de fluorose.

Mas como evitar a cárie sem o uso de um creme dental com flúor? No caso das crianças é muito importante usarmos um creme dental sem flúor, mas que proteja das cáries e uma das substâncias que tem ação anticariogênica é o xilitol. Esse componente combate a bactéria Streptococus mutans – principal bactéria causadora de cáries. E é isso que vai proteger os dentes dos nossos pequenos das cáries. E com o creme dental sem flúor, os pequenos também ficarão protegidos do risco de fluorose.

Tudo isso aprendi num evento do Laboratório Daudt com a odontopediatra Dra. Thelma Parada, que faz um trabalho super bacana. Ela desenvolve um projeto voluntário de orientação e prevenção à cárie em escolas da Zona Leste de São Paulo. Você pode conhecê-la através do site Dentista de Criança.

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A Dra. nos apresentou várias imagens de bocas de crianças bem pequenas, com manchas e cáries. Foram imagens bem impactantes, eu fiquei bem assustada. Uma coisa surreal que nunca imaginei ser possível. E gente, numa boa, culpa dos pais. Porque criança pequena não tem discernimento do que é certo ou errado, não tem coordenação motora para escovar os dentes sozinhas (e a Dra. confirma que os dentes das crianças devem ser escovados por um adulto até os 10 anos de idade), enfim, quem tem que cuidar?! O responsável pela criança.

É importante escovar os dentes 3 vezes por dia e sabemos que na escolinha essa prevenção não deve ser das melhores por motivos óbvios. Portanto, as duas escovações em casa devem ser feitas pelos pais e tem que ser aquela limpeza. Crianças devem usar fio dental, eu sei, que já é impossível escovar os dentes de uma criança de um ano e pouco, imagina passar fio dental. Mais um motivo para ir ao odontopediatra para ele ensinar essa proeza.

Para os bebês que, como o meu, tomam leite antes de dormir, não precisar acordá-los. Basta caprichar na higienização na manhã seguinte.

Eu como pessoa super encanada que sou, já estou procurando um odontopediatra para meu filho. Ele está prestes a completar dois aninhos e tem a arca dentária completa desde os 11 meses. Só de pensar na possibilidade dele ter cárie me dá um calafrio, eu que sempre morri (e ainda morro) de medo de dentista. Vamos combinar, né?! Acho que o pior tratamento que existe é aquele que nos obriga a sentar na cadeira de um dentista. Temos que cuidar e prevenir que isso aconteça com nossos pequenos. #ficadica

5 passos para prevenir cárie e fluorose

1. Escova de dente ao alcance da criança com supervisão;
2. Visitas precoces e regulares ao odontopediatra;
3. Higiene realizada pelo adulto responsável;
4. Autonomia para realizar escovação após os 10 anos;
5. Escolha correta do gel dental infantil.

Dica de creme dental. Eu não conhecia profundamente, mas conheci no evento, a linha Malvatrikids:

Malvatrikids Baby 70g (até 4 anos): Malvatrikids® baby gel dental infantil foi desenvolvido especialmente para proteger os dentinhos de bebês e crianças até 4 anos de idade, quando é maior o risco de fluorose pois crianças pequenas tendem a engolir o creme dental durante a escovação. Malvatrikids Baby contém Xilitol, substância anticárie segura e aprovada pelas principais agências de saúde no mundo. Xilitol ajuda a reduzir a formação da placa bacteriana responsável pelas cáries dentais.

Malvatrikids Infantil F 70g (de 4 a 7 anos): Malvatrikids® Infantil F gel dental infantil foi desenvolvido especialmente para proteger os dentes das crianças entre 4 e 7 anos de idade e contém a quantidade ideal de flúor e Xilitol.

Malvatrikids Júnior 70g (acima de 7 anos) – Lançamento!: Malvatrikids® JÚNIOR é um gel dental infantil desenvolvido especialmente para prevenir as cáries e manter uma higiene bucal adequada a partir de 7 anos de idade. Contém flúor e xilitol.

Malvatrikids Júnior Enxaguatório Bucal (acima de 6 anos): Malvatrikids® JÚNIOR enxaguatório infantil foi desenvolvido especialmente para complementar a higiene bucal de crianças acima dos 6 anos. Contém Flúor e Xilitol.

No evento ganhamos esse kit e Benjamin já está usando seu novo creme dental: Malvatrikids.
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Foi mais um evento onde adquiri conhecimentos valiosos e posso compartilhar com outras mães.

E mais uma oportunidade de reencontrar essa turma maravilhosa de mamães blogueiras.

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Alimentação – Porque tem coisas que #sómãe faz

Quem acompanha o blog sabe que eu sou encanada com a alimentação do Benjamin. Eu não tenho e nunca tive uma alimentação saudável, mas prezo pela alimentação do meu filho.

Uma das coisas que o meu trabalho me proporciona é a oportunidade de participar de eventos interessantes. Os que mais gosto sempre são aqueles cujo assunto possa ampliar meus horizontes. Sempre aprendo em todos. Quando o assunto é alimentação e saúde me pego pensando o quanto nós mães e pais sabemos tão pouco sobre o que é ou não saudável para nossos pequenos.

E quem acompanha a fan Page do Bossa Mãe sabe que nos últimos dias a minha paranoia sobre alimentação voltou a me atazanar (a história do Benjamin não comer certos alimentos antes de dois anos).

Hoje estivemos no evento da Ninho Fases. O assunto abordado não poderia ter vindo em tão boa hora: a formação da flora intestinal do bebê. O Dr. Aderson Damião, gastroenterologista, confirmou o que já ouvi outras vezes. A formação da flora intestinal se estabelece nos primeiros dois anos de vida, portanto, as escolhas alimentares nesse período são determinantes e podem trazer consequências para a vida toda.

A maior parte das células de defesa do nosso corpo está no intestino. E quando nossa flora (ou microbiota – novo termo utilizado para “flora”) intestinal está equilibrada, os micro-organismos benéficos que moram no intestino se comunicam com essas células de defesa, fazendo com que elas produzam mais enzimas e anticorpos. Tudo que as crianças necessitam!

Por isso é importante uma alimentação rica em Prebióticos – fibras alimentares que servem como base para os micro-organismos benéficos do intestino. Os Prebióticos estimulam o crescimento e ativam o metabolismo desse grupo de bactérias amigas, que possibilitam modificações na composição e no funcionamento da flora intestinal, contribuindo para o equilíbrio.

Quer saber um alimento rico em Prebióticos? Chicória! Plenamente realizada é a mãe daquele molequinho, que todas nós conhecemos. Ele chega ao supermercado e faz o maior escândalo: “Mãe, compra chicória. Eu quero Chicória, CHI-CÓ-RIA, CHI-CÓ-RIA!”. Mas o mundo real não é perfeito e dentro das escolinhas então…

A Nestlé nos apresentou o Ninho Fases 1+. Eu já conhecia, afinal é o leite que o Benjamin toma desde que completou um ano de idade. A pediatra dele até liberou o leite de vaca, mas continuamos com o Ninho Fases. Além de ser um composto de fibras prebióticas, possui proteínas, é fonte de cálcio, zinco, vitamina C, D e E , tudo que contribui para uma alimentação equilibrada neste período da vida da criança, ele pode ser oferecido até os três anos de idade. Então mantemos.

Curiosidades:

– O evento foi na cozinha experimental da Nestlé. Muito linda! Um sonho!

– Os produtos da linha Ninho Fases são classificados como compostos lácteos, por se tratarem de produtos resultantes da mistura do leite com ingredientes não lácteos (como as fibras prebióticas e óleos essenciais). Essa denominação é aplicada em virtude dos ingredientes adicionados, que visam contribuir para a ingestão de nutrientes importantes para o crescimento e desenvolvimento na infância;

– A Nestlé apoia o aleitamento materno até os seis meses ou mais. Porém, entende que nem sempre é possível seguirmos com a amamentação, principalmente quando nós mamães voltamos a trabalhar;

– Para ajudar as mamães que buscam informações para alimentar corretamente seus filhos durante o período de crescimento, ajudando com a nutrição necessária para que as crianças se desenvolvam de forma apropriada, a Nestlé desenvolveu o site “Começar Saudável para Viver Saudável” (http://www.nestle.com.br/comecarsaudavel/home.aspx). Lá você encontra informações sobre o perfil nutricional dos produtos da Nestlé, dicas, receitas, orientações da sociedade brasileira de pediatria e um espaço para trocar experiências;

– No evento, foi apresentado para todas as mamães blogueiras a campanha #sómãe. A campanha é singela, mas de uma sabedoria infinita, traduz perfeitamente o que eu sempre falo: ninguém faria pelo meu filho o que eu sou capaz de fazer. A Nestlé e você, mãe que me lê agora, sabem o motivo. Porque #sómãe faz!

Sobre os hospitais privados

Se tem uma coisa que passei a dar muito valor depois que Benjamin chegou, e que agradeço todo santo dia, é ter um (BOM) plano de saúde. Não basta ter um plano de saúde, tem que ter O plano de saúde. De bom para ótimo/excelente (o que aí já é pedir demais), pois não adianta ter um plano de saúde e não ter entrada nos hospitais conhecidos e considerados os melhores.

Agora se o hospital é o melhor já é outro assunto. O que eu percebi nesse meu pequeno período materno (1 ano e 9 meses. Não considero aqui o período da gestação, pois nos dois Hospitais que passei, fui sempre muito bem atendida, diga-se de passagem: Maternidade Santa Joana – na qual fiz todos os exames de pré-natal e para qual eu corria toda vez que passava mal e Maternidade Pró-Matre – na qual pari meu Ben) é que o atendimento privado não é lá essas coisas.

No domingo estive no hospital Santa Catarina, onde já fui também outras vezes com Benjamin. Minha pediatra e mais um monte de gente, indica em primeiro lugar o Sabará. Ok, é um excelente hospital. Mas não digo o mesmo dos profissionais. Já contei minha experiência no Sabará AQUI. O Santa Catarina não tem lá toda a fantasia que tem o Sabará, mas os peixinhos e outros bichinhos do mar até que encantam os pequenos e, os profissionais, falo dos médicos, parecem-me mais bem preparados.

Mas a espera dessa última vez foi interminável. Chegamos lá e a estimativa de espera era de aproximadamente uma hora e meia. Depois aumentou para duas horas! Esperamos um pouco mais de duas horas e fomos chamados.

Veja bem, na sala de espera tem um aviso de como se dá o atendimento: por classificação de risco. Então, na triagem (onde uma enfermeira colhe informações do tipo: o que ele tem; quando começou; peso; mede pressão e temperatura), seu filho recebe uma pulseira em determinada cor. Cada cor tem uma classificação, conforme imagem abaixo:

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Benjamin chegou chorando, a enfermeira viu o estado dele e deu a pulseira verde. Ok. Quem sou eu para julgar se a dor do meu filho era pior que a situação de outras crianças que ali estavam. Só sou a mãe dele e, é claro, como qualquer outra mãe, a gente sempre acha que o nosso filho merece um atendimento preferencial e rápido.

Comecei a reparar em todas as crianças ali presentes. Algumas super caidinhas aparentavam cuidado especial. Outras super traquinas que qualquer um podia julgar, eram merecidas da pulseira azul. Um menino de uns 7 anos, que já estava lá quando chegamos, chorava, gemia de dor, encolhido no colo do pai. Ele tinha dor de ouvido. A cor da sua pulseira: verde.

Vi apenas uma criança com a pulseira vermelha. Era um deficiente físico. Era mais que seu direito ter preferência. Mas além dele, ninguém mais com pulseira de outra cor. Sempre era a verde. Todos os casos eram poucos urgentes. E aquela demora de mais de duas horas para ser atendido.

Eu acho, sinceramente, uma falta de respeito esse tempo de espera. Mais falta de respeito ainda essa classificação absurda, que em minha opinião, deveria ser usada de verdade, não simplesmente classificar todo mundo como pouco urgente e fica aí esperando duas horas para ser atendido.

Aí você pensa nos hospitais públicos. Pensa em todo o envolvimento que tem por trás de hospitais x planos de saúde x médicos. Pensa no menino de 7 anos que viu lá no PS indo para o centro cirúrgico arrumar o pé que foi esmagado nesses brinquedos de parques mal estruturados. Pensa na mãe dessa criança que você viu com a cara mais abalada do mundo e que te deu uma imensa vontade de abraçá-la. Pensa num monte de crianças com problemas piores. E nas mães que perdem seus filhos todos os dias.

Chego a conclusão que o melhor que tenho a fazer é agradecer. Por esperar duas horas na fila de espera e não ser nenhum problema grave. Por ter um convênio médico e poder frequentar um hospital decente independente de tudo o que você acha errado. Mas eu acho lamentável…

Negligência materna

Do dicionário Aurélio Eletrônico

Negligência: falta de cuidado, de aplicação, de exatidão; descuido, incúria, displicência, desatenção. / Falta não intencional daquele que se omitiu no cumprimento de um ato que lhe incumbia.

Foi o que senti ao sair do hospital com Benjamin no domingo. Fui negligente.

Ele já vinha tossindo há umas duas semanas (marido disse que duas semanas pra mais, pior ainda!). Começamos a dar xarope, fazer inalação, mas não foi algo firme. Inalação, por exemplo, eu começava a fazer e a uma reclamação do Benjamin já parava. Simplesmente porque não queria chateá-lo ou incomodá-lo.

Até que na sexta-feira passada, quando me dei conta que deveria pegar firme, tive uma conversa séria com Benjamin do tipo “nesse caso, você não tem que querer, quem manda aqui sou eu” (bem no estilo autoritária mesmo!). Desde então, ele começou a colaborar e fazer a inalação até o fim (e sozinho). Decisão tomada um pouco tarde, já que no domingo o sinal vermelho começou apitar.

Minha lição: nem tudo dá para ser do jeito que nossos filhos querem; nem para tudo podemos fazer vistas grossas. É meu papel (e somente meu) cumprir com as responsabilidades com relação ao meu filho. Não dá para descuidar, ter preguiça, menosprezar.

Filho = vitamina C+D+E+A+B12

Domingo. Fomos à casa da minha mãe. Benjamin começou a almoçar e nem chegou na metade. Estranhei, mas como já tinha passado a hora dele comer pensei que esse fosse o motivo da recusa, que talvez quisesse pular para a fruta – que também comeu só um tiquinho.

Fez bagunça a tarde toda até chegar um determinado momento quando percebermos que ele não parava de cutucar o ouvido direito. A mãe aqui estava podre. Até então estirada no sofá. Já tinha dormido, acordado. Dormido, acordado. Não sei o que tem acontecido, mas nos últimos dias andava bem indisposta, bem cansada, embora sem deixar de fazer minhas obrigações. De repente soou o alarme de mãe.

Todo mal-estar-preguiça-desânimo-ziquezira-piriri que tinha em cima de mim foi pro espaço. Dei um pulo do sofá e sentenciei: vamos ao pronto-socorro. Vamos, vamos, vamos agora! E depois de meses, sei lá, uns 8 meses pra mais, lá fomos nós ao PS. Chegamos lá bateu até um desânimo de tão super lotado que estava. Mais de duas horas de espera.

O médico examinou Benzoca e disse que ele estava com infecção no ouvido. Entrou com antibiótico, mas como já tivemos uma experiência negativa e agora a pessoa que vos escreve já tem mais experiência no cargo de mãe, questionei ao Doctor se tinha outra possibilidade. Ele indicou um remédio para aliviar a dor, mas afirmou que como se tratava de um caso de infecção, só com antibiótico daria para tratar e que poderíamos passar no especialista (otorrino) no dia seguinte, pois só ele poderia avaliar a extensão da infecção, uma vez que um dos ouvidos (o que meu Ben reclamava) estava com uma bola de cera impossibilitando o diagnóstico conclusivo. Decidi medicá-lo com o remédio para dor e esperar até a consulta no dia seguinte.

O otorrino afirmou o diagnóstico do dia anterior. Otite. Para ver a extensão era necessário tirar a cera. Como? Enfiando uma ferramenta fininha de aspecto assustadora (semelhante a imagem abaixo) para qualquer mãe. Benjamin mal deixou o médico examinar o ouvido dele, imagina enfiar aquilo. Não deixei. Sim, sou chata, louca e não sou médica. Mas jamais vou deixar fazer algo no meu filho que não me faça sentir segura. Principalmente, se o médico não se sente seguro. O cara nem tentou e já falou “se a sra. não quer, então não vamos fazer”. Simples assim. Imagina enfiar aquele treco no ouvido do Benjamin, qualquer movimento brusco dele e aquilo podia perfurá-lo. Deusmelivre!

Imagem do Google

Imagem do Google

Já estava certo de que era caso de infecção.Um  Benjamin teria que tomar antibiótico. Eu seguiria a prescrição médica e em seguida procuraria um especialista, de preferência um otorrino infantil. Liguei para sua pediatra, ela indicou tomar o antibiótico indicado pelo otorrino e não pelo pediatra do dia anterior, mas alertou: tomar por 10 dias e não 7, conforme a prescrição do otorrino.

O Médico não liberou Benjamin para ir à escolinha ontem. E eu recebi atestado para ficar com ele em casa. Pela primeira vez não me senti culpada com relação ao trabalho e me dei o direito de cuidar do meu filho, sem me preocupar com as responsabilidades profissionais. Dei-me o direito até de abrir mão do Home Office. Fiquei disponível 101% para meu pequeno. Até dormir juntos dormimos à tarde.

Ah, mas Benjamin só começou a coçar o ouvido e você decidiu levá-lo ao hospital? Sim. É incrível, mas mãe (e avó) tem um sexto sentido infalível, uma intuição fora do comum. Eu simplesmente usei a minha. Foi tudo tão de repente, do nada eu decidi e pulei do sofá. Fui tomada por uma energia que parecia zero dentro de mim.

Filho é isso, um impulso, uma força desconhecida, destemida, é coragem, vitalidade. Filho é um amor imensurável. Só sabemos o verdadeiro sentido de nos doar para outro quando temos um filho. E esse é uma das maiores mudanças em mim. Pelo Benjamin sou capaz de mover o céu, a terra (inclusive, a minha bunda do sofá).

*

Meu Ben passa bem, mas temos que seguir com o tratamento direitinho durante os 10 dias. Depois vamos levá-lo à sua pediatra e em seguida ir em um otorrino.

Como você controla as mamadas do seu filho?

Eu podia estar falando de carnaval, podia estar dando dicas de blocos e como se divertir com as crianças, mas essa semana não faltou esse assunto na internet  e hoje também não vai faltar. Então, decidi falar sobre amamentação – assunto que não sai de moda, que eu gosto e porque nos últimos dias, ouvi sobre pessoas que estão nessa fase e bateu saudade de quando amamentei….

Ainda grávida, lembro que separei um caderninho para fazer anotações do tipo:

– Horário das mamadas

– Tempo de cada mamada

– Último seio oferecido ao bebê

– Horário que o bebê fez coco

– Quantidade de trocas

– e mais um monte de coisas.

Tinha visto a ideia num livro. Era como se fosse um diário. Ter todas as informações anotadas para apresentar à pediatra.

Agora alguém me pergunta se isso deu certo.

Obviamente, não! Há quem não acredite, mas mãe de recém-nascido não tem tempo pra fazer nada. Eu não acreditava, achava um exagero ouvir as pessoas falando isso.

Mas é só fazer as contas: 1 hora pra mamar, 1 hora pra fazer arrotar, trocar, dormir + 1 hora que deveria ser usado para mãe descansar, mas ela vai ao banheiro. Ou comer. Ou tomar banho. Ou organizar alguma coisa do bebê. Ou lavar alguma peça de roupa dele. Pronto: hora de mamar novamente.

Imagina se você vai lembrar de parar e anotar as informações num caderno. Em planilha no computador, então….esquece!

A minha maior dificuldade era lembrar qual havia sido o seio da última mamada. De início eu me esforçava para lembrar, mas acabava dando o seio que eu ACHAVA que tinha sido o último. Nunca com total certeza.

Levei o assunto para a pediatra. Foi quando ela me explicou a importância de dar o seio correto a cada mamada. O leite materno tem duas fases: o Leite Anterior e Leite Posterior. O primeiro é o que sai logo no início da mamada e é rico em fatores de proteção. O segundo é o mais concentrado e rico em calorias, ou seja, gorduroso e também muito importante para o bebê.

Nem sempre o bebê chega no Leite Posterior em uma mamada, afinal ele já mamou um seio, pode ficar satisfeito logo. Por isso, a importância de iniciar a mamada pelo último seio que o bebê mamou.

Então se o bebê mamou por último no seio direito, na próxima mamada você deve dar o seio direito primeiro. Assim, ele esgota nessa mamada o leite posterior desse seio.

Depois disso, tentei controlar melhor as mamadas.

Dia desses recebi a revista Pais & Filhos, edição de fevereiro e corri para ver duas matérias: a minha (mas essa é outra história) e uma sobre amamentação. Descobri que a revista criou o aplicativo “Amamentação”. Um aplicativo que auxilia as mamães controlarem todas as mamadas do seu filhote. Possibilita registrar informações como data, hora e o seio utilizado.

A enxerida aqui – que já passou dessa fase e morre de saudades de amamentar, foi lá e baixou no APP Store. Sim, eu testei! E sim, é grátis!

Primeiro você cadastra informações básicas do seu filho: nome, sexo, data de nascimento, altura, peso (essas últimas informações usei a do nascimento do Benjamin).

Quando você for amamentar, basta ir no aplicativo, em “tempo de amamentação”, escolher o seio (direito ou esquerdo), ligar o cronômetro e pronto. Você registra o tempo que amamentou e o seio utilizado. Enquanto isso você pode usar outros aplicativos no aparelho celular e acessar internet normalmente.

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O aplicativo permite que todas as informações fiquem registradas em “histórico de amamentação”, onde fica gravado data, horário e duração de mamada em cada seio. Além disso, contabiliza o total de mamadas no mês.

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Se tiver filhos gêmeos, não tem problema. O aplicativo permite registrar mais de um bebê.

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Uma semana antes de o Benjamin nascer, fiz a minha primeira compra exorbitante-tecnológica, comprei um iPhone. Foi sem dúvida minha melhor aquisição na vida mulher-mãe. Além de ter toda aquela facilidade de acesso a internet, e-mail, etc, foi nele que comecei anotar todas os meus compromissos, inclusive, dúvidas para esclarecer com a pediatra.

Se esse aplicativo já existisse quando meu Ben nasceu, eu teria feito muito uso dele. Mas num futuro não tão distante, tenho certeza que usarei bastante.

#ficadica

Dicas de leitura:

Saiba mais sobre o aplicativo, na matéria Pais & Filhos, edição de fevereiro. Clique no link a seguir e confira o PDF da matéria: App_Amamentação

No site da Unifesp, na página do Centro de Incentivo e apoio ao aleitamento materno, tem algumas perguntas respondidas por especialistas, sobre desmame, leite anterior e posterior, posição e pega, intervalo das mamadas e muito mais. Vale a pena dar uma espiada. É só clicar AQUI.

O Guia do Bebê dá algumas dicas valiosas para facilitar a amamentação, embora o texto seja pequeno. Está aqui ó.

O site do Bebê.com fala um pouco mais sobre o leite anterior e posterior. Está aqui ó.

*

Nota sobre o Carnaval: amoooo! Ano passado não aproveitamos muito porque Benzoca ficou doente. No ano anterior eu estava grávida com uma barriga imensa e optei por ficar em Sampa. Quer dizer, faz bastante tempo que não vivo a essência dos blocos de rua. Estamos indo pro RJ – onde passamos todos os anos. Oficialmente será o primeiro ano de folia do Ben. Estou ansiosa e torcendo muito pra correr tudo bem. Na volta conto como foi. Bom carnaval pra todo mundo!

 

A higiene dental dos pequenos

Eu tenho preguiça de escovar os dentes, acho que era a coisa que eu mais detestava fazer quando criança. Assim como tenho preguiça de ir ao banheiro pra fazer xixi. Eita que eu sou uma pecadora fervorosa! Mas sei o quanto é importante a higiene bucal, então dou um chega pra lá na preguiça e cuido muito bem da boquinha linda do meu Ben (e da minha também, que não fique dúvidas) e quando a preguiça não desgruda de mim, peço pro maridão dar conta do serviço.

A criança não vai gostar, vai chorar, reclamar, mas os pais não podem desistir. Nunca!

Os dentes do Benzoca explodiram cedo, mas nada anormal. Aos 4 meses desapontavam os dois dentinhos de baixo. Aos cinco os outros dois de cima. E daí em diante não parou de aparecer dentes naquela boquinha linda de mamãe. Em seu aniversário de um ano, não bastasse ter todos os dentes da frente, ele era um bebê com dentões (e eu pedi tanto que se puxasse algo de mim, não fossem os meus defeitinhos).

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A pediatra orientou a higienização bucal desde cedo: antes de dormir, para tirar o excesso do leite, foi indicado limpar a boquinha dele com uma gaze. Assim que os dentes nasceram, ela indicou usar a dedeira – o que em minha opinião era difícil, diferente da escova de dente, Benjamin se recusava deixar colocar aquilo em sua boca.

Mas logo em seguida iniciamos com a escova de dente. Não tivemos dificuldade nenhuma. No começo, claro, Benzoca queria pegar a escova da nossa mão e fazer sozinho. Mas logo consegui levá-lo a base de negociação. Primeiro eu escovo os dentes dele, enquanto ele abre a boca e faz “aaaaaahhhhhh”. Em seguida, lhe entrego a escova para ele fazer sozinho. Enquanto isso, estou escovando os meus dentes na frente dele. Depois damos “tchaaaaau, escova”. Ele não chora, não berra, não faz manha.

Desde quando entendeu o processo, ao entrar no banheiro ele quer abrir o armarinho e pegar a escova. Se vê alguém escovando os dentes, quer escovar também. Bingo! Conseguimos criar o hábito, pelo menos por enquanto.

Existem escovas de vários tamanhos e o ideal é usar a mais indicada para a idade do bebê. Existem também de vários preços, mas sugiro escolher uma boa marca, pois o bebê morde, podem sair cerdas na boquinha. Além disso, não dá pra achar que vai usar por três meses a mesma escova! Pode colocar na planilha de gastos, vai uma por mês, a escova fica toda descabelada, feia mesmo. Ah, tem também o creme dental, não pode conter flúor!

É primordial higienizar a boquinha da criança desde cedo. A Dona Cárie não vê idade, nem coração. Viu uma boca suja, ela pula dentro. E em curtíssimo tempo faz um estrago. Não adianta nada não usar chupeta, mas não cuidar dos dentes. Sem contar o hálito…tem coisa mais gostosa que aquele hálito cheiroso e gostoso da boquinha do nosso filho?! Segredinho: eu adoro me aproximar e dar um cheirinho na boquinha do meu Ben enquanto ele dorme.

Para indicar como cuidar da boquinha do ser mais delicioso das nossas vidas, convidei a dentista-mãe-blogueira Nívea Salgado, do blog Mil Dicas de Mãe. Confira:

Durante minha vida profissional, ouvi de inúmeras mães que a preocupação com os dentes dos bebês era infundada, afinal eram dentes de leite que seriam trocados pelos permanentes mais tarde. Então vamos esclarecer a questão: a condição de saúde bucal do seu filho no futuro começa a se definir já na primeira infância, pois os dentes de leite são guias para a erupção dos permanentes. Mais do que isso: quando um dente permanente erupciona em uma boca limpinha, há muito mais chance de continuar saudável; mas se quando aparece encontra uma boca cheia de placa bacteriana capaz de provocar cárie, coitadinho! São grandes as chances de apresentar uma cavidade em poucos meses! Por isso a higiene da boquinha do bebê deve começar antes mesmo do aparecimento dos primeiros dentes de leite. Vamos ver como?
• O ideal nos primeiros meses é utilizar uma gaze embebida em água filtrada para limpar a mucosa da boca do bebê (passe-a delicadamente na gengiva, no lado interno das bochechas e na língua após as mamadas, para que não haja acúmulo de leite).
• Nessa mesma fase você pode usar uma dedeira bem macia para fazer a higiene da boquinha. Além de limpar, é interessante porque massageia a gengiva e alivia o incômodo do bebê durante a erupção dos primeiros dentes.
• Você pode continuar a usar a gaze ou a dedeira durante a erupção dos primeiros dentinhos (incisivos centrais e laterais). Quando os molares aparecerem, é hora de trocá-las por uma escovinha infantil.
• Não use creme dental para escovar os dentinhos do bebê, ou use uma marca sem flúor. Os bebês dessa fase não conseguem cuspir e poderão apresentar um problema chamado fluorose dentária se ingerirem com frequência o creme dental fluoretado. Até porque a remoção da placa bacteriana é feita fundamentalmente pela escova, e não pela pasta de dente.
• Por volta dos dois anos, é interessante iniciar o uso de um creme dental infantil (que tem uma concentração de flúor mais adequada à criança do que o convencional). Coloque uma quantidade mínima na escova (o suficiente para dar uma leve cor às pontas das cerdas) e, aos poucos, ensine seu filho a cuspir.
• Se seu filho resistir à escovação, leve-o para escolher a escova de dentes (há modelos bem bonitinhos, que ajudarão a incentivá-lo!). Outra dica boa é contar histórias durante a escovação, pois eles esquecem da manha e se distraem (enquanto isso você escova tudinho!)