Entrevista especial com uma avó adorável

Ela tem nove netos e ressalta no início da conversa: tem uma cadeira de balanço, adora fazer crochê, tricô e bordar, mas não assumiu a imagem da famosa Dona Benta.

Começa o dia fazendo aula de balé clássico (todos os dias!!!), antes de ir para o computador escrever ou responder perguntas de jornalistas. Depois ela vai trabalhar em seu consultório onde atende até às 19:00 e só depois ela vai para cozinha fazer o jantar e se preparar para o programa da noite (que pode ser um concerto, um futebol ou um jantar entre amigos). Com todos esses afazeres, afirma: não é diferente de muitas outras avós que conhece.

Estou falando da psicanalista Lidia Aratangy Rosenberg, autora do Livro dos Avós – Na casa dos avós é sempre domingo?. Conversamos só por e-mail, mas a empatia foi grande. Lidia é daquelas pessoas que você tem vontade de conhecer e ficar horas proseando (e aprendendo!) com ela.

Lidia, por Ucha Aratangy

Lidia, por Ucha Aratangy

É com prazer enorme que compartilho com os leitores do Bossa Mãe, um trecho do nosso bate papo, onde ela dá uma lição sobre o relacionamento com os avós.

BM: Sempre que se fala em avó é comum surgir a ideia de uma senhora sentada fazendo tricô ou a lembrança dos almoços de domingo. Por que, mesmo com tantas mudanças, novos modelos de relacionamento, as avós continuam carregando imagem dos fazeres do passado?

LA: As avós não carregam esses estigmas, ainda que lhe sejam impostos. Elas estão bem diferentes disso e não se submetem a esses modelos. Mas parece que a publicidade, tão afoita em usar os mais recentes recursos da tecnologia em suas produções, é conservadora em seus modelos. Dê uma olhada nos comerciais do Dia das Mães: muitas mães ainda estão de avental e os produtos anunciados são (quase) todos do lar (eletrodomésticos, roupas de cama, mesa e banho e por aí vai). No Dia dos Pais, os anúncios são de carros, roupas esportivas… Nunca vi um anúncio de carros para as mães, nem de fogões para os pais, embora haja tanta (ou mais?) mulheres quanto homens pilotando carros, e muitos homens pilotando fogões.

A imagem da avó ainda é a da Dona Benta, criada por Lobato na década de 40: “…uma velhinha de mais de sessenta anos, com óculos de ouro na ponta do nariz e cestinha de costura ao colo” . O grifo é meu, porque acho que ele queria dizer que havia muito mais velhinhas de menos de sessenta anos! Hoje é mais provável encontrar avós nas academias de ginástica do que de cestinha de costura ao colo. Mas é mais fácil recorrer à imagem conhecida, sem avós imprevisíveis como as de carne e osso…

BM: Dizem que avós deseducam os netos e, em sua obra “Livro dos Avós – na casa dos avós é sempre domingo?”, vocês falam que na casa dos avós é um espaço de limites menos rígidos ou até diferentes do dos pais. Gostaria que me falasse um pouco sobre isso.

LA: Ter limites diferentes não significa ausência de limites. E os limites dos avós costumam ser menos rígidos do que os dos pais porque as avós já não estão preocupadas em demonstrar teorias pedagógicas, nem precisam provar que elas é que estão certas, e não as suas mães (como elas mesmas fizeram quando eram mães…). Essa ausência de preocupação ou de aderência a modelos permite um comportamento mais flexível.

Para as crianças, não há a menor dificuldade em saber que ambientes diferentes pedem comportamentos diferentes (ela já sabe que as regras da escola são diferentes das regras de casa, e que na casa do colega há regras diferentes das da casa dela). Essa é uma informação importantíssima para a vida da criança, que não vai se comportar da mesma maneira no estádio de futebol e na sala de concerto.

BM: Os pais muitas vezes esperam que os avós ajudem na formação da educação das crianças. Como diminuir essa expectativa dos pais?

LA: O problema não é a expectativa de parceria na educação – o que é, além de justo, inevitável -, mas a ideia de que essa ajuda deve ser da maneira como os pais querem que seja. Ora, a avó não é uma baby-sitter de luxo, ela tem um vínculo direto com seus netos, e tem o direito de educá-los também com o que ela acredita. O fato é que os valores dos pais e avós geralmente são os mesmos, o que difere é a maneira como cada um expressa e transmite esses valores – o que não tem muita importância, se pais e avós não estiverem tirando um braço-de-ferro para provar quem tem razão.

BM: E como os avós podem contribuir com a educação dos netos?

LA: Colocando com clareza seus pontos de vista e até mostrando as mudanças que ocorreram na educação, do tempo em que ela foi mãe até o presente, quando ela assiste a (sem crase!) a mãe que sua filha se tornou. A noção de que as coisas mudam com a passagem do tempo e de que as diferenças podem ser respeitadas são fundamentais para a educação. E é importante que as mmãees saibam que a maneira como elas lidam com suas mães, as avós de seus filhos, está ensinado um modelo de como lidar com as mães idosas, que eles repetirão mais tarde com suas mães. Ou seja: mães que caçoam das avós, que desrespeitam as avós de seus filhos estão cuspindo pra cima…

Acrescento que os avós são depositários da história da família e os únicos a poder transmitir esse relato em primeira mão.

BM: Qual a importância, a representatividade dos netos para os avós?

LA: Para os avós, os netos representam uma lufada de ar fresco, de alento e esperança num momento em que eles estão percebendo que sua importãncia diminui a cada dia. É claro que isso é sinal de que a vida deu certo, de que os filhos cresceram e são independentes, de que profissionalmente sua missão está cumprida – mas há um vazio e uma ansiedade sobre o que está por vir. A chegada dos netos lhes devolve uma autoimagem positiva, uma sensação de voltar a ser valorizado e importante.

Te conto um episódio.

O Théo (um dos netos, atualmente com 18 anos) tinha 4 anos numa noite em que, por circunstâncias que não vêm ao caso, dormimos eu e ele no mesmo quarto, numa casa em que pernoitávamos pela primeira vez. No meio da noite , ele me chama: Vovó, me dá a mão! Aqui está muito escuro! Eu, fazendo graça: E se eu te der a mão vai acender a luz? Ele, direto: Não vai acender a luz, mas fica mais claro quando você me dá a mão…

*

Linda, né?

Lidia Aratangy estará dia 26, ao vivo, no programa Encontro com a Fátima Bernardes, num especial sobre avós. Não percam!

#semanadosavós

Anúncios

Minha mãe é uma peça

peça

Dona Hermínia, mãe de três filhos, Marcelina, Juliano e Garib, resolve dar um basta aos insultos dos filhos e vai passar um tempo na casa de uma tia. Mas como toda mãe amorosa, ela não para de se preocupar e pensar nas crias.

Começa aí uma sucessão de lembranças desde quando os filhos eram pequenos até os dias atuais. Os filhos querem se livrar da chatice da mãe, enquanto ela só pensa em protegê-los.

O filme é sim cheio de piadas, chega a ser um pouco forçado, talvez exagerado, mas garante boas risadas. Vale lembrar, que o filme é baseado em uma peça de teatro cuja linguagem é diferente do cinema.

Inspirado na mãe do próprio autor (e ator) Paulo Gustavo (ótimo!) e quem interpreta Dona Hermínia, o filme narra os conflitos dessa família, mas principalmente da mãe, que cria os filhos sozinha e foi trocada pelo marido (Herson Capri) por uma moça mais jovem (a queridíssima Ingrid Guimarães que merecia mais destaque no filme).

Assisti o filme pensando: todo filho adolescente acha a mãe chata. Por um curto espaço de tempo fui jogada ao futuro e imaginei meu Ben confidenciando ao pai a chatice da mãe aqui. Deve doer. Por mais que saibamos que nossos filhos nos amam, dói saber que eles nos acham chata. Nós que os criamos com tanto zelo e somos capazes de fazer qualquer coisa por eles que nem o pai é capaz – sem desmerecê-los. É ou não é?

Eu sei que minha mãe faria coisas por mim que meu pai não faria. Ok, tem MÃES e mães (sabemos que nesse mundo tem louco pra tudo). Mas amor de MÃE transcende qualquer barreira, é algo inexplicável. É como dizem e como Dona Hermínia ressalta: colocar no mundo é fácil, quero ver criar. Essa tarefa é difícil. E a gente cria, ama e  faz tudo por eles.

Foi ao assistir esse filme que descobri a definição do que sinto quando vejo tragédias que fazem mães perderem seus filhos. Depois da maternidade, eu choro, sinto uma dor, uma revolta imensa quando vejo uma mãe chorar a perda de um filho e aí descobri o motivo. Quando uma mãe perde um filho, todas no mundo perde uma parte de si.

#ficadica para o final de semana, assistam Minha Mãe é uma peça.

De verde e amarelo, és mãe gentil #protestomaterno

protesto materno

O povo foi para as ruas. Alguns manifestar, outros para quebrar.

Sinceramente, não sou das que acham que é preciso quebrar para reconstruir. Não, não estou com dó do Itaú com seus vidros quebrados. Mas já vejo o Brasil como um país maltratado demais. Vandalismo nessas horas só piora a situação. Torna-se uma festa pobre e para essa prefiro não ser convidada e desejo que meu filho nunca faça parte.

Sou a favor da manifestação pacífica. Onde adultos, crianças, famílias inteiras podem sair às ruas tranquilos para reivindicar seus direitos. Como foi na última segunda-feira, 17/06.

O Brasil virou capa em diversos lugares do mundo.

As exigências são diversas, de PEC 37 a Estatuto do Nascituro.

Todos querem coisas em comum: transporte público de qualidade, trabalho, educação, saúde, segurança, direitos humanos, o uso correto dos nossos impostos, as pracinhas em boas condições (leite e fraldas num preço mais baixo é bem-vindo também)!

Acho bonito ver as pessoas lutando por seus direitos num país onde a corrupção e o juros altos reinam. Onde a desigualdade social é discrepante. Toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer

Embora não tenha saído às ruas para as manifestações, não estou programada pra só dizer sim, quero um país melhor para o meu filho e faço parte do #protestomaterno – Mães unidas por um Brasil melhor.

Quem disse que não dá pra fazer algo de casa enquanto você prepara a mamadeira, troca fralda ou lava a louça? Junte-se a nós: #protestomaterno

“Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair…” 
Cazuza

Tempo de brincar (ou de brinquedo?)

Nesse feriado fomos conhecer a Casa do Brincar. Sem palavras para descrever meus sentimentos ao entrar naquele lugar. Eu me senti em casa de avó, aquele lugar cheio de coisas permissivas, onde tudo a criança pode pois ninguém vai proibí-la. Andar descalço, mexer (com cuidado) na hortinha, janelas e portas abertas, liberdade para correr e explorar todos os cantos.

Bateu até uma certa nostalgia e cheguei a comentar com o marido “a casa da minha avó é perfeita para produzir um espaço desse”. Cheguei a sonhar acordada com essa (im)possibilidade.

A proposta era uma atividade especial: arte coletiva no quintal – crianças brincando à vontade com tinta – e brincadeiras de roda. Benjamin adora música e curtiu à sua maneira, super concentrado na roda de música, porém não interagia. Já havia percebido isso e imaginava que era porque ele era pequeno. Mas agora em casa ele interage muito quando cantamos e propomos brincadeiras, então pensei que já fizesse isso com mais pessoas em volta. Pensei errado. Ele ficou o tempo todo sentado, quieto, prestando atenção, como sempre percebi em todas as vezes que o levei em programas do tipo.

Uma coisa que me deixou encanada ou talvez preocupada ou triste (?!), foi o fato do Benjamin não querer chegar perto da tinta e outra vez da areia (algo que eu pensei que ele já tivesse superado, pois andamos levando ele na pracinha com areia). Ok, já sei, é normal. Mas será que é normal para uma criança que não fica dentro de casa, vai para escolinha, tem (ou deveria) ter contato com tinta? Terra? Massinha? Aliás, Benjamin não pega em massinha, gente!!! Não pegava, pois ontem mesmo chegamos em casa e iniciei esse processo com ele.

Eu sei que isso não beira nenhuma anormalidade. Eu sei! Mas me incomoda um pouco isso. Chego a pensar se na escolinha não é desenvolvido esse contato das crianças com esse tipo de coisas. E lembro que um dos fatores que me ajudaram a escolher a instituição que ele está hoje foi ver fotos de bebês se esbaldando e felizes na tinta. Isso, bebês! E durante seu primeiro ano, esperei ansiosa receber um foto dele assim todo sujinho de tinta, com seu sorrisão largo. Benjamin sequer chegou em casa com uma gota de tinta em sua camiseta branca de uniforme…

Voltando a Casa do Brincar. O menino, meu filho, foi no escorregador, quando chegou no final e se deparou com a areia, segurou firme pra não cair de bunda na areia e com as pernas pra cima ficou desesperado esperando que seu pai ou a mãe o segurasse antes que ele encostasse na areia. Um pai provavelmente orgulhoso da sua princesa tomando banho de areia observando a cena, olhou para o meu pequeno príncipe como quem diz “ixi, esse aí é bichinho de apartamento”! E nem em apartamento vivemos ainda!!!

O que me incomoda é ver as crianças envolvidas em atividades com brinquedos, os chamados “brinquedões”, que em minha opinião só servem para gastar a energia dos pequenos, não agrega em nada com relação à experiência – talvez uma queda e um corte no supercílio, alguns pontos ou um dente quebrado. O que é um dente quebrado aos dois anos de idade, né?! Aos 7 ele cai e nasce um novo.

Na minha época de infância, não lembro de ter esses brinquedos. Lembro de fazer colares de macarrão no dia do índio, colar grão de feijão no papel, brincar muito no tanque de areia, brincar de ciranda, corre cotia, roda de leitura, fazer presentes em datas comemorativas e não dar um presente pronto e pago pelos meus pais.

O que percebo atualmente? Crianças enlouquecidas para irem nos tais brinquedões, chorando porque é sua vez de jogar vídeo game ou porque quer assistir repetidamente o DVD do Patati Patatá, se debatendo porque quer de qualquer jeito o seu aparelho de celular ou tablet…porque as crianças não podem produzir os presentes de aniversário dos seus coleguinhas ou dia das mães, pais, etc…?! Porque não podem brincar sem depender de brinquedos?! Tenho medo desse choque cultural, dessa nova realidade.

Tudo tem limite ou estou ultrapassada?!

A biblioteca do Benzoca

Eu amo livros. E de uns tempos pra cá comecei a comprar mais – não que a condição financeira favoreça isso, mas chega uma hora que livros passam a ser um item de primeira necessidade para os amantes da leitura. Gosto do livro físico, nada desse negócio de ler no iPad. Amo cheiro de livros. É quase um vício. Seja velho ou novo.

Um dos meus desejos de mãe é Benjamin gostar de livros tanto quanto eu gosto. E aí me bate uma saudade infinita do meu avô paterno, que amava livros como ninguém. E que curtiria muito esse seu bisneto.

Desde bebê comecei a montar a biblioteca do Benzoca. Deixo alguns livros acessíveis para ele na sala e outros guardados em seu guarda-roupa (até mudarmos para o apartamento e compramos um móvel para colocar todos os seus livros).

blog-fotos6

blog-fotos5

Sempre tentei contar história para ele antes de dormir, mas o menino fica ainda mais aceso. A concentração dele também dura 3,2,1 segundo. Ele demonstra interesse, mas logo sai para fazer outra coisa. Muitas vezes ele também pega um de seus livros, deita de bruços, folheia e aponta para as imagens. Em outros momentos ele traz o livro para nos mostrar algo ou para que contemos a história para ele – que ouve por 3,2,1 segundo.

Mas acho que já posso considerar que meu Ben gosta de livros. Ler é um prazer e acho que devemos incentivar esse hábito nas crianças. Ler só traz benefícios e alguns deles são:

– desenvolvimento do nosso repertório e nossa capacidade de comunicação (falada ou escrita);

– apresenta outros mundos;

– estimula a criatividade;

Preparei algumas dicas para quem quiser incentivar a leitura desde cedo:

Seja um exemplo. Leia na frente de seu filho. Não adianta exigir algo que você não faz.
Quanto antes começar a ler para o seu filho melhor. Não existe uma idade para iniciar a criança ao mundo da leitura.
Não se intimide. Ao contar uma história para seu filho, use entonação, caras e bocas.
Visite livrarias. Eu sempre levo Benjamin à livraria e o deixo livre na parte infantil.
Presente. Livro também é presente. Dê para o seu filho e compre também para ele presentear os amiguinhos.
Incentive. Se ele ainda é pequeno apresente as imagens, mostrando o sapo e falando “sapoooo”. Com o tempo, faça você a pergunta “O que é isso?” apontando para o sapo.
Leia para seu filho. É um momento para estreitar seu relacionamento com ele.

E dicas para quem quiser montar a biblioteca dos pequenos desde cedo:

Livro adequado para a idade. Busque apresentar livros da faixa etária do seu filho. Se ele ainda é bebê, existem várias opções de livros para banho ou de tecido.
A escolha do livro. Além de ter que ser da faixa etária da criança, busque indicações de livros infantis. É importante o livro ter uma linguagem simples e lúdica. Imagens ajudam a compor a narrativa. Gosto muito de livros musicais e com pop-up.
Diversificação. Tenha livros de diferentes estilos e temáticas.
Organização. Você pode organizar por tamanhos ou cores. A segunda opção acho mais interessante para a criança, pois ela já vai assimilando as cores.
Aparadores. Andei vendo uns aparadores lindos para os livros das crianças. Tem um do Pequeno Príncipe, que é o meu xodó no momento. É da Tok&Stok, aqui ó!
Móvel/Acessibilidade. Deixe os livros em lugares de fácil acesso para os pequenos. No Pinterest achei esses móveis que achei bacana:

Imagens Pinteres

Imagens Pinterest

Eu já disse mais sobre livros AQUI.

Pequeno Príncipe Completa 70 anos

Todo mundo conhece a história do Pequeno Príncipe que vivia no planeta e um belo dia resolveu explorar o mundo. Em cada lugar por onde passava ele se depara com sentimentos: amor, amizades, diferenças, solidão, egoísmo e perda. Criada em 1943 pelo francês Antoine de Saint-Exupéry, a obra completou sábado (06/04), 70 anos e continua tocando corações.

Tenho dois exemplares do referido livro. Um foi presente da minha grande amiga Bruna, outro foi presente do marido – uma edição bem antiga que era dele. Benjamin tem um exemplar em espanhol, o seu primeiro, que compramos em Buenos Aires. Nossa ideia é comprarmos um exemplar a cada viagem diferente que fizermos com Benzoca, montar uma coleção especial para ele, além de ser um método para inspirá-lo a conhecer outras línguas.

Não só em minha opinião, mas de vários profissionais, esse é livro obrigatório para as crianças e, claro, para adultos também – afinal fala também da relação da criança com o adulto. O livro fala de tantas coisas complexas de forma simples e cheio de simbologia, nos faz refletir, mesmo que seja em cima de nossas crises existenciais.

Embora seja antigo, acho que é um livro sempre atual. Você pode ler diversas vezes e nunca a leitura é a mesma, sempre pode perceber uma pequena mudança em você e nas possibilidades que se apresentam.

Alguns dos meus trechos preferidos do livro, embora eu tenha vários outros:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Só se vem bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.”

“A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar.”

“As pessoas grandes são muito esquisitas.”

“…esse aí seria desprezado por todos os outros, o rei, o vaidoso, o beberrão, o empresário. No entanto, é o único que não me parece ridículo. Talvez por ser o único que se ocupa de outra coisa que não seja ele próprio.”

“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.”

O livro também ensina uma das coisas mais importantes na vida, como disse minha amiga em sua dedicatória no livro que me deu, “aprendemos que as coisas mais importantes na vida são as mais simples”.

*

O Estadinho fez um especial sobre o aniversário do Pequeno Príncipe. Traz entrevista com Silvia Oberg, especialista em literatura infantojuvenil, entrevista com Marina Colasanti, jornalista, escritora, autora do livro “O Reinado do Doce Príncipe”, e até depoimentos de crianças a respeito do livro. Confira  AQUI.

Inspiração de Natal

Luzes, enfeites, cheirinho do pinheiro, ceia, família reunida, música, correria, trânsito, lojas lotadas, consumo exagerado é Natal! Amo. Amo esse clima de Natal! Não curto a correria, o trânsito, nem o stress da geral – vamos combinar que o povo esquece de colocar em prática aquele sermão de “união, paz e amor no coração, é Natal”. Eu amo ver a cidade enfeitada. Chega essa época e fico ansiosa para ver a 23 de Maio (caminho que fazemos para ir à casa da minha mãe) iluminada.

Tudo tinha perdido um pouco o sentido. Acho que ficamos adultos e alguns detalhes passam despercebidos, algumas datas viram apenas datas comerciais. Mas com a chegada do meu Ben tudo voltou a ter o mesmo gostinho mágico da minha infância. Resgatei minha criança interna. E criança tem esse poder de atribuir magia a tudo.

Minha infância é repleta de lembranças doces dessa época de final de ano. Lembro-me que todo ano minha mãe montava árvore (natural) e enfeitava a casa toda. Já tivemos árvore com bolinhas coloridas, depois só vermelha (minha mãe conta que minha avó enfeitava sempre dessa cor) e depois amarela e vermelha. A véspera de Natal sempre era muito esperada por mim e pela minha irmã Luana. Sempre estávamos reunidas nessa data, exceto quando minha mãe trabalhava e aí tínhamos que ficar com meu pai.

Como nossos pais sempre foram separados, a logística era assim: Natal com nossa mãe e virada de ano com nosso pai. Eu não ficava muito satisfeita quando invertia. Sempre achei que Natal era data de ficar com a mãe. Eu sempre fui muito apegada com a minha e sofria quando nessa data não estava com ela. Não que eu não gostasse de ficar com meu pai. Gostava, mas queria minha mãe. E claro, tenho lembranças doces de Natal com meu pai, porém vejo agora que não aproveitei o momento como devia. Essa data era sempre comemorada na casa dos meus avós paternos, a família (grande) toda reunida, meu avô soltando fogos, árvore de Natal, presentes de um monte de tios, música, todo mundo rindo e falando alto, fogos…e eu sempre quietinha num canto, algumas vezes ia ao banheiro chorar. Não me sentia confortável. Definitivamente não soube aproveitar, não curtia como deveria…

Eu apreciava passar o Natal com a minha mãe. Como disse, a véspera de Natal era muito esperada por mim e pela minha irmã. Mal dormíamos de tanta ansiedade. Dias antes, por algumas noites, eu acordava de madrugada e podia ouvir o barulhinho dos papéis de presente. Na véspera de Natal éramos liberadas às 00:00 para começar a busca. Nunca vou esquecer que em um Natal eu não achava de jeito nenhum o meu presente, enquanto minha irmã já desfrutava o dela. Chorei tanto pensando que tinha me comportado mal e por isso tinha sido rejeitada esquecida. Minha mãe teve que revelar o esconderijo. Senti um alívio e uma alegria tão genuína. Foi quando confirmei minha suspeita de anos: era mesmo minha mãe que embrulhava os presentes de madrugada! Eles sempre estiveram no mesmo teto que eu. Ela era a responsável e não Papai Noel. Mesmo depois dessa descoberta continuei gostando de Natal.

Para as crianças, muitas vezes o que conta é o presente. Sabemos que essa data tem um significado (religioso) muito maior. Eu mesma conheço muito pouco e me peguei esses dias pesquisando o significado e a simbologia da data. Pesquisei porque me dei conta que sabia muito pouco sobre a data. Caso eu explique para o Benzoca (embora ele não entenda agora, vai chegar o dia que vai questionar), é preciso estar bem informada. Existem detalhes curiosos e bonitos. Acho válido ter conhecimento para poder repassar para nossos filhos. Como disse Natércia Tiba, em seu livro Mulher sem script, “cabe a nós, adultos, resgatarmos o significado de uma data que poderia ser um momento especial para as relações e para a sociedade”. Aliás, nesse livro, ela faz uma bela explicação sobre a data. A autora ainda diz: “O Natal é um dos momentos que nos convida a sermos crianças novamente. Ele resgata o olhar cheio de emoção, a importância de um desejo realizado (que não precisa ser um objeto, muito menos algo caro, mas algo significativo) e o prazer de estar perto de quem amamos.” Foi nessa leitura, por exemplo, que eu me dei conta que eu não sabia o motivo de “montarmos” um pinheiro.

Eu quero que meu filho tenha lembranças tão doces quanto as minhas. Tenho pensado muito nisso. Temos que proporcionar uma bela e gostosa infância aos nossos filhos, porque é ela que faz de nós seres humanos ímpares e felizes. É o lance que falo da memória afetiva, dos valores e  relações cultivadas. E criança precisa do lúdico, da fantasia, da magia, de encantamento. E foi nesse contexto todo que fui fisgada pela ansiedade e comecei antecipadamente (sempre começava no início de dezembro) preparar o clima de Natal aqui em casa.

Montamos juntos a árvore de Natal (não é natural, mas a partir do ano que vem será).

Coloquei guirlandas na entrada da casa.

Essa aqui da porta fui eu quem fiz.

Benjamin vibrou quando ascendemos o pisca-pisca da árvore. Ele curtiu as bolinhas, fica tirando da árvore para brincar. Não sei se dura até o Natal de fato. Mas gosto de ver ele fuçando ou admirando a árvore brilhar.

“Resgatar a criança é poder maravilhar-se com as luzes que piscam, encantar-se diante dos luares enfeitados por bolas, guirlandas, festões e se entregar à fantasia e á doçura do bom velhinho, o Papai Noel. O Natal é uma oportunidade para vibrar COMO  e COM as crianças”. (Natércia Tiba – Uma inspiração de Natal, do livro Mulher sem Script)

Alguém aqui gosta muito de música

12 de outubro, 2012. Feriado. Dia das crianças.

Um bebê de um ano e quatro meses incompletos (até então), se deleita ao som de Palavra Cantada.
Na verdade esse bebezico curte qualquer show, peça teatral, passeio cultural.
E a mãe sempre a fazer uma prece: que se conseve assim, amém.

Ele gosta muito de música.
Tão pequeno e pegou gosto por violão.
Violão desses de verdade, não queiram enganá-lo.
Mas antes disso, ficou encantado por orquestra.
Ele gosta de música clássica.

Ficou encantado ao entrar no OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Ficou em êxtase ao ver aquele monte de instrumentos no palco.
Ele sempre repetindo os gestos:
De tocar violão
Reger orquestra.

Os pais, empolgados (e encantados), filmaram esse entusiamo.
Ao final, já com vários registros, descobriram que não podiam ter feito.
Ah, mas todo mundo fez.
Mas eles querem divulgar para família e amigos.
Esperam, sinceramete, não serem processados por isso.

(Ele também ficou encantado pela moça ao lado. Será que tão pequeno já encena para conquistar?! Não, a mãe prefere não cogitar essa hipótese)

Leia para uma criança

Começou no dia 03/10 a campanha da Fundação Itaú Social de incentivo à leitura para crianças. Você pode receber gratuitamente três volumes da Coleção Itaú para ler para seus filhos, sobrinhos, alunos ou para as crianças de uma instituição que você ajuda.

Os títulos são:

‘Poesia na varanda”, de Sônia Junqueira, Editora Autêntica.
“Lino”, de André Neves, Editora Callis.
“O ratinho, o morango vermelho maduro e o grande urso esfomeado”, de Don e Audrey Wood, Editora Brinque-Book)

Essa iniciativa faz parte do programa Itaú Criança, que integra ações para melhorar a educação e oferecerá gratuitamente 7 milhões dos livros citados. Para receber seus exemplares basta realizar o cadastro no site do programa.

Eu já solicitei a minha coleção. Faça sua escolha e contribua para um mundo melhor: leia para uma criança! Participe você também.

“Ler para uma criança é um gesto simples e muito importante. Por meio dele, contribuímos para a educação, a cultura e o lazer das crianças e ajudamos a mudar para melhor o futuro do Brasil.”

A Galinha Pintadinha, o Musical – sorteio

Quem aí quer assistir o espetáculo “A Galinha Pintadinha, o Musical” põe o dedo aqui!

Nós já assistimos o musical e como disse aqui, ficamos todos encantados. Benjamin, ficou todo empolgado com os personagens, seus olhos brilhavam concentrados do início ao fim da apresentação. Agora basta ouvir uma música da Galinha Pintadinha para começar a cantar “po pó pó pó pó pó”.

A peça brinca com a mistura dos desenhos animados retirados dos DVDs e a presença ao vivo dos personagens que fazem parte do universo da Galinha Pintadinha: o Galo Carijó, o Pintinho Amarelinho, Baratinha, o Sapo, as Borboletinhas, Dona Chica, entre outros. A apresentação conta com 12 clips, numa encenação lúdica, encantadora, envolvente.

A Geo Eventos, realizadora e produtora do espetáculo, presenteou o Bossa Mãe com um par de ingressos para ser sorteado entre os leitores de São Paulo.

O espetáculo ficará em cartaz até o dia 25/11. O vencedor (a) poderá escolher data e horário que quer ir assistir o musical. Crianças até dois anos não pagam. Ou seja: podem ir mãe, pai e duas, três, quatro crianças não pagantes. Se quiser levar mais pessoas pagantes, terá que adquirir ingressos extras.

Bora participar do sorteio?! É simples:

1. Curta a fan page do musical no facebook;

2. Curta a fan page do Bossa Mãe;

3. Compartilhe o link desse post em sua rede social;

4. Deixe seu nome e link que compartilhou (passo 3) no comentário desse post (vale apenas um comentário por pessoa);

5. Fique na torcida.

As inscrições poderão ser feitas até o dia07/09 (sexta-feira). O resultado será divulgado no domingo, 09/09.

Boa sorte!

*

Serviço

07 de Julho a 25 de novembro de 2012

Sessões: Sábados e Domingos às 15:00 e às 17:00

Preço: R$ 70,00

Local: Teatro das Artes – Shopping Eldorado – Av. Rebouças, 3970 – 3º piso/ Pinheiros

Telefone: 11 2197-7815

Estacionamento: No próprio shopping

Vendas Online: www.ingresso.com

Bilheteria – Telefone: 11 3034-0075

www.galinhapintadinhaomusical.com.br

GEO Eventos * www.geoeventos.com/

Dedicada à promoção e realização de eventos nas áreas de esportes, entretenimento e negócios, a GEO tem como objetivo criar eventos com qualidade e emoção em uma experiência que traga valor para as empresas parceiras e para os consumidores. “Galinha Pintadinha, o Musical”, é o primeiro musical infantil produzido pela GEO.