Promessa de mudança de hábito

Sabe promessa de final de ano? Eu estou assim com relação ao apartamento. Ando falando que vou fazer tudo quando mudarmos.

“Quano mudarmos….vou fazer a transição do Benjamin do berço para caminha”

“Quando mudarmos…. vou colocar o Benjamin na natação.”

“Quando mudarmos….vamos voltar a fazer as refeições à mesa.”

A mais nova promessa é: vou colocar uma rotina para tomarmos café da manhã, mas só….quando mudarmos.

Calma, Benjamin toma café da manhã! Quem não toma são os pais. Durante a semana, não comemos e bebemos absolutamente nada. Estamos sempre com horário apertado e não temos esse costume.

No entanto, Benjamin está crescendo e está na hora de implementarmos algumas rotinas para que ele tenha o costume. É o tal do exemplo.

Aos 32 anos, vivo ouvindo sermão dos meus pais e de tias sobre a importância de tomar café da manhã, que é a refeição mais importante do dia, dá mais disposição e ainda aumenta nossa capacidade de concentração.

Você não dá importância para tais sermões até se tornar mãe. Aí você passa a querer o melhor para seu filho e isso inclui mudar seus hábitos também.

Em 2012, a Nestlé, encomendou um estudo no Brasil, no qual foi avaliado a percepção de 300 profissionais da educação sobre os hábitos alimentares dos alunos e, 64% desses entrevistados afirmaram perceber que os estudantes não tomam café da manhã. O indicativo era falta de atenção e dificuldade de concentração durante as aulas.

Ou seja, meus pais e minhas tias estão certíssimos no sermão.

Entre os educadores entrevistados, 89% reconhecem que a falta de café da manhã influencia o aproveitamento das aulas e 95% entendem que crianças alimentadas têm mais disposição para aprender.

De acordo com a Pirâmide Alimentar Brasileira, um café da manhã balanceado deve incluir alimentos que oferecem energia e todos os nutrientes em quantidades e proporções equilibradas. Um exemplo, da Nestlé, de um café da manhã balanceado com cereais matinais pode incluir:

  • 1 porção de cereais (preferência aos grãos integrais, que fornecem fibras e nutrientes essenciais);
  • 1 porção de leite ou produtos lácteos (boas fontes de cálcio);
  • 1 porção de frutas (fonte de vitaminas e minerais)

Paola, minha amiga-mãe-blogueira e nutricionista, do Maternidade Colorida, ressalta “para cada idade, existem alimentos corretos para se ter uma alimentação saudável e equilibrada”. Segundo ela e vários outros nutricionistas que já ouvi, inclusive, a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês e crianças até 2 anos não devem ingerir açúcar. E as maiores podem consumir com moderação. Paola cita exemplos: se tomar leite com Nescau cereal, não precisa acrescentar açúcar; se colocar achocolatado, também não precisa do açúcar. “Uma boa forma de adoçar o leite é batê-lo com frutas doces: banana, mamão, maça”, sugere a nutricionista.

A vida é feita de escolhas. E incluir 20 minutos do dia para um café da manhã em família, só pode agregar coisas boas, entre elas, harmonia, cumplicidade, a troca de momentos que farão toda diferença ao longo do dia e de nossas vidas.

Rotina Compartilhada

Aqui em casa não aderimos à cama compartilhada, mas recentemente adotamos a rotina compartilhada.

A rotina compartilhada consiste em dividir as rotinas do Ben entre os dois: pai e mãe.

Devo confessar que eu monopolizei duas das rotinas desde que Benjamin nasceu: banho e hora do sono. Sempre fui eu que dei banho e o fiz dormir. SEMPRE! Claro que algumas vezes deixei o marido fazer, mas era uma vez a cada 30 dias.

No início do ano propus ao marido:

– Vamos compartilhar algumas rotinas?

Ao que ele respondeu de bate–pronto, sem ao menos ouvir a proposta:

– Vamos!!! Você vai acordar mais cedo um dia sim outro não para cuidar dele?

(é SEMPRE o marido quem acorda mais cedo para arrumar o Benjamin antes de sairmos durante a semana)

Respondi: – Calma, não precisa radicalizar…

Bom, o que o marido não sabia era que a intenção da minha proposta era beneficiá-lo. Em segundo plano, juro, estava a minha intenção de ter uns breves momentos livres.

Como disse, percebi que monopolizei essas rotinas e, após esses meses todos, me tornei uma mãe madura, elevada, passei achar importante Benjamin passar esses momentos com o pai também.

Os filhos já têm uma ligação infinitamente forte com a mãe. Considero esses dois momentos (banho e sono) uma ótima ocasião para estreitar ainda mais esse vínculo. E nada mais justo que proporcionar isso ao pai também. Acredito muito que as relações são construídas a partir do vínculo. A relação é alimentada através do que compartilhamos com as pessoas queridas.

Sem contar que Benjamin está crescendo e acho importante pai e filho terem um momento deles. Banho, por exemplo, até por uma questão de reconhecimento. A hora do sono, porque eu passei a achar que o papai estava perdendo umas gracinhas deliciosas que só eu estava curtindo.

Dividir essas duas rotinas com o pai do meu filho era a forma que eu tinha de ajudá-los a criarem seus próprios códigos. E Benjamin por ser um menino, nada mais justo. Meninos têm códigos que só os meninos reconhecem.

É claro que tem dias que Benjamin quer fazer tudo comigo. Marido às vezes reclama “ele só chora no banho comigo”, “eu não consigo fazer ele dormir direto no berço”. Mas acho que é tudo uma questão de jeito, adaptação, tempo.

Dividimos assim: um dia eu dou banho e faço dormir, no outro dia é a vez do marido.

Com isso, eu acabei desafogando as minhas noites também. No dia do marido, tenho algum tempo livre (mesmo que curto) para me dedicar a outra atividade, de preferência algo mais pessoal do que doméstica.

Ainda teria mais rotinas para serem compartilhadas, no sentido mais pejorativo de divisão das tarefas e não de participação. Seria o caso de eu acordar mais cedo algumas vezes durante a semana, mas falta maturidade no meu relógio biológico (eu vivo acreditando que marido compreende isso, até porque ele sempre fala que precisa de poucas horas de sono). Tem também as trocas de fraldas. Marido já trocou 2.185 vezes a fralda do Benzoca, enquanto eu fiz 840 trocas. Acho que está na hora de colocarmos em uso essa roleta de obrigações que adquirimos na loja do Potencial Gestante.

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Eu adoro dar banho no meu Ben e, principalmente, fazê-lo dormir. Mas acho também que era meu dever como mãe, proporcionar esses momentos entre pai e filho. Nós mães, sem querer, dominamos o espaço, a casa, as relações. Somos o alicerce de tudo. E acho que nos cabe construir essa ponte.

*

Dica

A roleta de obrigações é um produto bacana e uma forma divertida de presentear o marido daquela amiga que não ajuda em nada com as obrigações do bebê. Sabe aquele pai que acha que não precisa acordar de madrugada, dar banho, mamadeira, trocar fraldas, porque ele já fez o que devia ter feito: fecundar a esposa? Então, ótima sugestão de presente.

Aqui em casa eu julgava que não precisávamos dela, pelo menos, não para indireta pro marido. Compramos numa oferta bem legal no Black Friday, junto com a trena amarela – que estamos aguardando a mudança para então colar no quarto do Ben.

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A rotina na hora de dormir

Aqui em casa não adotamos a cama compartilhada. Nada contra as famílias que adotam. Mas eu não gosto. No início até achei que adotaríamos, se tem um pecado que cometo (e afirmo), é a preguiça. É claro que é muito mais fácil ter a criança ali perto para você acudir ou dar de mamar quando ela acorda de madrugada.

Talvez a minha sorte tenha sido meu Ben dormir a noite inteira desde um mês e uma semana de vida. Mas nesse período de um mês que ele não dormia (literalmente) a noite toda pude comprovar o quanto é difícil ficar acordada, mas principalmente, ter que compartilhar a cama com um bebê.

Primeiro, é muito cansativo. Eu ficava moída, tendo que ficar num fio da cama e sempre com medo de me mexer, correndo o risco de dar uma cotovelada no rosto do bebê. Segundo, a intimidade do casal, que já é miníma ao quadrado quando o bebê nasce, vai para o espaço. Terceiro, o bebê cresce e inevitavelmente se acostuma a dormir com os pais. Colocar em prática qualquer rotina ou mudança, é bem mais difícil (até por comodismo e preguiça nossa) quando a criança já tem idade avançada.

Benzoca desde que passou a dormir a noite toda, dormia direto no berço. Depois de um tempo, por culpa e preguiça causa do marido, ele passou a dormir em nossa cama e depois era colocado no berço. Até que uma bela noite, fiz Benzoca dormir em nossa cama, peguei no sono e ele se esborrachou no chão. Foi aí que colocamos em prática a reeducação da hora de dormir.

Só que aí as férias chegaram e como disse AQUI desregrou tudo. O sono, principalmente. Benjamin passou a dormir tarde da noite e compartilhar a cama com um de nós. Quando voltamos das férias, ele não quis saber de jeito nenhum de dormir em seu berço como havíamos reeducado ele. Passou a dormir em nossa cama e posteriormente levado para o berço.

Só que essa situação é desconfortável não só pelo fato que ele pode cair da cama novamente, mas porque a gente acaba ficando “preso” àquele momento. Por exemplo, eu não posso ler porque não posso ligar a luminária. Acabo dormindo sem realizar outras coisas que poderia fazer enquanto meu Ben dorme. Ler, escrever, organizar a casa, arrumar a bolsa dele, preparar as coisas para o dia seguinte, etc.

Não via disposição para voltar com a rotina anterior, até que, inspirada por esse post AQUI da blogueira Rose Misceno, do Vida de Mãejestade – por sua vez inspirada pela Tatiana Passagem, do blog Entre Fraldas e Livros, busquei forças e resolvi colocar em prática a rotina anterior aqui de casa.

Iniciamos na quinta-feira passada. Nessa primeira noite, Benjamin choramingou quando o levei para o berço. Comecei a conversar com ele, explicando que ali era sua caminha, o seu lugar de relaxar e dormir tranquilo. Logo ficou quieto. Deve ter passado uns 30 minutos acordado, mas quietinho. Começou a se remexer no berço, buscou meu braço entre as grades, acariciou. Instintivamente, o peguei no colo e sentei na poltrona em seu quarto. Em menos de um minuto ele dormiu. O devolvi no berço.

Segundo dia. Foi a vez do marido. Demorou. Acho até que o marido dormiu na poltrona. Mas Benjamin dormiu dentro do seu berço. Terceiro dia foi a minha vez e correu tudo bem também.

E tem sido assim de boa. Benjamin voltou a dormir direto em seu berço.

E a gente consegue fazer outras coisas depois que ele dorme, principalmente namorar.

Agora minha próxima meta é fazê-lo dormir sozinho, sem a nossa companhia no quarto dele. Mas acho que vou deixar isso para quando mudarmos para o apartamento.