Dicas simples para mamães de primeira viagem

Todo ano nessa mesma época maridão viaja a trabalho e consequentemente, fico sozinha com o Benzoca. Ano passado contei a experiência AQUI. Esse ano não fiquei tão ansiosa, nem lembrava desse meu medo do meu Ben acordar de madrugada (e adivinhem….na primeira noite, de domingo para segunda, às 3:45 ouço uns gemidos, acordei e pensei “não é possível que Benjamin vai fazer isso comigo!!!” Ele SEMPRE dorme a noite inteira, quando estou sozinha ele resolve se rebelar. Mas ele continuou dormindo, ufa…).

No domingo achei estranho a ausência do marido. Na verdade, todos os dias sem ele tem sido meio esquisito, a casa fica silenciosa, embora o molequinho que aqui está ao meu lado nesse momento, não para um minuto sequer e não desliga o aparelho de som – ele realmente veio para enfeitar a minha vida. Mas dessa vez estou achando mais tranquilo e acho que se deve a experiência adquirida nesses quase dois anos de vida do Benzoca.

Mas o que andei pensando hoje logo que acordei é como somos cruas quando nos tornamos mães de primeira viagem. Ninguém e, não existe nenhum manual, que dê dicas práticas de como ficar sozinho com um bebê, algo do tipo “Dicas práticas para facilitar a vida”. Eu aprendi muita coisa na prática e aqui vou citar algumas coisas para ver se ajuda também a vida de outras mães de primeira viagem.

Como tem sido minha rotina e organização nesses dias sozinhas:

Quando chego a noite em casa, guardo o carro na garagem antes mesmo de entrar em casa. Benjamin geralmente dorme quando estamos quase chegando em casa, retiro tudo do carro, inclusive ele é quando ele acorda. Aproveito que ele está sonolento, preparo um leite e enquanto ele toma, sigo com as seguintes tarefas:

– organizo a mochila para o dia seguinte, uniforme, pijama, arrumo o berço e minha cama para a hora de dormir (levo uns 10 minutos). Deixo, inclusive, fraldas separadas, pomada e lenço umedecido tudo a mão;

– Benjamin tem 4 mamadeiras, quando ele termina de mamar, esterilizo todas enquanto troco o jornal do banheirinho da Capitu, coloco comida e água pra ela, lavo a louça da noite anterior (são 8 minutos para esterilizar);

– Depois preparo o banho do Ben. Como dou banho nele numa espécie de banheira – só que não, deixo enchendo com água enquanto arrumo a lancheira dele para o dia seguinte e tiro a roupa dele. Vamos juntos para o banho. Dou banho nele e o deixo brincando na água, enquanto tomo meu banho. Deixo no banheiro o meu pijama, isso facilita na hora de sair – antes de tirá-lo da água eu me enxugo, coloco a roupa e enxugo o banheiro, depois eu tiro o Ben, o enxugo no banheiro mesmo e vamos para o quarto;

– Troco o Benjamin e descemos para a sala e brincamos com tudo pronto para dormir e para sair no dia seguinte (até aqui levo uns 40 minutos para realizar todas essas tarefas citadas acima). Antes de dormir eu faço um leite para ele e aproveito e deixo uma mamadeira semi pronta para quando ele acordar no dia seguinte. Semi pronta = mamadeira com água na medida certa. Também deixo o porta leite preenchido com as doses de leite em pó, assim basta pegá-lo e colocar o leite na mamadeira. O marido às vezes deixa o leite pronto, pode ser mais prático, mas eu gosto de comer e beber tudo fresco, então prefiro fazer o leitinho do Ben na hora que ele for tomar;

– Pela manhã, eu tomo banho antes do Benjamin acordar (sim, na sorte, porque não dá para controlar, amanheceu ele pode acordar a qualquer momento). Antes de entrar no banho, misturo o leite em pó na água da mamadeira e ao sair do banho, esquento 30 segundos no microondas e levo comigo pra cima. Nisso, o Ben já está acordando. Ou ele acorda e eu entrego a mamadeira e enquanto ele mama eu me arrumo ou ele continua dormindo e dá tempo de me arrumar antes dele acordar. As duas opções aconteceram.

Essas dicas podem parecer simples e básicas, mas são essas pequenas coisas que tem facilitado o meu dia-a-dia sozinha com o Benzoca.

Ah, quando eu arrumo tempo para escrever no blog? Ontem eu escrevi no carro durante um trabalho externo que fiz (estava com motorista). Hoje escrevo em intervalos e rapidamente aqui de casa, depois de ter feito tudo isso aí de cima. E Benjamin está aqui acordado, mas agora eu vou fazer ele dormir porque já está tarde.

*

Rapidamente, quero agradecer o carinho e os comentários no post de ontem. Não sou e nem gosto de me lamentar, mas às vezes a gente se sente mais fragilizado não é?! Todos os recadinhos me fortaleceram e me fizeram sentir menos só, já que maridão não está aqui. Obrigada! Super beijo

Uma mãe (e um pai) na balada

Quinta-feira passada não precisou minha irmã Sofia insistir muito:

– Vamos para uma balada sertaneja?
– Se o papai ficar com o Benjamin, vamos.

O vovô é um preguiçoso e logo fugiu dessa responsabilidade. Quem se prontificou foi a tia avó Rosana que contou com a colaboração da tia Lilian (esposa do meu pai).

E lá fomos nós: eu, marido, Sofia e nossa prima Olivia.

Tinha me esquecido, para aguentar certas baladas, é preciso se embebedar. Assistimos um show sertanejo, que a certa altura eu já estava achando o melhor show da minha vida. Dancei, dei boas gargalhadas, namorei e bebi escandalosamente. Saímos do local às seis da manhã, paramos para comer e chegamos em casa às sete.

Sabe quanto tempo não chegava em casa esse horário?! Fazia muito tempo…

O mais estranho disso tudo, é você beber todas e não se esquecer um segundo sequer da sua responsabilidade de mãe. O combinado era voltar em duas horas e voltamos depois de seis horas!!! Eu olhava o celular a cada meia hora (ou menos, se duvidar) para conferir se a tia Rosana havia ligado. Os outros me tranquilizavam: se ela não ligou está tudo bem, a essa hora Benjamin já deve estar dormindo.

No dia seguinte uma ressaca insuportável tomava conta do meu corpo, cabeça e alma. E um zumbido no ouvido que só os adolescentes suportam (zumbido que ouvi durante dois dias consecutivos). Benjamin já estava acordado com seu pai (aliás, não sei de onde o marido tira tanta energia). Mães não podem ficar de ressaca. Os filhos não dão trégua.

Mas mães (e pais) devem se permitir uma fugida dessas pelo menos uma vez ao ano, que seja (também haja saco – e energia – para aguentar uma balada dessas)… Sem contar as fugidas para o cinema, jantar, um encontro furtivo com o marido. São momentos assim que trazem de volta o que já fomos um dia e que não seremos mais.

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O papel do super marido e da super esposa

Não sei se é impressão minha ou só agora me dei conta, mas ultimamente se vê muito as pessoas falarem sobre o papel da mulher/esposa e do homem/marido. A primeira é responsável por cuidar da casa e filhos, o outro é o provedor com a responsabilidade de trabalhar e ganhar dinheiro. Alguns vão me achar feminista, mas acho esse pensamento tão démodé. Tão atrasado. Não consigo acreditar como num mundo em que vivemos hoje ainda há pessoas com esse tipo de pensamento.

Outro dia falei aqui sobre a colaboração que meu Marido dá em casa. Acredite, o blog que tem em média 60 acessos por dia, teve 100 acessos nesse dia. Prova de que as pessoas acham lindas declarações de amor, esposa falando bem do marido e marido que ajuda em casa, etc. Escrevi para realmente mostrar meu reconhecimento, mas não acho que sua colaboração seja algo tão grandiosa, tão sensacional, tão prova de amor. Não sei como explicar sem parecer fria, insensível, insensata e cruel, mas vou tentar. Acho que dividir as tarefas é mais que justo, que as responsabilidades domésticas e familiares são dos dois. O marido que ajuda em casa não está fazendo nenhum favor, é uma obrigação dele também.

Eu não casei pra cuidar de casa e roupa do marido, nem pra ser a segunda mãe dele. Casei para ter um amante, um companheiro, para ter com quem dividir as conquistas (e derrotas), para rir muito como nesse exato momento, para fazer uma trajetória juntos. Não tem cabimento ouvir comentário do tipo “noooossa, ele ajuda em tudo em casa” ou “ele faz a maioria das coisas, coitado”. Geralmente, as mães deles ficam todas penosas, como se fosse o fim do mundo o homem ajudar nas tarefas domésticas. E qual o problema disso?! As mulheres desempenham outros papéis que antes não exerciam e nem por isso reclamam tanto.

Outro dia, alguém comentou comigo algo mais ou menos assim: que o filho perguntou se menino podia brincar de casinha e a pessoa respondeu “óbvio que não”. Na mesma hora eu falei “oi”?! Alguém pode me explicar por que meninos não podem brincar de casinha? “Brincar de médico” com a amiguinha pode e “brincar de casinha” não?! Eu não só acho que pode como deve, que esse pode ser o princípio de criarmos meninos diferentes. A geração dos nossos filhos tem que ser diferente, se nós queremos que nossos maridos sejam, temos que criar nossos filhos para serem também. Tem que mudar esse pensamento machista e isso depende de nós esposas/mães diferentes. O blog Pais Modernos tem um post bacana sobre isso. As Mamatracas falaram semana passada sobre educação de meninas e meninos, aqui tem uma entrevista muito interessante para refletirmos sobre o assunto.

Eu não queimei sutiã, não participei de nenhum protesto, odeio acordar cedo pra ir trabalhar (principalmente, às segundas), mas gosto de trabalhar fora. É claro que se não precisasse (leia-se: se tivesse uma fortuna escandalosa), ia adorar ficar em casa curtindo meu filho, mas com uma secretária do lar para deixar tudo nos eixos. Afinal também não me agrada o outro lado: passar roupa, lavar banheiro e mais um monte de coisinhas domésticas.  Só que a realidade não é cor de rosa, só os sonhos o são…

E não é porque eu penso dessa forma que sou feminista e não feminina. Ser feminina independe das nossas funções, das nossas tarefas, das nossas opiniões e argumentos. A mulher é feminina no se vestir, no se perfumar, no carinho e amor que ela transmite para os seus, na sua delicadeza, sensibilidade, enfim…a mulher mantém todas as suas novas funções e ainda assim consegue se equilibrar no salto.

Meu marido já faz parte das exceções, mas tem outras coisinhas que podiam melhorar, isso é assunto para outro post…

Reserve um tempo para você e seu marido

Sabemos que depois do nascimento dos filhos fica complicado arrumar um tempo para o casal, mas isso é algo tão importante quanto respirar. Se não cuidamos da relação, ela desanda e sabemos onde vai parar. A chegada dos filhos altera toda a vida de casal. Deixamos de ser dois para sermos três (às vezes quatro…), sendo que a terceira pessoa exige de nós necessidades completamente diferentes, principalmente, rotina.

Acho que fica mais difícil o casal sair quando o filho ainda é um bebê. Ok, mais difícil pra mãe que fica pensando mil e uma coisas, além da culpa que sente em deixá-lo para ir se divertir. A primeira vez que eu e o Marido saímos, o Ben tinha um pouco mais de três meses. Deixamos tudo pronto e tínhamos três horas para voltar, ele ainda mamava no peito e eu fazia questão de cumprir isso. Bem antes do tempo estimado, Benjamin que não é de chorar, abriu o berreiro. Fizemos o caminho da festa até minha casa, ligando a cada um minuto e meio pra minha mãe – que estava cuidando dele. Ai foi horrível, do celular eu ouvia o choro dele e me sentia a PIOR mãe do mundo. Depois desse episódio traumatizante não saímos mais.

Fica mais difícil após os filhos, mas tem que arrumar tempo para namorar, curtir um ao outro, alimentar a relação… Foi pensando nisso que no final do ano passado, eu e o Marido, nos comprometemos em fazer todo mês um programa só eu e ele. Três meses se passaram desde o pacto e só agora conseguimos colocar em prática. Iniciamos o projeto em grande estilo. Sábado à noite fomos ver o show do Chico Buarque. Foi tudo lindo: o show foi maravilhoso e emocionante, Chico Buarque é encantador. Depois ainda demos uma esticadinha para tomar uma cerveja. A mamãe aqui ligou apenas uma vez pra saber se tudo estava correndo calmamente. Meu Ben ficou em casa sendo estragado mimado pela vovó Salete, mostrou já ter, com seus nove meses, maturidade para se comportar educadamente na ausência dos pais, não chorou e dormiu feito anjo – sinais de que já podemos programar a próxima saída…

Um super marido para uma super mulher

Tenho que admitir, tenho um marido-pai participativo. Ele participa ativamente na tarefa doméstica e familiar. É claro que não foi sempre assim, mas ele aprendeu no decorrer desses anos de casamento (apenas 3 anos e meio), depois de tanta encheção de saco da minha parte (faz isso, faz aquilo, etc) . Após o nascimento do Benjamin meu marido me surpreendeu ainda mais. Ele ajudou muito no pós parto, revesava comigo quando no primeiro mês o Ben não dormia de jeito nenhum. Detalhe: eu estava de licença, ele trabalhando e mesmo assim passou noites em claro ao meu lado.

Hoje, confesso, não sei como seria minha rotina sem o Marido. Ele é o primeiro acordar, se arrumar, dar um jeito na casa, cuida da Capitu, acorda o Benjamin, troca e dá mamadeira enquanto a bonita aqui toma coragem pra levantar da cama e ir se arrumar. Eu não funciono no primeiro horário do dia, logo não faço nada e o Marido compreende e toma conta de tudo.

As tarefas domésticas são divididas, cada um faz um pouco de tudo, mas tem coisas que só ele faz, como tirar o lixo, lavar o banheiro, lavar a louça, passar roupa. Ele ainda lava roupas (a máquina também ajuda, vai), mas as roupas do Ben ainda lavamos à mão, passa aspirador, varre, passa pano, limpa o “banheiro” da Capitu. Tem dias que faz pequenos agrados que tornam o dia mega especiais como já deixar no banheiro minha toalha de banho, um recadinho num lanche, um torpedo, um ovo frito com gema mole …e TODAS as noites, no jantar, ele prepara meu prato!

Eu não tenho um marido…eu tenho um SUPER-MARIDO de quem eu tenho sempre alguma coisinha para reclamar, mas se não fosse assim eu não seria mulher, esposa, mãe. Posso ter reclamações a fazer mas sei que é bem menor do que a lista de satisfações. Sei reconhecer que tenho um SUPER-HERÓI ao meu lado. É por ele que meu coração dispara, com ele que a vida fica cheia de graça, com ele que sei viver. Agradeço por tê-lo na minha vida e por ter sido com ele que realizei o maior e mais importante projeto de vida: BENJAMIN.

Massagem MTR

O marido sempre foi bom em me fazer domir. Ele usa uma tática de relaxamento (inventada por ele) que não sei como dá certo comigo e agora com o pequeno Ben.

Benjamin é bom de cama, dorme a noite toda. Mas para dormir é um parto. Ele é um bebê tranquilo, porém está sempre em movimento, é curioso, agora deu para balançar as pernas quando está no colo de alguém, não fica quieto. Pode estar morrendo de sono, mas não se entrega. Então o marido entrou com sua tática do sono: a M.T.R.

Isso nada mais é que Massagem Terapêutica Relaxante. É uma técnica milenar que passa de geração para geração só da família dele  e acompanha meu marido em seu DNA. É bem provável que ele já tenha nascido com este dom, com esta sabedoria e seja uma espécie de “O Iluminado”.

Ah, quanta baboseira, considere apenas as 8 primeiras palavras do parágrafo anterior…

A massagem realmente existe, e melhor, funciona muito bem com o Ben. Ele gosta, ele relaxa, ele se acalma e dorme. Simples assim: dorme! Acho que são os bons fluídos que passam de pai para filho. Ahhhh…. ser mãe também é aprender, que pai lindo…!

*

E quem escreveu os três últimos parágrafos? E o que foi esse “Ahhhh….ser mãe também é aprender, que pai lindo”?

Mas que a massagem é boa e dá certo, é verdade. Comigo e agora com o Ben, que apaga em 2 minutos.

Agora que o Ben já dormiu, vou barganhar a minha MTR. Boa noite!

Ao marido

Quero dedicar esse blog ao Piffer (vou falar muito dele por aqui). Ele é tão responsável quanto eu pelo motivo que me faz escrever aqui: Benjamin. Ele merece todo crédito de ótimo marido e tem se revelado um grande pai. Com toda transformação em nossas vidas ele mantém a paciência, o bom humor e me prova todos os dias que tudo sempre dará certo. Sua busca constante pelo bem (seja lá para o que for) me comove. Não tem um dia que eu termine sem pensar que fiz a escolha certa. Para ele então, esse blog e meu amor.