O Desfralde

Sabe notícia inesperada? Então, recebi sexta-feira passada. Chegou a fase mais temida pela mãe aqui, o desfralde!

O mais engraçado é que nesse mesmo dia, uma colega da faculdade, também mãe, me perguntou sobre o desfralde do Benjamin. Respondi toda relax que ainda demoraria.

Nesse ano já havia conversado com a escola sobre o assunto e fui informada que ainda demorava, que Benjamin precisava dar mais sinais, além de saber falar, que provavelmente o desfralde aconteceria só no segundo semestre.

Interpretei a mensagem da seguinte forma: só quando Benjamin construir frases literárias, lá com 2 anos e 6 meses. Ou seja, final do segundo semestre.

Mas o segundo semestre começa em julho, Benjamin já completou 2 anos, já fala, já compreende o que falamos, algumas vezes arranca a fralda, faz xixi no vaso quando vai pro banho, reconhece o penico, e por mais que seja díficil para mãe assumir, o bebê já se tranformou numa criança, um moleque arteiro.

Receber notícia que você não espera, na maioria das vezes te pega de supetão. Eu que quase nunca abro a agenda do Benjamin, encasquetei de abrir na sexta-feira passada e me deparei com um comunicado extra oficial e gigante:

“Processo Desfralde – Benjamin”

Quase tive um surto!

Achei super bacana o comunicado da escola. Cheio de explicações, dicas e orientações sobre o processo. Transmitiu-me muita confiança.

Existem várias cobranças na vida materna (ou muita gente precisando achar o que fazer, além de cuidar da vida do outro): “já anda?“; “ainda não fala?”; “ainda toma na mamadeira?”; “quando vai largar a chupeta?”; “quando vem o irmãozinho (a)?”, etc. O controle dos esfíncteres é só mais uma entre tantas cobranças da sociedade.

Eu brinco falando que tenho preguiça dessa fase de desfralde. Tem um fundo de verdade nessa brincadeira, admito. Mas tenho muito mais tranquilidade. Primeiro, porque procuro me informar. Segundo, porque nunca vi criança de 8 anos ou adulto usando fralda. Não tenho é pressa.

Portanto, vamos iniciar essa fase com muita paciência e tranquilidade. A escola começa o processo hoje e estabeleceu conosco algumas combinações, porque o ideal é essa fase acontecer de forma conjugada – escola e pais atuarão juntos!

Aos finais de semana, estamos incumbidos de fazer um relatório dos horários que Benjamin fizer xixi e cocô.

Algumas pessoas andaram me perguntando se eu acho que Benjamin está preparado. Sinceramente, comecei a achar isso desde janeiro desse ano. Até compramos cuecas, penico, mas depois de uma conversa com a escola, não fizemos tentativas, ficamos só conversando com Benjamin.

Pouco antes de completar 2 anos, Benjamin começou a pedir pra fazer xixi no vaso toda vez que ia tomar banho, passou avisar que tinha feito cocô, demonstrar incômodo e até tirar a fralda.

Recentemente, parou com isso.  Mas parece que na escola ele tem demonstrado interesse. Somado ao fato que ele é o mais novo na sala – a maioria das crianças de sua sala, completam 3 anos agora no segundo semestre. Deve ver as crianças já nessa fase e acaba aprendendo por repetição – como todos os aprendizados das crianças.

Mas em geral, ele demonstra ter conhecimento desses desejos e compreende tudo o que falamos.

Vamos iniciar o processo sem neura e se não der certo – o que pode ocorrer, voltamos para trás. Que mal há nisso? Acredito que nenhum. O importante é todos, principalmente nós, pais, estarmos seguros e conscientes, para transmitir a segurança necessária para os pequenos.

Sei que desfralde é assunto comum entre os blogs maternos, mas agora começa a transição do Bossa Mãe nessa fase. A partir de hoje vou compartilhar aqui como está sendo nossa experiência. Vem com a gente!

Culpa dos Terrible Twos ou do desenvolvimento emocional?

Benjamin está numa fase chata pra caramba. Eu já disse que sou uma pessoa sem paciência e agradeço todos os dias pela cria a mim concedida, afinal, em geral, Benjamin é muito bonzinho. Pensei que tinha aprendido a ter paciência, mas era apenas a primeira etapa do processo da maternidade. A segunda etapa consiste em testar os limites de paciência da mãe.

Meu Ben é todo lindo, sorridente, carismático. Um anjo. Obediente. Parece o bebê uma criança perfeita. Mas o que as as pessoas de fora não imaginam é que esse mini-humano é capaz de levar você a loucura, em um clique.

Vivemos uma fase em que tudo é meu, ou melhor, é dele! Escuto diariamente 588 vezes, aproximadamente, o: é meu o controle, o tênis, a Capitu, o iPhone e o iPad da mãe, a touca, a mochila, o Woody, o Buzz, o Mickey, o Pluto, o prato de comida, a colher, o shampoo, o sabonete, o copo e mais uns 89 itens ao alcance do Benjamin. Detalhe, ele faz cara de mau, faz bico, tenta tomar da nossa mão.

Semana passada, ele resolveu testar esgotar minha dose mínima de paciência e fez algo que eu odeio abomino. Começou a chorar no carro de volta pra casa. Motivo: iPhone. Ele não queria um, mas queria os dois iPhones – o do pai e o da mãe. Sinceramente, nem lembro como começou. Ele já estava com o meu na mão e o marido me deu o dele para ver um vídeo, quando Benjamin viu na minha mão (eu estava no banco de trás para evitar que ele dormisse) queria tomar de mim e foi aí que tudo começou. Pense num trânsito. Agora pense numa criança berrando. E todos os carros à volta olhando. Ainda tivemos que parar para comprar a ração da Capitu. Pensei que Benjamin se acalmaria, mas ele berrou ainda mais dentro loja e os berros dele ecoavam.

Todo mundo olha pra mãe com cara de “faz alguma coisa para ele parar de chorar” ou “coitado, o que será que ela fez pra ele”. É aquele momento que ninguém viu o que aconteceu, mas fica te julgando. Entramos no carro novamente e sem chance de colocá-lo na cadeirinha. Levei ele no colo, berrando até em casa. Nesse meio tempo, eu já tinha perdido minha ínfima paciência, já tinha gritado com ele, já tinha me arrependido e gritado novamente.

Gritar com Benjamin é algo que corta o meu coração, me machuca demais. Eu não gosto de gritar com ele por n motivos: porque eu acredito que gritar não resolve nada, só altera ainda mais os nervos; porque se ele já não entende o que quero dizer, fica mais difícil ainda captar a mensagem; porque eu sou a adulta e é de mim que deve vir postura, compreensão e comportamento diferente; porque acredito que quando gritamos com as pessoas que amamos os nossos corações se afastam.

Mas eu já estava fora de mim, querendo de qualquer jeito que ele me entendessem e partir para o grito foi a solução que achei. Totalmente inadequada. Só depois que caí em mim, comecei o que acho menos insensato, a ignorá-lo. E ele começou a chamar por mim “mamãe, mamãe, mamãe” e puxar meu rosto para olhar pra ele. Dói. É difícil.

Esse tipo de comportamento do Benjamin, está se tornando frequente (não com o mesmo tempo de duração desse episódio que durou, aproximadamente, uns 40 minutos), mas é algo que tem acontecido bastante. Geralmente, quando ele está muito cansado, que foi o caso desse dia e que eu fui perceber só depois. Tem acontecido quando ele acorda de mau humor porque foi dormir tarde e nós acordamos muito cedo (vou contar em outro post como está a rotina noturna de casa).

É a fase do Terrible Twos somado à fase de desenvolvimento emocional da criança. Eles fazem manha, querem atenção e descobrem a força do berro deles. Eles estão descobrindo que conseguem fazer várias coisas sozinhos, como colocar o tênis, tirar a roupa, comer… e querem mostrar que não precisam da sua ajuda. É a fase de crescimento, bebê está virando criança e a mãe….a mãe está virando uma louca.

Aí cabe a nós mães ler as entrelinhas, ou seja:

a)  perceber que a criança está cansada – nem sempre isso é tão simples, se for pela manhã ok; agora se for como o dia desse episódio é complicado, pois Benjamin demonstrava o melhor dos humores. E tem um outro detalhe pertinente, o signo do mini ser humano! No caso, meu Ben é de gêmeos, o que significa altos índices de variação no humor ao longo do dia;

b)  inventar métodos para reverter a situação – cabe a nós incrementar as situações, dar piruetas, se fazer de bobo, descobrir maneiras para distrair a cria. Difícil, pois você também pode estar de mau humor (bobagem, mãe tem que estar sempre bem!) e porque não é uma técnica para um momento apenas. Tem que inventar para a hora do banho, de comer, de dormir, de sair para ir à escola, na hora de deixar um brinquedo no carro e/ou na casa, enfim tem que fazer escolhas (de preferência a de melhorar o dia), tem que ter criatividade, não basta ser uma mãe super heroína, tem que ser mágica para salvar o dia do filho e da família.

Dois anos e uma visita ao pediatra

Nossa primeira consulta com a pediatra foi dia 20/06/2011. Ele tinha apenas 4 dias de vida. Não tínhamos pediatra e ela foi uma escolha certeira. Apesar de no início eu me sentir intimidada por ela, nunca quis trocar, sempre me senti segura.

No começo você vai constantemente ao pediatra, primeiro são visitas semanais, depois mensais até que o bebê completa um ano e pouquinho e essas visitas vão ficando cada vez mais espaçadas. Eu fiquei com medo se saberia viver sem essas consultas, se saberia medicar Benjamin caso tivesse um resfriado, mas logo a gente se adapta.

Sábado levamos Benjamin a uma consulta de rotina. Levei porque achei que 2 anos merecia uma inspeção médica pra saber se estava tudo se desenvolvendo bem, também porque Benjamin tem recusado o jantar na escola, então fiquei preocupada se ele estava precisando de alguma vitamina. E sei lá, talvez também para ouvir da pediatra que ele estava ótimo e que eu estava fazendo um bom trabalho. Ah, sim, claro, e para esclarecer algumas pequenas dúvidas que estavam acompanhando os pais de primeira viagem aqui.

É preciso continuar a esterilizar as mamadeiras?

Já fazia algum tempo que marido já me questionava isso. Não sabia responder e continuávamos esterilizando. Marido aproveitou para tirar a dúvida com a pediatra. A recomendação dela foi simples: água e sabão! Não precisa mais esterilizar.

E a pomada ainda precisa passar?

Sou motivo de piada com as amigas mães blogueiras. Um dia fiz essas pergunta pra elas e virei a mãe que vai passar pomada no filho até os 18 anos. Depois disso, avisei o marido que não era mais necessário passar pomada toda hora no Ben. Mas continuamos a passar. A pediatra riu quando contamos essa história.  É claro que precisa passar pomada, mas se a criança estiver assada.

Alimentação

Parecia que o marido estava esperando chegar o dia do aniversário do Benjamin pra tirar um sarro da minha cara. O dia inteiro ele ficou citando coisas que Benjamin ainda não comia e dizendo que ele comeria no dia seguinte, com dois anos e um dia. Ele se referia ao nosso trato de não oferecer certos alimentos ao Benjamin até os dois anos de idade. Acontece que não é bem assim, completou dois anos e virou “oba oba” vai comer um monte de besteiras. Sim, ele pode comer o que ele quiser, mas sei lá, com certa parcimônia. E ainda sou a favor de não oferecer coisas desnecessárias para as crianças. Por exemplo, não é porque ele completou dois anos que vou oferecer do nada refrigerante pra ele. Agora ele vai começar a tomar iogurte. Veja bem, IOGURTE e não Petit Suisse. Iogurte batido com frutas.

Peso e medida

Embora Benjamin esteja recusando o jantar na escola, ele tem comido em casa. Enfim, ele está com sua curva dentro do esperado: 12,100 gr e 87 cm. Conversei com a pediatra e assim como eu, ela acha que o horário do jantar ainda é cedo pra ele que talvez não tenha se adaptado. Então sobrou para a mamãe aqui fazer janta pra ele durante a semana. Em casa eu e marido não jantamos, só comemos um lanche. E a pediatra sugeriu fazer uma comidinha leve pra ele e congelar para vários dias. Só pode descongelar na geladeira porque fora perde os nutrientes. E esquentar em banho maria ou na panela, mas não no micro-ondas. Aliás, o leite também deve ser esquentado dessa maneira e não no micro-ondas. Pasmei! Aqui em casa, desque Ben completou um ano e pouco, sempre esquentávamos no micro-ondas pela praticidade. No verão nem esquentávamos, acostumamos ele a tomar na temperatura ambiente. A pediatra alertou: esquentar leite ou a comida do micro-ondas não é bacana, é altamente cancerígeno.

Alerta

A consulta foi super bacana, demoramos um pouco mais que o habitual, mas porque ficamos conversando sobre o desenvolvimento do Benjamin – que  ficou brincando com os brinquedos da sala da pediatra e ela só observando ele, dizendo que “ele está numa fase muito bacana, mãe, uma fase de descobertas”. Também é uma fase muito perigosa e que precisa de atenção redobrada dos pais. Janelas, escadas, portas devem ter grade de proteção. Crianças devem ficar longe da cozinha. Nessa idade todo cuidado é pouco.

Receituário

Depois de muita conversa eu confessei à pediatra: Benjamin tem recusado a nossa ajuda pra tudo. Ele quer comer sozinho, quer tirar sua roupa sozinho, colocar o sapato sozinho…e vai tentar ajudar pra ver só, ele faz um escândalo. Ele ainda é pequenininho. A pediatra disse: “mãe, é assim mesmo, ele está descobrindo tudo o que é capaz de fazer, ele está crescendo. Você é o tipo de mãe que quer ver o filho bebê. Ele está ótimo! Mas vou receitar algo….para os pais…..outro bebê!”

E a mãe saiu da consulta toda prosa, feliz, satisfeita e falando pro marido: “você viu o que a pediatra receitou…!” 😉

2 anos – As transformações da maternidade

Hoje eu poderia escrever um post em comemoração ao dia dos namorados. Mas vou me ausentar nos próximos dias para organizar a festa do meu pequeno Benjamin – que completa dois anos no próximo domingo (16/06). Então, resolvi falar do furacão maternidade. Mas neste post, é possível identificar uma declaração. Vale dizer que toda essa transformação só foi possível porque o Marido faz parte disso. Feliz dia dos Namorados!

*

Há dois anos eu não tinha a noção exata do quanto minha vida mudaria com a chegada do meu Ben. A gente sabe que a vida vai mudar, mas não tem dimensão da transformação que é a chegada de um filho. E ninguém, nem cursos, livros indicam essas mudanças. As pessoas alertam “se prepare, você nunca mais vai dormir direito”. Posso falar?! Grande coisa!

Eu nunca mais dormi direito, mas também nunca mais fui ao banheiro sem ser interrompida, nunca mais comi sem interferências, nunca mais fiquei no computador sem intervenção, nunca mais assisti a um capítulo de novela inteiro! A gente não consegue mais ir ao shopping fazer umas comprinhas, unhas e cabelos ficam enfadonhos, salão de beleza torna-se um sonho de consumo. Ler um livro torna-se missão impossível. Mas ainda sim, tudo isso, são apenas detalhes.

A mudança verdadeira acontece dentro de nós. Nasce em nós a capacidade de se doar ao outro. Aprendemos o significado verdadeiro da palavra abdicação. Nunca mais nos concentramos no trabalho se o filho estiver doente. Largamos tudo o que estivermos fazendo para ir buscá-lo na escolinha. O aparelho de celular – que antes era o seu xodó – é jogado no chão ao menor risco que você percebe ao ver seu filho escalar o sofá em direção à janela. Encontrar uma página rabiscada no seu livro preferido, te faz abrir um sorriso de orelha a orelha. Sua bolsa vive pesada e quando você resolve organizá-la encontra brinquedos, meias e as coisas da sua carteira todas espalhadas. A sua casa, antes perfeitamente organizada, vira um playground com brinquedos espalhados por todos os cantos.

Você nunca mais recebe uma notícia de acidente, tragédia ou doença envolvendo crianças, sem pensar que poderia ser seu filho, sem pensar na dor daquela mãe. E quando percebe, você está chorando com imensa vontade de abraçar seu filho (e a mãe do outro filho). Você se vê envolvida em algumas batalhas. Percebe que algumas não valem a pena serem guerreadas e que outras até valem. Se questiona o tempo inteiro dos princípios que até hoje você tinha convicção: tudo vale para meninas e meninos?!

Alguém diz que sua relação com seu marido vai mudar. Mas referem-se apenas à relação sexual. Ninguém diz que você vai passar admirá-lo ainda mais ao ouví-lo conversar com o filho de vocês, ao vê-lo ensinar algo, trocar fralda, dar banho, brincar, cantar e dançar juntos.

Você é capaz de dar a sua vida por outra pessoa. Mas também é capaz de fazer qualquer coisa para ganhar mais anos ao lado dela. Você aprende a dar valor às pequenas coisas, a admirar um belo pôr-do-sol, a ter fé no ser humano. Você deseja e passa a contribuir para um mundo melhor!

E mesmo com o cansaço do dia-a-dia, as preocupações, os medos, a insegurança e a incerteza de não saber se está no caminho certo, você anda com a única certeza que você passou a ter na vida: de que tudo o que você fizer por ele, vale a pena!

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A angústia da separação

Colocar o filho no berçário ou na escolinha é uma decisão muito difícil. Mães de primeira viagem sofrem e não sabem como lidar com essa situação. É tudo muito novo, a maternidade chega ser avassaladora, transforma toda nossa vida.

Algumas mães tomam a decisão de parar de trabalhar. Outras não podem ou não querem seguir esse caminho. Por algum momento eu quis, mas logo depois esse desejo insano passou.

Embora goste da maternidade, não teria capacidade, muito menos paciência, para cuidar de filho e consequentemente da casa. Acho até que a forma como me entrego para a maternidade é justamente por essa escolha, por me dividir entre profissional e mãe. Se eu tivesse parado de trabalhar, tenho certeza que em alguns meses estaria sem paciência e disposição nenhuma para maternar (ou não?!).

Optei por colocar Benjamin no berçário e ele foi logo cedo, assim que acabou minha licença maternidade, aos 5 meses de idade. Sofri. E perguntaram-me: como você superou isso? Eu não sei bem como responder, mas acho que alguns fatores contribuíram.

Um deles foi deixar Benjamin num lugar que me transmitiu confiança absoluta. Eu me sentia segura ao deixá-lo lá. Depois outras mães vinham me falar que colocá-lo no bercário era a melhor decisão que eu tinha tomado, que ele ia evoluir, seria ótimo para a sociabilidade, etc. Comecei a ter certeza que eu tinha tomado a decisão certa. E hoje tenho essa certeza maior ainda dentro de mim. Não me arrependo e faria novamente.

Acredito que colocar a criança com idade um pouco maior na escolinha, gera um sofrimento maior para ambos: filho e mãe. Filho porque já entende a separação, mas acha que a mãe está deixando ele lá e não sabe se ela vai voltar. Mãe porque, ao ver o filho sofrer, vai sofrer em dobro. Ser mãe dói!

Minha sugestão: conversar! Não importa a idade da criança, ela sente o que você quiser transmitir a ela. Explicar que você vai deixá-la lá, mas que vai voltar no final do dia para pegá-la. Jamais ir embora escondida ou inventar alguma desculpa. JAMAIS! A criança precisa se sentir segura e ela não vai sentir isso se você disser que vai ao banheiro e volta já (e não volta!). Esse é um trabalho conjunto com a escola que deve também esclarecer para a criança que a mamãe volta no final do dia – a noção de tempo da criança é diferente do nosso tempo, por isso é importante explicar que vai demorar, propor atividades, mas sempre deixar claro que a mãe volta.

Não tem jeito, as primeiras semanas são terríveis. Mas como tudo na vida, passa! Se para a mãe forem claros os motivos pelos quais é necessária essa separação, logo a frustração dará lugar para o conforto e segurança. Logo, a criança passa a compreender que a mãe vai voltar. Mãe segura e feliz é sinônimo de filho seguro e feliz. Mesmo que você não esteja segura, é segurança que você deve transmitir.

Depois, minha amiga, é só alegria! Eles entram na escolinha, não te dão tchau e nem olham para trás, acredite! Tem mãe que fica chateada. Eu fico orgulhosa, sério, meu peito chega a estufar, com aquela certeza de que fiz algo certo até aquele momento. A evolução do desenvolvimento deles é absurdamente incrível. E não tem coisa melhor para uma mãe do que ver o seu filho se desenvolvendo. Um dia ele chega cantando uma música, noutro ele fala uma palavra nova, noutro ainda ele te mostra um paisagem e dá nomes e significados para cada imagem. É indescritível….!

Dizem que a dor do parto natural é esquecida no momento em que você vê a carinha do seu filho. Eu diria que a angústia sentida nessa fase de deixar o bebê no berçário é esquecida no momento em que você vê essa evolução acontecer. Talvez por isso eu não saiba responder como fiz para superar isso. Não lembro nem quanto tempo durou, se foi uma semana, duas, três…

Não, não é fácil ser mãe. Assim como também não é fácil ser avaliado, não é fácil o primeiro dia de emprego, o primeiro dia na escola, na faculdade, dar o primeiro beijo….

Na vida inteira enfrentamos desafios, escolhas, encontramos pessoas boas outras não tão boas assim, perdemos pessoas queridas ou porque mudaram de cidade ou porque partiram para outro lado da vida – para essa separação é a única que não existe remédio. Essas e muitas outras coisas, não temos como evitar.

Toda criança um dia vai ter que ir para a escola. Mais cedo ou mais tarde chega esse dia. E o que devemos fazer é enfrentar, ter coragem, ser forte! Minha tia Rosana me disse uma vez quando Benjamin estava doente, com febre alta pela primeira vez: você é mãe agora, mãe não pode ter medo! Eu tento me lembrar sempre disso. E lembro que a vida é cheia de variantes e que não podemos evitar que nossos filhos passem por determinadas coisas, muito menos criá-los numa bolha, mas podemos passar por tudo juntos.

*
Esse post foi inspirado por um email de uma leitora. Espero que você tenha gostado e que possa ter te ajudado. Obrigada pelo carinho!

O que você faz com amor?

Nem tudo a gente faz com amor. Quantas vezes acordamos para trabalhar e nos pegamos reclamando, mesmo que em pensamento, que está sem saco para ir para a empresa. O trabalho mesmo nem sempre fazemos por amor, muitas vezes é por necessidade.

Eu gosto do meu trabalho e me dedico assim como tudo a que me proponho fazer, mas devo revelar que desde que me tornei mãe consegui externar que esse não é o trabalho dos meus sonhos, aquele que me fez fazer faculdade por 4 anos, aquele me emociona e me preenche um pouco a cada dia.

Meu sonho sempre foi ser jornalista, conhecer pessoas, apurar, ouvir e contar suas histórias. O que eu nunca imaginei, foi que um dia a maternidade se tornaria uma das minhas pautas preferidas. Aquilo que eu faria com AMOR e ENTREGA total!

O que jamais passou pela minha cabeça, foi que dia escreveria para a revista mais antiga e conceituada no assunto: Pais & Filhos. Escrever sobre maternidade tem sido de um prazer imensurável, além de ser um aprendizado como mãe e profissional. Essa é uma das coisas que tenho feito com AMOR!

E é muito bom compartilhar com vocês que esse mês escrevi (com AMOR) a matéria “Você sabe falar manhês?“. Eu tive dificuldade quando comecei a maternar, achava meio embaraçoso, mas depois de muita leitura e até mesmo com a intimidade que criei com o meu Ben, posso dizer que sou fluente na língua.

Nessa matéria, falo da importância de usar essa linguagem para o vínculo entre mãe/cuidador x bebê e para a introdução da criança no aprendizado da comunicação. Tem também várias dicas de como falar manhês.

Leia a matéria inteira aqui: Manhês!

O progresso do meu bebê

Esses dias estava à toa, assistindo novela enquanto Benjamin brincava com essas peças de montar (tipo lego, só que não) perto de mim. De repente, ele falou assim sozinho, pra ele mesmo: “um bolo” e assoprou uma velinha imaginária.

Pense se eu não pirei! Ele pela primeira vez (que eu tenha visto pelo menos) externou sua imaginação. Ele pensou e verbalizou seu pensamento. Parece algo simples e bobo, mas não é. Imagine o que é para uma criança passar por esses processos de desenvolvimento….

Nós adultos já fazemos tudo no automático. Andamos, sentamos, agachamos, falamos, tudo assim na maior facilidade. Mas para uma criança na idade do Ben (e principalmente os mais novos) para alcançar algo que ele queira e está longe, envolve um processo de equação matemática ou física mesmo. O bebê pensa: quero chegar naquele objeto, pra isso preciso caminhar até lá, agachar, etc…até concluir a ação.

Meu filho, que até ontem, ou melhor, que até um ano atrás, era um bebê, colocou pra fora um pensamento e eu vibrei en-lo-u-que-ci-da-men-te. Tanto que até interrompi, empolgada, querendo fazer parte daquilo – aquele momento especial que é imaginar. Afinal, temos que dar asas à imaginação. Eu disse como uma boa mãe louca: que bolo liiiindo, filho! Mas você assoprou a velinha sem cantar parabéééééns?! Vamos cantar, vamos cantar parabéns agora! E começamos os dois a cantar o parabéns sem festa mais animado do planeta. E mais uma vez ele assoprou a velinha.

Olha aqui o bolo imaginário do meu Ben

Olha aqui o bolo imaginário do meu Ben

Refletindo sobre o desenvolvimento, comecei a viajar relacionando o quanto nossos pequenos desenvolvem e aprendem em tão pouco tempo. Eles aprendem diariamente!!! É algo incrível! Eles vão desbravando o mundo, sem medo, guiados pela curiosidade. Relacionei em pensamento algumas coisas que Benjamin anda fazendo.

Ele pula tirando os dois pés no chão, parece que anda testando a gravidade. Outro dia nos surpreendeu subindo a escada sozinho e sem nos darmos conta. Bobeamos com o portão aberto e daqui a pouco só ouvimos os passos do molequinho na parte de cima da casa. E sobe com a maior habilidade. Os brinquedos de montar são os que mais prendem a atenção dele. Organização virou uma das suas atividades preferidas. Ele organiza todos os seus DVD’s a todo instante, empilha todos, depois coloca um do lado do outro e vai testando várias possibilidades de ordem. Adora imitar animais. E começou a nos imitar também como se fosse um papagaio. Pergunto “como foi o dia”, ele responde “o dia”. Repete todas as últimas palavras que falamos. Continua gostando muito de música e instrumentos – que, inclusive, ele faz mímica. Giz e papel viraram itens indispensável. Adora fazer arte! No banho ele gosta de levar dois baldinhos e ficar passando água de um para o outro, além de jogar água no banheiro inteiro. Tem ensaiado suas primeiras frases. “Não, mãe!” e “para, mãe” são suas preferidas quando a mãe começa apertar e enchê-lo de beijos.

Até outro dia eu ficava tentando ensiná-lo seu nome, principalmente responder o seu nome. Eu perguntava ao olhar uma foto “quem é esse”, ele prontamente apontava pra mim ou respondia “mamãe”. Recentemente, começou a falar Bencoca = Benzoca, miiim = Benjamin e Ben = Ben. Outro dia levantei com a camisola que tem seu rosto estampado e ele foi logo dizendo: “Bencoca!” Sim, filho, é o Benzoca!

Meu filho está descobrindo que é um indivíduo separado de mim….e ao mesmo tempo que isso dá uma pontadinha no coração, um certo sentimento de perda, afinal aquele bebê já não existe mais, também me enche de orgulho e de um sentimento enorme de ganho. Ele está crescendo e estou fazendo parte dessa transformação. Sem contar que eu aprendo muito com ele e também me transformo a cada dia. E o mundo está ganhando uma pessoinha que eu prometo, será maravilhosa.

1 ano e 11 meses

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Prestes a completar dois aninhos, ele tem preenchido meu coração de alegria e emoção.

Acho que toda mãe é meio babona, chorona, orgulhosa. E nessa época próxima de completar aniversário, a gente fica tudo isso multiplicado por 1 milhão!

Um monte de coisa passa em nossa cabeça. Até outro dia esse menininho cabia no seu antebraço, se aconchegava no seu peito e ficava perfeitamente deitadinho em sua barriga. Ele mamava no seio, fazendo aquele bico lindo. Tinha uma mão pequenina e um pezinho que mais parecia uma bisnaguinha. Tomava banho na banheira! Com aquele cuidado que só as mães de primeira viagem tem para não entrar água no ouvido, não cair sabão nos olhinhos. O cobertor ficava grande perto do pingo de gente que ele era.

Outro dia olhei para meu Ben e pensei “dois anos se passaram”. E eu era tão insegura…hoje ele está aí, corre para tudo quanto é lado, pula, sobe e desce, liga e desliga o som, a TV e o DVD a hora que bem entender, atende o telefone, diz “eu te amo”, tira catota sapinho do nariz, pede pra comer comida quando os pais loucos esquecem que ele precisa se alimentar, toma banho no chuveiro, ensaia algumas frases e fala mais de 40 palavras, toma suco no copo, pinta e borda, reconhece as pessoas, dá bronca na Capitu, pede desculpas e tem um cobertor que deixa agora seus pés à mostra.

Essa semana, ele começou uma nova fase na escolinha. De uma turma mini, ele mudou para turma do maternal. Imagine receber um comunicado dizendo que seu filho está com o desenvolvimento acima do esperado….a princípio achei que era conversa , tipo cantada que o cara dá em todas. Mas na festinha de Dia das Mães soube que estava enganada. Aliás, eu disse AQUI que subestimo a escolinha e o meu filho. A escolinha fez uma avaliação e viram que algumas crianças estão com o desenvolvimento acima do esperado, Benjamin e seu amigo Murilo são essas duas crianças.

Agora ele também vai começar a fazer judô! Pense, numa mãe cheia de bossa. Se o sonho de toda mãe de menina é ver sua filha vestida de bailarina, o da mãe de menino é ver o seu filho vestindo kimono.

Eles crescem…e a gente cresce junto! Aprendemos tanto com esses pequenos humanos. Cada dia mais tenho certeza de que ele veio para mudar a minha vida. Ele me transforma e me ensina diariamente enxergar a vida por outra óptica e me faz ter fé no ser humano.

Tempo de brincar (ou de brinquedo?)

Nesse feriado fomos conhecer a Casa do Brincar. Sem palavras para descrever meus sentimentos ao entrar naquele lugar. Eu me senti em casa de avó, aquele lugar cheio de coisas permissivas, onde tudo a criança pode pois ninguém vai proibí-la. Andar descalço, mexer (com cuidado) na hortinha, janelas e portas abertas, liberdade para correr e explorar todos os cantos.

Bateu até uma certa nostalgia e cheguei a comentar com o marido “a casa da minha avó é perfeita para produzir um espaço desse”. Cheguei a sonhar acordada com essa (im)possibilidade.

A proposta era uma atividade especial: arte coletiva no quintal – crianças brincando à vontade com tinta – e brincadeiras de roda. Benjamin adora música e curtiu à sua maneira, super concentrado na roda de música, porém não interagia. Já havia percebido isso e imaginava que era porque ele era pequeno. Mas agora em casa ele interage muito quando cantamos e propomos brincadeiras, então pensei que já fizesse isso com mais pessoas em volta. Pensei errado. Ele ficou o tempo todo sentado, quieto, prestando atenção, como sempre percebi em todas as vezes que o levei em programas do tipo.

Uma coisa que me deixou encanada ou talvez preocupada ou triste (?!), foi o fato do Benjamin não querer chegar perto da tinta e outra vez da areia (algo que eu pensei que ele já tivesse superado, pois andamos levando ele na pracinha com areia). Ok, já sei, é normal. Mas será que é normal para uma criança que não fica dentro de casa, vai para escolinha, tem (ou deveria) ter contato com tinta? Terra? Massinha? Aliás, Benjamin não pega em massinha, gente!!! Não pegava, pois ontem mesmo chegamos em casa e iniciei esse processo com ele.

Eu sei que isso não beira nenhuma anormalidade. Eu sei! Mas me incomoda um pouco isso. Chego a pensar se na escolinha não é desenvolvido esse contato das crianças com esse tipo de coisas. E lembro que um dos fatores que me ajudaram a escolher a instituição que ele está hoje foi ver fotos de bebês se esbaldando e felizes na tinta. Isso, bebês! E durante seu primeiro ano, esperei ansiosa receber um foto dele assim todo sujinho de tinta, com seu sorrisão largo. Benjamin sequer chegou em casa com uma gota de tinta em sua camiseta branca de uniforme…

Voltando a Casa do Brincar. O menino, meu filho, foi no escorregador, quando chegou no final e se deparou com a areia, segurou firme pra não cair de bunda na areia e com as pernas pra cima ficou desesperado esperando que seu pai ou a mãe o segurasse antes que ele encostasse na areia. Um pai provavelmente orgulhoso da sua princesa tomando banho de areia observando a cena, olhou para o meu pequeno príncipe como quem diz “ixi, esse aí é bichinho de apartamento”! E nem em apartamento vivemos ainda!!!

O que me incomoda é ver as crianças envolvidas em atividades com brinquedos, os chamados “brinquedões”, que em minha opinião só servem para gastar a energia dos pequenos, não agrega em nada com relação à experiência – talvez uma queda e um corte no supercílio, alguns pontos ou um dente quebrado. O que é um dente quebrado aos dois anos de idade, né?! Aos 7 ele cai e nasce um novo.

Na minha época de infância, não lembro de ter esses brinquedos. Lembro de fazer colares de macarrão no dia do índio, colar grão de feijão no papel, brincar muito no tanque de areia, brincar de ciranda, corre cotia, roda de leitura, fazer presentes em datas comemorativas e não dar um presente pronto e pago pelos meus pais.

O que percebo atualmente? Crianças enlouquecidas para irem nos tais brinquedões, chorando porque é sua vez de jogar vídeo game ou porque quer assistir repetidamente o DVD do Patati Patatá, se debatendo porque quer de qualquer jeito o seu aparelho de celular ou tablet…porque as crianças não podem produzir os presentes de aniversário dos seus coleguinhas ou dia das mães, pais, etc…?! Porque não podem brincar sem depender de brinquedos?! Tenho medo desse choque cultural, dessa nova realidade.

Tudo tem limite ou estou ultrapassada?!

Mudanças

Ano novo pessoal e cara nova para o blog!

Eu sempre gostei de mudanças. Claro, temo um pouco as transformações que acompanham qualquer alteração cotidiana, mas sempre procuro enxergar o lado positivo que toda mudança carrega. Seja cortar cabelo, mudar de emprego, casa, móveis e objetos do lugar. Gosto de mudar.

Desde que entramos em 2013 uma sensação não me largou, que esse ano seria um ano de grandes mudanças em minha vida. A última vez que tive esse sentimento foi em 2010 e tudo aconteceu como uma avalanche: fechamos nossa viagem para Paris, compramos nosso apartamento, engravidamos! Detalhe, tudo aconteceu de repente, uma semana atrás da outra. Em três semanas consecutivas, em menos de um mês, eu soube que aquele ano mudaria a minha vida por completo.

Esse ano vamos mudar para nosso apartamento. Nunca em nossas vidas eu e marido moramos em apartamento. Essa será uma grande mudança em vários aspectos, principalmente geográfico (vamos mudar de bairro) e emocional. Pensamos que seria ainda no primeiro semestre, mas em abril levamos um balde de água fria realidade e descobrimos que isso só vai acontecer no segundo semestre. O lance de documentação demooooora…, vamos entrar nesses trâmites agora em maio. E detalhe, a casa em que moramos atualmente está com a placa Vende-se e o tempo está correndo… Mas ao invés de deixar a frustração me contagiar, me apeguei nos planos para o apartamento, já estamos com o projeto pronto e vamos começar a orçar a mão de obra e tudo que vamos precisar comprar.

E me apeguei também no blog que começou assim despretensiosamente e tem me gerado um retorno mais do que gratificante no sentido materno e profissional. E é aí que entra mais uma das mudanças. Estão vendo a cara nova do blog? Um dos presentes de aniversário que ganhei do marido. Um presente que amei ao ver o resultado final. E mais um sinal de que eu devo levantar as mãos pro céu e agradecer o marido que tenho. Eu sou muito chata, gente! É, nem parece pelo blog, né?! Mas sou, reconheço! Eu enchi os pacovás do marido desde janeiro – quando o blog completou um ano. Estou há 4 meses na beira da indecisão. Nesse período mudei de ideia milhões de vezes e resolvi deixar do jeito antigo mais um milhão de vezes, até que o marido em sua paciência (e sabedoria) infinita pegou minha mãe e falou “fique tranquila”.

Foi difícil porque embora não pareça, eu demoro para tomar decisões (até eu me surpreendo às vezes). Pensei em fazer um desenho, mas todos os blogs maternos que entro (e que gosto, não é nada contra) são com desenhos e não acho que tinha a ver comigo. Sem contar que o nome do blog não me ajudava a fazer as ligações. As pessoas até devem se perguntar porque o nome “Bossa Mãe”. É claro que chegar nesse nome não foi fácil, percorri muitos caminhos até me deparar com a palavra bossa que está presente em minha vida de várias formas. Minha mãe sempre foi festeira, meu pai um boêmio, ele inclusive, vive dizendo que sou o Carnaval dele… aí olhei no dicionário e como contei no parto do Bossa Mãe, um dos significados para Bossa no Houaiss é: aptidão, disposição, propensão – tenho tudo isso de sobra para a maternidade e, disposição, por exemplo, tenho para tudo que me proponho a fazer na vida. Ah! e tem o meu Ben, eita molequinho cheio de bossa! O menino adora música, tem em casa todos os instrumentos que ilustram a nova cara do blog (menos o violino, mas que Benzonca improvisa). Enfim, acho mesmo que formamos uma família Cheia de Bossa.

Vale falar sobre a praia de fundo. A mãe aqui ama imensamente uma praia, o Sol, um céu azul…e esse resultado me deixou encantada porque eu não fiz nenhuma menção sobre envolver praia no layout novo, mas fiquei feliz ao ver o resultado e descobrir que o marido faz essa relação, tipo: dia bonito = praia = eu OU = (mais) um dia feliz em família. 🙂

Além da mudança de layout, o blog vai trazer outras novidades. Ele não vai mudar a maior característica dele que é registrar o desenvolvimento do meu Ben, assim como minhas aventuras na maternidade, mas passa a contar com a colaboração do Bosso Pai que teve uma semana de sucesso, no meu período sabático (mas não pensem que foi fácil convencê-lo! e que será algo semanal, teremos que contar com o entusiamo e a inspiração paterna dele), também vou começar a trazer entrevistas e/ou opiniões de profissionais. Além disso, passamos abrir espaço para o(a) leitor(a) enviar sugestões de assuntos que gostaria de ler aqui no blog, com nome devidamente divulgado.

Eu amei o layout e estou empolgada com as mudanças. Espero que gostem!