O que era doce acabou…

E o ano começou! Não é o que diz o povo brasileiro? “O ano só começa depois do Carnaval”. Pois bem, então o ano começou cedo este ano. Carnaval acabou e ainda estamos na metade do mês de fevereiro, geralmente o carnaval acaba e pronto já adentramos em março

É tradição passar o Carnaval no Rio de Janeiro. Eu sempre passei. Primeiro com as amigas, depois com o namorado que posteriormente virou marido e agora com Benzoca. Ano passo ele ficou doente lá no Rio mesmo e não pude sair com ele de casa. Este ano já pudemos curtir o clima carnavalesco da cidade.

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Esse período de Carnaval já é curto, com criança fica menor ainda. Antes, íamos na sexta à noite, encarávamos a estrada de madrugada. Mas com a chegada do Benjamin isso ficou inviável. Não tenho mais coragem de pegar a estrada de madrugada. Acho que nem é uma questão de coragem, mas sim de bom senso. Pode acontecer um monte de coisa desagradável que com bebê pode ficar pior ainda.

Então decidimos ir no sábado bem cedinho. Mas ninguém acordou bem cedinho e acabamos saindo de casa umas onze e pouco. Chegamos às 17:00 no Rio de Janeiro e ainda deu para aproveitar o final do sábado.

Domingo fomos para a praia do Leblon. Estava uma delícia! Benjamin se esbaldou na sua piscininha. E no final do dia fomos para o bloco ‘Simpatia é Quase Amor’, em Ipanema. Primeiro Benjamin estranhou, se sentiu pouco a vontade, olhava com uma cara de “o que esse povo maluco está fazendo, porque todo mundo está tão colorido, porque todo mundo tá se agarrando tanto com esse calor, e essas roupas engraçadas, e porque as ruas estão tão sujas???!!!” . Mas logo ele se soltou. E se divertiu.

Foi o único bloco que pegamos. No restante do Carnaval ficamos na praia. Isso porque antes tivemos alguns contratempos. Rio de Janeiro estava completamente lotado. Eu diria lotação máxima. E a praia, por incrível que pareça, era o lugar menos cheio, com menos restrições, menos proibições.

Há anos eu passo o carnaval no Rio de Janeiro e não é porque agora tenho um bebê que achei isso, mas de fato a cidade estava insuportável. O que mais me chamou a atenção foi o funcionamento do metrô. Elevadores e escadas rolantes totalmente parados. Absurdo! Filas quilométricas para entrar nas estações. Não tinha fila preferencial para entrar nem para comprar bilhetes. Um guarda do metrô foi altamente grosseiro comigo afirmando que no Carnaval não tinha fila preferencial.

Quer dizer que grávidas, pessoas com crianças de colo, idosos, deficientes físicos não podem curtir o carnaval?! Ou melhor, podem, mas sem usufruir os seus direitos. Imagino que deve ter muita gente folgada que usa criança como desculpa para furar fila e comprar bilhete, mas escada rolante é direito de todo usuário de metrô! Isso é básico. Eu fiquei me perguntando como um cadeirante desacompanhado desceu até a plataforma com elevador e escada rolante sem funcionar…

Só uma palavra define meu sentimento com relação ao metrô no Rio de Janeiro neste Carnaval: LAMENTÁVEL!

A partir daí encaramos as ruas cheias, mas de carro. Já que era para encarar a multidão que fosse no conforto do nosso automóvel. Depois de um dia pagarmos um valor exorbitante pelo estacionamento, nos outros tivemos muita sorte e conseguimos parar na rua mesmo, super próximos da barraca em que ficamos, no Leblon.

Resumidamente esse foi o nosso carnaval. Benzoca se divertiu, mas não foi dessa vez que pisou na areia. Levamos meu Ben no Baixo Bebê, no Leblon. É uma área com brinquedos destinada aos bebês e crianças, tem até fraldário! Os olhos dele brilharam ao ver aquelas casinhas que imitam castelinhos, aquele monte de escorregas, mas em sua primeira tentativa de escorregar, o rosto dele se transformou quando já na descida viu que ia cair na areia. Ele queria brincar em tudo, mas não queria sair do meu colo.

Foi um carnaval diferente. Muita novidade para o pequeno Ben. Cheio de encontros e desencontros. Uma briga boba no final entre pai e filha. E o carnaval acabou. Tudo tomou seu lugar….

Feliz 2013

Sempre passei a virada do ano em Copacabana. Adoro. Há dois anos isso não acontecia, um porque passamos em Paris (com meu Ben na barriga) e o outro porque Benzoca tinha apenas 6 meses e optamos por ficar em casa. Dessa vez emendamos férias e viemos para o Rio de Janeiro.

Quem conhece sabe que é impossível ir de carro à praia na noite do dia 31. O esquema é de metrô. Já estava tudo combinado: se não chovesse – como é de praxe no final do ano, íamos para a praia com o Benzoca. Eu só não lembrava o quanto era desagradável pegar o metrô: a fila para entrar é enorme, mas isso é o de menos. O pior mesmo é o que está por vir após a fila: vagão extremamente cheio de gente, uns moleques  gritando e degradando batendo no teto do trem e muito, muito calor.

Meu Ben estava estrategicamente em seu carrinho, confortável até que de repente começou a suar, ficar incomodado e quando vimos já estava berrando incontrolavelmente. Nem tirar do carrinho o fez acalmar. Aquilo cortou meu coração, me senti uma mãe irresponsável e sem um pingo de bom senso. Onde já se viu submeter o bebê de um ano e meio àquela situação. (ao engravidar todos achavam que eu seria cheia de frescura com o bebê, diziam que ele seria o “bebê da bolha”, eu também achei isso. Mas eu e todo mundo fomos surpreendidos, me tornei uma mãe cuidadosa, mas sem muita frescura. Só que às vezes eu acho que exagero no lance de ser desencanada).

Enquanto Benjamin chorava desesperadamente de agonia mesmo, prometia em seu ouvido “mamãe nunca mais vai fazer você passar por isso, mas acredite, vai valer a pena”. Chegamos rapidamente à estação de destino (Benjamin aguentou muito bem toda essa situação, pois começou a se desesperar quando faltavam apenas duas estações), na plataforma mesmo dei uma mamadeira para acalmá-lo e seguimos. Chegamos na praia faltando oito minutos para a chegada do novo ano. E meu Ben dormiu.

Alguns vão me achar sem bom senso agora: às zero horas começou o espetáculo, os fogos de Copacabana e não me segurei, conhecendo o filho que tenho, tirei Benjamin do carrinho, queria muito que ele presenciasse aquele momento. Nos primeiros minutos ele não aguentava ficar com os olhos abertos até que o céu foi ficando cada vez mais lindo, mais colorido, mais iluminado e meu Ben com o olho mais arregalado e uma carinha de surpresa inesquecível.

Ele olhou pra mim soltou uma de suas palavras irreconhecíveis e apontou para o céu como quem dizia “olha, mamãe”. A coisa mais linda do mundo. Foi quando disse pra ele “eu disse que ia valer a pena, filho!”.
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Engraçado como nossos pedidos mudam. Eu só pedi que minha família se mantenha unida, com muito amor no coração, saúde e harmonia.

E desejo a todos, um 2013 cheio bossa, oportunidades, alegrias, paz, prosperidade. Que possamos nos reinventar como pessoas, pais e profissionais. Um feliz 2013.

Feriado com vovô e mais uma palavra

Nesse feriado fomos até o Rio de Janeiro, na casa do meu pai. Fomos na quinta e voltamos no domingo. Assim bem rapidinho. O tempo não ajudou muito, não deu nem para levarmos Benzoca para conhecer a praia.

Benzinho chegou todo tímido e em menos de meia hora estava desbravando a casa. Esse menino está tão moleque e tão sapeca.

Como disse, foi uma viagem rápida, mas deu para curtir a família. E Benjamin aprendeu mais uma palavra, a mais esperada por meu pai:

VOVÔ

Tão pequenininha, mas tão cheia de significado…

Aos poucos vamos proporcionando esses agradáveis momentos para que meu Ben encha a bagagem de memórias afetivas que leva junto ao coração.

Quero que meu filho tenha uma caixa enorme de doces recordações e saiba apreciar as pequenas felicidades. #infância

Campos de Jordão fora de temporada

Todo ano nós damos um pulo em Campos de Jordão. Ano passado não fomos porque foi o ano que Ben nasceu, estávamos em processo de mudanças e tals. Final de semana passada fomos lá e me surpreendi. A cidade não é só favorável para namorar, mas também para ir com as crianças, principalmente agora fora de época.

Outro dia estava procurando uma foto sozinha com Benzoca e percebi que tenho pouquíssimas. Reclamei para o marido e ele aproveitou para fazer um book nosso.

(Esses abraços do meu Ben são meu porto seguro, pra onde quero voltar todos os dias após o expediente….)

A cidade está tranquila, sem aquela multidão da temporada, o clima agradável, os preços (de tudo) mais baixo, dá para curtir um bocado.

Fomos com os avós paternos do Benzoca, o que foi ótimo, pois deu para aproveitarem um pouco mais do netinho.

Eu e marido temos uma foto nessa mesma esquina. O endereço indicado na placa era o mesmo endereço que morávamos logo quando nos casamos. Aproveitamos para fazer um registro da família que cresceu.

Campos de Jordão tem pouca coisa pra fazer, logo não precisa de muitos dias de folga. Para quem quer conhecer o básico ou apenas sair da rotina vale a pena uma visita de dois dias.

Os passeios basicamente são: a Vila Capivari com restaurantes e lojinhas (de malhas e muitos chocolates), Morro do Elefante (Teleférico), Horto, passeio de bonde, passeio de trem até Santo Antonio do Pinhal, Centro de lazer Tarundu, passeio de Maria Fumaça. Bom, mas tudo isso não é para dois dias. Para os solteiros tem até baladinhas.

Dessa vez nós ficamos só ali pela Vila Capivari. Fomos no sábado e voltamos no domingo a tarde.  São aproximadamente duas horas e meia de viagem.

Esse é um dos lugares que fazem parte da memória afetiva do meu marido. A família dele sempre viajou pra lá, tem várias lembranças e fotos do lugar. Foi gostoso levar Benjamin para fazer parte dessa memória e dar início a uma nova história, novos registros. Aproveitamos para tirar fotos do Ben em alguns lugares que o marido também tirou quando pequeno. Só não deu para tirar um montão de fotos, pois no domingo Benjamin começou a ficar meio enjoadinho por conta de um resfriado que decidiu passar por aqui.  Mas deu para curtiu a viagem e a família.

 

🙂

Buenos Aires para todos (Parte 2 – Fim dessa, mas o começo de várias outras aventuras)

Então, vamos aos lugares que conhecemos em Buenos Aires…

1º dia: fizemos o reconhecimento territorial do bairro em que ficamos, almoçamos no restaurante Brasas Argentinas, caminhamos e quando demos conta estávamos na Plaza de Mayo, em frente à casa Rosada, a catedral, o Banco de La Nacion. Dali fomos até o Obelisco, a Calle Florida (florida de flor e não Flórida de geografia – piada interna). Voltamos caminhando para o hotel, foi quando passamos por San Telmo.

2º dia: pela manhã fizemos o city tour incluso no pacote, então andamos em todo o centro que já havíamos passado (só que dessa vez debaixo da chuva) e passamos por Palermo, La Boca, conhecemos o estádio La Bombonera, fomos em Caminito.

Os Smurfs vulgo Los Pitufos, na Argentina

À tarde fomos até o El Ateneo Grand Splendid – um lugar que já foi teatro, depois virou cinema e que agora é uma livraria lindíssima, a mais linda do mundo! e ponto turístico de Buenos Aires.  Eu me deparei com essa livraria na Calle Florida e me decepcionei pensando que não era o que eu havia pesquisado. O marido entrou lá e se informou. Aquela era a matriz da livraria. Em 2000 a Grand Splendid foi comprada por uma rede de livrarias. Mas a história do local começa bem antes disso, em 1919, quando o austríaco Max Glücksmann construiu o teatro que se tornou uma grande casa de espetáculos de tango até 1926 quando virou um cinema e permaneceu assim por uns 70 anos. Por lá passaram grandes artistas do tango como Carlos Gardel, Ignacio Corsini e Roberto Firpo.

O lugar é incrível, a única transformação feita foi a troca de poltronas pelas prateleiras de livros. O local onde eram os camarotes se conservou como tal com a diferença de que agora as pessoas vão ali para folhear e ler os livros, sem compromisso de comprá-los. No subsolo fica a seção infantil que é bem acessível para as crianças a partir de 1 ano. Até o palco foi conservado e agora funciona um delicioso café, com piano, mesinhas, um local muito aconchegante. Comi a melhor panqueca de doce de leite da minha vida (e também uma torta de chocolate com cobertura de doce de leite e merengue – bem comilona pra quem não gosta de doce de leite). Foi o lugar que mais me encantou, arrisco dizer que foi o que mais gostei. Nem sei quanto tempo ficamos lá dentro.

A noite fomos para o Cassino flutuante em Puerto Madero. Benjamin não pode entrar (enfim, um lugar onde fomos barrados), mas as pessoas foram muito cordiais conosco e fizemos o seguinte: jantamos na entrada do barco, depois nos revezamos com nosso casal de amigos para entrar, enquanto Benjamin andava de um lado para o outro da entrada enorme, sob um tapete sujo macio, fazendo graça para todos que passavam e paravam para falar com ele.

3º dia: fizemos o passeio do Delta | Tigre por conta. Pegamos um trem e fomos até Mitre, em seguida o trem turístico até Tigre, onde depois de almoçar e passer pela cidade, pegamos um barco e passemos durante uma hora e meia pelo rio Tigre, com uma vista incrível de casas magnificamente arquitetadas. À noite fomos para o Tango! Fomos ao Sabor a Tango, onde mais uma vez o pequeno Ben foi muito bem recebido, não pagou nada, mas teve menu infantil, bebida, sobremesa, tudo incluso como se fosse um pagante. O show em si não me emocionou muito, achei um pouco mecânico demais, mas o que me impressionou e me emocionou de verdade foi ver o Benjamin assistindo ao show. Do momento que começou até o fim, Benjamin ficou hipnotizado. Ele aplaudiu a cada término de apresentação e gritava “êêêêê” como quem dissesse “bravo”. Não podia gravar e nem tirar fotos na hora do show, logo eu registrei esse momento apenas na memória e vou levar no coração pra eternidade. Foi mesmo incrível para a mamãe de primeira viagem aqui.

4º dia: Andamos novamente pela doca de Puerto Madero, tiramos fotos na ponte da Mulher, depois fomos para Plaza Itália numa feira de livros usados, próximo à Av. Santa Fé. Andamos por Palermo, fomos até o mercado de las Pulgas, voltamos para o centro e paramos no tradicional Café Tortoni – um dos melhores cafés do mundo, demos a última voltinha na Calle Florida, jantamos lá perto e fomos para o Hotel.

5º dia: viemos embora. Nosso vôo era às 13:00 e pouquinho, mas nos pegaram 4 horas antes então não deu pra fazer nada além de tomar café da manhã no hotel mesmo.

De volta a cidade da garoa a pergunta que mais ouço é “E Benjamin se comportou bem?”. Meu Ben se comportou muito bem, sem chorar, sem escândalos desde a ida no avião até a volta. Sempre chamando atenção com suas graças, caras e bocas. Comeu super bem de tudo, dormiu muito bem (só que no meio dos pais, pois não quis dormir no berço do hotel), se esbaldou nos banhos de banheira, enfim…ele se divertiu bastante. Eu descobri um pequeno novo companheiro para desbravar esse mundão de meu Deus.

Amei essa viagem. Teve um sabor todo especial. Até já sinto saudades…só fortaleceu meu sentimento do quanto é bom viajar e o quanto quero fazer isso muitas e muitas vezes com meu Ben. Apresentar-lhe outros lugares, pessoas,  diferentes culturas, ares, sabores…fazer descobertas junto com ele e construir uma grande bagagem de memórias desses incríveis momentos.

Buenos Aires para todos (parte 1)

Até agora estou pensando como os brasileiros podem falar tão mal dos argentinos, só pode ser rixa de futebol mesmo. Eita povo mais agradável, atencioso, simpático, macanudo, como se diz por lá. Comparado aos franceses, os argentinos são pessoas bem mais agradáveis. Há um ano e pouquinho estivemos em Paris e posso dizer que as pessoas lá são bem menos hospitaleiras que os argentinos. O que falar dos garçons? Não sei se por conta da propina = gorjeta (que recebem ao final do atendimento), mas os caras são excepcionais nos quesitos gentileza e atenção. Ok, que alguns taxistas acham que a nossa presidenta Dilma é terrorista e que Maradona e Messi são os melhores jogadores do mundo. A gente não vai brigar por conta disso, né?! Deixa-os sonhando…

Pra não dizer que não vimos nenhuma grosseria, um taxista, apenas um, gritou conosco. Lá eles levam apenas 4 passageiros porque pagam seguro de vida para cada um que levam no carro. Uma noite o hotel chamou pra gente um táxi e esqueceu de avisar que estávamos em cinco, afinal o pequeno Ben contava. O taxista ficou bravo e deu seus berros, o mandamos embora e pegamos outro motorista. Mas foi o único que nos rejeitou e a única vez que pegamos dois táxis e nos dividimos. Todas as outras vezes pegamos apenas um táxi e os cinco foram muito bem recebidos. Antes desse episódio, um desses taxistas havia nos informado que isso era de praxe, mas que ele não recusaria passageiros com um bebê de colo, pois segundo ele aquela vida valia bem mais que todas as nossas juntas. Eu afirmei: sim, como vale…!

O país argentino comandado pela Cristina Kirchner passa por uma crise fervorosa. É barato para ir, o câmbio está baixo, mas a inflação por lá está em alta. Ou seja, ir para fazer compras nem pensar, tudo está muito caro, principalmente na famosa Calle dos outlets, Córdoba. É barato para comer. Come-se muito bem por lá, mas a comidinha deles é bem sem sal, sem shoyu, vinagre, alho, cebola… já os doces são deliciosos! De comer rezando. Eu que não gosto de doce de leite (só tinha comido uma única vez na minha vida inteira: na gestação), me rendi na cidade do dulce de leche.

Buenos Aires é uma cidade encantadora, muito agradável, charmosa. Além de ser pertinho – bom indicativo para viajar com as crianças porque o vôo é rápido, é um lugar onde as crianças são sim muito bem-vindas. Encontramos restaurantes com trocadores – o que aqui no Brasil é difícil, e mesmo os que não tinham, arrumaram lugar pra gente trocar o Benzoca. Todas as pessoas foram muito macanudos e prestativos com o pequeno, a começar pelo hotel. Chegamos antes do chek-in e eles prontamente quiseram arrumar um quarto para o casal que tinha um bebê. Não fizemos muita questão, deixamos as malas na recepção e fomos explorar o bairro Puerto Madero, onde ficamos. Voltamos depois do almoço e tudo estava arrumado, no quarto até berço arrumaram para meu Ben.

Puerto Madero é um bairro que foi revitalizado e está cheio de bossa, tranquilo, charmoso. Próximo ao bairro San Telmo, onde viveu Quino, o criador da Mafalda. Descobrimos que era tão perto quando já estávamos lá e muito por acaso enquanto caminhávamos de volta para o hotel depois de um dia inteiro de passeio a pé.

De todo nosso roteiro, faltou conhecer alguns lugares como:

– Zoológico (tanto o local como o de Luján – onde os turistas podem chegar perto e passar a mão nos animais. É um passeio muito longe e que demanda tempo);
– Passamos apenas em frente ao Parque Três de Febrero – o pulmão verde de Buenos Aires;
– O cemitério onde está Evita Perón – eu não sou muito fã desse tipo de passeio, mas dizem que vale o passeio (e eu não conhecia a história dela, agora conheço um pouco e não vejo a hora de ler sua biografia);
– Shopping Abasto, desencanamos de conhecer depois que conhecemos de forma relâmpago a Galeria Pacífico (e shopping, vamos combinar né…?!);
– Papelera Palermo, dizem que é o templo dos amantes da papelaria fina, eu curto, mas não rolou ir;
– e a Decorlam, uma loja de scrap. Essa eu senti por não ir, mas meu bolso sentiria mais se eu tivesse ido.

Amanhã conto toda a programação com fotos.

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Queira ou não queira terminou o carnaval

Meu carnaval não foi como eu imaginava. Meu Ben teve febre alta sábado e domingo – quando decidimos levá-lo ao pronto socorro. Fiquei angustiada porque ele nunca havia tido febre de 39.8 e porque meu Ben não chora, não reclama, não dá sinal de dor! Meu coração de mãe (sim, agora sei que tenho um) gritava que ele tinha alguma coisa. Eu cheguei a falar que podia ser o ouvido. Além de comentar sobre o catarro que ele está há dias e que não passa de jeito nenhum – o que pode causar uma pneumonia. Fomos ao hospital e ele foi diagnosticado com otite e pneumonia.  A médica até perguntou se ele era muito bonzinho. Eu disse sim, até demais. Bebês com a inflamação que ele estava, urram de dor.

Estão dizendo por aí que hoje começa o ano novo. Então esse foi um período de muita reflexão. Parecido mesmo com um fim de ano, quando a gente pensa e faz planos para novo ano que se aproxima. Esses 4 dias de carnaval me fizeram refletir bastante sobre a vida. Inclusive, tomar uma decisão que pode acarretar algumas consequências positivas ou não. Espero mesmo, de coração, que sejam positivas.

Também aprendi algumas lições. 1) Mãe tem que ser forte. Eu não lembro de ter visto minha mãe chorar ou com medo de alguma coisa. E isso é simples, porque mães são fortes ou pelo menos demonstram ser; 2) Eu já fazia ideia disso, mas não tinha passado na aula prática: com filhos tudo é imprevisível. Faz um ano que não vou à praia, não tomo um banho de mar e não sei mais por quanto tempo vou ficar sem isso. Praia é uma das coisas que mais amo nessa vida, mas o Ben é o que mais amo acima de tudo. Não deu pra curtir praia, carnaval, mas nada disso importa mais do que ver meu filho bem; 3) Não subestimar jamais meu poder de intuição de mãe.

E hoje eu fiquei o dia inteirinho lambendo a cria. Só eu e ele aqui em casa. Refleti mais um pouco. Sobre tudo. E principalmente, sobre o movimento. Sim, o importante é estarmos em movimento, é ele que vai nos levar a algum lugar nessa caminhada que é a vida. Eu não posso esmorecer. Esse é o momento de renovação, é o momento de abrir as portas às possibilidades, é a oportunidade da chance.

“A gente ri,

a gente chora,

e joga fora o que passou…” (Novo Amor – Maria Rita)

Um feliz 2012 pra você também!

De malas prontas

Vamos para a cidade maravilhosa no carnaval. Estou ansiosa por essa viagem como criança que espera a noite de Natal ou o aniversário para ver se vai ganhar aquele presente mega esperado. Rio de Janeiro deveria ser minha cidade natal. Simplesmente amo aquele lugar! Meu pai mora lá, então surge um feriado prolongado, vamos pro Rio! E carnaval…sempre foi no Rio! Antes com as amigas, depois com o marido e agora com meu Ben(zinho)! Minha ansiedade se deve porque é: o primeiro carnaval com o Ben, primeiro verão, primeiro transitão, primeira confusão, primeiro feriadão com boa parte da família reunida, todos em clima de festão, alegria, praia, música! Estou ansiosa por levar o Ben para passar alguns dias com o avô, tias, tio, primos e tia avó. Eu valorizo demais o relacionamento familiar. Acho família essencial para o nosso desenvolvimento emocional, nosso caráter, nossa memória afetiva. Fora que o Ben está todo gostoso, interagindo com todo mundo, mais risonho do que nunca e me agrada o fato de poder compartilhar esse momento com os familiares.

Todo esse discurso só para entrar num assunto bem simples: a mala de viagem do bebê! Alguém me diz como ser básica quando se tem um bebê? O que é considerado “desnecessário” colocar na mala? Outro dia vi na internet “sugestão do que levar na mala de viagem para um bebê até um ano de idade”, a lista se resumia em vinte e poucos itens. A minha já está em….

Itens indispensáveis
1. Fraldas
2. Pomanda para assadura
3. Mamadeiras
4. Papinhas (para uma emergência)
5. Paninho de boca
6. Sabonete
7. Xampu
8. Remédios
9. Cotonetes
10. Protetor Solar
11. Toalhas
12. Inalador
13. Cópia de certidão do bebê
14. Carteirinha do plano de saúde

Itens necessários
15. Garrafa térmica (existe um modelo pequeno, ótimo para levar na bolsa)
16. Loção hidratante
17. Body
18. Macacão
19. Shorts
20. Camiseta
21. Regata
22. Casaquinho (com esse tempo maluco, é fundamental)
23. Meias
24. Sapato/sandália
25. Manta
26. Piscina inflável (principalmente se for à praia, não dá para colocar um bebê sentado direto na areia, muito menos para alugar uma por motivos óbvios!!!)
27. Bóia (eu não estou levando, mas se fosse para um hotel com piscina e o Ben já tivesse um ano, eu levaria)
28. Sunga / maiô
29. Fralda para piscina
30. Fralda de pano
31. Boné
32. Babador (tem uns ótimos descartáveis)
33. Bolsa térmica
34. DVD do Palavra Cantada (no meu caso, é o único jeito do Ben deixar fazer inalação nele)
35. Brinquedos
36. Bebê conforto (esse conta ou não?)
37. Lenço umedecido
38. Lenço de papel
39. Chupeta
40. Esterilizador de mamadeira
41. Colher, prato e copinho
42. Trocador

Se possível é bom levar
43. Carrinho de passeio
44. Escova
45. Saquinho para roupa suja

E se você vai para um hotel? Tem que ver se o local tem toda infra-estrutura para receber um bebê. Se não tiver, tem que providenciar:
46. Banheira
47. Berço portátil
48. Roupas de cama

Quarenta e oito itens!!! Ok, eu não vou precisar levar os três últimos itens da lista, mas como alguém conseguiu montar uma mala com vinte e poucos itens para um bebê??? Fala aí o segredo vai…. Eu até diminuiria essa lista, mas se tratando de bebê tudo é imprevisível!!! E ainda corremos o risco de esquecer algo, não do bebê, mas algo assim sem muita importância, tipo a bolsa da mãe. Pode ser?

Ao contrário do título do post, as malas estão prontas apenas mentalmente. Eu não vejo a hora de pegar estrada com minha família, de sentir os ares do Rio de Janeiro, o sol batendo na minha face. Eu amo aquilo tudo! E quero ensinar o meu Ben amar também.

É isso. Carnaval está chegando, uhuuuuu…! Bora sapucar. Sempre com muita moderação. Não esqueça: se beber não dirija. E não esqueça de usar o filtro solar!