Reunião de pais (participativos)

Sábado passado teve reunião na escolinha. Imagina meu sofrimento na semana anterior. Tinha marcado um curso de scrapbook, agendado há 2 semanas, e que acontece a cada 15 dias. Não tinha conseguido ir no anterior e não queria abrir mão de ir nesse sábado (fazer scrap me acalma e eu precisava muito disso).

Acontece que era a reunião semestral, os pais receberiam os trabalhos dos seus pequenos, no meu caso, saberia como anda o desenvolvimento do Benjamin na sua nova turma (há 3 meses meu bebezico mudou para o maternal). Não queria abrir mão de ir na reunião da escolinha também.

A vida é cheia de escolhas, mas vida de mãe é uma escolha só: filho!

Mas se o filho tem pai, e um pai participativo, porque não dar espaço para ele?

Conversei com o marido e ele não viu problemas em ir no compromisso escolar do nosso filho. Senti que ele até gostou da ideia – confirmação que tive ao encontrá-lo após a reunião.

Até falei que isso renderia um post aqui e ele logo adiantou: “acho que isso não seria bom”. “Por quê?”, perguntei. “Porque você tem uma imagem materna para zelar, é conhecida nesse mundo (cof cof cof), não vai pegar bem dizer que você deixou de ir na reunião escolar do seu filho para ir a um curso de scrap”.

Oi???”

Aí que decidi ir mesmo (ao curso)!

Fui. E marido foi à reunião. Chegou todo empolgado me contando como tinha sido. Ele foi um fofo anotando os tópicos da reunião para não esquecer de compartilhar nenhuma informação comigo.

Além de ter um breve e raro momento de prazer só meu, acho que fiz um bem danado ao dar esse espaço para o marido. Ok, que ele recebeu notícias bacanas, como por exemplo, a abertura de mais uma unidade da escolinha.  Mas foi bacana para nós dois essas escolhas.

*

Sinceramente, entendo quando meu marido disse que isso não pegaria bem. As pessoas, em geral – acho que não é o caso dos meus queridos leitores pessoas engajadas, modernas, pra frentex – não estão acostumadas e muito menos preparadas para pais participativos. Nós mães, queremos que eles assumam tarefas, mas não abrimos espaço (reflita!). O mercado de trabalho não está preparado para isso. Um exemplo: o pai da criança avisa que vai chegar mais tarde porque vai levar o filho ao pediatra e de reposta o chefe fala “sua esposa não pode ir?”. Porque ela deveria ir e ele não? Se ele vai levar é porque no mínimo a mulher não pode, afinal, as mães ainda prezam o seu papel de mãe.

Mas esse cenário está mudando. Fala-se muito em um novo tipo de pai. O que troca fraldas, alterna com a mãe as madrugadas, dá banho, alimenta, leva os pequenos às festinhas, ao médico, sai correndo do trabalho se o filho caiu e se machucou, vai nas reuniões escolares, ou seja, participa de TODOS os compromissos da vida dos filhos. É aquele que de fato assume junto a segunda jornada que é a maternidade.

Consequentemente, nós, mães, assumimos também novos papeis, principalmente mais espaço no mercado de trabalho. E depende nós também abrirmos brechas. Isso não significa se descabelar, obrigar, mandar, mas criar espaço, fazer o pai sentir-se parte integrante do processo.

Pra mim esse episódio não passou de uma grande lição.

Festa Junina e uma reflexão sobre ansiedade e expectativa dos pais

Sábado passado foi a Festa Junina da escolinha do Ben. Há semanas as crianças estavam ensaiando e há dias eu ouvia a mesma coisa ao deixar o Ben na escola: “ele é um dançarino; dança direitinho; ele adora dançar; blá, blá, blá”, aquilo tudo que deixa qualquer mãe toda prosa.

Em casa eu comprovava isso, pois Benjamin sempre gostou de dançar. Principalmente a música da apresentação. Ele já conhecia e nós dançávamos muito em casa, mas eu não sabia que seria essa.

Passei a semana meio ansiosa. Na infância eu fui muito tímida, embora me apresentasse nessas ocasiões, sempre me permiti ficar encolhida. Mas no geral eu era muito tímida, mais quieta. Benjamin tem outro comportamento. Ele é extrovertido, alegre, sorridente, sem vergonha, li-te-ral-men-te. E esse sempre foi um dos meus desejos enquanto estava grávida. Eu desejava ter um filho sorridente, solto, extrovertido.

A apresentação da turminha dele foi a terceira e as duas anteriores o deixou empolgado, batendo palmas para os coleguinhas. Quando chegou sua vez ele se agarrou no meu pescoço. Eu sabia que isso podia acontecer, pois Benjamin tem demonstrado um pouco de vergonha em público. Subi com ele no palco, agachei e ali ele ficou comigo até que chegou o refrão da música e….vocês poderão ver com os próprios olhos (estamos à esquerda do vídeo):

Meu peito inflou de tanta alegria e orgulho. Bateu uma vontade imensa de chorar de emoção. E até agora, toda vez que vejo esse vídeo, essa vontade volta.

*
Mas porque não conseguimos controlar e colocamos tantas expectativas em nossos filhos?

Analiso o que disse lá em cima: sempre desejei que Benjamin fosse sorridente e extrovertido. Tudo o que não fui. Projetei nele, mesmo antes de nascer, coisas que não fui na minha infância. É muito louco isso.

As crianças tão pequenas são submetidas a apresentações das quais não estão preparadas psicologicamente e quem sabe fisicamente. Elas são treinadas por semanas, mas chega na hora H, ficam paralisadas. De um grupo de treze, uma ou duas crianças até fazem a alegria. Mas a maioria ficam ali no palco em pé, paradas, pensando sei lá o quê, olhando aquele bando de gente, a música alta rolando, as tias dançando olhando pra elas e os pais – os grandes expectadores – acabam frustrados. Pergunto: é necessária essa exposição toda?!

E é um sentimento natural(?!). Você quer ver seu filho dançar, fazer graça e quer mostrar pra todo mundo que seu filho é talentoso em alguma coisa (ou de preferência em tudo). Aliás, ansiamos ouvir isso a todo instante.

Estou lendo o livro “Sob Pressão”, de Carl Honoré – jornalista e historiador ex viciado em velocidade e rapidez que atualmente dedica-se a filosofia do Slow moviment. Foi indicação da blogueira Mariana, do blog Pequeno guia prático para mães sem prática e Minha Mãe que Disse. Estou gostando muito e em breve vamos sortear um exemplar aqui no blog.

Nesse livro, o autor fala justamente disso, da ansiedade e expectativa que nós pais colocamos em nossos filhos, da intervenção dos adultos na vida das crianças, de como usamos a tecnologia para vigiar os pequenos. Segundo o autor “estamos criando a geração mais conectada, mimada e monitorada da história”.

Falarei sobre esse livro mais para frente, mas uma das reflexões que ele traz e que quero deixar nesse momento, porque é a que tenho feito é: hoje vivemos para tirar o máximo que nossos filhos podem ser e/ou fazer. Queremos que eles tenham o melhor de tudo e que sejam os melhores em casa, na escola, nas atividades extra-curriculares, o dançarino em destaque na festa junina (por que não?!).

Mas não basta que eles sejam talentosos. Além disso, temos planos para a vida deles e desejamos fervorosamente protegê-los contra tudo e todos. Como diz logo no início do livro: “Queremos que sejam artistas, acadêmicos e atletas – e que deslizem pela vida sem privações, dores ou fracassos”.

Até que ponto isso é bom ou ruim? Será que isso faz bem para nós pais e, principalmente, para nossos filhos?

Castigo: pensar na vida ou consequência?!

Site da Revista Pais & Filhos

Site da Revista Pais & Filhos

Há 6 meses, exatamente desde quando Benjamin saiu do berçário para o maternalzinho, reflito sobre esse negócio de colocar a criança para pensar na vida.

O método é famoso e transmitido pela babá mais conhecida do mundo: Super Nanny. Antes mesmo de ser mãe, eu assistia e gostava dos programas dela. Mas não tinha opinião formada sobre esse método específico.

Sempre me incomodou receber recado na agenda do tipo: Benjamin mordeu o coleguinha e “pensou na vida”. Na escolinha dele, a criança que morde é “orientada” a passar pomada no local da mordida e depois vai pensar no erro que cometeu. Um dia ele cometeu alguma arte e perguntei: “quer pensar na vida?”. Ao que ele respondeu rapidamente: “Não, mamãe!”. Aquilo cortou meu coração. Coitado, ele nem entende o porquê de ser isolado num canto.

Não estava achando nada funcional, já que toda semana o recado se repetia. Pra mim não faz sentido colocar uma criança de dois anos para pensar no seu erro. Diversas vezes recebi o mesmo recado, até que um dia eu respondi: vocês acham mesmo que o método “pensar na vida” adianta? (veio lá uma resposta meia boca de quem faz algo sem saber se realmente acredita naquilo)

A revista Pais & Filhos, edição de junho, traz a matéria “Castigo pra pensar? Nem pensar!”, na qual aborda a diferença entre castigo e pensar. Texto que adorei, achei esclarecedor e traz dicas da psicóloga e pedagoga Beth Monteiro, de quem sou fã. Beth afirma: criança só sabe pensar sobre o que fez depois dos 6 anos.

Educar não é fácil e cada um vai achando a sua maneira. Não concordo em colocar para pensar, mas tenho várias amigas que são adeptas e afirmam ter um resultado positivo.

Concordo em colocar de castigo, mas desde que o castigo tenha uma relação com o erro cometido pela criança, ou seja, uma consequência. E é exatamente disso que a matéria fala. Isso quer dizer que se a criança mordeu, ao passar a pomada no amigo, ela já está “pagando” pelo seu erro. Dois exemplos básicos que acontecem lá em casa:

Sujou – limpou

Desarrumou – arrumou

A criança deve entender que toda ação gera uma consequência – mas essa nem sempre é pensar na vida. Aos olhos dos pequenos se torna pejorativo ter que refletir sobre seus atos. Ou seja, pensar na vida se torna chato e remete a algo negativo. Não que limpar seja algo legal, mas acho mais eficaz.

Desobedeceu a regra? Ok! O castigo ou a perda de algo, por exemplo, deve ter ligação com o erro. Lá em casa, Benjamin adora fazer gracinha com a garrafinha de água, até que faz aquela molhadeira e ele já me olha com cara de “fiz merda”… e já pede o pano. Ele sabe que ele vai limpar. Brigou com a Capitu, ela vai para cama dela e ele vai para o sofá, mas não para pensar e sim para ficar longe dela por um instante.

Não existe regra ou receita. Educar realmente é uma tarefa difícil. Sou a favor do castigo e completamente contra a palmada.

As amigas mães me alertam: O seu Ben ainda é pequeno, você ainda vai mudar de opinião. Pode ser. Mas a minha opinião de agora é: castigo e pensar são duas coisas diferentes. Castigo está ligado a “punição”, privar a criança com algo que tenha relação com a ação errada que ela cometeu, é a consequência. Pensar está ligado a reflexão, raciocínio e uma criança na idade dele não tem capacidade disso.

Mas eu tenho um método, além desse ligado a limpar e organizar, tenho uma estratégia que tem sido eficiente. Chama-se “Um, dois, três!”. Quando chega no dois, Benjamin imediatamente para tudo e obedece. O método consiste em simplesmente contar até três, mas envolve postura corporal e entonação na voz.

Ultimamente tenho chegado no dois e meio. Até hoje não cheguei no três. O que eu vou fazer depois que chegar? Como diria a minha musa Dona Helô (Giovanna Antonelli): Quem viver, verá! rs

*

Dica de leitura:

Matéria: Castigo pra pensar? Nem pensar!

Trocando castigo por consequência.

 

Sobre brincar, educação e limites

Olha ela aqui de novo. Não tem jeito, eu adoro Beth Monteiro! Sou tipo fã de carteirinha. Gostei muito do seu último lançamento “Criando filhos em tempos difíceis”, Editora Summus. Gostei, principalmente, porque é um livro direto, sem rodeios, a leitura corre rápida e de fácil compreensão. Parece uma palestra da autora. Ela é breve, mas vai direto ao ponto. E isso pra mim tem sido algo primordial, já que ultimamente ando sem tempo para ler.

Beth é defensora da infância e no livro ela destaca a importância do brincar. Ela afirma que as brincadeiras contribuem para que as crianças se tornem adultos criativos e até bem-sucedidos. É através das brincadeiras que as crianças são preparadas para assumir alguns papéis na vida. A obra traz um capítulo com dicas de brincadeiras para pais e cuidadores curtirem com as crianças. Brincadeiras, inclusive, com objetivo ligado ao desenvolvimento motor e psíquico da criança.

Esse livro não é um manual, não traz receitas, mas traz uma lição: é determinante a nossa participação na infância dos nossos filhos. Isso significa reservar um tempo só para a criança e fazer coisas do interesse dela. Não importa se é uma hora do seu dia, mas o tempo reservado para o seu filho deve ser um tempo de qualidade.

A autora também fala sobre educação e como lidar com alguns tipos de crianças, como por exemplo, a agitada, a do contra, a medrosa. Dedica um espaço para falar sobre a sexualidade da criança, as dificuldades de aprendizagem e as drogas.

Ao final, traz um capítulo voltado para a mãe – que li como se fosse uma carta e me trouxe um sentimento muito bom, de reconhecimento pelo meu papel. E tem um capítulo voltado para os avós, onde traz algumas dicas pertinentes de como agir nessa função.

Trechos do livro

“Resgatar a infância também resulta em resgatar o ser humano que existe dentro de cada um de nós, para que possamos sonhar com um futuro de paz, harmonia, respeito, amor, dignidade e progresso. Afinal, é a partir dos sonhos que tudo começa. Resgatar a infância de nossos filhos é investir no futuro da civilização.”

“O que faz que uma criança possa desfrutar de mais momentos de felicidade, sem dúvida alguma, é o ambiente em que ela se desenvolve, particularmente a compreensão e a aceitação dos seus pais.”

“Mães que amamentam nervosas, ansiosas, preocupadas, conversando com outras pessoas, não transmitem tranquilidade para o bebê. A hora da amamentação deve ser sagrada.”

“Os castigos só funcionam quando são educativos, portanto devem ter uma relação lógica e direta com o erro.”

“Deixe que caia, não resolva as coisas por ela, não a ensine, permita que descubra sozinha. Controle a ansiedade, pois os adultos tem mania de querer ensinar.”

“O desejo que muitos meninos apresentam de brincar com bonecas ou de casinha não é nada além da necessidade de treinar o papel de pai. É uma pena que nossa sociedade seja tão machista e dura com a educação dos meninos. Eles não podem mostrar delicadeza, fragilidade, emoção.”

“A disponibilidade emocional dos pais é o meio pelo qual a criança aprende a perceber o mundo e a se relacionar com ele”

“Oponha-se a tudo que for contra os seus valores éticos, religiosos e sociais. Não tenha medo de dar limites ao seu filho.”

“Não existem pais perfeitos e nenhuma criança precisa de perfeição. Não fique buscando modelos em amigos que dizem saber educar: siga o seu modelo.”

“Seu filho nasceu de você, mas não é propriedade sua. Ele pertence ao mundo, que exige tanto dele quanto de você. A vida está aí, aproveite-a bem, pois você não sabe se terá outra oportunidade. Largue aquele velho discurso de que os filhos dão trabalho, que você não tem tempo para nada, que ser mãe é padecer no paraíso, que você é uma infeliz, que ninguém ajuda. Saia do papel de vítima. Faça novos projetos de vida e corra mais riscos, pois estes nos levam às mudanças. Faça experiências com a vida experimente ousar mais.”

Abaixo, uma breve entrevista com a autora. Assunto: limites.

Bossa Mãe: Como educar os filhos, impor limites e regras de forma positiva?

BM: Educar implica em colocar limites sim, mas de acordo com a faixa etária e de desenvolvimento cognitivo da criança. Ser mãe implica em estudar!!! Estudar o funcionamento daquele ser que geramos. É um absurdo ver que tem gente que nunca busca saber nada!

Vai batendo, dizendo nãos, ou dizendo sins, sem pensar antes!!!

Bossa Mãe: Muitas pessoas colocam as crianças no cantinho para pensar quando elas se comportam mal. Sinceramente, não acredito que uma criança de dois anos pense no seu comportamento errado. A Dra. é a favor desse método? Quais métodos a Dra. sugere?

BM: Dar limites implica em pensar: o que eu acho?, será que isto me incomoda?, será que o meu filho já tem idade para entender?…

Odeio colocar uma criança pequena para pensar sobre os seus atos. Quem faz isso, não tem noção do desenvolvimento cognitivo de uma criança. Ela só consegue pensar sobre os seus erros à partir dos 6 anos! Em vez de assistirem a esses programas adestradores, é melhor assistir Seu Cão, Seu Dono… É a mesma coisa!

O castigo deve ser educativo. E o que mais entristece uma criança é saber que ela desagradou às pessoas que ela ama. Basta dizer que a mamãe está triste e brava porque ela fez tal coisa (apontar o que ela fez), e dar-lhe uma fria!” A mamãe não quer falar com você agora”.

Mas também não vá ficar um dia inteiro sem falar com a criança.

Bossa Mãe: Dizer “não” às vezes é preciso, mas muitas vezes também é desnecessário. Como e quando usar o “não”?

BM: Educar com coerência implica em agir da forma que você pensa: se você não gosta de deixar a sua criança pequena dormir na casa dos amigos e se isto a preocupa, basta não deixar. Não importa que as outras mães deixem. Se você não fica tranquila com isso, pronto! Já sabe o que deve fazer! Mas também não exagere! Vá se atualizando enquanto o seu filho cresce. Mas não abra mão das suas convicções. É melhor que a criança chore pela frustração, do que você, de arrependimento.

Bossa Mãe: É um desafio educar, principalmente porque nós pais temos que rever nossas práticas. Impor limites, exigir respeito, envolve também ser coerente, ter bom-senso. Fale um pouco sobre esse princípio do bom-senso.

BM: Bom-senso é saber a medida exata entre o máximo e o mínimo: é encontrar o ponto de equilíbrio. Ex.: Você não vai sair para ir a uma loja de cristais com a sua criança, mas também não vai deixá-la em casa, se não tiver com quem deixar. Então, fique com ela no seu colo se tiver mesmo de ir a tal loja. Tem lugares que não são feitos para a criança frequentar. E para saber, basta ter bom-senso!

*

Em agosto, Elizabeth Monteiro promoverá encontros quinzenas em São Paulo e Campinas. Trata-se de um grupo de orientações para mães, junto com a psicopedagoga e doutora em educação Sonia Losito. Serão 8 encontros, das 14:00 às 15:30, às quartas-feiras em São Paulo e às segundas em Capinas. As vagas são limitadas. Interessados devem entrar em contato por inbox através da página no facebook de Elizabeth.

Patrimônio para os filhos: gentileza, generosidade, educação

Seu filho fala “obrigado”? Tem atitudes de carinho inesperado? Divide comida ou o brinquedo com outras crianças? Ele é generoso?

Um estudo da Universidade da Califórnia, realizado com 400 crianças, confirmou que criança habituada com comportamentos de gentileza, como ser carinhosa e dividir, se sente mais feliz.

Ou seja, gentileza gera gentileza e felicidade! É só pensar: quando praticamos a gentileza não somos tomados por um estado de plenitude, bem estar?! Isso também é felicidade e não só o estado de euforia e conquista.

Nunca me esqueço de uma matéria, de Eugênio Mussak, que li já faz um bom tempo, na revista Vida Simples, sobre generosidade. O autor usava duas expressões muito dignas para diferenciar as pessoas: “mundo do mais” e “mundo do menos”. O mundo do mais é o mundo que tem uma propriedade que dignifica o ser humano, e esse é, exatamente, a marca da generosidade, do compartilhamento, da disponibilidade. O mundo do menos é mesquinho, isolador, egoísta.

O autor comentava que tinha uma amiga que ainda separava as pessoas em dois tipos: “pessoas-pão” e “pessoas-boca”. Pessoas-pão tem prazer em alimentar, em se doar, são generosas e cuidadosas com os outros e com o planeta, e habitam, com certeza, o mundo do mais. E as pessoas-boca querem apenas serem alimentadas, existem só para receber e pronto, não querem saber o que podem fazer pelo mundo, mas o que o mundo pode fazer por elas.

O maior exemplo dos filhos são os pais. Então a gentileza deve começar dentro de casa. Assim como a demonstração do respeito, a generosidade, o amor ao próximo. Se vivermos num ambiente harmonioso, educado, cheio de delicadeza, amabilidade…estimulamos essas características em nossos filhos.

Os pequenos aprendem ao nos verem fazendo. Por isso a importância de ser gentil, chamar atenção com delicadeza, elogiar as atitudes corretas que ele (e as pessoas a nossa volta) pratica.

Penso que a maior herança que deixamos para nossos filhos é o amor e a educação – nossos maiores valores. Tudo é uma questão de formação, algo que vem primeiramente da família.

No meu caso, acho que tive isso dos dois lados da família – mãe e pai. Posso destacar a honestidade, a simplicidade, a alegria para festejar, comemorar, coragem pra tudo desde enfrentar o trabalho até as adversidades, a solidariedade, o respeito, a vontade de viver, conquistar, batalhar, sonhar…tudo que pretendo repassar para o Benjamin.

Quero que meu filho habite o mundo do mais, faça parte do grupo de pessoas-pão.

Respeito também tem sabor

“Cuidado com o sabor da autoridade”.

“Nunca me esqueci dessa frase. Não acho que corra exatamente o risco de me deixar seduzir pelo poder da autoridade que a maternidade me dá, pois sou até meio banana, mãe facilmente dobrada por olhinhos pedintes, mas sinto que corremos, todas nós, o grande perigo de automatizar o “faça o que eu digo” na força implácavel do cotidiano. “Não mastiga de boca aberta!” “Tomou banho direito” “Dá a descarga!” “Amarra o cadarço!” Se não cuidarmos, passamos o dia, literalmente o dia inteiro, assim. Não há quem aguente. Nem nós.”

A dica foi de uma amiga e a lembrança é de Denise Fraga. Eu também nunca esqueci esse relato, na crônica “Calo de mãe”, em seu livro Travessuras de Mãe.

Acho que o conselho vai além do automatizar o “faça o que eu digo”, mas também ao respeito que devemos ter pelo filho e a forma como falamos com ele na frente dos outros – e aí acho que inclui a escolha de limites aplicável.

Falar “desce daí” “vai cair” o instante todo sem fazer nada para criança descer não vai adiantar muito. Assim como vai adiantar menos ainda dar uma bronca depois que ela cair e se machucar.

“Ah, que feio esse bebê chorando” também não é legal dizer para criança seja sozinha com ela ou na frente dos outros. Não é a criança que deve ser criticada e sim o comportamento.

O que dizemos influi no sentimento do outro. Temos que tomar cuidado com o que falamos, e principalmente, com a forma que falamos.

É preciso ser razoável.

Usamos mais a autoridade de pais do que o respeito – esse é bem mais fundamental. É o respeito que transmite segurança, afeto e, é também o que precisamos ensinar aos nossos filhos: respeitar o outro.

Sobre mimo, limites e coerência

Outro dia fiz uma pequena nota sobre manha, onde falei que os pais estragam os filhos. Uma amiga-mãe-leitora-super-mega-querida comentou e me pediu para aprofundar mais o assunto. Cá estou (vou tentar). 🙂

Sinceramente, acho que me expressei mal quando disse isso. É claro que pais não estragam os filhos, mas assim como os avós e tios, os pais mimam demais. Só que diferente de avós e tios (que “estragam” porque é a “função” deles), os pais fazem isso de maneira inconsciente. Por exemplo, não ficamos com Benjamin o dia todo e quando ficamos – finais de semana e férias – fazemos tudo para agradar: beijamos e abraçamos a todo instante, deixamos algumas rotinas de lado (que foi o caso agora nas férias), abrimos mão de dizer tantos “nãos”, ou damos atenção demais ou de menos – e aí queremos recuperar o que foi perdido e até por não falarmos mutuamente a mesma língua (pais x bebê) acabamos exagerando na atenção. Penso que é o que acontece aqui em casa.

Refletindo bem sob vários aspectos posso afirmar que mimo. Sendo espectadora, penso que o marido mima mais o Benzoca do que eu. Já havia falado isso, mas ele não acreditou. Até que outro dia a tia Rosana comentou isso e ele quis saber o que estávamos falando e revelamos o assunto. O marido é mais ameno, mais apaziguador. Por exemplo, se eu digo um “não” firme e Benzoca não gosta, mantenho minha posição, em seguida o marido vai lá falar todo meloso com Benzoca.

O marido diz que eu cedo na hora as coisas que o Benjamin quer, só para ele parar de chorar. Depende e muito. Eu cedo quando é uma coisa que não tem porque dizer “não”. Eu percebo que nós pais damos muitos “nãos” sem sequer pensar o motivo do “não” (por que não pode?). E aí entra naquele outro assunto da proliferação do “não”. Quando digo que sou contra a dizer “não”, me refiro ao “não” desnecessário. No entanto, sei que o “não” faz parte também da educação, principalmente no que diz respeito a limites.

Vale ler o texto “Dizer não é uma parte importante da educação das crianças“, compartilhado comigo pela Dani, minha amiga-mãe-já-de-dois. Estou super de acordo com esse texto, inclusive com o trecho sobre ter coerência:

“O desafio de educar uma criança tem um componente interessante para os pais, que é revisitar suas práticas, e avaliar suas coerências… ou a falta delas. A educação dos filhos é algo que pode gerar adultos melhores, ou transferir para as crianças as qualidades menos louváveis dos adultos. Lembre-se que mandamos mensagens para as crianças quando estamos falando, mas também quando fazemos coisas automaticamente, sem perceber. Você é o exemplo maior, nas coisas que faz ou deixa de fazer.

Assim, é importante pensar no outro extremo de se colocar limites: a coerência e os limites excessivos.

Se, por exemplo, vocês combinaram que o passeio pelo bairro não renderia nenhum presente, chegar lá e comprar algo contradiz o combinado. O mesmo vale para o inverso. Se já foi dito que chega de açúcar por hoje, então chega de açúcar por hoje, não vale comprar um sorvete porque você teve vontade. Pais coerentes normalmente tem filhos que entendem mais o que os limites representam. Incoerência leva as crianças a constantemente questionar os limites, para tentar contorná-los, porque entendem que o limite não é exatamente um limite, mas algo que só é um pouco mais difícil de conseguir.

Falar é importante, agir de forma coerente é ainda mais importante. Não adianta pedir para não gritar, gritando. Dizer que já vai, e demorar para ir. Dizer quer precisamos de menos TV em casa, mas a TV vive ligada. Dizer para criança ir brincar, mas você não vai brincar com ela. E “porque não!” não é resposta. Faça como suas crianças e aprenda com suas experiências.”

Para concluir penso o seguinte: acho que devemos mimar os filhos sim, mimar bastante porque o tempo voa e quando nos darmos conta eles é que estão voando pra longe da gente. No entanto, temos que impor limites. Criança não pode fazer tudo o que quer, do jeito que quer e na hora que bem entender. Mas isso vale para as coisas que realmente não podem porque vai causar algum dano, algum ferimento, sei lá…os pais devem avaliar melhor o que realmente não pode e o que pode mas não queremos liberar por “preguiça” (digamos assim) da consequência daquela liberação. Exemplo: o filho quer pular na piscina com roupa. Por que não pode?! Porque vai molhar tudo, vai ficar uma bagunça…Mas vai causar algum dano específico?! O mínimo que vai acontecer é o chão da casa ficar todo molhado. Não estou dizendo que isso pode ser feito todo dia, toda hora, a cada troca de roupa, mas que os “nãos” podem ser economizados.

Acho que a nossa missão é mimar, ensinar, orientar, estar ao lado, sempre com conexão, harmonia e a tal da coerência.

A proliferação do “não”

Eu sou contra falar “não” para as crianças, mas também já me vi perguntando como não falar “não”?. Fiz várias leituras sobre o assunto. O correto, resumidamente, ao invés do adulto dizer “NÃO!!!” quando ver a criança mexendo na tomada,  é explicar para ela que se mexer vai levar um choque. Ok?! Como explicar o que é um choque. Esquece esse exemplo e leia outros dois melhores aqui. O ideal é explicar “o porque não pode “sem pronunciar a palavra “não”. É amiga-mãe, é difícil. Eu sei!

É difícil, mas o melhor é aprender, testar novas formas e colocar essa teoria em prática. (“Não” tem mesmo uma conotação negativa. Outro dia numa festinha, um rapaz gritou com outro “NÃÃÃÃO”, Benzoca que estava no meio do salão paralisou atônito. Tadinho, pensou que era com ele). Vai chegar o dia, lá por um ano e meio de idade, aproximadamente, que seu filho não vai parar de falar “não” para você (e pra todo mundo que conhecer). Acredite, ele vai pronunciar, por dia, mais “nãos” do que você disse a sua vida inteira ele até então. E serão “nãos” de diferentes tons: “não” (calmo), “não, não, não” (desesperad0), “NÃO” (bravo), “nananinanão” (bem certo do que quer), “nããããããããããão” (do tipo eu já disse “não, quero e ponto final”). E para todas as perguntas que você fizer:

– vamos comer? Não!

– vamos tomar suco? Não!

– vamos tirar roupa para tomar banho? Não!

– vamos tomar banho? Não!

– vamos dormir? Não!

– me dá isso aqui? Não!

– vamos pisar na areia? Não, não, não!!!

– vamos ver a Galinha Pintadinha? Não! (Ops, aí é devaneio meu)

O meu filho diz “não” tão cheio de propriedade, tão certo do significado da palavra. Agora fico me perguntando: o que faço pra ele parar de propagar tantos “nãos”? É beeeeem (mais) difícil…

Férias e manha – uma combinação nada perfeita

Estamos de férias no Rio de Janeiro. Passar o dia inteiro com o Benzoca nos possibilita conhecer um pouco mais o nosso pequeno. E ele testar nossa paciência, além de nos dobrar. Se a mãe interior que mora dentro de mim deixar, eu faço tudo que ele quer. Ainda bem que ela existe e policia.

Sempre achei que meu filho fosse bonzinho. E é. Ele é bem humorado, alegre, faz suas palhaçadas – até demais para um bebê de apenas um ano e meio. Mas ele não foge à regra e chegou, definitivamente, na sua fase de manha. E quanta manha.

O pequeno Benjamin faz jus ao signo que tem: Gêmeos. Uma hora está tudo bem e na hora seguinte, o menino esperneia. Está muito genioso. Quer de qualquer jeito os objetos que não pode mexer (principalmente: iPhone, iPad e câmera fotográfica), se joga delicadamente deita no chão e chora finge chorar (ainda não se debate), não come mais na hora certa, ou seja, na hora que oferecemos e sim na hora que ele quer, não tem comido frutas, exceto banana. Ao menos tem bebido bastante água e suco.

Quando ele dá seus ataques de choro (às vezes falso e outras vezes verdadeiro), é um saco, uma chatice. Seria hipócrita se dissesse o contrário. É um fato: manha de bebê e férias não combinam. Sabe aquele desejo incontrolável de querer apenas um dia só pra você? Aumenta nas férias.

Mas manha faz parte do processo de desenvolvimento tanto do bebê quanto dos pais. É a forma que o bebê encontra para se comunicar, se fazer entender. Aos pais, é o que faz buscar formas de compreensão, lidar com as adversidades infantis e contornar cada situação, sempre demonstrando afeto e amor.

É difícil. Maternar é uma arte. Que exige muita paciência.

Sorteio – Xalingo Brinquedos

Nessa semana, em comemoração ao dia das crianças, o Bossa Mãe vai sortear um kit da Xalingo Brinquedos.

Musiquinha dos Amigos

Da coleção Crescer Sorrindo com Fofura, a Musiquinha dos Amigos é um brinquedo Musical 100% seguro para o bebê. Com textura macia e diferente, tem cor vibrante. Basta puxar as argolinhas para ouvir uma música suave. Ótimo para acalmar o bebê na hora de dormir.

Amiguinhos da Fazenda

Adorei esse brinquedo por um motivo muito simples: ele não vem acompanhado de gravações musicais com os sons dos bichinhos ou musiquinhas chatas daquelas que não param nunca se a criança apertar, sabe (aqueles que enlouquecem os pais)?!

Basta movimentar o botão para aparecer um bichinho. Esse brinquedo estimula e contribui para o desenvolvimento da coordenação motora,  percepção de relação causa/efeito e a habilidade cognitiva.

É indicado para crianças a partir de 18 meses, mas Benjamin ganhou um e adorou. É muito fácil para criança manusear as ações (cada botão tem uma movimentação diferente).

Jogo da Memória Animais

Um dos meus jogos preferidos na infância. Eu podia passar horas sozinha concentrada nesse jogo. Sim, porque ele pode ser jogado sozinho ou com 2, 3, 4 participantes.

Indicado para as crianças a partir dos 3 anos de idade, esse jogo tem 24 peças em madeira, ilustrado com vários animais: cachorro, papagaio, bode, coelho, macaco, entre outros. Estimula a concentração, a percepção visual, a identificar as semelhanças e diferenças. Esse, em especial, chama atenção para os diferentes animais da nossa natureza.

Carimbos Educativos Animais Marinhos

Com 6 carimbos com cabo de madeira, esse brinquedo apresenta às crianças seis diferentes animais da fauna marinha: polvo, golfinho, estrala do mar, peixe, tubarão e baleia.

Acompanham os carimbos: giz de cera, almofada, tinta atóxica e bloco de papel. Estimula a criatividade e imaginação das crianças. É possível ensinar contas, brincar com formas e crias histórias.

Indicado para crianças a partir dos 4 anos.

Brincando de Engenheiro

Quem é dos anos 80 lembra! Eu amava esse brinquedo. Fui uma grande (há!) pequena engenheira. Construí vários empreendimentos, pontes…

Esse é indicado para as crianças a partir dos 3 anos, mas confesso que não vou aguentar até lá para brincar com meu Ben. Supervisionado Brincando com  um adulto que mal tem?!

Brinquedo ótimo para estimular e desenvolver o pensamento, a imaginação, criatividade e coordenação motora.

Que tal nesse dia das crianças passar momentos agradáveis com seu filho estimulando o desenvolvimento motor e cognitivo dele?!

Para ganhar um kit com todos esses brinquedos da Xalingo é muito fácil. Participe do sorteio seguindo as instruções abaixo:

1. Deixe um comentário neste post, com seu nome (não vale postar duas vezes);

2. Curta o Bossa Mãe no facebook. Clique aqui.  (Se você já apareceu aqui essa semana, é só pular uma casa);

3. Curta a página da Xalingo Brinquedos no facebook. Clique aqui.

4. Cruze os dedos e fique na torcida.

As inscrições vão até o dia 12/10,  não fique de fora! O sorteio será no dia 13/10. Participe!

BOA SORTE!