Chegou a hora da vistoria no apartamento

Em janeiro desse ano, anunciei aqui a VENDA da casa em que moramos e falei da nossa aquisição: a casa o apartamento próprio.

Pois é, 7 meses se passaram, a casa ainda está a venda e nós ainda moramos nela.

A novidade é que estamos bem próximos de nos mudarmos. Dias atrás numa ligação, isso ficou evidente. Era chegada a hora da vistoria do apartamento.

Pode parecer bobo, mas gente, ninguém tem noção da ansiedade, alegria e emoção que tomou conta de mim. Tudo junto e misturado. Data e horário marcado estávamos os três lá: eu, Marido e Benjamin. Ah, a Ana, arquiteta também.

Quando vi Benjamin andando pela área da piscina, quadra de futebol, quase tive uma parada cardíaca causada por forte emoção. Ok, exageros a parte, fiquei bem emocionada. Uma sensação de tarefa sendo cumprida. Porque agora, depois do meu Ben na minha vida, é diferente o sonho da casa própria. É por ele, é para ele.

Ao entrar no apartamento….sei lá, passou um milhão de coisas na minha cabeça – das quais vou registrando por aqui ao longo das próximas semanas.

Eu tinha outra imagem do apartamento. Achava que ao entrar, cozinha, sala, corredor para os quartos, fossem tudo para a esquerda (não sei de onde tirei isso, mas nesses dois anos e meio, quando fechava os olhos e pensava no apartamento era assim que eu o via). Na verdade é tudo para o lado direito, me senti canhota mesmo não sendo. A louca! Depois de um tempo lá dentro, me acostumei.

Nosso apartamento está lindo, com tudo funcionando corretamente, na varanda bate um ventinho gostoso que invade a sala, a luz também toma conta de todo o ambiente.

Benjamin correu por todos os lados, escolheu seu quarto (que era já, o qual em pensamentos, eu destinava para ele), fez questão de ajudar a testar todas as tomadas.

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A ansiedade agora está grande para mudarmos. O mais legal é que agora, após ter entrado nele, consigo sonhar com o jeito que quero deixá-lo, as coisas que vou colocar nele, o lar doce lar que quero transformá-lo….

*

Você está passando ou vai passar por uma fase parecida com a nossa?

Separei alguns links com dicas para você se preparar para a vistoria do apartamento:

Vende-se essa casa

(Esse post vai ser grande, pode ser lido em doses homeopáticas)

Era uma vez…

Sempre morei de aluguel, não por essa ser a minha maior aspiração. Em minha existência de 30 anos, morei em 5 casas. Foram períodos bem longos em duas delas, sendo que nas três primeiras foi com minha mãe e minha irmã. Uma das maiores lembranças da minha vida é o dia em que chegamos (eu e minha mãe) na primeira casa. Antes, pelo que entendo das lembranças, morávamos de favor na casa de parentes de 2º grau da minha mãe. Minha irmã, bem pequena, ficou nessa casa enquanto eu e minha mãe passamos a primeira noite na casa nova, só nossa, da minha mãe.

Era a maior conquista dela: conseguir alugar uma casa para morar com suas filhas, construir sua vida. A casa até era espaçosa: dois quartos, sala, cozinha, banheiro (que ficava na parte externa) e um quintal. Não tínhamos nada, nenhum móvel, eletrodoméstico, utensílio, NA-DA! Acompanhou-nos apenas um colchão de casal – onde dormimos a primeira noite e o eco das nossas vozes e dos nossos passos. Compreendi o motivo da Luana, minha irmã, tão pequena, não estar ali com a gente.

Eu vi aquela casa ganhar forma, personalidade, cores, vida. Lembro da chegada do armário (azul claro) da cozinha, a geladeira, a mesa, o barzinho, a cadeira de balanço, nossas camas, a piscina de plástico… Vi aquela casa construir sonhos e memórias. Ali presenciei minha mãe tomando coragem e seguindo a orientação do médico “mãe, isso é frescura, manha de criança, quando sua filha fizer isso novamente faça o que lhe digo que passa rapidinho” e não é que depois de ter a enfiado na água fria do tanque, minha irmã nunca mais chorou prendendo a respiração até ficar roxa, como era de costume, deixando minha mãe apavorada achando que a menina ia morrer. Chorei a morte da Xuxa – minha primeira cachorra, quando a encontrei deitada no quintal. Chorei quando num Natal não encontrava meu presente, pensando que Papai Noel tivesse me esquecido. Foi naquela casa que começou a construção das minhas memórias. É de lá que guardo as primeiras fotografias de um tempo que passou assim, num piscar de olhos.

 Gabi e Luninha

Mesmo sendo uma casa alugada, minha mãe sempre cuidou com afinco, amor, como se fosse dela, nunca agiu como se não fosse, nunca sentiu peso. A segunda casa, antes de morarmos nela, TO-DA VEZ que passávamos em frente, minha mãe profetizava “essa casa vai ser minha, vamos morar nela”. Assim foi, moramos nela por 14 anos. E foi como vi minha mãe fazer a primeira vez, quando decidi sair de casa e ir morar sozinha. Aluguei uma casa que mais parecia um apertamento, reformada, bonitinha, a qual eu me referia carinhosamente “a casa de boneca”. Eu, meu colchão e o eco dos meus passos (já que falar, eu falava só quando tinha alguém comigo). Assim como a outra casa, essa também foi criando forma, personalidade, cores, vida, memórias…foi lá que tive uma crise de pedra no rim e acordei no meio da madrugada sozinha e com dor. Pra lá que voltei depois da lua de mel com meu marido e vimos a casa com seu pouco espaço livre preenchida com caixas de presentes. E foi de lá que viemos para a casa em que estamos hoje. Um sobrado que de início eu achava enorme para duas pessoas: três quartos (sendo dois com varanda), dois banheiros, sala e cozinha grandes, área de serviço, garagem.

No final do ano passado foi com muita braveza que recebi a notícia da boca do marido “ligaram da imobiliária, o proprietário quer vender a casa”. Como assim, e o contrato vigente? Primeiro ofereceram pra gente, como é de praxe. Como não temos interesse nenhum em comprar a casa, divulgaram a venda. O contrato pouco importa, a casa é do cara, ele quer vender, vai pagar multa (se for o caso) pra gente. O fato é que temos que sair da casa e ponto final. Esse é um dos motivos que sempre tive o sonho da casa própria. Inquilino passa por situações humilhantes – essa é a palavra. Sei que tem inquilinos e INQUILINOS. Fazemos parte do grupo de inquilinos que honra com todos os compromissos, desde pagar o aluguel na data certa até cuidar bem da casa. E um belo dia o proprietário pede pra você sair, pouco importa se você está em dia com o aluguel, se você não estragou a casa (não fez mais que sua obrigação), se você tem um filho pequeno. Não existe respeito, não existe nenhum tipo de sentimento, nenhuma relação – nem a contratual (porque se é o inquilino que quebra o contrato, meu deus, coitado! Mas se é o proprietário…).

Em 2010 realizamos 3 sonhos, assim de supetão e meio que sem a ordem que planejávamos. Tudo começou acontecer em meados de agosto: 1º fechamos a viagem para Paris; 2º assim que compramos a viagem, coisa de uma semana depois, lançou o apartamento que namorávamos desde fevereiro, fomos lá e compramos; 3º na primeira semana de setembro descobrimos que estávamos grávidos – o que era planejado para 2011. Conclusão: fechamos o ano de 2011 na cidade luz, grávidos (a louca morrendo de tanto passar mal) e pagando um empreendimento.

A previsão de entrega do apartamento sempre foi abril de 2013. Quando compramos parecia longe. Eu sempre fui uma pessoa ansiosa, nunca soube esperar. Acho que a viagem e, principalmente, a gravidez me fez esquecer essa espera. Em algum momento do segundo semestre de 2012, olhei a minha volta e me dei conta que estava com um filho de um ano e que o apartamento já tinha ganhado estrutura. Quer dizer, o tempo voou! A última informação recebida é que a incorporadora mantém o prazo de entrega: abril/2013. Eu já contava com atraso e nem me importava muito (afinal o que mais se ouve dizer é que os apartamentos nunca são entregues na data, sempre tem atraso, blá, blá, blá), mas agora precisamos mesmo que cumpram este prazo, é uma questão de necessidade. Fiquei esperançosa porque o negócio está andando mesmo e aparentemente não corre o risco de fugir da data prevista.

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Ontem ao chegar em casa, uma não surpresa. Demos de cara com um acessório novo enfeitando o portão da entrada. Uma placa: vende-se. Já tínhamos sidos avisados que a imobiliária passaria lá para colocar a placa. Mas avisaram que passariam no sábado passado e ninguém apareceu. Simplesmente foram ontem na minha casa, quer dizer, na casa onde moro, e colocaram a placa sem avisar. Ok, já tinha o aviso prévio, mas pensei que seria feito com a nossa presença. Ou eles pretendem levar os interessados para visitar a casa na ausência dos moradores?! Ainda moramos lá, pago aluguel e as contas, será que não merecemos um tiquinho só de respeito?! A sorte (não sei pra quem) é que minha mãe estava lá em casa, mas a verdade é que eles colocariam mesmo que não tivessem ninguém, afinal é só amarrar a porcaria da placa no portão. Eu fiquei meio puta da vida! Um sentimento dúbio percorreu minhas veias. Raiva (porque os caras apareceram lá sem a nossa presença), mágoa (pela falta de respeito, pela impotência de não ter nada o que fazer, a não ser sair da casa), certa melancolia (que beirou a tristeza), aflição (porque agora começamos a contar o tempo cair em grãos, uma sensação de que viraram a ampulheta)…até a hora que deitei a cabeça no travesseiro e bateu o saudosismo.

Imagem do Google

Imagem do Google

Apesar de todos os problemas que a casa apresenta (sim, ela tem problemas como qualquer outra casa alugada e esse é um dos motivos de não ter interesse nenhum em comprá-la), foi lá que passei os últimos 4 anos e meio da minha vida. Outro dia li em uma revista de decoração: “A casa é um templo. O seu templo. O lugar onde você guarda o que lhe é sagrado. Filhos, objetos, cores, amores, memórias, escolhas”. E foi isso mesmo que minha mãe a vida inteira me transmitiu. Mas ao contrário da minha mãe, exceto cuidar bem da casa, eu nunca senti essa casa como se fosse minha, nunca me senti a vontade nela, nunca achei – até a visita da revista Pais & Filhos – que essa casa transmitia a minha história. A história da minha família. E de fato ela tem muito de nós. É pra lá que voltamos todos os dias depois de um dia cansativo de trabalho. É pra lá que voltamos após cada viagem que fazemos. Foi lá que vivi um tempo curto, porém um do mais intenso da minha vida. Onde passei várias emoções: festas, comemorações, enjôos…foi pra lá que voltamos da maternidade com o Benjamin nos braços e foi lá que vi ele ensaiar seus primeiros passos.

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Além de todos os sentimentos pejorativos, existe a alegria que sinto ao pensar que estamos bem próximos de realizar mais um sonho: a entrega do nosso apertamento. Existe o risco de ter que sair da casa e não ter pra onde ir (em último caso, temos a possibilidade de montar uma barraca na praça. Doamos os móveis ou fazemos um bazar a um preço módico – já que 90% deles não vamos mesmo levar com a gente para o apertamento e usamos esse dinheiro para preservar os novos brinquedos da querida pracinha), mas não existe o risco de tirarem da gente o direito de ir (e vir) para nosso apertamento (não, enquanto honrarmos com os compromissos). Estou um pouco desesperada, mas hiper-mega-ultra-feliz-empolgada com a ideia de que em poucos meses estarei de fato na MINHA casa – lugar que, enfim, vou poder traduzir de um jeito mais fiel os meus sentimentos, a minha essência, a minha alma. Onde terei mais prazer em receber (e acolher) as pessoas. Lugar que vou decorar do meu jeito e que vai contar a história da minha família. Serei tomada por certa sensação de alívio, vai sair esse peso de insegurança, instabilidade, sei lá como definir…Parafraseando a filósofa Viviane Mosé, enfim a casa onde vou me esparramar…

Aos que me leem: torçam por nós (?!).

O quarto da bagunça

Eu mencionei sobre o quarto da bagunça na Minha Sala (na verdade a minha casa) é atravancada. Eu pensei duas milhões de vezes se revelava esse canto da minha casa ou não. Resolvi revelar para desmaterializar de vez  com esse negócio de casa/família perfeita.

No feriado de 02 de novembro já tinha programado a arrumação, mas a sexta passou, o sábado também, o domingo estava quase passando quando entrei no quarto resolvida a acabar amenizar a bagunça. Quando abri a porta, encontrei ele desse jeito:

(as imagens a seguir são fortes, tire as crianças e as sogras da frente do computador)

Fala se não dá vergonha de fazer esse tipo de revelação?!

Tá certo que bem nesse dia tinha milhões de roupas pra passar, mas o que dizer dessas caixas de sapatos todas bagunçadas?! Nada. Aliás, isso estava me incomodando demais. Nos últimos tempos eu me limitava ao uso de três pares de sapatos, tamanha era minha falta de coragem para puxar uma caixa ou pegar na sapateira.

E que bronca que estou dessa arara. Culpa do marido. Ele nunca gostou e acabei pegando bode dela também. Vontade louca de jogar ela no lixo. Mas no momento estou sem lugar para armazenar as minhas vestimentas. Deixa ela aí por enquanto, até o apartamento sair.

O quarto também virou depósito das coisas do bebê. Não sei o que fazer, pra quem doar, aí vai ficando… à espera do apartamento.

Sem comentários para essa enceradeira!!! Mas tenho que dizer: ela era da minha avó paterna. Não tenho coragem de me desfazer. Estou esperando o apartamento…

Sim, minha desculpa para não fazer o destralhamento total tem sido: quando mudarmos para o apartamento um monte de tralha fica aqui de herança pra casa para os outros inquilinos.

A arrumação foi ótima. Não ficou mil maravilhas, mas perto do que estava ficou um brinco. Pra não dizer que não me desfiz de nada, joguei vários pares de sapatos fora. Ou porque estavam bem desgastados ou porque não usava mais ou porque foram comprados um número menor que o meu,  por um impulso imbecil (só pode ser). Atire a primeira pedra quem nunca cometeu um desatino desse. Pense bem.

(ah, e achei três pares novinhos, sem uso, comprados durante a minha gestação)

E o quarto da bagunça ficou assim:

Não me diga que não viu diferença na sapateira. Quando vi essas fotos tive essa impressão “a bagunça da sapateira está igual”. Mas não está não. Repare bem. A bagunça está menor vai.

Tá certo que está longe de uma organização ideal. Pelo menos essa não é a ideal para o apartamento, pois quando mudarmos blá, blá, blá…

O fato é que o apartamento não terá um quarto para concentrarmos a tralha, então eu terei que me desfazer. Mas não tenho problemas com isso. Eu até adoro arrumar, dar fim nas coisas, mudar, fazer a casa arejar.

Mas fala a verdade, toda casa tem um canto da bagunça. Aqui em casa é esse quarto aí…

Ah, e está durando a ordem!

Minha sala (na verdade a minha casa) é atravancada.

Desordem me incomoda. Bagunça me incomoda um pouco mais. Zona me incomoda, incomoda, incomoda muito mais.

Acho até que demorou para esse bicho da bagunça me picar. O fato é que desde quando voltamos de viagem a bagunça tem me incomodado bastante. Minha sala está atravancada. Um monte de brinquedos, um monte de coisas fora do lugar, um outro monte de coisas amontoadas…veja com seus próprios olhos.

Um monte de brinquedos.


Um monte de coisas fora do lugar (afinal aparelho de som definitivamente não é lugar de sapato, mas esse é só um exemplo das coisas fora do lugar na minha casa).


Um monte de coisa amontoada. (e acreditem, essa mesa estava muito pior, é que um dia antes comecei uma organização)


Coitado do aparelho de DVD. Alguém enxerga um aí..?!

Um estado quase ecumênico me envolveu no feriado 12 de outubro. Acordei feito furacão só que ao contrário, disposta a colocar ordem na bagunça.

Na verdade já tem algum tempo que sinto uma vontade quase incontrolável de destralhar a casa. Mudaremos no primeiro semestre do próximo ano e ultimamente tenho esperado ansiosamente pela época da mudança, período em que estatarei disposta a doar e jogar fora um montão de coisas.


O resultado foi esse aqui.


Ainda me incomoda muito esse berço móvel que o Ben nem usa mais. Porém, é com ele que fecho a escada pro Benzoca não escalá-la.

Alguém vai me perguntar: quanto tempo durou essa organização? Sei lá! Talvez um dia, uma semana, um mês ou nem uma hora.

Não culpo o Benzoca porque não é a bagunça dele que me inquieta, os brinquedos espalhados, não é nada disso. Até porque se fosse isso, alguém interna esse ser que escreve, pois eu seria louca. Com isso eu até lido muito bem, embora eu achasse que não conseguiria, nesse ponto me surpreendi. Eu vejo a graça dessa bagunça. Uma casa com criança. É uma casa cheia de vida. Cheia de alegria. Cheia de festa.

O que me incomoda mesmo não é a bagunça em si, mas as coisas  se juntando, se amontoando, um monte de tralha sendo encostada em algum canto. Os sapatos dele sendo deixados no canto da sala; as tralhas da mesa sendo amontoadas; o canto da sala – próximo à escada, onde tem a estante de livros, não tem nenhuma foto explícita dessa parte, mas ali entre a estante de livros, a de CD’s e a poltrona, pelo amor… nem Jesus salva. É essa zona que me tira do sério.

Sem falar do quarto da bagunça, o nome dele devia ser quarto do Nilo (referencia ao personagem de Avenida Brasil) e não da bagunça. Aquele quarto começou sendo tipo um closet, de início tinha só o guarda roupa, duas sapateiras (uma minha e outra do marido), bolsas, roupas de cama e banho. Agora além de tudo isso tem: carrinho, bebê conforto, centenas de caixa de sapatos empilhados (tenho usado três pares de sapatos porque dá preguiça procurar e pegar outro modelo e quando me encho de coragem e venço a Dona Preguiça, a pilha toda desmorona, aff…), tábua de passar roupa, ferro, caixas que eram para ser de organização de documentos, fotos, uma arara de roupas (que o marido odeia e que até eu estou pegando bode dela), caixa com meu material de artesanato. Ufa!

Minha parte do guarda roupa já não é mais a mesma. Eu não me reconheço. Outro dia organizei uma parte dele, mas ficou faltando outra parte. Tento manter pelo menos uma ordem das coisas que uso diariamente. Mas tem roupa, por exemplo, que eu já nem lembro que exista. E tem coisa que não encontro mesmo quando preciso.

Enquanto o quarto do meu Ben é impecável. O guarda-roupa dele então, nem se fale. É tudo muito bem organizado pela mamãe dele que lhes escreve. Tem compartimentos para tudo: cobertores, mantas, lençóis, tolhas, sapatos, roupas novas, livros, fraldas, lenço umedecido, etc. Cada gaveta da cômoda é dividida para um tipo de roupa: a do berçário, a de sair, pijama e acessórios, roupas de frio, etc. Tudo devidamente passado e dobrado. E confesso: tento manter uma harmonia entre as cores. E lá tem mais um báu de brinquedos.

A gente vira mãe e se trasnforma mesmo. Como a gente pode ficar tão relaxada relapsa com as nossas coisas, com a nossa casa?! Ou é só comigo que acontece? Se for eu juro vou ter um colapso, então não deixe um comentário (agradeço humildemente!). Agora se acontece algo parecido com você, compartilhe comigo (me sentirei imensamente acolhida, feliz e agradecida!).

Será que quando nasce um filho, além de nascer uma mãe, a culpa (etc), nasce também uma mamãe zona bagunceira?!

O quarto do Meu Ben e nossa sala Montessoriana

Essa semana lá no Mamatraca o assunto é decoração. Dei conta de que nunca falei do quarto do Ben aqui no blog. Daqui a pouco mudamos e não fiz aqui o registro do seu primeiro quarto. Então vamos lá.

O quarto dele tem dois fatores que não me agradam muito: 1. não tem janela; 2. não tem porta, nem a parede na qual a porta deveria estar (ele faz um corredor para o outro quarto, a foto ajuda entender). Essas coisas me fizeram sofrer durante a gestação toda. Onde já se viu um quarto sem janela?! Achava um absurdo não ter janela no quarto e pensei milhares de vezes mudar para um dos outros dois quartos existentes na casa (mas um fica na parte de trás para a rodovia – tem muito barulho e ventilação exagerada; o outro, meu e do marido, é na frente da casa – não me deixava segura deixá-lo lá, ambos com varanda e sacada). O quarto do Ben fica no meio desses dois e o que me acalmou é que a iluminação e ventilação dos dois quartos é suficiente para o quarto do meio – que é grudado ao meu quarto.

A decoração é bem simples. Pesquisamos os móveis já pensando no quarto do Ben no apartamento para o qual vamos. Ao montar o quarto do primeiro filho, ficamos deslumbrados querendo comprar tudo. Nosso objetivo foi pensar em algo a longo prazo, ou seja, que os móveis fossem utilizados não só na fase de bebê.

Não gostei dessa poltrona. Acho que meu inconsciente foi influenciado pelo marido que o tempo todo achou desnecessário (afinal, não era ele que amamentaria). Na verdade, desde sempre eu queria uma cadeira de balanço de verdade, mas por ser bem mais cara achei melhor adiar o sonho. E depois passei achar as poltronas com tecidos mais originais, bonitas e confortáveis do que esse tipo aí que adquiri. Pra tentar esquecer isso, eu sempre coloco uma manta.

O baú veio bem depois. Com a chegada dos brinquedos sentimos  a necessidade de ter mais lugar para armazenar parte deles. Foi presente da vovó Salete. Adoro o berço! Ele tem trava de segurança, na foto a grade está baixa, mas sobe e fica bem alta, tanto que o Ben ainda não corre o risco de cair caso se pendure com a cabeça pra fora. Vira mini-cama. Mas talvez, a cama, seja a única coisa que eu comprei para o futuro quarto dele. Na grade tem dois “sacos” que mandei fazer com compartimentos onde guardo fraldas, shampoo, sabonete, pomada, produtos de uso diário e constante.

Adoro o guarda-roupa dele. A porta é de correr, ótimo para espaços menores. Embora seja pequeno, é bem espaçado por dentro, as coisas ficam bem organizadas. A cômoda usávamos como trocador, mas agora o Ben já não cabe nela. Esse aí era o lugar da poltrona e a cômoda ficava lá do lado do berço, era prático porque do lado já estava tudo que precisávamos para trocá-lo (dentro dos sacos). Só que com o crescimento, o pequeno começou a puxar o véu (que ainda está no berço e contraria todas as indicações de segurança, eu sei. Mas não gosto de pensar que um bichinho pode pousar no meu filho durante seu sono tranquilo) e o negócio não foi dando muito certo.

Essa faixa do quarto é um tema de zoológico. A mãe aqui ama girafas e a faixa foi algo simples, com desenho bonito que me atraiu. Porém, ela foi um saco de colocar. Por isso sugiro: sempre que for comprar a faixa pergunte se é auto-adesiva. Depois que pagamos a vendedora veio com um saquinho que continha um pó branco. Era a substância pra fazer a cola. Ficamos (eu e o marido) passados. No dia de colar isso aí no quarto, aff….só rindo mesmo. Grávidas ficam superiormente sublimes. O resultado ficou legal, mas nunca, NUNCA mais compro uma faixa sem perguntar se é adesiva.

(dá pra ver ali no cantinho que tem uma abertura de porta? Então ali é a escada)

(detalhe para o avião pendurado, da Faber Castell, é o Aviador que ganhamos das Mamatracas)

Na foto abaixo, são uns adesivos que minha irmã trouxe de uma viagem. Benjamin hoje adora os bichinhos. Perguntamos da Dona Girafa e ele aponta, do Leão e ele faz “Arrrrh”…

Aí é o acesso entre a escada para esse quarto e para o outro (que é nosso). Esse é o sapo que era da mamãe, presente do pai dela e que hoje é emprestado para o Ben.

O fato é que Benjamin só usa o quarto para dormir. Como é um quarto com livre acesso para a escada, quase não ficamos lá em cima com Benjamin. Então a sala tem um cantinho reservado para ele. Cantinho não, Benlindo dominou geral a sala.

O berço móvel usamos mais para fechar o acesso a escada e para guardar brinquedos – os que não cabem na caixa aí da foto.

Não conhecia o método Montessori. Até que um dia a Luiza, do Potencial Gestante, falou do quarto educativo do Benjamin dela. Então conheci Maria Montesori, logo depois o blog Torne seu filho mais inteligente. E aí percebi, o quarto do meu Ben não tem nada do método, mas minha sala…

No móvel da TV, sempre deixei DVD’s e alguns álbuns de fotos que Benjamin adora pegar pra ver.

Ele vê as fotos a hora que quer e parece nos reconhecer nas imagens. Agora deixamos só os DVDs dele. E recentemente comecei um exercício de desapego e coloquei alguns livros que ele já tem. Não coloquei todos. Mas alguns para que ele crie o hábito de pegá-los. Depois que fiz isso, meu Ben sempre pega um livro e fica folheando. Deita de barriga pra baixo, perninhas balançando e fica lá apreciando as imagens.

O aparelho de som sempre ficou baixo, muito antes do Ben chegar. Depois que o pequeno começou a engatinhar, o primeiro lugar que ele ia era até o aparelho de som para ligá-lo. Ensinamos o botão do CD e toda vez (até hoje) Benlindo liga (agora que alcança a TV, ele desliga a mesma pra ligar o som). Depois aprendeu os botões que trocavam o CD e recentemente aprendeu o botão que abre a gaveta dos CDs (já vi que isso daqui a pouco quebra).

Minha sala é rica em estimulação: tem o revisteiro – onde ele sobe, pega revistas; prateleiras de livros – que ele já abre e quer fazer bagunça; poltronas – por quais o Ben passa por baixo atravessando de um lado para o outro pensando que é um soldadinho…

Gosto muito da interatividade que a sala propõe e que não foi intencional. Mas que agora, após conhecer o método Montessori, faz todo sentido pra mim. O fato do Ben interagir com todos esses objetos e ter acesso livre a eles, faz com que ele adquira independência e ao mesmo tempo ajuda na construção de sua individualidade. Tenho várias ideias para a decoração da nossa nova casa, que com tempo vou registrar aqui.  🙂