O Desfralde

Sabe notícia inesperada? Então, recebi sexta-feira passada. Chegou a fase mais temida pela mãe aqui, o desfralde!

O mais engraçado é que nesse mesmo dia, uma colega da faculdade, também mãe, me perguntou sobre o desfralde do Benjamin. Respondi toda relax que ainda demoraria.

Nesse ano já havia conversado com a escola sobre o assunto e fui informada que ainda demorava, que Benjamin precisava dar mais sinais, além de saber falar, que provavelmente o desfralde aconteceria só no segundo semestre.

Interpretei a mensagem da seguinte forma: só quando Benjamin construir frases literárias, lá com 2 anos e 6 meses. Ou seja, final do segundo semestre.

Mas o segundo semestre começa em julho, Benjamin já completou 2 anos, já fala, já compreende o que falamos, algumas vezes arranca a fralda, faz xixi no vaso quando vai pro banho, reconhece o penico, e por mais que seja díficil para mãe assumir, o bebê já se tranformou numa criança, um moleque arteiro.

Receber notícia que você não espera, na maioria das vezes te pega de supetão. Eu que quase nunca abro a agenda do Benjamin, encasquetei de abrir na sexta-feira passada e me deparei com um comunicado extra oficial e gigante:

“Processo Desfralde – Benjamin”

Quase tive um surto!

Achei super bacana o comunicado da escola. Cheio de explicações, dicas e orientações sobre o processo. Transmitiu-me muita confiança.

Existem várias cobranças na vida materna (ou muita gente precisando achar o que fazer, além de cuidar da vida do outro): “já anda?“; “ainda não fala?”; “ainda toma na mamadeira?”; “quando vai largar a chupeta?”; “quando vem o irmãozinho (a)?”, etc. O controle dos esfíncteres é só mais uma entre tantas cobranças da sociedade.

Eu brinco falando que tenho preguiça dessa fase de desfralde. Tem um fundo de verdade nessa brincadeira, admito. Mas tenho muito mais tranquilidade. Primeiro, porque procuro me informar. Segundo, porque nunca vi criança de 8 anos ou adulto usando fralda. Não tenho é pressa.

Portanto, vamos iniciar essa fase com muita paciência e tranquilidade. A escola começa o processo hoje e estabeleceu conosco algumas combinações, porque o ideal é essa fase acontecer de forma conjugada – escola e pais atuarão juntos!

Aos finais de semana, estamos incumbidos de fazer um relatório dos horários que Benjamin fizer xixi e cocô.

Algumas pessoas andaram me perguntando se eu acho que Benjamin está preparado. Sinceramente, comecei a achar isso desde janeiro desse ano. Até compramos cuecas, penico, mas depois de uma conversa com a escola, não fizemos tentativas, ficamos só conversando com Benjamin.

Pouco antes de completar 2 anos, Benjamin começou a pedir pra fazer xixi no vaso toda vez que ia tomar banho, passou avisar que tinha feito cocô, demonstrar incômodo e até tirar a fralda.

Recentemente, parou com isso.  Mas parece que na escola ele tem demonstrado interesse. Somado ao fato que ele é o mais novo na sala – a maioria das crianças de sua sala, completam 3 anos agora no segundo semestre. Deve ver as crianças já nessa fase e acaba aprendendo por repetição – como todos os aprendizados das crianças.

Mas em geral, ele demonstra ter conhecimento desses desejos e compreende tudo o que falamos.

Vamos iniciar o processo sem neura e se não der certo – o que pode ocorrer, voltamos para trás. Que mal há nisso? Acredito que nenhum. O importante é todos, principalmente nós, pais, estarmos seguros e conscientes, para transmitir a segurança necessária para os pequenos.

Sei que desfralde é assunto comum entre os blogs maternos, mas agora começa a transição do Bossa Mãe nessa fase. A partir de hoje vou compartilhar aqui como está sendo nossa experiência. Vem com a gente!

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Reunião de pais (participativos)

Sábado passado teve reunião na escolinha. Imagina meu sofrimento na semana anterior. Tinha marcado um curso de scrapbook, agendado há 2 semanas, e que acontece a cada 15 dias. Não tinha conseguido ir no anterior e não queria abrir mão de ir nesse sábado (fazer scrap me acalma e eu precisava muito disso).

Acontece que era a reunião semestral, os pais receberiam os trabalhos dos seus pequenos, no meu caso, saberia como anda o desenvolvimento do Benjamin na sua nova turma (há 3 meses meu bebezico mudou para o maternal). Não queria abrir mão de ir na reunião da escolinha também.

A vida é cheia de escolhas, mas vida de mãe é uma escolha só: filho!

Mas se o filho tem pai, e um pai participativo, porque não dar espaço para ele?

Conversei com o marido e ele não viu problemas em ir no compromisso escolar do nosso filho. Senti que ele até gostou da ideia – confirmação que tive ao encontrá-lo após a reunião.

Até falei que isso renderia um post aqui e ele logo adiantou: “acho que isso não seria bom”. “Por quê?”, perguntei. “Porque você tem uma imagem materna para zelar, é conhecida nesse mundo (cof cof cof), não vai pegar bem dizer que você deixou de ir na reunião escolar do seu filho para ir a um curso de scrap”.

Oi???”

Aí que decidi ir mesmo (ao curso)!

Fui. E marido foi à reunião. Chegou todo empolgado me contando como tinha sido. Ele foi um fofo anotando os tópicos da reunião para não esquecer de compartilhar nenhuma informação comigo.

Além de ter um breve e raro momento de prazer só meu, acho que fiz um bem danado ao dar esse espaço para o marido. Ok, que ele recebeu notícias bacanas, como por exemplo, a abertura de mais uma unidade da escolinha.  Mas foi bacana para nós dois essas escolhas.

*

Sinceramente, entendo quando meu marido disse que isso não pegaria bem. As pessoas, em geral – acho que não é o caso dos meus queridos leitores pessoas engajadas, modernas, pra frentex – não estão acostumadas e muito menos preparadas para pais participativos. Nós mães, queremos que eles assumam tarefas, mas não abrimos espaço (reflita!). O mercado de trabalho não está preparado para isso. Um exemplo: o pai da criança avisa que vai chegar mais tarde porque vai levar o filho ao pediatra e de reposta o chefe fala “sua esposa não pode ir?”. Porque ela deveria ir e ele não? Se ele vai levar é porque no mínimo a mulher não pode, afinal, as mães ainda prezam o seu papel de mãe.

Mas esse cenário está mudando. Fala-se muito em um novo tipo de pai. O que troca fraldas, alterna com a mãe as madrugadas, dá banho, alimenta, leva os pequenos às festinhas, ao médico, sai correndo do trabalho se o filho caiu e se machucou, vai nas reuniões escolares, ou seja, participa de TODOS os compromissos da vida dos filhos. É aquele que de fato assume junto a segunda jornada que é a maternidade.

Consequentemente, nós, mães, assumimos também novos papeis, principalmente mais espaço no mercado de trabalho. E depende nós também abrirmos brechas. Isso não significa se descabelar, obrigar, mandar, mas criar espaço, fazer o pai sentir-se parte integrante do processo.

Pra mim esse episódio não passou de uma grande lição.

Laços de Família

Produzi a matéria “Mãe com açúcar”, que está na edição de julho da revista Pais & Filhos. Nela, abordo os novos relacionamentos das avós com seus netos. Mostro como as avós mudaram ao longo do tempo. Todas são muito antenadas, realizam atividades diversas, tem vida social ativa, ajudam seus filhos na medida do possível e, mesmo com tantas mudanças, ainda mantém o posto de avó – um dos principais personagens na vida das crianças.

Adorei fazer a matéria porque toda a informação que colhi veio de encontro com o que acredito e fomentou ainda mais minhas crenças. Uma das coisas que tenho refletido muito é a importância da continuidade dos laços, a construção do vínculo, isso tudo falando de avós e netos. Pergunto-me: quem cria esses laços, quem forma tal apego?

A minha crença é de que os pais tem papel fundamental nessa construção. São os pais que devem fazer ponte entre netos e avós. Falo isso por experiência própria: minha mãe e meu pai são separados desde sempre. Ele morando no Rio de Janeiro desde que me conheço por gente. Ela, assim como meus avós, aqui em São Paulo. Lembro-me dela dando, o que na época eu julgava ser sermão, sobre a importância de visitar meus avós. Ela me levava até a casa deles, de ônibus até o outro lada da cidade – ela sempre morou numa ponta e eles em outra. Ela nos incentiva ir às festas de família, participar, estar junto.

E quando meu pai vinha para SP, ela nos mandava para dormir na casa dos nossos avós. Eu nunca queria, chorava, implorava, mas não adiantava. Hoje sinto o quanto eu podia ter aproveitado mais. Não soube. É tarde para mim, mas não para o Benjamin.

Sempre crio situações para minha mãe e Benjamin estarem juntos. E mesmo que eu não criasse. Minha mãe é super presente. Liga e vai em casa constantemente. Esse ano viajamos pouco para o Rio de Janeiro, mas ano passado fizemos vários bate-e-volta. E mesmo sem ver com tanta frequência o avô e os tios cariocas, Benjamin sabe que eles existem, os reconhecem e tem uma relação bacana quando os vê. Não fica tímido, por exemplo. É como se ele os visse sempre.

Li no livro “A obra de Salvador Celia – empatia, utopia e saúde mental das crianças”, que o vínculo é formação de “anticorpos” que protegem o indivíduo nos momentos difíceis da vida. Esse apego, esses laços de família, quando bem estruturados, são base para uma vida toda.

E as avós, como digo na matéria mencionada no início desse post, são nada mais que o resgate da família. São elas que depositam e tem o poder de transmitir toda nossa história, que contribuem  para a memória da família, o encontro das gerações. São elas que estarão sempre prontas para confortar nossos pequenos, contando histórias de quando nós éramos pequenos. Imagino que o amor que elas sentem por nós, os filhos, é em dobro para os netos.

Então, quebre barreiras, engula sapos, tente compreender seus pais, incentive seu marido criar essa ponte entre seus filhos e seus sogros. Ajude na formação desses “anticorpos”. Crie laços de família. Lembre-se, que todos querem só o bem dos pequenos. Quem tem a ganhar sãos nossos filhos.

*

Leia minha matéria na Pais & Filhos_julho 2013.

#semanaespecialdosavós

Todo o meu amor para a avó do Benjamin

Hoje é aniversário da pessoa mais importante na minha vida, que sem ela nada seria possível.

Ela é a mulher mais guerreira que conheci na vida. Mulher de fé, fibra. Forte.

Ela sempre aceitou, obediente, todas as mudanças em sua vida.

Criou duas filhas sozinhas.

Acumulou duas funções. A de mãe e a de pai.

Sempre teve dois empregos.

Mas nunca foi possível sentir sua ausência. Porque ela era SEMPRE presente.

Graças a ela eu cresci e me tornei a pessoa que sou hoje. Meu segundo nome poderia ser “Caráter”. Algo que ela nos transmitiu como ninguém.

E aí me tornei mãe. A melhor que meu filho poderia ter. E com certeza  sou a melhor porque aprendi com a melhor mãe que tive.

Também passei a admirá-la ainda mais. E compreender tudo o que ela fazia (e ainda faz) por nós.

Sei que ela já abdicou de muita coisa por nossa causa.

Ela sempre me contou a história de que antes de vir ao mundo nós escolhemos os pais que queremos.

Não tenho dúvida de que ela foi a melhor escolha que fiz.

Hoje ela é a melhor mãe e avó que poderíamos ter.

Ela é minha mãe. Avó do Benjamin. Um ser humano admirável.

É pra ela esse singelo post de hoje. É pra ela todo o meu amor. Toda minha gratidão.

Amo mais que o sol.

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As agruras da maternidade

Tudo começou ontem depois do almoço. Uma angústia tomou conta de mim e eu falava pra minha colega de trabalho: “vontade de chorar, gritar, sair correndo”. Tem um monte de coisa pra acontecer, mas sinto tudo estagnado na minha vida. Culpa da minha ansiedade? Talvez. E aí tento me apegar na frase que li semana passada no instagram do ‘Mulher sem script’: “Calma. É aos poucos que a vida vai dando certo“.

Foi quando recebi uma ligação da escolinha e a calma que eu buscava foi para o espaço. Benjamin apresentava umas manchas no corpo, que começaram nas pernas e estavam subindo pra barriga. Fiquei apavorada. Podia ser uma alergia, mas como ele não estava tomando nenhum remédio e aparentemente não tinha ingerido nenhum alimento diferente, essa hipótese foi a última coisa que passou pela minha cabeça.

Incrível a minha capacidade de pensar sempre no pior. A primeira coisa que pensei foi referente ao galo na cabeça. Benjamin sofreu uma queda forte no sábado retrasado. Subiu um galo assustador, que baixou relativamente rápido, mas foi nessa segunda-feira passada que me ligaram da escolinha perguntando se ele havia caído em casa (sempre tentamos manter a escola informada no caso de machucados). Explicaram que ele estava com um galo no mesmo lugar do outro de antes, que só apresentava aquela mancha esverdeada e que ele não tinha caído na escola. Fiquei encanada com isso. Quando o busquei vi o galo e aquilo ficou na minha cabeça.

Então, fiz relações com isso, pensando que podia ser alguma reação, sei lá… saí do trabalho correndo, tremia de nervoso, nem sei como consegui dirigir até a escolinha. Fiquei mais preocupada ainda quando vi as manchas. Nesse meio tempo, eu já havia ligado para a pediatra dele que fez algumas observações do que poderia ser, e uma delas, a pior das hipotéses, podia ser púrpura infantil.

E lá foi a mãe fazer um Google. Gente essa é a pior coisa que devemos fazer nessas horas. Eu sei e não sei porque fiz. O marido me alertou, falou para eu não pesquisar, mas já tinha feito. Não gostei nada dos resultados que encontrei. Mas parei de chorar e no percurso para o hospital eu só pensava no quanto Benjamin é saudável, que não seria nada de ruim, seria apenas uma alergia seja lá do que fosse.

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Fomos para o hospital infantil Sabará. Fomos atendidos rapidamente. Além das manchas, ele estava com 38,6 de febre. Benjamin internou, fizeram exames de sangue, urina, medicaram na veia com corticoide, as manchas aumentaram e medicaram novamente com outro remédio. E se as manchas não passassem, fomos alertados: ele teria que ficar internado. Só que eu já estava mais tranquila e com a certeza de que as manchas sumiriam.

A médica saiu do quarto e como que num toque de mágica, Benjamin ficou branquinho. Sem mancha nenhuma. Fiz uma comparação entre Benjamin e eu. Apesar do medo que ele sentia cada momento que entrava uma enfermeira, ele chorava, mas não se debatia, não se mexia, ficava quietinho. Eu sempre fui assim desde pequena. Tenho pavor de hospital e agulha, choro (ou chorava, a gestação me fortaleceu mais nesse sentido), mas sempre fiquei quieta esperando o que fariam comigo. E sempre ficava incrivelmente boa diante da possibilidade de ter que ficar no hospital rs.

Benjamin teve uma urticária brava, uma alergia talvez causada por algo que ele tenha comido. De diferente, ele comeu morangos, fruta que a gente evitava por ter muitos agrotóxicos. Vamos procurar ainda um alergista, buscar saber o que aconteceu.

Ontem foi pra mim mais uma dessas provações da maternidade. Para qualquer mãe é muito difícil ver seu filho ser picado, tirar sangue, colocar acesso pro soro e ouvir seu choro e seu chamado: “mamãe, colo. mamãe, colo”. Como diz Denise Fraga, em seu livro “Travessuras de mãe”, ser mãe compreende muitas dualidades. É uma grande mistura de alegria e dor.

E foi com essa dor no peito que não deixei cair uma lágrima perto do pequeno, me enchi de coragem para ficar ao lado dele, segurá-lo durante todo o processo (eu que nunca havia segurado ele sozinha para tomar vacina) e deitar ao seu lado na cama do hospital.

Chorei sozinha quando fui ao banheiro, depois de já terem colhido o sangue dele. Chorei e pedi em silêncio para ir embora daquele lugar o mais rápido possível com o meu filho bem.

Lembro da primeira vez que Benjamin ralou o joelho. Aquilo doeu em mim também, mas era apenas um joelho ralado e pensei: ele ainda vai ralar muitas partes do corpo. E desde então, tenho provas disso quase que diariamente. Já pensei em comprar um capacete de tanto que ele bate a cabeça (até dormindo ele faz isso no berço). Na véspera de seu aniversário, ele caiu e bateu o rosto no batente da porta e quando vi o resultado achei que ele ia precisar levar pontos no supercílio. Sinceramente,  eu não estava preparada para isso.

Tenho me perguntado, será que estaremos preparadas algum dia? Um dia estaremos fortalecidas como mãe? Eu acho que me fortaleço a cada experiência dolorosa dessas, incluindo as pequenas. Mas acho que nunca estaremos preparadas.

Onde comprar roupas infantis em SP

Já faz algum tempo que estive em Embu das Artes conferindo uma dica de uma grande amiga, a Mislene, mãe de dois. Lá é um lugar cheio de pontas de estoque, ótimo para comprar roupas infantis.

Tem uma loja chamada BBB que é uma ponta de estoque de grandes marcas infantis: Green, Tip Top, You, Tigor, entre outras. Todas com um preço bem abaixo do mercado. O legal dessa loja é que além de vender peças individuais, também vende por quilo, principalmente as roupas sem marca.

Mães de meninas passam mal por lá, pois a variedade é enorme. Aliás, essa é uma das minhas queixas como mãe de menino. É muito difícil encontrar roupas para os moleques em ponta de estoque. Tem mais para os bebês do que para os maiores. Já para as meninas tem uma oferta e tanto.

Nessa mesma loja, na parte de baixo, é a ponta de estoque de calçados. Para meninas tem uma diversidade que não acaba mais e tudo num precinho maravilha.

Além dessa loja, existem outras quatro, todas bem próximas uma da outra (só muda a calçada e quando muda). Quando fui lá entrei numa outra loja, cujo nome não lembro agora, e comprei para o Benjamin uma camiseta da Green (marca infantil que eu amo) por R$2,90!!! Era por quilo!

Os preços vão de:

Macacões básicos da TIP TOP por R$90,00 o kilo. Minha amiga-mãe-de-dois Mislene, comprou 4 que totalizaram R$37,90.

Macacões e conjuntos da Green ou You por R$29,90 e R$39,90:

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Conjunto de camiseta e calça jeans de R$129,90 por 29,90. Macacão para bater por aí R$10,00:

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Sapatos femininos: R$29,90

Vale à pena conferir.

OBS: Como bem lembrada pela amiga Carol Soler, a loja BBB está situada à Av. Elias Yasbek, 1414, Embu das Artes.

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Agora se você anda precisando de roupas para bater por aí, minha dica é a loja Kid Stok. Estive em uma das lojas recentemente. Na verdade eu nunca tinha entrado, achava meio lojão (sem preconceito!)…mas também pudera, na vitrine os preços estão sempre estampados: R$10!!!!

Estava a procura de calças azul marinho para compor o uniforme da escolinha do Ben. Todo mundo indica comprar em supermercado. Primeiro que odeio supermercado, pago para não entrar em um. Segundo, pensei: se no supermercado é barato como dizem a qualidade de uma loja de shopping não será tão inferior. Entrei na Kid Stok!

Sem brincadeira nenhuma, ADOREI! Comprei cinco calças (azul marinho) para o Benjamin ir para a escola. Todas de moletom e flaneladas. Preço pago em cada calça: R$10!!! Já lavei e passei várias vezes desde que comprei. Não encolheram, não desbotaram. Até na máquina de lavar já joguei.

Também comprei essa jaqueta para o Ben.

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Eu vi e achei lindo! O preço então me fisgou! R$50! Uma jaqueta dessas na Green, por exemplo, eu não pagaria menos que R$150 (sei bem do que estou falando, pois já fiz algumas loucuras nessa loja).

E se você quer dar um presente, mas não pode gastar muito, lá é possível encontrar bons conjuntos, com preços melhores ainda! Comprei um lá por R$35!

Para meninas, como sempre, a variedade é maior. Tem muitos conjuntinhos, vestidinhos, calça legging. Tudo com o precinho ó…

Essa loja tem em outros estados.

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Outra loja outlet legal é a Funny e Kito, localizada na Av. Pavão, nº 754, Moema. Lá é possível encontrar marcas como PUC, Green, You, Up Baby, entre outras. Ótima também para comprar presentes, basta não tirar a etiqueta e é possível trocar caso não sirva ou não seja do gosto da mãe. Os preços lá são ótimos. Mas como sempre, para as meninas tem mais opções.

Vale à pena!

Culpa dos Terrible Twos ou do desenvolvimento emocional?

Benjamin está numa fase chata pra caramba. Eu já disse que sou uma pessoa sem paciência e agradeço todos os dias pela cria a mim concedida, afinal, em geral, Benjamin é muito bonzinho. Pensei que tinha aprendido a ter paciência, mas era apenas a primeira etapa do processo da maternidade. A segunda etapa consiste em testar os limites de paciência da mãe.

Meu Ben é todo lindo, sorridente, carismático. Um anjo. Obediente. Parece o bebê uma criança perfeita. Mas o que as as pessoas de fora não imaginam é que esse mini-humano é capaz de levar você a loucura, em um clique.

Vivemos uma fase em que tudo é meu, ou melhor, é dele! Escuto diariamente 588 vezes, aproximadamente, o: é meu o controle, o tênis, a Capitu, o iPhone e o iPad da mãe, a touca, a mochila, o Woody, o Buzz, o Mickey, o Pluto, o prato de comida, a colher, o shampoo, o sabonete, o copo e mais uns 89 itens ao alcance do Benjamin. Detalhe, ele faz cara de mau, faz bico, tenta tomar da nossa mão.

Semana passada, ele resolveu testar esgotar minha dose mínima de paciência e fez algo que eu odeio abomino. Começou a chorar no carro de volta pra casa. Motivo: iPhone. Ele não queria um, mas queria os dois iPhones – o do pai e o da mãe. Sinceramente, nem lembro como começou. Ele já estava com o meu na mão e o marido me deu o dele para ver um vídeo, quando Benjamin viu na minha mão (eu estava no banco de trás para evitar que ele dormisse) queria tomar de mim e foi aí que tudo começou. Pense num trânsito. Agora pense numa criança berrando. E todos os carros à volta olhando. Ainda tivemos que parar para comprar a ração da Capitu. Pensei que Benjamin se acalmaria, mas ele berrou ainda mais dentro loja e os berros dele ecoavam.

Todo mundo olha pra mãe com cara de “faz alguma coisa para ele parar de chorar” ou “coitado, o que será que ela fez pra ele”. É aquele momento que ninguém viu o que aconteceu, mas fica te julgando. Entramos no carro novamente e sem chance de colocá-lo na cadeirinha. Levei ele no colo, berrando até em casa. Nesse meio tempo, eu já tinha perdido minha ínfima paciência, já tinha gritado com ele, já tinha me arrependido e gritado novamente.

Gritar com Benjamin é algo que corta o meu coração, me machuca demais. Eu não gosto de gritar com ele por n motivos: porque eu acredito que gritar não resolve nada, só altera ainda mais os nervos; porque se ele já não entende o que quero dizer, fica mais difícil ainda captar a mensagem; porque eu sou a adulta e é de mim que deve vir postura, compreensão e comportamento diferente; porque acredito que quando gritamos com as pessoas que amamos os nossos corações se afastam.

Mas eu já estava fora de mim, querendo de qualquer jeito que ele me entendessem e partir para o grito foi a solução que achei. Totalmente inadequada. Só depois que caí em mim, comecei o que acho menos insensato, a ignorá-lo. E ele começou a chamar por mim “mamãe, mamãe, mamãe” e puxar meu rosto para olhar pra ele. Dói. É difícil.

Esse tipo de comportamento do Benjamin, está se tornando frequente (não com o mesmo tempo de duração desse episódio que durou, aproximadamente, uns 40 minutos), mas é algo que tem acontecido bastante. Geralmente, quando ele está muito cansado, que foi o caso desse dia e que eu fui perceber só depois. Tem acontecido quando ele acorda de mau humor porque foi dormir tarde e nós acordamos muito cedo (vou contar em outro post como está a rotina noturna de casa).

É a fase do Terrible Twos somado à fase de desenvolvimento emocional da criança. Eles fazem manha, querem atenção e descobrem a força do berro deles. Eles estão descobrindo que conseguem fazer várias coisas sozinhos, como colocar o tênis, tirar a roupa, comer… e querem mostrar que não precisam da sua ajuda. É a fase de crescimento, bebê está virando criança e a mãe….a mãe está virando uma louca.

Aí cabe a nós mães ler as entrelinhas, ou seja:

a)  perceber que a criança está cansada – nem sempre isso é tão simples, se for pela manhã ok; agora se for como o dia desse episódio é complicado, pois Benjamin demonstrava o melhor dos humores. E tem um outro detalhe pertinente, o signo do mini ser humano! No caso, meu Ben é de gêmeos, o que significa altos índices de variação no humor ao longo do dia;

b)  inventar métodos para reverter a situação – cabe a nós incrementar as situações, dar piruetas, se fazer de bobo, descobrir maneiras para distrair a cria. Difícil, pois você também pode estar de mau humor (bobagem, mãe tem que estar sempre bem!) e porque não é uma técnica para um momento apenas. Tem que inventar para a hora do banho, de comer, de dormir, de sair para ir à escola, na hora de deixar um brinquedo no carro e/ou na casa, enfim tem que fazer escolhas (de preferência a de melhorar o dia), tem que ter criatividade, não basta ser uma mãe super heroína, tem que ser mágica para salvar o dia do filho e da família.

Minha mãe é uma peça

peça

Dona Hermínia, mãe de três filhos, Marcelina, Juliano e Garib, resolve dar um basta aos insultos dos filhos e vai passar um tempo na casa de uma tia. Mas como toda mãe amorosa, ela não para de se preocupar e pensar nas crias.

Começa aí uma sucessão de lembranças desde quando os filhos eram pequenos até os dias atuais. Os filhos querem se livrar da chatice da mãe, enquanto ela só pensa em protegê-los.

O filme é sim cheio de piadas, chega a ser um pouco forçado, talvez exagerado, mas garante boas risadas. Vale lembrar, que o filme é baseado em uma peça de teatro cuja linguagem é diferente do cinema.

Inspirado na mãe do próprio autor (e ator) Paulo Gustavo (ótimo!) e quem interpreta Dona Hermínia, o filme narra os conflitos dessa família, mas principalmente da mãe, que cria os filhos sozinha e foi trocada pelo marido (Herson Capri) por uma moça mais jovem (a queridíssima Ingrid Guimarães que merecia mais destaque no filme).

Assisti o filme pensando: todo filho adolescente acha a mãe chata. Por um curto espaço de tempo fui jogada ao futuro e imaginei meu Ben confidenciando ao pai a chatice da mãe aqui. Deve doer. Por mais que saibamos que nossos filhos nos amam, dói saber que eles nos acham chata. Nós que os criamos com tanto zelo e somos capazes de fazer qualquer coisa por eles que nem o pai é capaz – sem desmerecê-los. É ou não é?

Eu sei que minha mãe faria coisas por mim que meu pai não faria. Ok, tem MÃES e mães (sabemos que nesse mundo tem louco pra tudo). Mas amor de MÃE transcende qualquer barreira, é algo inexplicável. É como dizem e como Dona Hermínia ressalta: colocar no mundo é fácil, quero ver criar. Essa tarefa é difícil. E a gente cria, ama e  faz tudo por eles.

Foi ao assistir esse filme que descobri a definição do que sinto quando vejo tragédias que fazem mães perderem seus filhos. Depois da maternidade, eu choro, sinto uma dor, uma revolta imensa quando vejo uma mãe chorar a perda de um filho e aí descobri o motivo. Quando uma mãe perde um filho, todas no mundo perde uma parte de si.

#ficadica para o final de semana, assistam Minha Mãe é uma peça.

Castigo: pensar na vida ou consequência?!

Site da Revista Pais & Filhos

Site da Revista Pais & Filhos

Há 6 meses, exatamente desde quando Benjamin saiu do berçário para o maternalzinho, reflito sobre esse negócio de colocar a criança para pensar na vida.

O método é famoso e transmitido pela babá mais conhecida do mundo: Super Nanny. Antes mesmo de ser mãe, eu assistia e gostava dos programas dela. Mas não tinha opinião formada sobre esse método específico.

Sempre me incomodou receber recado na agenda do tipo: Benjamin mordeu o coleguinha e “pensou na vida”. Na escolinha dele, a criança que morde é “orientada” a passar pomada no local da mordida e depois vai pensar no erro que cometeu. Um dia ele cometeu alguma arte e perguntei: “quer pensar na vida?”. Ao que ele respondeu rapidamente: “Não, mamãe!”. Aquilo cortou meu coração. Coitado, ele nem entende o porquê de ser isolado num canto.

Não estava achando nada funcional, já que toda semana o recado se repetia. Pra mim não faz sentido colocar uma criança de dois anos para pensar no seu erro. Diversas vezes recebi o mesmo recado, até que um dia eu respondi: vocês acham mesmo que o método “pensar na vida” adianta? (veio lá uma resposta meia boca de quem faz algo sem saber se realmente acredita naquilo)

A revista Pais & Filhos, edição de junho, traz a matéria “Castigo pra pensar? Nem pensar!”, na qual aborda a diferença entre castigo e pensar. Texto que adorei, achei esclarecedor e traz dicas da psicóloga e pedagoga Beth Monteiro, de quem sou fã. Beth afirma: criança só sabe pensar sobre o que fez depois dos 6 anos.

Educar não é fácil e cada um vai achando a sua maneira. Não concordo em colocar para pensar, mas tenho várias amigas que são adeptas e afirmam ter um resultado positivo.

Concordo em colocar de castigo, mas desde que o castigo tenha uma relação com o erro cometido pela criança, ou seja, uma consequência. E é exatamente disso que a matéria fala. Isso quer dizer que se a criança mordeu, ao passar a pomada no amigo, ela já está “pagando” pelo seu erro. Dois exemplos básicos que acontecem lá em casa:

Sujou – limpou

Desarrumou – arrumou

A criança deve entender que toda ação gera uma consequência – mas essa nem sempre é pensar na vida. Aos olhos dos pequenos se torna pejorativo ter que refletir sobre seus atos. Ou seja, pensar na vida se torna chato e remete a algo negativo. Não que limpar seja algo legal, mas acho mais eficaz.

Desobedeceu a regra? Ok! O castigo ou a perda de algo, por exemplo, deve ter ligação com o erro. Lá em casa, Benjamin adora fazer gracinha com a garrafinha de água, até que faz aquela molhadeira e ele já me olha com cara de “fiz merda”… e já pede o pano. Ele sabe que ele vai limpar. Brigou com a Capitu, ela vai para cama dela e ele vai para o sofá, mas não para pensar e sim para ficar longe dela por um instante.

Não existe regra ou receita. Educar realmente é uma tarefa difícil. Sou a favor do castigo e completamente contra a palmada.

As amigas mães me alertam: O seu Ben ainda é pequeno, você ainda vai mudar de opinião. Pode ser. Mas a minha opinião de agora é: castigo e pensar são duas coisas diferentes. Castigo está ligado a “punição”, privar a criança com algo que tenha relação com a ação errada que ela cometeu, é a consequência. Pensar está ligado a reflexão, raciocínio e uma criança na idade dele não tem capacidade disso.

Mas eu tenho um método, além desse ligado a limpar e organizar, tenho uma estratégia que tem sido eficiente. Chama-se “Um, dois, três!”. Quando chega no dois, Benjamin imediatamente para tudo e obedece. O método consiste em simplesmente contar até três, mas envolve postura corporal e entonação na voz.

Ultimamente tenho chegado no dois e meio. Até hoje não cheguei no três. O que eu vou fazer depois que chegar? Como diria a minha musa Dona Helô (Giovanna Antonelli): Quem viver, verá! rs

*

Dica de leitura:

Matéria: Castigo pra pensar? Nem pensar!

Trocando castigo por consequência.

 

É proibido proibir a entrada de meninos

Antes de ser mãe você imaginou que a maternidade te colocaria a frente de alguns dilemas?

Eu nunca tinha pensado tão profundamente nisso antes de ter filho. Por exemplo, hoje sempre me pego pensando em como é difícil criar seres humanos e no meu caso, acho complicado, principalmente, criar meninos.

Isso porque eu vejo uma cobrança muito grande em cima dos meninos relacionados ao machismo. Mais ou menos assim: menino não pode isso, não pode aquilo, menino tem que ser macho! Eu sou muito feminista, segundo o marido, para aceitar certas coisas. Portanto, vira e mexe me questiono até que ponto devo usar meus princípios feministas para influenciar meu filho.

Mas existem outros dilemas que ainda não tinha pensado até porque talvez não tenha chegado na fase. Outro dia minha grande amiga Dani mãe-já-de-dois comentou comigo que estava levando o filho mais velho para fazer natação. Eis que ela comentou que no banheiro feminino havia uma placa proibindo meninos de 5 anos entrarem no recinto. E que nesse estabelecimento não tinha banheiros voltados somente para crianças. Oi?

Ela me contou isso um pouco inconformada e tamanha foi minha incredulidade. Nunca tinha pensado nisso! Aliás, nunca tinha visto uma placa dessas. E tampouco vejo banheiros infantis, é raro vamos combinar! Fui conversar com outras mães e parece que essa placa é mais comum do que encontrar um trocador nos banheiros públicos.

Conversei com a psicóloga Fernanda Nogueira, mãe de dois, fundadora do Palavra de Bebê ,  que atualmente vive na Califórnia pesquisando sobre cuidados na primeira infância. Ela me disse que lá praticamente em todos os lugares, nos banheiros femininos, tem trocadores, normalmente simples, da marca Koala. Alguns lugares ela disse ter banheiros de família, fora dos banheiros específicos (feminino / masculino). No Brasil, encontramos alguns (poucos) lugares assim. Eu já vi o trocador fora dos banheiros – o que acho bacana, uma vez que não tem trocadores nos banheiros masculinos e, em minha humilde opinião, isso deveria ser obrigatório. Se o pai sai sozinho com a criança, ele troca aonde?!

Fernanda contou que já viu no Brasil essa proibição de meninos em banheiro femininos, principalmente em vestiário de clube. Mas que lá na Califórnia não viu esse tipo de proibição, os meninos que ainda não podem ir sozinhos ao banheiro acompanham suas mães no feminino.

Sei lá, na minha cabeça isso é básico! Não vejo problema de um menino de 5 anos acompanhar a mãe ao banheiro feminino. Vejo problema em deixá-lo ir sozinho num banheiro masculino! Um problema com um nome bem feito: pedofilia!

Tenho pensado muito nessa questão de pedofilia. Isso é um problema sério, delicado demais. A psicóloga Fernanda, diz que nesses casos de banheiros com esse tipo de placa, é sempre melhor encontrar uma maneira lúdica de conversar com as crianças, para que elas possam ficar alertas, não com medo, mas atentas ao respeito que os adultos devem ter com elas.

Concordo. Mas como ficam os estabelecimentos?

Alguém aí já pensou ou passou por alguma situação semelhante? O que vocês acham disso?

Queria ver alguém me impedir de entrar com meu filho no banheiro feminino. Primeiro que um estabelecimento que faz esse tipo de proibição, tem que no mínimo oferecer uma alternativa plausível, nesse caso específico, um banheiro infantil era o mínimo que deveriam oferecer.

Se não tem essa opção, vamos combinar, é proibido proibir!