1 ano e 11 meses

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Prestes a completar dois aninhos, ele tem preenchido meu coração de alegria e emoção.

Acho que toda mãe é meio babona, chorona, orgulhosa. E nessa época próxima de completar aniversário, a gente fica tudo isso multiplicado por 1 milhão!

Um monte de coisa passa em nossa cabeça. Até outro dia esse menininho cabia no seu antebraço, se aconchegava no seu peito e ficava perfeitamente deitadinho em sua barriga. Ele mamava no seio, fazendo aquele bico lindo. Tinha uma mão pequenina e um pezinho que mais parecia uma bisnaguinha. Tomava banho na banheira! Com aquele cuidado que só as mães de primeira viagem tem para não entrar água no ouvido, não cair sabão nos olhinhos. O cobertor ficava grande perto do pingo de gente que ele era.

Outro dia olhei para meu Ben e pensei “dois anos se passaram”. E eu era tão insegura…hoje ele está aí, corre para tudo quanto é lado, pula, sobe e desce, liga e desliga o som, a TV e o DVD a hora que bem entender, atende o telefone, diz “eu te amo”, tira catota sapinho do nariz, pede pra comer comida quando os pais loucos esquecem que ele precisa se alimentar, toma banho no chuveiro, ensaia algumas frases e fala mais de 40 palavras, toma suco no copo, pinta e borda, reconhece as pessoas, dá bronca na Capitu, pede desculpas e tem um cobertor que deixa agora seus pés à mostra.

Essa semana, ele começou uma nova fase na escolinha. De uma turma mini, ele mudou para turma do maternal. Imagine receber um comunicado dizendo que seu filho está com o desenvolvimento acima do esperado….a princípio achei que era conversa , tipo cantada que o cara dá em todas. Mas na festinha de Dia das Mães soube que estava enganada. Aliás, eu disse AQUI que subestimo a escolinha e o meu filho. A escolinha fez uma avaliação e viram que algumas crianças estão com o desenvolvimento acima do esperado, Benjamin e seu amigo Murilo são essas duas crianças.

Agora ele também vai começar a fazer judô! Pense, numa mãe cheia de bossa. Se o sonho de toda mãe de menina é ver sua filha vestida de bailarina, o da mãe de menino é ver o seu filho vestindo kimono.

Eles crescem…e a gente cresce junto! Aprendemos tanto com esses pequenos humanos. Cada dia mais tenho certeza de que ele veio para mudar a minha vida. Ele me transforma e me ensina diariamente enxergar a vida por outra óptica e me faz ter fé no ser humano.

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Férias para a mamãe

Hoje Benjamin iniciou uma nova fase. Marido voltou ao trabalho, aproveitei e mandei meu Ben para a escolinha. Parece falta de apego?! É eu queria um tempo só pra mim, sem marido, sem filho.

Organizei tudo para seu retorno ontem: mochila, lancheira, roupa. Chegou uma época do berçário em que eu não aguentava mais arrumar a bolsa dele, muito menos escrever (e olhar) na agenda. Mas desde quando soubemos que Benjamin começaria educação infantil, fiquei entusiasmada para arrumar a mochila e, principalmente, a lancheira.

Compramos tudo agora nas férias. O uniforme que consiste em bermuda/calça azul e camiseta branca. A mochila demorei para achar, não queria de tema (e isso você encontra em qualquer loja, impressionante, para todos os gostos: Carros, Galinha Pintadinha, Madagascar, Homem Aranha, Barbie, Toy Story…uma infinidade!). Como Benjamin ainda não se liga nessas coisas, optei por algo de mais qualidade, espaço e neutro (que não desse margem para o consumismo). Adorei a mochila porque além de preencher todos os requisitos que eu buscava, ela é bem bonita (a carinha ficou por nossa conta, é aquele cartão de identificação, atrás tem espaço para dados da criança). Olha só, coube tudo o que ele precisava levar:

– Caixinha de pronto socorro com remédio, vitamina, termômetro (essa caixa era a mesma que eu enviava na bolsa para o berçário, preciso arrumar algo menor);
– Toalha de banho (a partir de agora ele não tomará mais banho na escola, mas é preciso enviar para o caso de um acidente fisiológico daqueles estrondosos, sabe?! Enviei uma toalha fralda, ela é fininha, porém bem grandona – dobrada nem parece);
– Lençol com elástico (para cobrir o colchonete na hora da soneca. Se não estou enganada, fica a semana toda na escolinha e volta na sexta);
– Saquinho para guardar roupa suja;
– Kit higienização bucal: escova de dente, creme dental, toalhinha e de quebra coloquei um pente;
– Necessaire kit banho. Adoro esse kit. Ganhei da minha amiga Déa no chá de bebê e uso quando fazemos viagens curtas. Contém mini frascos de shampoo, sabonete, creme hidratante e talco. Acabou o produto é só repor no frasco;
– Necessaire com 8 fraldas + pomada;
– Lenço umedecido;
– caixa de lenço de papel (esse fica na escola, enviamos toda a segunda-feira);
– Muda de roupa.

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Olha a necessaire kit banho:

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Parece que não, mas coube tudinho na mochila, inclusive a agenda que não aparece na foto porque eu ia esquecendo dela.

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Lancheira comprei num bazar que teve no final da ano lá no trabalho, imagine paguei R$5,00 e é térmica, em formato de mochila. Achei bacana porque essa o Benjamin já pode carregar, ao contrário da outra que nem tem esse intuito (é entregue direto na mão da tia que devolve direto aos pais). Na escolinha continua tendo o café da manhã, almoço e janta, mas agora nós temos que enviar o lanche da tarde. Embora alguns pais acha isso um saco, acho bacana a ideia, até porque sou mãe de primeira viagem e gosto de aprender e buscar coisas para o meu filho. Tem um cardápio sugerido pela escola, o que é ótimo para nos guiar. Marido imprimiu ontem e fomos às compras da semana. Descobrimos até umas guloseimas orgânicas e integrais (exceto a geleia) para mandar pro Ben.

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O cardápio de hoje pedia biscoito maisena, maçã e suco. A pediatra do Benjamin indicou um suco chamado Super Bom, mas não encontrei ainda. Em contrapartida, achei esse da marca Jasmine, sem açúcar, feito da polpa da fruta. Experimentamos um ontem e parece bem natural mesmo, um pouco sem graça, não é nada doce, mas me parece saudável para um bebê quase criança. A lancheira ficou assim:

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Adorei preparar tudo. Vou me organizar sempre deixando tudo pronto na noite anterior, porque sei que se deixar pra fazer de manhã, o negócio vai deixar de ser um prazer para virar penoso.

Eu queria ter levado meu Ben nesse primeiro dia. Por outro lado, foi melhor do jeito que foi. Marido disse que Benzoca chorou bastante ao ser entregue. Acho que foi porque ele chegou lá dormindo e também tem o fato de ter ficado 20 dias direto com a gente e na farra.

Olha, ter filhos traz felicidade sim, uma alegria imensurável, mas como diz a música do Palavra Cantada, criança dá trabalho…! Eu amo meu filho incondicionalmente, marido é tudo de bom, mas ufa…. Estou me sentindo como a mãe da imagem (abaixo) que circulou no face semana passada. Vou aproveitar os dias livres que me restam para fazer as coisas que preciso, mas a principal delas, curtir a minha companhia.

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Berçários, os pais querem participação!

Outra semana meu filho veio, por dois dias seguidos, com chupeta alheia na boca. Não tinha sido a primeira vez, não gostei e conversei com a diretora da escola. Eu mandei um e-mail. Preocupada, li e reli o texto antes de mandar, pois não era o meu intuito só dar um “puxão de orelha” mas também ajudar a encontrar uma estratégia para evitar o ocorrido. Eu sei que passei dias me torturando achando que a escola não tinha gostado dos meus comentários. Mas após várias reflexões, conversas e leituras sobre o assunto, a minha convicção sobre a relação de pais e berçário/escola só fortaleceu. Desencanei (um pouco) sobre o que a escola tinha pensado, se tinha gostado ou não. Falaram-me, que existem mães que reclamam por muito menos. E as que nunca reclamam!

Veja bem, atualmente, resignamos nossos filhos à escola não porque simplesmente estamos renunciando, mas porque precisamos trabalhar para proporcionarmos uma oportunidade de vida melhor para eles. Mas não podemos abdicar do nosso papel de pais e principalmente, educadores. Porém, precisamos de ajuda da instituição: escola.

Cada vez mais a relação entre pais e escola deve ser de parceria. Os pais não devem julgar que a escola não esteja fazendo o melhor, assim como a escola não deve achar que os pais ao fazerem alguma observação estão contra a escola.

O mundo está modificado, as famílias formam outros modelos, são várias transformações que exigem também de pais e escola uma relação de participação mais efetiva. Acho que os pais não querem só reclamar ou destacar observações, querem e sentem necessidade de participar. Pelo menos é o meu caso.

Por exemplo, quando destaquei a importância de não deixar o meu filho com a chupeta alheia, estava pensando não só no bem estar dele mas no bem estar comum, de todos os outros bebês. Além de chupeta ser o objeto pessoal e de higiene, é um transmissor de bactérias (não era a toa que Benjamin estava com sapinho!). Fiz minha observação para o berçário, incluindo sugestões de como evitar esse tipo de coisa.

Refleti muito sobre os critérios que utilizei para a escolha do berçário. Lembrei de como me senti insegura quando comecei a busca. É difícil quando não se tem experiência nenhuma. Hoje eu incluiria um questionamento básico a escola: como a instituição recebe as críticas e sugestões dos pais, o que é feito para uma participação e interação entre pais e escola?

É só isso que os pais atuais querem: fazer parte! Eu gosto do berçário que meu filho está, confio nas pessoas que lá estão e sei que ele é muito bem cuidado, sei que falhas podem acontecer, pois todo mundo está sujeito a elas. E acho que cabe aos pais o papel de alertar a escola e vice-versa. Pais e escolas devem trabalhar juntos na construção da educação, na construção de valores, na geração de bem-estar físico e psicológico dos pequenos. Não deve ser uma relação de cobrança, atritos e sim de parceria! Ninguém está contra ninguém. Até porque se estiver, você avalia e muda o filho de escola. Ambos devem caminhar juntos. Sou chata sim e posso até ser considerada exigente, mas não vejo mal em desejar participar.