Caos e ordem

Outro dia me perguntaram: como você arruma tempo para ler? Imediatamente não soube responder. Refleti sobre a pergunta e resgatei os meus momentos de leitura. Leio antes de dormir; leio no banheiro – uma prática que não tinha, mas que passei estabelecer quando percebi que não conseguia tempo livre para ler, e no carro quando saio com motorista para algum trabalho externo. Parece muito, mas não é. Se somar em horas, devo ler 30 minutos por dia, talvez nem isso.

Atualmente, estou lendo “O Jogo do Anjo”, de Zafón e tentando terminar  “A criança mais feliz do pedaço“. Mas um tempo atrás não consegui tocar no livro. Andei envolvida com uma pesquisa e só li coisas sobre maternidade – o que AMO. O fato é que estava lendo muito sobre maternidade e decidi intercalar com romances.

Mas tem diversas outras coisas que gosto de fazer e que não tenho conseguido.

Quando temos filhos fica mais difícil fazer as coisas de nosso interesse. Por outro lado, passei a reparar que tenho realizado muito mais coisas agora que tenho o Benjamin do que antes. Porém, sinto a vida um pouco desorganizada. A casa vive uma bagunça. Uma vez ou outra organizo um canto dela. Começo algo, deixo pela metade e termino semanas depois. No trabalho as coisas estão a mil. Pesquiso. Escrevo. Tenho os compromissos pessoais. Tenho os meus compromissos como blogueira. Meto-me a besta como artesã ao fazer scrap. Às vezes me enfio na cozinha para preparar uma comidinha gostosa pra família. Agora passei a dar uma de arquiteta amadora, pesquisando e estudando coisas para o apartamento. Tenho feito várias coisas ao mesmo tempo. E vou indo…

Dia desses, me vi perguntando para o marido: “como essa pessoa consegue fazer tudo isso”? A pessoa em questão não tem filhos, o que marido respondeu: “fulano não tem filhos, só trabalha, tem mais tempo livre que você. Mas você também consegue fazer muitas coisas que um monte de gente deve se perguntar como a Gabriela, COM FILHO, consegue tempo pra fazer tudo isso…” e aí ele começou a listar um monte de coisas que eu faço. É, eu tenho realizado um monte de coisas.

Com tanta coisa pra fazer, tem uma que faço menos hoje: DORMIR.

Sabe o lance da ordem através do caos?! “Quando promovo o caos é que estabeleço a ordem”. Acho que é isso que aconteceu comigo. Passei a criar o caos na minha vida e depois estabeleço a ordem. Fico em pânico, é claro, pois além de tentar ser organizada, sempre tive tudo no controle, mas as coisas não têm acontecido muito assim. Mas quer saber? Estou adorando.

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Dica de livro que está na minha pilha para leitura: “Não sei como ela consegue”, Allison Pearson editora Rocco. Narra a história de uma mulher-profissional-esposa-mãe tudo junto e misturado que busca o encontro consigo. Parece bem humorado, tem até filme, mas só vou assistir após a leitura.

O presente de Natal do Bossa Mãe – Resultado

 

 

O livro Coração de Pai – Histórias sobre a arte de criar filhos, vai para…

 A sortuda número 1!!!

resultado

Parabéns, Raquel!

Espero que goste do livro tanto quanto eu gostei. Vou entrar em contato através de e-mail para pegar seu endereço, ok?

Um Feliz Natal para todos os participantes. E obrigada pela visita!

Um 2013 cheio de bossa para todos nós.

Livro: A panela amarela de Alice

Eu já disse que sou péssima pra comer e não me orgulho disso. Antes do Benjamin eu nem ia à feira. Não conhecia nada de verduras, só o básico de legumes e frutas. Mas filho transforma mesmo a gente em todos os sentidos…Agora eu sinto prazer em cozinhar. Muito estranho isso. Eu compro livros de receita (!!!), principalmente com receitas para crianças.

O último adquirido foi “A panela amarela de Alice, da Tatiana Damberg. Um livro pequenininho, despretensioso, uma gracinha que traz a vivência e as memórias de cozinha e maternidade da Tatiana, que me pareceu uma pessoa delicada, carinhosa, cozinheira de mão cheia, daquelas que cozinham com amor maiúsculo.

As receitas – fáceis e rápidas de fazer – são todas criadas por ela. A escritora mostra que podemos ser criativos mesmo na simplicidade e que comida de bebê não precisa ser sem graça. Fiquei encantada com o livro, que se tornou pra mim mais uma prova de que podemos ser diferentes com nossos filhos e que podemos sim apresentá-los de forma prazerosa ao mundo da alimentação. Basta ter consciência.

Já fiz três receitas. A primeira: Abóbora, maçã e frango – meu Ben simplesmente amou. Ele comeu tudo e lambia os lábios (eu também gostei!) A segunda: Grão de bico com frango – ele também pareceu gostar. A terceira: frango com abóbora e quiabo – ele não gostou muito dessa, mas acho que tive culpa. Eu não gosto de quiabo (nem experimentar eu quis) e fiz a receita com isso na cabeça. Ele não comeu tudo, fechou a boca, negava com a cabeça. Duas coisas que aprendi recentemente: 1. devemos oferecer a mesma comida até 13 vezes para a criança. Ou seja, vou fazer outras tentativas com essa mesma receita. 2. quando a mãe não gosta de determinado alimento, deixar o pai (ou outra pessoa) alimentar a criança. Essa dica valiosa foi das “chefs” Roberta e Monica, Comer para Crescer. Acredito que isso inibe um pouco a influência do gosto da mãe sobre o gosto do filho.

Depois eu transcrevo as receitas aqui no blog. A Tatiana também escreve no Mixirica.

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Em tempo, amanhã (02/06) vai rolar o lançamento do livro “São Paulo com Crianças”, da Mariana Della Barba, autora também do site Mãe da Rua. Ela é jornalista, mãe-de-dois, e desbrava São Paulo como ninguém com seus filhotes.

Aonde? Livraria Cultura do Conjunto Nacional – ótimo lugar para ir com as crianças.
Que horas? Às 11:00.
E porque ir com as crianças? Além de ser uma livraria com um espaço maravilhoso para os pequenos, o evento terá várias atividades: Roda de música e oficina de instrumentos de sucata com a Casa do Brincar, brincadeiras em inglês com a SPICE Kids, brindes da Kids In e quitutes da Tammy Montagna.

Eu estarei lá com meu Ben.

Fica a dica.