Promessa de mudança de hábito

Sabe promessa de final de ano? Eu estou assim com relação ao apartamento. Ando falando que vou fazer tudo quando mudarmos.

“Quano mudarmos….vou fazer a transição do Benjamin do berço para caminha”

“Quando mudarmos…. vou colocar o Benjamin na natação.”

“Quando mudarmos….vamos voltar a fazer as refeições à mesa.”

A mais nova promessa é: vou colocar uma rotina para tomarmos café da manhã, mas só….quando mudarmos.

Calma, Benjamin toma café da manhã! Quem não toma são os pais. Durante a semana, não comemos e bebemos absolutamente nada. Estamos sempre com horário apertado e não temos esse costume.

No entanto, Benjamin está crescendo e está na hora de implementarmos algumas rotinas para que ele tenha o costume. É o tal do exemplo.

Aos 32 anos, vivo ouvindo sermão dos meus pais e de tias sobre a importância de tomar café da manhã, que é a refeição mais importante do dia, dá mais disposição e ainda aumenta nossa capacidade de concentração.

Você não dá importância para tais sermões até se tornar mãe. Aí você passa a querer o melhor para seu filho e isso inclui mudar seus hábitos também.

Em 2012, a Nestlé, encomendou um estudo no Brasil, no qual foi avaliado a percepção de 300 profissionais da educação sobre os hábitos alimentares dos alunos e, 64% desses entrevistados afirmaram perceber que os estudantes não tomam café da manhã. O indicativo era falta de atenção e dificuldade de concentração durante as aulas.

Ou seja, meus pais e minhas tias estão certíssimos no sermão.

Entre os educadores entrevistados, 89% reconhecem que a falta de café da manhã influencia o aproveitamento das aulas e 95% entendem que crianças alimentadas têm mais disposição para aprender.

De acordo com a Pirâmide Alimentar Brasileira, um café da manhã balanceado deve incluir alimentos que oferecem energia e todos os nutrientes em quantidades e proporções equilibradas. Um exemplo, da Nestlé, de um café da manhã balanceado com cereais matinais pode incluir:

  • 1 porção de cereais (preferência aos grãos integrais, que fornecem fibras e nutrientes essenciais);
  • 1 porção de leite ou produtos lácteos (boas fontes de cálcio);
  • 1 porção de frutas (fonte de vitaminas e minerais)

Paola, minha amiga-mãe-blogueira e nutricionista, do Maternidade Colorida, ressalta “para cada idade, existem alimentos corretos para se ter uma alimentação saudável e equilibrada”. Segundo ela e vários outros nutricionistas que já ouvi, inclusive, a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês e crianças até 2 anos não devem ingerir açúcar. E as maiores podem consumir com moderação. Paola cita exemplos: se tomar leite com Nescau cereal, não precisa acrescentar açúcar; se colocar achocolatado, também não precisa do açúcar. “Uma boa forma de adoçar o leite é batê-lo com frutas doces: banana, mamão, maça”, sugere a nutricionista.

A vida é feita de escolhas. E incluir 20 minutos do dia para um café da manhã em família, só pode agregar coisas boas, entre elas, harmonia, cumplicidade, a troca de momentos que farão toda diferença ao longo do dia e de nossas vidas.

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Reunião de pais (participativos)

Sábado passado teve reunião na escolinha. Imagina meu sofrimento na semana anterior. Tinha marcado um curso de scrapbook, agendado há 2 semanas, e que acontece a cada 15 dias. Não tinha conseguido ir no anterior e não queria abrir mão de ir nesse sábado (fazer scrap me acalma e eu precisava muito disso).

Acontece que era a reunião semestral, os pais receberiam os trabalhos dos seus pequenos, no meu caso, saberia como anda o desenvolvimento do Benjamin na sua nova turma (há 3 meses meu bebezico mudou para o maternal). Não queria abrir mão de ir na reunião da escolinha também.

A vida é cheia de escolhas, mas vida de mãe é uma escolha só: filho!

Mas se o filho tem pai, e um pai participativo, porque não dar espaço para ele?

Conversei com o marido e ele não viu problemas em ir no compromisso escolar do nosso filho. Senti que ele até gostou da ideia – confirmação que tive ao encontrá-lo após a reunião.

Até falei que isso renderia um post aqui e ele logo adiantou: “acho que isso não seria bom”. “Por quê?”, perguntei. “Porque você tem uma imagem materna para zelar, é conhecida nesse mundo (cof cof cof), não vai pegar bem dizer que você deixou de ir na reunião escolar do seu filho para ir a um curso de scrap”.

Oi???”

Aí que decidi ir mesmo (ao curso)!

Fui. E marido foi à reunião. Chegou todo empolgado me contando como tinha sido. Ele foi um fofo anotando os tópicos da reunião para não esquecer de compartilhar nenhuma informação comigo.

Além de ter um breve e raro momento de prazer só meu, acho que fiz um bem danado ao dar esse espaço para o marido. Ok, que ele recebeu notícias bacanas, como por exemplo, a abertura de mais uma unidade da escolinha.  Mas foi bacana para nós dois essas escolhas.

*

Sinceramente, entendo quando meu marido disse que isso não pegaria bem. As pessoas, em geral – acho que não é o caso dos meus queridos leitores pessoas engajadas, modernas, pra frentex – não estão acostumadas e muito menos preparadas para pais participativos. Nós mães, queremos que eles assumam tarefas, mas não abrimos espaço (reflita!). O mercado de trabalho não está preparado para isso. Um exemplo: o pai da criança avisa que vai chegar mais tarde porque vai levar o filho ao pediatra e de reposta o chefe fala “sua esposa não pode ir?”. Porque ela deveria ir e ele não? Se ele vai levar é porque no mínimo a mulher não pode, afinal, as mães ainda prezam o seu papel de mãe.

Mas esse cenário está mudando. Fala-se muito em um novo tipo de pai. O que troca fraldas, alterna com a mãe as madrugadas, dá banho, alimenta, leva os pequenos às festinhas, ao médico, sai correndo do trabalho se o filho caiu e se machucou, vai nas reuniões escolares, ou seja, participa de TODOS os compromissos da vida dos filhos. É aquele que de fato assume junto a segunda jornada que é a maternidade.

Consequentemente, nós, mães, assumimos também novos papeis, principalmente mais espaço no mercado de trabalho. E depende nós também abrirmos brechas. Isso não significa se descabelar, obrigar, mandar, mas criar espaço, fazer o pai sentir-se parte integrante do processo.

Pra mim esse episódio não passou de uma grande lição.

Culpa dos Terrible Twos ou do desenvolvimento emocional?

Benjamin está numa fase chata pra caramba. Eu já disse que sou uma pessoa sem paciência e agradeço todos os dias pela cria a mim concedida, afinal, em geral, Benjamin é muito bonzinho. Pensei que tinha aprendido a ter paciência, mas era apenas a primeira etapa do processo da maternidade. A segunda etapa consiste em testar os limites de paciência da mãe.

Meu Ben é todo lindo, sorridente, carismático. Um anjo. Obediente. Parece o bebê uma criança perfeita. Mas o que as as pessoas de fora não imaginam é que esse mini-humano é capaz de levar você a loucura, em um clique.

Vivemos uma fase em que tudo é meu, ou melhor, é dele! Escuto diariamente 588 vezes, aproximadamente, o: é meu o controle, o tênis, a Capitu, o iPhone e o iPad da mãe, a touca, a mochila, o Woody, o Buzz, o Mickey, o Pluto, o prato de comida, a colher, o shampoo, o sabonete, o copo e mais uns 89 itens ao alcance do Benjamin. Detalhe, ele faz cara de mau, faz bico, tenta tomar da nossa mão.

Semana passada, ele resolveu testar esgotar minha dose mínima de paciência e fez algo que eu odeio abomino. Começou a chorar no carro de volta pra casa. Motivo: iPhone. Ele não queria um, mas queria os dois iPhones – o do pai e o da mãe. Sinceramente, nem lembro como começou. Ele já estava com o meu na mão e o marido me deu o dele para ver um vídeo, quando Benjamin viu na minha mão (eu estava no banco de trás para evitar que ele dormisse) queria tomar de mim e foi aí que tudo começou. Pense num trânsito. Agora pense numa criança berrando. E todos os carros à volta olhando. Ainda tivemos que parar para comprar a ração da Capitu. Pensei que Benjamin se acalmaria, mas ele berrou ainda mais dentro loja e os berros dele ecoavam.

Todo mundo olha pra mãe com cara de “faz alguma coisa para ele parar de chorar” ou “coitado, o que será que ela fez pra ele”. É aquele momento que ninguém viu o que aconteceu, mas fica te julgando. Entramos no carro novamente e sem chance de colocá-lo na cadeirinha. Levei ele no colo, berrando até em casa. Nesse meio tempo, eu já tinha perdido minha ínfima paciência, já tinha gritado com ele, já tinha me arrependido e gritado novamente.

Gritar com Benjamin é algo que corta o meu coração, me machuca demais. Eu não gosto de gritar com ele por n motivos: porque eu acredito que gritar não resolve nada, só altera ainda mais os nervos; porque se ele já não entende o que quero dizer, fica mais difícil ainda captar a mensagem; porque eu sou a adulta e é de mim que deve vir postura, compreensão e comportamento diferente; porque acredito que quando gritamos com as pessoas que amamos os nossos corações se afastam.

Mas eu já estava fora de mim, querendo de qualquer jeito que ele me entendessem e partir para o grito foi a solução que achei. Totalmente inadequada. Só depois que caí em mim, comecei o que acho menos insensato, a ignorá-lo. E ele começou a chamar por mim “mamãe, mamãe, mamãe” e puxar meu rosto para olhar pra ele. Dói. É difícil.

Esse tipo de comportamento do Benjamin, está se tornando frequente (não com o mesmo tempo de duração desse episódio que durou, aproximadamente, uns 40 minutos), mas é algo que tem acontecido bastante. Geralmente, quando ele está muito cansado, que foi o caso desse dia e que eu fui perceber só depois. Tem acontecido quando ele acorda de mau humor porque foi dormir tarde e nós acordamos muito cedo (vou contar em outro post como está a rotina noturna de casa).

É a fase do Terrible Twos somado à fase de desenvolvimento emocional da criança. Eles fazem manha, querem atenção e descobrem a força do berro deles. Eles estão descobrindo que conseguem fazer várias coisas sozinhos, como colocar o tênis, tirar a roupa, comer… e querem mostrar que não precisam da sua ajuda. É a fase de crescimento, bebê está virando criança e a mãe….a mãe está virando uma louca.

Aí cabe a nós mães ler as entrelinhas, ou seja:

a)  perceber que a criança está cansada – nem sempre isso é tão simples, se for pela manhã ok; agora se for como o dia desse episódio é complicado, pois Benjamin demonstrava o melhor dos humores. E tem um outro detalhe pertinente, o signo do mini ser humano! No caso, meu Ben é de gêmeos, o que significa altos índices de variação no humor ao longo do dia;

b)  inventar métodos para reverter a situação – cabe a nós incrementar as situações, dar piruetas, se fazer de bobo, descobrir maneiras para distrair a cria. Difícil, pois você também pode estar de mau humor (bobagem, mãe tem que estar sempre bem!) e porque não é uma técnica para um momento apenas. Tem que inventar para a hora do banho, de comer, de dormir, de sair para ir à escola, na hora de deixar um brinquedo no carro e/ou na casa, enfim tem que fazer escolhas (de preferência a de melhorar o dia), tem que ter criatividade, não basta ser uma mãe super heroína, tem que ser mágica para salvar o dia do filho e da família.

Sobre responsabilidades e expectativas – tudo junto, misturado e confuso

Ando pensando muito na expectativa do amor, que na verdade está mais ou menos sobre concentrar toda minha alegria no meu filho. Acho que isso estava beirando a algo como depositar a responsabilidade da minha felicidade nele. E sinceramente, isso não é muito legal, principalmente, se pensarmos em dois aspectos:

1) assim como ele não pode ser responsável pela minha felicidade, eu também não sou responsável pela felicidade dele. Acredito ser responsável pela felicidade dele agora, nesse momento de infância. Acho que é meu papel oferecer um ambiente seguro, confortável, alegre.

2) na verdade a parte principal a ter responsabilidades sobre alguém sou eu sobre ele. Benjamin é de minha responsabilidade, mas o meu compromisso é oferecer subsídios para que ele cresça saudável, se torne uma pessoa do bem, cooperativa, sinta-se seguro. Eu preciso oferecer ferramentas para que ele cresça e se torne um adulto com liberdade para buscar a sua própria felicidade sem ter que depositá-la em alguém, a não ser em si próprio.

Ou seja, meu filho completa a minha felicidade, mas não deve ser o ponto central. Não deve ser essa a minha única fonte. Eu devo buscar outras, afinal como era minha vida antes dele? Sem graça, fato! Nós mães não podemos esquecer que somos indivíduos e como indivíduo cada um deve buscar seu espaço. E isso nós temos que ensinar aos nossos filhos também. Não estaremos (e nem devemos estar) o tempo todo ao lado do nossos filhos, uma hora vamos precisar dar esse espaço a eles também.

Essa reflexão me fez voltar a dormir depois que li uma frase no post Que raio de mãe você, no MMQD. Várias mães citam que raio de mãe elas são, mas uma em especial me chamou a atenção. Foi a Deh, mãe do Alê, 5 anos. Ela disse:

“sou a mãe que esquece de lavar o uniforme e de encapar caderno e que se ressente com isso. Mas que se recusa a fazer do filho o grande projeto de vida porque acha os ombrinhos dele muito pequeninos.

É isso! O ponto crucial. Toda a minha angústia em não achar justo o que vinha fazendo – criar expectativa sobre o meu filho, é por isso. A responsabilidade é muito pesada. E ele é somente um bebê. Por outro lado, eu sempre achei (e continuo a achar) que Benjamin é meu grande investimento e o grande projeto que deixarei para a vida. O lance é que eu não posso impor isso a ele e muito menos criar gigantescas expectativas sobre ele.

Mesmo depois de adulto, não podemos esperar muito dos filhos. Quantas vezes não vimos pais achando os filhos ingratos?! Mas também já ouvimos milhões de vezes que filhos devem ser criados para o mundo. Eu acho cruel, mas começo a busca pela compreensão disso. Assim, também não podemos criar expectativa em nossos filhos querendo que eles sejam tudo o que gostaríamos, o que nós sonhamos para eles como o ideal.

Não podemos futuramente querer que os filhos nos prestem contas. Ou que eles sejam o que nós gostaríamos que fossem. Temos alternativas e escolhas de vida. Como disse o psicanalista Contardo Calligaris, em sua coluna, algumas vidas não vividas são alternativas descartadas pela inércia da nossa história ou porque o desejo da gente é dividido, e escolher implica perder o que não escolhemos.

É tudo muito complexo e eu não paro de pensar e buscar outros pontos de vista que possam contribuir para esse entendimento.

Meu Ben

Use seu tempo livre para fazer coisas boas. Ocupe a mente com pensamentos bons. Busque realizar trabalhos voluntários. Escute uma boa música. Arrume seu guarda-roupa. Brinque. Limpe a casa. Arrume sua cama. Faça uma oração. Assista seu programa de TV preferido. Seja obediente. Se faça de tolo quando for preciso. Estude. Curta simplicidade. Surpreenda. Leia um bom livro. Aproveite seus avós. Sorria. Chore. Cultive suas amizades. Cultive a família. Sonhe. Apaixone-se. Seja arteiro. Faça bastante arte. Veja fotos antigas. Relembre. Cozinhe. Dance. Escute música. Ouça 100 vezes sua música preferida. Cante. Curta o sol, mas use protetor. Pratique o desapego. Respeito o outro. Escolha. Ouse. Tolere. Faça as pazes. Não queira ter razão. Ame seu irmão ou irmã (que você ainda vai ter). Faça um curso de pintura, culinária, dança. Vá ao cinema. Ao teatro. Viaje. Arisque-se. Mergulhe. Leve o cachorro para passear. Admire a paisagem. Use seu tempo livre para doar-se. Ame. Ajude. Colabore. Compartilhe. Seja generoso. Comemore. Dê sentido à vida. Viva. Construa. Seja feliz.

O agora que importa: construir agora, alguma coisa, a qualquer preço, com todas as suas forças”.
(Frase do livro: A elegância do ouriço, Ruben Alves)

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A poesia da infância

Dia desses tive a oportunidade de assistir a uma palestra do educador Marcelo Cunha Bueno. Com o título “a poesia da infância”, Marcelo nos fez um convite para uma reflexão: será que estamos permitindo às crianças a experiência de viver a infância?

Segundo o educador, o adulto corrompe a infância. Ele falou sobre as relações temporais dessa época e as dividiu em três tempos:

Chrónos
É o tempo marcado, o tempo parado que resta, a criança que resta para acabar.

Kairós
O momento da oportunidade. O designo do destino. A junção entre o fato e a possibilidade. O que nos torna diferente pela experiências constituídas através de outros e de instituições.

Aión
O tempo da intensidade. O tempo sem duração. Um espaço entre. O instante. A experiência. O não mensurável, o não numeráveis da infância. O reino da criança.

É Aión o tempo que marca o que fica em nossa memória a vida inteira. Enquanto Marcelo falava, fui sequestrada pela minha memória. Me considero uma pessoa de poucas lembranças de infância, mas as que existem, são justamente as mais inesquecíveis e que definem muito bem pra mim o significado do tempo Aión.

O cheiro da casa dos meus avós, o cheiro do escritório do meu avô paterno, o borbulhar da coca-cola no copo azul (que só tinha na minha avó), até o sabor da água do filtro da casa dela eu sou capaz de sentir hoje na casa da minha tia Rosana. E aí é como voltar no tempo, no espaço.

Esse é o tempo que marca algo individual e singular para cada pessoa. Marcelo ainda nos cutucou: e não seria Aión a possibilidade de vivermos a intensidade da infância nos tempos de adulto? Creio que sim.

Assim como o educador, acredito que a infância não acaba totalmente, ela está ligada “a disposição de se relacionar com a vida”, na forma como você encara e enxerga a vida. Isso é mais perceptível pra mim agora com Benjamin presente. Ele me fez perceber isso de novo, reacendeu a infância que mora dentro de mim. Sinceramente, não tem coisa melhor que viver na infância. A gente perde, talvez, a parte cristalina que vemos nas crianças. Criamos uma casca, o que torna imprescindível ao longo da caminhada, mas não podemos deixar de cultivar a infância que existe dentro de nós.

Marcelo apresentou dois textos para refletirmos:

“A experiência, a possibilidade de que algo nos passe ou nos aconteça ou nos toque, requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos que correm:  requer parar para pensar, para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar os outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço”. (Jorge Larrosa – Experiência e Paixão)

Será que estamos dando espaço para essas experiências? Acho que ficamos tão presos a correria e pressão do dia a dia, que trocamos os pés pelas mãos.

O outro texto, Manoel de Barros nos ajuda a pensar sobre a infância e o tempo…

“Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. a gente só descobre isso depois de grande. a gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade. Mas o que eu queria dizer sobre o nosso quintal é outra coisa… Mas eu estava a pensar em achadouros de infâncias. Se a gente cavar um buraco ao pé da goiabeira do quintal, lá estará um guri ensaiando subir na goiabeira. Se a gente cavar um buraco ao pé do galinheiro, lá estará um guri tentando agarrar no rabo de uma lagartixa. Sou hoje um caçador de achadouros de infância. Vou meio dementado e enxada às costas a cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos”. 

Desde o dia dessa palestra, tenho me sentido assim, a cavar o meu quintal em busca dos vestígios da menina que fui. Eu precisei ganhar o Benjamin para acordar a criança que mora dentro de mim. Sinceramente, não quero que meu Ben perca a essência da infância. Não quero desnaturar sua infância. Não quero que ele precise cavar para descobrir sinais do que já foi um dia, porque quero que ele preserve tudo dentro de si, sem precisar sair juntando pedacinhos.

Precisamos permitir às crianças a experiência de viver a infância. A experiência de viver as possibilidades ditas no texto acima de Jorge Larrosa. A experiência de constituir memórias afetivas. A experiência de viver no tempo Aión. E nos permitir tudo isso também.

*

Essa palestra aconteceu no primeiro encontro de Mamães Blogueiras,  produzido pela Baby.com.br. O evento reuniu várias mamães blogueiras e a apresentadora Angélica, mãe de três.

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A maternidade é um mito (mas a vida é melhor com filhos)

Por indicação de minha amiga Bruna, conheci o blog “Manhê… abaixa o som!” que reúne várias entrevistas bacanas. Li a entrevista com Marcia Tiburi, onde a primeira questão abordada é: a maternidade é um mito?

Marcia Tiburi, como boa filósofa que é, descreve sua opinião a respeito e afirma: sim, podemos dizer que em alguns aspectos, a maternidade é um mito. Mas o é, sobretudo, por ser uma peculiar condição política.

Refleti dias a respeito de tudo que li nessa entrevista. Não porque eu precisava de mais argumentos ou porque era contra as informações que tinha lido. Mas para esclarecer algumas coisas dentro de mim. Para assumir meus próprios sentimentos com relação à maternidade.

Cheguei à conclusão que faço certa apologia à vida materna. Eu já falei que filho traz felicidade sim e sempre falo para as amigas que filho é a melhor coisa do mundo (pra mim é realmente!). Tenho uma amiga que não tem filho (ainda) e eu vivo lhe perguntando: quando você vai ter um bebê?

Coisa mais chata essa, né?! A sociedade sempre verbalizando e achando que é um dever a mulher procriar. E se ter filhos não é desejo da minha amiga? Talvez isso nem esteja em seus planos, talvez ela nem me fale nada justamente porque vivo cultuando a (minha) maternidade.

Sim, eu cultuo a minha maternidade. E a maternidade de certa forma é um mito.

O mito da maternidade começa desde a gravidez. A mulher não pode nem reclamar da gestação (viram o caso da Kim Kardashian? Criticada pela declaração “Gravidez não é fácil nem divertido”). Tenho uma prima que não achou divertido estar grávida, mas está amando ser mãe. Eu posso dividir a minha gestação em duas fases: o início que não foi nada divertido e que eu vomitava a cada 7 minutos. O meio da gestação em diante, quando enfim adorei estar grávida e vi um pouco de graça (fala que não é bom usar as filas e assentos preferenciais, ter todo mundo te paparicando?!). Pós-parto, pergunto-me se preciso mesmo listar os mitos?! Mas não resisto, vou citar o que não é mito: 25h cheirando a leite, cabelo despenteado, noites mal dormidas, aquela bendita cinta apertando nossos órgãos corpo, restrições alimentares, peso acima do normal, corpo bagunçado, seca sexual, etc, etc, etc….

O meu filho me traz alegrias, ser mãe me faz feliz. Mas nem todo mundo sente o mesmo. Eu nunca imaginei que a maternidade seria o que é pra mim (tinha uma imagem até pejorativa). Talvez eu tenha mudado minha percepção devido a alguns fatores: Benjamin ser um bebê bonzinho, dormir a noite toda desde sempre, não ter tido cólicas, não ter sofrido com o nascimento dos dentes, não dar trabalho para comer, ter minha mãe me ajudando, contar com a colaboração efetiva do marido pra tudo, ter condições de pagar escolinha, enfim…(a quem possa interessar, também entrei no meu jeans preferido em um mês!) uma série de fatores que influenciam e contribuem sim para a realização da maternidade. Sobretudo, falando muito sério, a cooperação das pessoas ao redor (cuidar de um filho sozinho não é brinquedo não)!

Só que ser mãe implica abrir mão de várias coisas para cuidar de um outro ser que não é você, mas parte de você. Alguns diriam que é um sacrifício, acho forte essa definição, mas para quem não tem o desejo em ser mãe, beira a isso. Não é fácil cuidar de uma criança e menos fácil ainda todas as responsabilidades que nascem junto com a cria. Sim, como diz Marcia Tiburi, a maternidade é uma armadilha para todos que não a conhecem (e eu querendo jogar a minha amiga nessa arapuca!).

Antigamente, ser mãe era o papel principal da mulher. Ser mãe e cuidar do lar. Só que no século XX/XXI aconteceu a maior tendência revolucionária na humanidade: a emancipação da mulher. Passamos a pleitear direitos igualitários. E hoje somamos mais tarefas, responsabilidades e funções à nossa vida. Tornamos-nos mulheres independentes, com enormes jornadas de trabalho fora e dentro de casa + filhos.

Com isso, vivemos em conflito com nós mesmas. É a cobrança da sociedade e a nossa cobrança em realizar, conquistar, ter sucesso, esse dar conta de tudo e, a insegurança de nada dar certo. E ainda sermos bons pais.

Eu não li porque fico com medo do que vou encontrar (porque a julgar pelo título, eu terceirizo o meu filho, uma vez que o mando para a escolinha. Não estou pronta emocionalmente para tal acusação), mas tenho vontade de ler o livro A Criança Terceirizada, do Dr. José Martins. Ele diz que quem não está disposto a mudar sua vida para cuidar de seus filhos não os deveria ter. Ou seja, os filhos precisam de pais dispostos a exercer a função e, digo mais, de pais disponíveis emocionalmente.

No seriado Sex and the City, Miranda, advogada renomada, nunca se imaginou mãe até engravidar, querer abortar e decidir ir em frente com a gestação. (não quero entrar nesse assunto, porque minha ideia não é polemizar, mas depois de algumas conversas e leituras, passei a concordar um pouco com o ponto de vista sobre o aborto mencionado pela Marcia Tiburi na entrevista). Ela pariu, se torna mãe, vive para o trabalho e apesar de tudo se sai bem na função materna. A Carrie, a amiga e personagem principal da série, ao final de um episódio, levanta a questão: Se nós nunca saíssemos da linha, nunca teríamos filhos, ou nunca nos apaixonaríamos, ou não seríamos quem somos.

Escolhas e Possibilidades. Uma questão também de nos conhecermos internamente. Compreendermos nossos desejos mais íntimos. A maternidade pode ser tudo de bom na minha vida, mas pode não ser para a vida da minha amiga e de várias outras mulheres. Eu descobri o quanto a maternidade é gratificante pra mim mas só depois que adentrei na vida materna. Poderia ser o contrário também. Eu poderia ter detestado ser mãe (aliás, tem dias que eu quero fugir. Quem nunca?).

A maternidade é uma armadilha. E a partir de hoje vou me calar. Não faço mais parte do grupo de pessoas que perguntam “quando você terá filhos?”. Não quero cobrar nem impor nada a ninguém. Que as mulheres se tornem mães se desejarem ou quando achar que estão prontas (embora, nunca estaremos). Que busquem sua satisfação pessoal, profissional, financeira. Que sejam acima de tudo felizes da maneira que acreditam ser possível, seguindo seus instintos e não os conselhos de mães afetadas como eu.

Eu, por motivos muito íntimos, quero ainda ter mais um (dois, quem sabe) filho. Pra mim um é pouco, dois é mais ou menos, três seria ideal. Não existe no mundo relação mais forte que a de irmãos. Se filho é tudo de bom, irmão então…!

*

Leia a íntegra da entrevista com Marcia Tiburi AQUI.

Livro “Eu era uma ótima mãe até ter filhos“. Já comentei sobre o livro AQUI e AQUI.

O texto “Um é pouco” do Marcelo Tas, na edição de março da Revista Crescer, é sensacional! Descreve muito bem a transformação da chegada de um segundo filho na casa, nas relações, na convivência, a educação afetiva…Leia o texto em PDF: Um é pouco.

Da série lições de vida: as pessoas quebram

O primeiro machucado eles esquecem, nós talvez não

O primeiro machucado eles esquecem, nós talvez não

Uma das coisas que mais temo e que me entristece ao pensar e olhar meu Ben, é que um dia ele vai se quebrar e eu não poderei fazer nada para evitar isso. Assim como ele vai cair inúmeras vezes e se machucar. É inevitável. Vai doer em mim também. Apesar de sermos super heróis aos olhos de nossos pequenos, não passamos de seres frágeis. Dói mais ainda pensar que alguém pode quebrá-lo e eu na minha insignificância e impotência não poderei quebrar a cara desse alguém.

Mas durante esses meses de existência do meu maior Ben, aprendi uma coisa. Existe algo que posso fazer. Posso ensiná-lo princípios e valores – os recebidos de seus avós e os que a vida me presenteou. Posso lhe ensinar que tudo na vida tem um sentido, que a existência humana tem sentido. Que um gesto de gentileza, por menor que seja, tem sentido.

Acima de tudo, aprendi que posso caminhar sempre de mãos dadas com ele, oferecer meu abraço, o meu amor infinito.

Uma das lições que repasso para você, meu Ben, é essa, que Eliane Brum – a jornalista que a mamãe mais admira, descreve tão bem em uma carta para sua afilhada:

A MENINA QUEBRADA

“Viver, Catarina, é rearranjar nossos cacos e dar sentido aos nossos pedaços, os novos e os velhos, já que não existe a possibilidade de colar o que foi quebrado e continuar como era antes. E isso é mais difícil do que aprender a andar e a falar. Isso é mais difícil do que qualquer uma das grandes aventuras contadas em livros e filmes. Isso é mais difícil do que qualquer outra coisa que você fará”.

Série lições de vida – as primeiras de uma série

Sobre mimo, limites e coerência

Outro dia fiz uma pequena nota sobre manha, onde falei que os pais estragam os filhos. Uma amiga-mãe-leitora-super-mega-querida comentou e me pediu para aprofundar mais o assunto. Cá estou (vou tentar). 🙂

Sinceramente, acho que me expressei mal quando disse isso. É claro que pais não estragam os filhos, mas assim como os avós e tios, os pais mimam demais. Só que diferente de avós e tios (que “estragam” porque é a “função” deles), os pais fazem isso de maneira inconsciente. Por exemplo, não ficamos com Benjamin o dia todo e quando ficamos – finais de semana e férias – fazemos tudo para agradar: beijamos e abraçamos a todo instante, deixamos algumas rotinas de lado (que foi o caso agora nas férias), abrimos mão de dizer tantos “nãos”, ou damos atenção demais ou de menos – e aí queremos recuperar o que foi perdido e até por não falarmos mutuamente a mesma língua (pais x bebê) acabamos exagerando na atenção. Penso que é o que acontece aqui em casa.

Refletindo bem sob vários aspectos posso afirmar que mimo. Sendo espectadora, penso que o marido mima mais o Benzoca do que eu. Já havia falado isso, mas ele não acreditou. Até que outro dia a tia Rosana comentou isso e ele quis saber o que estávamos falando e revelamos o assunto. O marido é mais ameno, mais apaziguador. Por exemplo, se eu digo um “não” firme e Benzoca não gosta, mantenho minha posição, em seguida o marido vai lá falar todo meloso com Benzoca.

O marido diz que eu cedo na hora as coisas que o Benjamin quer, só para ele parar de chorar. Depende e muito. Eu cedo quando é uma coisa que não tem porque dizer “não”. Eu percebo que nós pais damos muitos “nãos” sem sequer pensar o motivo do “não” (por que não pode?). E aí entra naquele outro assunto da proliferação do “não”. Quando digo que sou contra a dizer “não”, me refiro ao “não” desnecessário. No entanto, sei que o “não” faz parte também da educação, principalmente no que diz respeito a limites.

Vale ler o texto “Dizer não é uma parte importante da educação das crianças“, compartilhado comigo pela Dani, minha amiga-mãe-já-de-dois. Estou super de acordo com esse texto, inclusive com o trecho sobre ter coerência:

“O desafio de educar uma criança tem um componente interessante para os pais, que é revisitar suas práticas, e avaliar suas coerências… ou a falta delas. A educação dos filhos é algo que pode gerar adultos melhores, ou transferir para as crianças as qualidades menos louváveis dos adultos. Lembre-se que mandamos mensagens para as crianças quando estamos falando, mas também quando fazemos coisas automaticamente, sem perceber. Você é o exemplo maior, nas coisas que faz ou deixa de fazer.

Assim, é importante pensar no outro extremo de se colocar limites: a coerência e os limites excessivos.

Se, por exemplo, vocês combinaram que o passeio pelo bairro não renderia nenhum presente, chegar lá e comprar algo contradiz o combinado. O mesmo vale para o inverso. Se já foi dito que chega de açúcar por hoje, então chega de açúcar por hoje, não vale comprar um sorvete porque você teve vontade. Pais coerentes normalmente tem filhos que entendem mais o que os limites representam. Incoerência leva as crianças a constantemente questionar os limites, para tentar contorná-los, porque entendem que o limite não é exatamente um limite, mas algo que só é um pouco mais difícil de conseguir.

Falar é importante, agir de forma coerente é ainda mais importante. Não adianta pedir para não gritar, gritando. Dizer que já vai, e demorar para ir. Dizer quer precisamos de menos TV em casa, mas a TV vive ligada. Dizer para criança ir brincar, mas você não vai brincar com ela. E “porque não!” não é resposta. Faça como suas crianças e aprenda com suas experiências.”

Para concluir penso o seguinte: acho que devemos mimar os filhos sim, mimar bastante porque o tempo voa e quando nos darmos conta eles é que estão voando pra longe da gente. No entanto, temos que impor limites. Criança não pode fazer tudo o que quer, do jeito que quer e na hora que bem entender. Mas isso vale para as coisas que realmente não podem porque vai causar algum dano, algum ferimento, sei lá…os pais devem avaliar melhor o que realmente não pode e o que pode mas não queremos liberar por “preguiça” (digamos assim) da consequência daquela liberação. Exemplo: o filho quer pular na piscina com roupa. Por que não pode?! Porque vai molhar tudo, vai ficar uma bagunça…Mas vai causar algum dano específico?! O mínimo que vai acontecer é o chão da casa ficar todo molhado. Não estou dizendo que isso pode ser feito todo dia, toda hora, a cada troca de roupa, mas que os “nãos” podem ser economizados.

Acho que a nossa missão é mimar, ensinar, orientar, estar ao lado, sempre com conexão, harmonia e a tal da coerência.

Feliz 2013

Sempre passei a virada do ano em Copacabana. Adoro. Há dois anos isso não acontecia, um porque passamos em Paris (com meu Ben na barriga) e o outro porque Benzoca tinha apenas 6 meses e optamos por ficar em casa. Dessa vez emendamos férias e viemos para o Rio de Janeiro.

Quem conhece sabe que é impossível ir de carro à praia na noite do dia 31. O esquema é de metrô. Já estava tudo combinado: se não chovesse – como é de praxe no final do ano, íamos para a praia com o Benzoca. Eu só não lembrava o quanto era desagradável pegar o metrô: a fila para entrar é enorme, mas isso é o de menos. O pior mesmo é o que está por vir após a fila: vagão extremamente cheio de gente, uns moleques  gritando e degradando batendo no teto do trem e muito, muito calor.

Meu Ben estava estrategicamente em seu carrinho, confortável até que de repente começou a suar, ficar incomodado e quando vimos já estava berrando incontrolavelmente. Nem tirar do carrinho o fez acalmar. Aquilo cortou meu coração, me senti uma mãe irresponsável e sem um pingo de bom senso. Onde já se viu submeter o bebê de um ano e meio àquela situação. (ao engravidar todos achavam que eu seria cheia de frescura com o bebê, diziam que ele seria o “bebê da bolha”, eu também achei isso. Mas eu e todo mundo fomos surpreendidos, me tornei uma mãe cuidadosa, mas sem muita frescura. Só que às vezes eu acho que exagero no lance de ser desencanada).

Enquanto Benjamin chorava desesperadamente de agonia mesmo, prometia em seu ouvido “mamãe nunca mais vai fazer você passar por isso, mas acredite, vai valer a pena”. Chegamos rapidamente à estação de destino (Benjamin aguentou muito bem toda essa situação, pois começou a se desesperar quando faltavam apenas duas estações), na plataforma mesmo dei uma mamadeira para acalmá-lo e seguimos. Chegamos na praia faltando oito minutos para a chegada do novo ano. E meu Ben dormiu.

Alguns vão me achar sem bom senso agora: às zero horas começou o espetáculo, os fogos de Copacabana e não me segurei, conhecendo o filho que tenho, tirei Benjamin do carrinho, queria muito que ele presenciasse aquele momento. Nos primeiros minutos ele não aguentava ficar com os olhos abertos até que o céu foi ficando cada vez mais lindo, mais colorido, mais iluminado e meu Ben com o olho mais arregalado e uma carinha de surpresa inesquecível.

Ele olhou pra mim soltou uma de suas palavras irreconhecíveis e apontou para o céu como quem dizia “olha, mamãe”. A coisa mais linda do mundo. Foi quando disse pra ele “eu disse que ia valer a pena, filho!”.
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Engraçado como nossos pedidos mudam. Eu só pedi que minha família se mantenha unida, com muito amor no coração, saúde e harmonia.

E desejo a todos, um 2013 cheio bossa, oportunidades, alegrias, paz, prosperidade. Que possamos nos reinventar como pessoas, pais e profissionais. Um feliz 2013.