Dica de Passeio – Utilidade Pública

Domingo de Sol, família reunida e feliz, tudo mais-que-perfeito para passear. Pensa um pouquinho, sugere algumas opções, avalia o que é bom, bonito, barato, perto e que o Benjamin vá gostar e logo definimos nossa escolha… vamos ao Zoológico!

Então começam os preparativos. Separa a roupa que ele vai vestir, roupa leve porque tá calor. Separa muda de roupa para levar na mochilinha, vai que muda ou tempo ou ele vaza a fralda. Depois os apetrechos para a higienização/desinfecção , fralda, lenço, pomada, etc. Em seguida os mantimentos, lanchinhos, fruta, água, kit-leite, biscoitos. Por fim, as quinquilharias que variam de acordo com o tipo do passeio, como câmera fotográfica, boné, algum brinquedinho ou livro, CDs ou DVDs pro carro, carrinho do bebê. Armada toda essa estrutura de um show de rock, embarca tudo no carro e vamos embora.

A caminho, tudo perfeito, tudo maravilha… Até chegar à metade do trajeto. Cerca de uns 3km antes do parque, tudo para. Trânsito, trânsito, trânsito. Densidade demográfica alta, marcha do carro lenta. Começa a peregrinação rumo aos bichos. Quinze minutos depois, nem 100m à frente. Meia hora depois, mais uns 200m. Uma hora depois, nem sinal do tal parque, muito menos dos bichos. Não é possível que todo esse mundo de gente esteja indo pro Zoológico. Não é possível que não tenha mais vaga no estacionamento, são 2.000 vagas, consultei no site. Não é possível que não vamos entrar…

É possível sim.

Depois de passar uma vida inteira no carro, chegamos na frente do Zoológico. Realmente o estacionamento está lotado. E tamanha é a multidão em frente à bilheteria, e pra fora do portão do parque, que chega a dar dó até dos animais. Viemos até aqui e não vamos conseguir entrar.

Então, fica a dica para o passeio familiar: NÃO VÁ, SOB HIPÓTESE ALGUMA, AO ZOOLÓGICO NOS DOMINGOS DE SOL!

O policial na frente do parque que não me deixava mentir, pois dava suas dicas com todas as letras: “Ah, veio até aqui e está com a família no carro? Não tenha dúvida, desce pro litoral. É mais rápido e você curte mais. Quer vir no Zoológico, vem de semana que é tranquilo.”

Mas não fomos tão radicais quanto o guarda e estendemos nossa aventura pro Zoo Safari. Sem melhor opção na manga, foi o que nos restou, tipo um prêmio de consolação. E meia hora depois, estávamos lá, na boca do outro parque, prontos para ver os animais, só que de dentro do carro.

Não ouso dizer que o passeio foi ruim. Na verdade a circunstância foi ruim, a situação cansativa, mas se o passeio não fosse legal, não renderia boas fotos.

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#blogdemaesemmae  #papaiblogando

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Brincadeiras

Engraçado que, não sei porque, mas minha relação com o Ben envolve muita brincadeira. Acho que é o jeito dele, só pode! Ele é uma pessoa feliz, de sorriso fácil e natural. Dono de uma gargalhada gostosa de ouvir, que não é nada difícil de aparecer.

Parei para pensar e rapidamente consegui eleger pouco mais de 10 ocasiões que costumam render boas brincadeiras:

  1. Hora de tomar banho: ele leva os brinquedos pra água e tome gargalhada;
  2. Ao acordar: não é sempre, mas tem dia que o sorriso aparece antes mesmo dele abrir os olhinhos;
  3. No almoço: o bocão para estacionar a colher cheia de arroz é uma festa;
  4. Entrar na escolinha: se tiver acordado, nem despede de você direito, já corre para brincar com os amiguinhos;
  5. Ir embora da escolinha: faz a farra lá mesmo, na frente do portão. Pula, grita, abraça, dá beijo, joinha, sorrisos;
  6. Ir à feira: além de sempre ganhar uma banana na barraca, tem o parquinho ao lado. Não precisa nem comentar, né?;
  7. Ir ao supermercado: já quer logo ir pra dentro do carrinho, ficar segurando as compras, mexendo nas prateleiras, comendo pão;
  8. Trocar a fralda: deita, recebe cócega, pega no pinto, mostra a barriga, mostra o pinto, só farra;
  9. Comendo a fruta: de longe você ouve o “qué uva!” ou “bananá!”;
  10. Na vistoria do prédio: quis testar as tomadas com uma lâmpada adaptada, a luz acendia e a gargalhada surgia;
  11. Subir e descer a escada de casa: pulando, contando os degraus e rindo, é claro.

Mas aí paro pra pensar: até quando o Benjamin vai querer brincar comigo, jogar bola pro papai, adivinhar os desenhos que faço, reconhecer os bichos adesivados na parede? E de repente bate uma saudade enorme de um tempo que ainda nem passou. Mas que voa… Vamos aproveitar mais Benzinho, espera um pouco para crescer e vamos andar de patinete na pracinha.

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#blogdemaesemmae #papaiblogando

De verde e amarelo, és mãe gentil #protestomaterno

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O povo foi para as ruas. Alguns manifestar, outros para quebrar.

Sinceramente, não sou das que acham que é preciso quebrar para reconstruir. Não, não estou com dó do Itaú com seus vidros quebrados. Mas já vejo o Brasil como um país maltratado demais. Vandalismo nessas horas só piora a situação. Torna-se uma festa pobre e para essa prefiro não ser convidada e desejo que meu filho nunca faça parte.

Sou a favor da manifestação pacífica. Onde adultos, crianças, famílias inteiras podem sair às ruas tranquilos para reivindicar seus direitos. Como foi na última segunda-feira, 17/06.

O Brasil virou capa em diversos lugares do mundo.

As exigências são diversas, de PEC 37 a Estatuto do Nascituro.

Todos querem coisas em comum: transporte público de qualidade, trabalho, educação, saúde, segurança, direitos humanos, o uso correto dos nossos impostos, as pracinhas em boas condições (leite e fraldas num preço mais baixo é bem-vindo também)!

Acho bonito ver as pessoas lutando por seus direitos num país onde a corrupção e o juros altos reinam. Onde a desigualdade social é discrepante. Toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer

Embora não tenha saído às ruas para as manifestações, não estou programada pra só dizer sim, quero um país melhor para o meu filho e faço parte do #protestomaterno – Mães unidas por um Brasil melhor.

Quem disse que não dá pra fazer algo de casa enquanto você prepara a mamadeira, troca fralda ou lava a louça? Junte-se a nós: #protestomaterno

“Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair…” 
Cazuza

Vamos brincar! – Semana Mundial do Brincar (blogagem coletiva)

Eu tinha pensado em levar o Benjamin em um lugar diferente, que ele não tivesse ido ainda, como era a proposta da Aliança pela Infância para a Semana Mundial do Brincar. Mas não consegui cumprir. O máximo que consegui fazer foi levar Benjamin ao Shopping Garden – uma loja de paisagismo e jardinagem onde tem flores, plantas e acessórios. Parece estranho, eu nunca imaginei, mas é engraçado como um lugar como esse pode ser atraente para as crianças na idade dele. Benjamin adorou! Correu, viu diversas plantas, brincou dentro de um vaso gigante!


Aqui em casa valorizamos momentos de prazer com o Benjamin. Não gostamos muito de ficar trancados em casa, então sempre que podemos levamos Benzoca para passear, brincar fora, ter contato com o mundo.

O que percebo é que cada vez mais as crianças (e nós adultos) são bombardeadas com tecnologia. Isso desde muito novinhos. Percebam os brinquedos, cada vez mais barulhentos e cheios de botões.

Aliás, para falar desse tema: Brincar! É preciso ter claro que existe uma diferença entre brincadeiras e brinquedos. Retirei essa informação do livro “Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz”:

Brinquedo é o objeto com o qual a criança brinca: o carrinho, a panela, a boneca, a caneta, etc., enfim, tudo que possa ser uma representação simbólica do universo infantil. Algo que substitua e represente o objeto real.

Brincadeira é o ato de brincar, a ação lúdica. A ação da criança com os objetos (brinquedos) que a possibilita construir conhecimento, desenvolver habilidades sensoriais e perceptomotoras, elaborar e descarregar conflitos e assim aprender a lidar com as emoções. A brincadeira é considerada também metacomunicação. Ou seja: nela a criança desenvolve a capacidade de se colocar no lugar do outro e de compreender como esse outro pensa.

Embora eu valorize o ato de brincar, pois acho que isso é uma herança que fica da infância, admito que já tive certa dificuldade em brincar com o Benjamin. Na verdade eu me sentia meio boba, não sabia como agir. Com o tempo descobri que bobo era esse meu pensamento. A gente não aprende brincar, não existe um manual “como se brinca”. É algo meio que natural, onde cada um vai encontrando o seu jeito, a sua fórmula. Na verdade, acredito que a fórmula é ser espontâneo!

Brincar é a nossa capacidade de interagir com o mundo lúdico, no caso dos adultos, é a nossa capacidade de deixar a criança que existe dentro de nós falar mais alto.

Barreira vencida, posso dizer que lá em casa só moram fanfarrões. Todos nós brincamos, inclusive a Capitu (nossa cachorra)! Nós dançamos, inventamos estórias, damos nomes aos objetos, brincamos de esconde-esconde, pega-pega, estátua, pulamos no sofá, na cama, o banho na maioria das vezes é uma bagunça, a hora de dormir também e aprendi brincar com o Ben e com os brinquedos também – a minha maior dificuldade no que se refere a brincar.

Depois que Benjamin nasceu minha criança interna acordou! E lá em casa vivemos uma eterna brincadeira. Tudo se tornou motivo para brincar. Até quando falamos sério, brincamos.

A importância do brincar vai além do que imaginamos. Deve começar desde o início, é essencial para o desenvolvimento do bebê. E é brincando que as crianças aprender diferenciar suas emoções, a se expressar, compartilhar. Desenvolvem diversas habilidades psicomotoras e psicolínguistica. Estimula a cristividade.

Já diz a música “brincadeiras de criança, como é bom, como é bom…“!

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A Semana Mundial do Brincar vai até o dia 26/05 e vários lugares estão com programação especial para você curtir com seus pequenos. Amanhã, para comemorar, a Casa do Brincar oferece um piquenique onde terá brincadeiras, contação de histórias com a Festa do Rei, além de uma feira de brinquedos.

Piquenique da Casa do Brincar
25/05, das 10h às 12h
Evento Gratuito. Recomendação etária: 0 a 5 anos.

Nós fomos conhecer a Casa do Brincar recentemente e eu super indico! É diversão garantida!

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Para inspirar aí vai uma dica de livro: 101 ideias para curtir com o seu filho.

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Este post faz parte da Blogagem coletiva em comemoração a Semana Mundial do Brincar promovido pela Aliança pela Infância.

Leite é amor, Doar também é.

Nunca vou esquecer quando amamentei o meu Ben pela primeira vez. Considero a primeira vez o terceiro dia após o parto, quando meu seio passou a encher, encher, encher de leite. Antes disso foi bem esquisito, porque saía só o tal do colostro e até o bebê pegar de jeito existe certo desconforto para mãe. A sensação de aninhar seu bebê em seus braços, amamentá-lo, o jeito como ele te olha, a forma como posiciona sua mãozinha tão pequena em seu seio, é indescritível e emocionante demais.

Durante o primeiro mês do meu Ben, pensei que ficaria sem leite. Fiquei com muito medo, mas não passou de um susto e fui muito bem orientada pela pediatra. Como descrevi aqui (Amamentar – uma das experiências mais incríveis da vida materna) tive bastante leite e por vezes pensei em doar. Não doei. E me envergonho disso, principalmente, quando lembro da minha volta ao trabalho: hora do almoço, peitões cheios, retirava 300ml de cada, não tinha aonde armazenar e qual era o destino dessas 2 latinhas de coca-cola…?! A segunda retirada eu não fazia, ficava segurando (peitão estourando) até chegar em casa, quando aí sim eu retirava e armazenava para mandar pro berçário. E então me entregava completamente para meu Ben, seguindo as habituais mamadas noturnas.

Boquinha mais gostosa. Saudades.

Não tive orientação e as poucas informações que obtive foram através de pesquisa na internet. Assim como bancos de sangue, existem bancos de leite. Assim como milhões de pessoas precisam de sangue, existem milhões de bebês prematuros e de alto risco em UTIs precisando de leite materno. Por exemplo, ao contrário do que eu pensava, vários bancos de leite fornecem os recipientes adequados para que você possa armazenar o leite. Assim como alguns bancos de leite, fornecem também a bombinha para você retirar o leite. Os caras coletam e fazem a distribuição do leite doado.

Os benefícios não podiam ser melhores, todo mundo sabe: o leite materno tem nutrientes únicos fundamentais que evitam doenças ao longo da vida. Em poucas palavras, se você é mãe e tem leite, além de amamentar seu filho, você pode salvar vidas. Amamentar é estreitar vínculos, é cumplicidade, é um gesto de amor. Doar é um gesto de amor, generosidade e compaixão.

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Esse post faz parte da Blogagem Coletiva, com objetivo de incentivar a doação de leite materno aos Bancos de Leite. Uma iniciativa do blog Mil Dicas de Mãe, que Bossa Mãe apóia.

Hoje você encontra informações sobre doação de leite aqui.

O pai que ele é – Blogagem coletiva Mulher e Mãe

Quando a gente casa, se junta, se enrola, conhecemos aquela pessoa como amante, amigo, companheiro. Criamos a expectativa de que será um bom pai. Pelo menos acreditamos “é essa pessoa que quero para pai dos meus filhos”. Desconhecemos-nos completamente como mãe e pai.

Antes dos filhos ministramos diferenças básicas: preferência por tampa da privada fechada, tubo de pasta de dente apertada por baixo, nada de manteiga cheia de furos, final do campeonato brasileiro de futebol ou último capítulo da novela (?), pizza ou lanche (?), no cinema: Batman ou Homem Aranha e assim vai…

Chegam os filhos. A casa cheia de fraldas, lenços umedecidos, brinquedos espalhados pela sala, noites mal dormidas e surgem outras tantas diferenças entre o casal (mãe e pai). Os primeiros meses da chegada do bebê é uma fase complicada. A mãe se torna um ser neurótico, quase uma máquina de cobranças e ordens: “pega aquela fralda” e um segundo depois “não precisa mais já peguei”, “faz a mamadeira”, “prepara o banho”, “já fez isso..e aquilo?” A mãe quer ser a melhor do mundo. O pai corre na tentativa de se tornar o melhor pai do mundo.

Meu marido se revelou um grande pai. Desses com letra maiúscula. Além de ajudar com algumas tarefas domésticas do cotidiano, ele ajuda efetivamente com o Benjamin. Ele dividiu muitas madrugadas comigo ou simplesmente ficava acordado me esperando amamentar o nosso pequeno Ben. Troca fraldas (e arrisco dizer que sua quantidade de trocas, é bem maior que a minha), prepara mamadeira, acorda de madrugada quando necessário, alivia minhas angústias (ou tenta) de mãe, leva (sozinho – quando precisa ou acompanha – quando pode) o Ben à pediatra, dá almoço, janta, é o chef oficial de sucos, lava as roupinhas, conta estórias, conversa e brinca com Benzoca de modo encantador para qualquer expectador.


Filho é transformação. Ninguém se dá conta que os erros fazem parte desse processo. E calma e paciência são peças fundamentais dessa evolução do deixar de ser só casal para ser também pai e mãe. Filho muda mesmo a gente. Descobrimos um novo mundo – que é muito bom descobrir a dois, mesmo com tantas diferenças. É ótimo ter alguém para decidir junto a melhor maneira de resolver a equação: filhos. Vendo os dois homens da minha vida juntos, encontro também a beleza da vida. E a certeza de ter feito a escolha certa.

Marido, você é o melhor companheiro e melhor pai do mundo. Eu te amo imensamente.

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Esse post faz parte da Blogagem coletiva, realizada pelo blog Mulher e Mãe, em homenagem ao dia dos pais.

Blogagem coletiva – Dia das Mães

E o dia das mães continua rendendo presentes… Participei da blogagem coletiva Mulher e Mãe e ganhei esse lindo colar da Mari Vieira que faz um monte de jóias lindas! Recebi agora, não resisti e já estou usando.

Simplesmente adorei!

Obrigada, meninas!!!

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Ganhei, ganhei, ganhei!

Lembram da blogagem coletiva do Mamatraca?! Então, o Bossa Mãe participou e ganhou 6 meses de NetFlix! É isso mesmo, vou ficar 6 meses assistindo a filmes e séries que eu quiser. Fiz as contas e vai dar pra curtir esse prêmio até o inverno. Ai que delícia! Adooooro…!

Obrigada às Mamatracas que me deram a notícia que só vi nessa quarta-feira de cinzas… Fiquei contente com a notícia inesperada.

Leia o Parto do Bossa Mãe, post da blogagem coletiva.

Redes sociais x revistas x informação

O Mamatraca essa semana está discutindo a maternidade na rede. Achei o máximo essa pauta, porque há alguns dias estava pensando em como fui envolvida com a blogosfera materna. Eu não tenho muitas referências maternas e por isso acho que me encantei tanto com a possibilidade de conhecer outras mães e trocar experiências. Acredito até que estou me tornando uma mãe melhor por isso, por ter acesso a esse leque de informações e possibilidades.

Gosto muito de ler e um ano antes de engravidar comecei a ler a revista Crescer. É uma excelente publicação. Outro dia, para conhecer, comprei a revista Claudia Bebê. E na semana passada adquiri a edição de fevereiro da revista Pais e filhos – adorei essa revista!

Cito as revistas porque após meu envolvimento com a rede materna, após ler livros sobre maternidade, além do meu dia a dia de mãe, comecei achar as publicações carentes de informação. Estou com a impressão de que as revistas são produzidas por pessoas que não são mães, ok até aí tudo bem, mas por profissionais que não vão a fundo às questões, não pesquisam, não vão a campo. Algumas matérias parecem incompletas e algumas dicas infundadas. Como a que vi outro dia, numa rede social: para matar a saudade enquanto seu filho está na escola, dê um celular a ele. Tá, mas e se seu filho tem três anos? Ou ainda: ligue para ele na escola. Imagina se toda mãe ligar na escola para falar um pouquinho com o filho…

Mês passado, eu comentei aqui sobre a matéria de capa da revista Crescer. Tenho que confessar, meu post foi feito no calor da empolgação. Fiquei eufórica ao pensar no que meu filho passaria a fazer esse ano. Mas depois que abri a revista e li o conteúdo da matéria, não achei nada demais. Não precisava ler aquelas informações pra saber que esse ano meu filho vai começar a andar. Ai ai ai esse tal de jornalismo….a chamada da capa, na maioria das vezes é bem mais atrativa do que o conteúdo. Por outro lado, a edição desse mês da Crescer, além de estar com a capa atrativa, tem um conteúdo de qualidade. Gostei muito da matéria sobre autoconfiança. E prometo, a partir de agora, analisar bem o conteúdo antes de divulgar aqui no blog.

Promessa feita. Então tenho que falar da revista Pais e Filhos. Gente, essa publicação é linda e tem conteúdo inteligente, informações relevantes, traz opiniões e colunas feitas por mães e pais. Já indiquei para minha amiga mãe Dani mãe-já-de-dois que acessou a publicação através do iPad e adorou o aplicativo! Acho que vale a pena conferir.

Então é isso, como respondi no Mamatraca Quer Saber dessa semana, busco nas redes sociais informações de qualidade, troca de experiências, referências maternas, compreensão, dicas, olhar de mães e pais. Comecei o Bossa Mãe com o intuito de expressar o indizível, esse amor arrebatador que nasce na gente quando nasce o filho, de registrar as minhas aventuras maternas e principalmente, o desenvolvimento do meu Ben. Agora estou amando a ideia de me conectar com outras mães, de informar e me informar. Comentei no post do Parto do Bossa Mãe que a maternidade acabou despertando em mim o meu desejo contido de exercer a minha profissão, estava me referindo a vontade de exercer o jornalismo como mãe profissionalmente, ou seja, escrever e estar envolvida com as questões maternas.

Admiro o trabalho das Mamatracas. Parabenizo-as pelo sucesso da blogagem coletiva de ontem. Estamos todas esperando outra oportunidade dessas. Aproveito para agradecer todas as visitas e mensagens no Bossa Mãe. Estou especialmente feliz por fazer parte da blogosfera materna! Sinto que esse é o meu mundo. Esse é o meu clube.

O parto do Bossa Mãe

O Mamatraca lançou uma blogagem coletiva, convidando todas as mães e pais blogueiros a escrever sobre o nascimento dos seus blogs. A minha história é bem simples.

Gerei o Bossa Mãe ainda grávida do pequeno Ben. Sentia uma urgência – que depois descobri ser de todas as mães – de registrar todas as emoções, aventuras, angústias e alegrias que a maternidade me presenteava. De início comecei a registrar na minha outra página, o Blog da Gabiroba. O parto do Bossa Mãe, ao contrário do meu Ben, foi de parto natural, e demorado. Após o nascimento do meu Ben ficou iminente a vontade de escrever, expelir para fora todo aquele turbilhão de sentimentos muitas vezes contraditórios.

As amigas e o marido insistiam para eu continuar escrevendo a nova fase no blog da Gabiroba. Pra mim não fazia sentido escrever no blog antigo, pois aquela autora já era outra. Jornalista que não exerce a profissão, sim. Casada com um cara sensacional, sim. Com milhares de dúvidas, sim. Mas uma menina que depois do parto se transformou em uma mulher. E descobriu o melhor papel da sua vida: ser mãe! Foi quando a bolsa rompeu e, aos 5 meses do pequeno Ben, nasceu o Bossa Mãe.

Foi mega complicado dar um nome ao blog, pois assim como o nome do meu filho, eu queria um significado a ele. Todos os imagináveis já existiam. Inacreditável como existem milhares de blogs maternos. Foi aí que percebi, todas as mães sentem a mesma urgência. E não é só de falar, mas de ser compreendida, de encontrar respostas para suas dúvidas, de dividir alegrias e receios, trocar experiências, participar de discussões, de fazer parte de um grupo. Afinal, como disse aqui, só uma mãe para entender outra.

Um dos significados para Bossa, no Houaiss: aptidão, disposição, propensão. A maternidade aflorou a minha melhor vocação, até então desconhecida por mim e pelos que me cercam, o de ser mãe. Sou mãe mega assumida, sou mãe 100% do tempo, sou mãe pra valer, sou or-gu-lho-sa-men-te mãe! Tenho uma disposição natural para isso. E junto com a maternidade, veio aquela vontade escondida de exercer a minha profissão: jornalista. Porque tem as revistas segmentadas, mas nenhuma vai tão a fundo nas questões da maternidade como vão, por exemplo, as mães na rede. Virou parte do meu dia a dia ler, pesquisar, fuçar o assunto e escrever no blog.

Estou completamente feliz e grata pelo presente e oportunidade que a vida me deu. Sinto uma força dentro de mim capaz de me mover para onde eu quiser, posso fazer qualquer coisa hoje, mas o que faço de melhor é ser mãe do Benjamin!