Brincadeiras

Engraçado que, não sei porque, mas minha relação com o Ben envolve muita brincadeira. Acho que é o jeito dele, só pode! Ele é uma pessoa feliz, de sorriso fácil e natural. Dono de uma gargalhada gostosa de ouvir, que não é nada difícil de aparecer.

Parei para pensar e rapidamente consegui eleger pouco mais de 10 ocasiões que costumam render boas brincadeiras:

  1. Hora de tomar banho: ele leva os brinquedos pra água e tome gargalhada;
  2. Ao acordar: não é sempre, mas tem dia que o sorriso aparece antes mesmo dele abrir os olhinhos;
  3. No almoço: o bocão para estacionar a colher cheia de arroz é uma festa;
  4. Entrar na escolinha: se tiver acordado, nem despede de você direito, já corre para brincar com os amiguinhos;
  5. Ir embora da escolinha: faz a farra lá mesmo, na frente do portão. Pula, grita, abraça, dá beijo, joinha, sorrisos;
  6. Ir à feira: além de sempre ganhar uma banana na barraca, tem o parquinho ao lado. Não precisa nem comentar, né?;
  7. Ir ao supermercado: já quer logo ir pra dentro do carrinho, ficar segurando as compras, mexendo nas prateleiras, comendo pão;
  8. Trocar a fralda: deita, recebe cócega, pega no pinto, mostra a barriga, mostra o pinto, só farra;
  9. Comendo a fruta: de longe você ouve o “qué uva!” ou “bananá!”;
  10. Na vistoria do prédio: quis testar as tomadas com uma lâmpada adaptada, a luz acendia e a gargalhada surgia;
  11. Subir e descer a escada de casa: pulando, contando os degraus e rindo, é claro.

Mas aí paro pra pensar: até quando o Benjamin vai querer brincar comigo, jogar bola pro papai, adivinhar os desenhos que faço, reconhecer os bichos adesivados na parede? E de repente bate uma saudade enorme de um tempo que ainda nem passou. Mas que voa… Vamos aproveitar mais Benzinho, espera um pouco para crescer e vamos andar de patinete na pracinha.

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#blogdemaesemmae #papaiblogando

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Vamos brincar! – Semana Mundial do Brincar (blogagem coletiva)

Eu tinha pensado em levar o Benjamin em um lugar diferente, que ele não tivesse ido ainda, como era a proposta da Aliança pela Infância para a Semana Mundial do Brincar. Mas não consegui cumprir. O máximo que consegui fazer foi levar Benjamin ao Shopping Garden – uma loja de paisagismo e jardinagem onde tem flores, plantas e acessórios. Parece estranho, eu nunca imaginei, mas é engraçado como um lugar como esse pode ser atraente para as crianças na idade dele. Benjamin adorou! Correu, viu diversas plantas, brincou dentro de um vaso gigante!


Aqui em casa valorizamos momentos de prazer com o Benjamin. Não gostamos muito de ficar trancados em casa, então sempre que podemos levamos Benzoca para passear, brincar fora, ter contato com o mundo.

O que percebo é que cada vez mais as crianças (e nós adultos) são bombardeadas com tecnologia. Isso desde muito novinhos. Percebam os brinquedos, cada vez mais barulhentos e cheios de botões.

Aliás, para falar desse tema: Brincar! É preciso ter claro que existe uma diferença entre brincadeiras e brinquedos. Retirei essa informação do livro “Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz”:

Brinquedo é o objeto com o qual a criança brinca: o carrinho, a panela, a boneca, a caneta, etc., enfim, tudo que possa ser uma representação simbólica do universo infantil. Algo que substitua e represente o objeto real.

Brincadeira é o ato de brincar, a ação lúdica. A ação da criança com os objetos (brinquedos) que a possibilita construir conhecimento, desenvolver habilidades sensoriais e perceptomotoras, elaborar e descarregar conflitos e assim aprender a lidar com as emoções. A brincadeira é considerada também metacomunicação. Ou seja: nela a criança desenvolve a capacidade de se colocar no lugar do outro e de compreender como esse outro pensa.

Embora eu valorize o ato de brincar, pois acho que isso é uma herança que fica da infância, admito que já tive certa dificuldade em brincar com o Benjamin. Na verdade eu me sentia meio boba, não sabia como agir. Com o tempo descobri que bobo era esse meu pensamento. A gente não aprende brincar, não existe um manual “como se brinca”. É algo meio que natural, onde cada um vai encontrando o seu jeito, a sua fórmula. Na verdade, acredito que a fórmula é ser espontâneo!

Brincar é a nossa capacidade de interagir com o mundo lúdico, no caso dos adultos, é a nossa capacidade de deixar a criança que existe dentro de nós falar mais alto.

Barreira vencida, posso dizer que lá em casa só moram fanfarrões. Todos nós brincamos, inclusive a Capitu (nossa cachorra)! Nós dançamos, inventamos estórias, damos nomes aos objetos, brincamos de esconde-esconde, pega-pega, estátua, pulamos no sofá, na cama, o banho na maioria das vezes é uma bagunça, a hora de dormir também e aprendi brincar com o Ben e com os brinquedos também – a minha maior dificuldade no que se refere a brincar.

Depois que Benjamin nasceu minha criança interna acordou! E lá em casa vivemos uma eterna brincadeira. Tudo se tornou motivo para brincar. Até quando falamos sério, brincamos.

A importância do brincar vai além do que imaginamos. Deve começar desde o início, é essencial para o desenvolvimento do bebê. E é brincando que as crianças aprender diferenciar suas emoções, a se expressar, compartilhar. Desenvolvem diversas habilidades psicomotoras e psicolínguistica. Estimula a cristividade.

Já diz a música “brincadeiras de criança, como é bom, como é bom…“!

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A Semana Mundial do Brincar vai até o dia 26/05 e vários lugares estão com programação especial para você curtir com seus pequenos. Amanhã, para comemorar, a Casa do Brincar oferece um piquenique onde terá brincadeiras, contação de histórias com a Festa do Rei, além de uma feira de brinquedos.

Piquenique da Casa do Brincar
25/05, das 10h às 12h
Evento Gratuito. Recomendação etária: 0 a 5 anos.

Nós fomos conhecer a Casa do Brincar recentemente e eu super indico! É diversão garantida!

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Para inspirar aí vai uma dica de livro: 101 ideias para curtir com o seu filho.

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Este post faz parte da Blogagem coletiva em comemoração a Semana Mundial do Brincar promovido pela Aliança pela Infância.

E o ganhador (a) é…..

A vencedora foi a…

…Lizandra!!!

Parabéns, Lizandra! E um feliz dia das crianças!!!

Vem cá, me conta um negócio, por acaso seu sobrenome é SORTUDA?! 🙂

Pra quem não sabe é a segunda vez que a Lizandra ganha um sorteio no Bossa Mãe. Faça como ela, participe sempre!

Um feliz dia das crianças pra todos!

 

 

A importância do brincar

Ontem aconteceu o Seminário Crescer Famílias Contemporâneas. O tema desse ano foi a importância do brincar. Fiquei super interessada, principalmente porque o primeiro painel abordou esse tema para crianças de 0 a 3 anos, idade em que meu Ben se encaixa.

Achei tão engraçado quando a moderadora do painel, Fernanda Young, mãe de quatro filhos, confessou se sentir desajeitada para brincar com eles. No início eu me sentia do mesmo jeito com relação ao Benjamin, me achava meio idiota fazendo voz(inha) forçada, falando como criança… Não era eu. Até que depois desencanei e passei a ser eu de um jeito mais autêntico. E foi exatamente a dica de um dos convidados do painel, o pediatra Luiz Guilherme de Araújo, coordenador do grupo de estudos em desenvolvimento infantil do Hospital Albert Einstein: “Não existe jeito certo de brincar, você precisa ser autêntico, livre, e ficar à vontade. Brincadeira é troca e cada um tem o seu jeito de fazer isso. Às vezes você está brincando e nem sabe”. Pura verdade.

Essa edição foi especial porque enquanto os pais assistiam ao seminário, as crianças brincavam em espaço reservado para elas, com brinquedos, jogos, papel, giz de cera, bolinha de sabão. Eu pensei muito se levaria o Ben (ou não) por toda logística que isso envolve, por fim decidi levá-lo. Tive a curiosidade de saber como ele se comportaria. E como era um evento dedicado aos pais e filhos, não tinha porque não levá-lo. Tivemos o prazer de conhecer pessoalmente a Mamatraca Priscila, Mãe de Duas. E a Nívea, do Mil Dicas de Mãe.

Ao ver as bolinhas de sabão, Benjamin ficou todo faceiro, logo quis ir para o chão. Larguei o rebento lá no espaço reservado e fui assistir ao seminário. Cheguei a sair duas vezes do primeiro painel para ver se estava tudo “ok” com ele. Uma dessas vezes uma “tia” do espaço ligou: “Benjamin está com saudades da mamãe”. Fui lá e o menino estava tentando fugir da área reservada. Depois disso não teve mais jeito, Benjamin não quis saber de ficar sozinho sem a mãe. Tive a impressão que ele se sentia no berçário, só que com a mãe (ele poderia fazer o que quisesse, que eu iria socorrê-lo), estava à vontade.

Conclusão: não terminei de ver ao seminário. Fiquei lá babando a cria. Senti uma pena, pois o tema realmente me interessava. Ao mesmo tempo adorei passar a manhã só eu e Benjamin, brincando. Também gostei de poder observá-lo, à distância, brincando sozinho. Fiquei imaginando que deve ser da mesma forma no berçário. O pequeno Ben se vira, se envolve, é independente, faceiro, tranquilo.

Queria trazer conteúdo informativo sobre o seminário para compartilhar aqui no blog, mas como vi pouco, resumo em: brincar é uma das coisas mais importantes para o desenvolvimento (em todos os sentidos: motor, físico, cognitivo, social) da criança, não existe a melhor maneira, existem várias e, cada pai, mãe, criança vai descobrindo a sua.

Ontem à tarde entrei no site da Revista Crescer para ver se tinha informações sobre o que não assisti. Não tinha muita coisa não (o conteúdo completo deve sair na edição de outubro da revista), mas fui surpreendida com uma imagem que fala por si o que percebi (citado acima) com relação ao Benjamin. Vejam o pequeno (essa foto foi tirada da matéria do site)

Babei o resto do dia.

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