Promessa de mudança de hábito

Sabe promessa de final de ano? Eu estou assim com relação ao apartamento. Ando falando que vou fazer tudo quando mudarmos.

“Quano mudarmos….vou fazer a transição do Benjamin do berço para caminha”

“Quando mudarmos…. vou colocar o Benjamin na natação.”

“Quando mudarmos….vamos voltar a fazer as refeições à mesa.”

A mais nova promessa é: vou colocar uma rotina para tomarmos café da manhã, mas só….quando mudarmos.

Calma, Benjamin toma café da manhã! Quem não toma são os pais. Durante a semana, não comemos e bebemos absolutamente nada. Estamos sempre com horário apertado e não temos esse costume.

No entanto, Benjamin está crescendo e está na hora de implementarmos algumas rotinas para que ele tenha o costume. É o tal do exemplo.

Aos 32 anos, vivo ouvindo sermão dos meus pais e de tias sobre a importância de tomar café da manhã, que é a refeição mais importante do dia, dá mais disposição e ainda aumenta nossa capacidade de concentração.

Você não dá importância para tais sermões até se tornar mãe. Aí você passa a querer o melhor para seu filho e isso inclui mudar seus hábitos também.

Em 2012, a Nestlé, encomendou um estudo no Brasil, no qual foi avaliado a percepção de 300 profissionais da educação sobre os hábitos alimentares dos alunos e, 64% desses entrevistados afirmaram perceber que os estudantes não tomam café da manhã. O indicativo era falta de atenção e dificuldade de concentração durante as aulas.

Ou seja, meus pais e minhas tias estão certíssimos no sermão.

Entre os educadores entrevistados, 89% reconhecem que a falta de café da manhã influencia o aproveitamento das aulas e 95% entendem que crianças alimentadas têm mais disposição para aprender.

De acordo com a Pirâmide Alimentar Brasileira, um café da manhã balanceado deve incluir alimentos que oferecem energia e todos os nutrientes em quantidades e proporções equilibradas. Um exemplo, da Nestlé, de um café da manhã balanceado com cereais matinais pode incluir:

  • 1 porção de cereais (preferência aos grãos integrais, que fornecem fibras e nutrientes essenciais);
  • 1 porção de leite ou produtos lácteos (boas fontes de cálcio);
  • 1 porção de frutas (fonte de vitaminas e minerais)

Paola, minha amiga-mãe-blogueira e nutricionista, do Maternidade Colorida, ressalta “para cada idade, existem alimentos corretos para se ter uma alimentação saudável e equilibrada”. Segundo ela e vários outros nutricionistas que já ouvi, inclusive, a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês e crianças até 2 anos não devem ingerir açúcar. E as maiores podem consumir com moderação. Paola cita exemplos: se tomar leite com Nescau cereal, não precisa acrescentar açúcar; se colocar achocolatado, também não precisa do açúcar. “Uma boa forma de adoçar o leite é batê-lo com frutas doces: banana, mamão, maça”, sugere a nutricionista.

A vida é feita de escolhas. E incluir 20 minutos do dia para um café da manhã em família, só pode agregar coisas boas, entre elas, harmonia, cumplicidade, a troca de momentos que farão toda diferença ao longo do dia e de nossas vidas.

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Porque Benjamin não toma Petit Suisse

Já faz alguns dias comentei na fan page do blog que Benjamin não toma “danoninho”. Antes, para não ter confusão, vou me referir a essa sobremesa pelo nome correto “Petit Suisse”, afinal “Danone” é marca.

Nada contra, o marido ama. Eu não sou fanática, mas gosto de alguns. Para o Benjamin não oferecemos por indicações de sua pediatra. Ela sempre foi contra oferecer tal sobremesa a crianças de 0 a 4 anos. E foi esse comentário meu que fez surgir várias dúvidas entre as leitoras.

Algumas pessoas me olham torto ou acham um absurdo eu não oferecer alguns alimentos para o Benjamin. Eu pesquisei muito, conversei bastante com a pediatra do Ben e o que ficou claro pra mim sempre foi: os primeiros dois anos de vida são fundamentais para educação alimentar da criança. Por isso, junto com o marido, decidimos não oferecer guloseimas até os dois anos de idade dele (burlamos um pouquinho, pois recentemente meu Ben começou a comer chocolate, mas lá em casa restringimos o dia da guloseima para os finais de semana).

Sinceramente acho que optei pelo caminho certo ao restringir um pouco a alimentação dele. Fico muito orgulhosa ao ver que meu pequeno, tão pequeno, é mais sabido que a mãe e come um pratão de verduras.

Agora me diz, qual a necessidade de oferecermos certas guloseimas para crianças? Vejo crianças mais novas que Benjamin ingerindo balas, salgadinhos, petit suisse, refrigerante, entre outras porcarias. Enquanto elas não conhecem, não sentem falta nenhuma, correto? Quem apresenta? Em minha opinião, em primeiro lugar, os pais. Depois vem os fatores externos: avós, coleguinhas, escola!

Na escola do Benjamin mesmo petit suisse foi item liberado no lanche, recentemente. Tem um dia para essa guloseima. A escola tem culpa? Mea culpa, vai! Porque se é liberado é porque alguma mãe fez questão disso. E infelizmente, não é uma, mas várias mães. Não vejo problemas em oferecer guloseimas para as crianças, mas desde que seja feito em sua casa. Na escola acho mesmo que deveria ser restringido.

Alimentação infantil é um assunto sério. E por falta de informação, a obesidade infantil torna-se hoje um dos problemas mais sérios em várias casas pelo mundo a fora.

O que poucas pessoas sabem é que existe diferença entre iogurte e petit suisse.

Para esclarecer um pouco mais sobre o assunto e falar sobre alimentaçao infantil, convidei a nutricionista Beatriz Miranda Braga, pós-graduada em Nutrição Clínica Pediátrica pelo Instituto da Criança (HC-FMUSP) e Nutricionista Clínica do Hospital Albert Einstein.

Bossa Mãe: Qual a importância de manter uma alimentação saudável para os bebês até um ano de idade?
BM: Boas práticas alimentares no primeiro ano de vida fornecem, em quantidade e qualidade, alimentos adequados para suprir as necessidades nutricionais para o crescimento e desenvolvimento da criança. Esta é a fase onde a criança descobre novos alimentos além do leite materno e é quando as predisposições genéticas, como a preferência pelo sabor doce, a rejeição aos sabores azedos e amargos e certa indiferença pelo sabor salgado, começarão a se manifestar. É neste período que começam a controlar o mecanismo regulador do apetite e começam as preferências e o controle do volume que desejam ser consumidos. Por isso a importância de manter uma alimentação saudável na primeira infância.

Bossa Mãe: Qual o motivo de não oferecer certos alimentos para as crianças antes de 1 ano? De preferência cite 3 alimentos que devem ser evitados antes desse período.
BM: Como dito anteriormente, é nesta fase que as crianças descobrem novos alimentos e quando começam a formar as preferências e administrar o controle do volume que desejam ser consumidos. Desta forma, alguns alimentos não devem ser ofertados antes do 1º ano de vida e são eles: produtos industrializados e com conservantes; produtos com corantes artificiais; embutidos (salame, presunto, linguiça, mortadela) e enlatados (milho verde, ervilha, pepino azedo, palmito, azeitona, picles etc); doces (bolos, chocolates e achocolatados, biscoitos recheados e guloseimas em geral); refrigerantes e sucos artificiais; balas; pirulito; pipoca; amendoim; frituras, condimentos (maionese, catchup, mostarda, pimenta); salgadinhos de pacote em geral; e o leite de vaca que está associado ao aparecimento da anemia ferropriva (anemia por deficiência de ferro) devido o baixo teor de ferro presente no leite e também por não ser bem absorvido pelo organismo dos bebês.

Bossa Mãe: Porque é importante evitar oferecer sobremesas lácteas para as crianças com menos de um ano e até quando evitar?
BM: As sobremesas lácteas contém cálcio. O consumo de alimentos fontes de cálcio deve ser evitado junto a alimentos fontes de ferro (muito presente na composição do almoço e jantar), especialmente na infância. Isto porque cálcio e ferro são nutrientes que competem pela absorção no organismo, fazendo com que diminua a biodisponibilidade deles quando consumidos na mesma refeição. Ou seja, prejudica absorção de ambos.

Bossa Mãe: O que a criança de fato precisa comer e até que idade isso deve ser em caráter exclusivo?
BM: O leite materno deve ser consumido de forma exclusiva até, preferencialmente, o 6º mês de vida. Após isto, a introdução da alimentação complementar (frutas, legumes, cereais) em forma de papas se faz necessária.

Bossa Mãe: Quando oferecer guloseimas e quais evitar ainda por um certo tempo (e até quando)?
BM: As guloseimas (doces e açúcares refinados) devem ser evitadas até o 2º ano de vida. Já foi comprovado que a criança nasce com preferência para o sabor doce. Por isso, a adição de açúcar é desnecessária e deve ser evitada neste período de educação alimentar. E, oferecendo guloseimas em excesso, pode fazer com que a criança não se interesse pelos cereais, verduras e legumes. Mas lembre-se: o ideal é a educação alimentar, com bastante conversa, e não a proibição. Conversa, moderação e controle fazem toda diferença.

Bossa Mãe: Qual a diferença entre iogurte e petit suisse?
BM: O iogurte é o leite fermentado por bactérias, Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus termophilus, que permanecem vivas e em grandes quantidades no produto final. O iogurte natural é aquele sem qualquer adição, além das culturas microbianas. Iogurtes light são aqueles feitos com leite desnatado (sem gordura) ou leite semidesnatado. No mercado, existem inúmeros tipos de iogurtes, com polpas de frutas, mel, cereais e etc.

Já o “danoninho” (marca) é um Petit suisse (queijo mole, feito por coagulação láctea utilizando-se bactérias, enzimas ou coalho) com adição de frutas e vitaminas, costuma ter uma quantidade maior de cálcio por ser mais “concentrado”.

O ideal é que, tanto os iogurtes como o Petit suisse, sejam introduzidos na alimentação da criança somente após o 1º ano de idade.

Bossa Mãe: Para terminar, qual seria a alimentação adequada – para não dizer perfeita – para os bebês até os dois anos de idade?
BM: De acordo com o Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria, os dez passos da alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos são:
1. Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos;
2. A partir dos seis meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais;
3. A partir dos seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamada.
4. A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança;
5. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a sua consistência até chegar à alimentação da família;
6. Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida;
7. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições;
8. Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação;
9. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados;
10. Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

A nutricionista Beatriz ainda indica algumas leituras para nós mamães preocupadas com a alimentação dos pequenos. Ao ler um pouco de tudo isso, bate aquela culpa de eu não seguir uma alimentação saudável. Não só por eu ser um exemplo para o meu filho, mas por uma questão de cuidado com a minha saúde.

– Sobrepeso oferece enorme risco à longevidade

– Manual de orientação Departamento de Nutrologia

– Dez passos para uma alimentação saudável – Guia alimentar para crianças menores de dois anos

– Papinhas e comidas

Se você tiver alguma dúvida sobre alimentação infantil, envie para o Bossa Mãe, nós teremos prazer em esclarecer a dúvida com a nutricionista e lhe enviar a resposta.

Alimentação – Porque tem coisas que #sómãe faz

Quem acompanha o blog sabe que eu sou encanada com a alimentação do Benjamin. Eu não tenho e nunca tive uma alimentação saudável, mas prezo pela alimentação do meu filho.

Uma das coisas que o meu trabalho me proporciona é a oportunidade de participar de eventos interessantes. Os que mais gosto sempre são aqueles cujo assunto possa ampliar meus horizontes. Sempre aprendo em todos. Quando o assunto é alimentação e saúde me pego pensando o quanto nós mães e pais sabemos tão pouco sobre o que é ou não saudável para nossos pequenos.

E quem acompanha a fan Page do Bossa Mãe sabe que nos últimos dias a minha paranoia sobre alimentação voltou a me atazanar (a história do Benjamin não comer certos alimentos antes de dois anos).

Hoje estivemos no evento da Ninho Fases. O assunto abordado não poderia ter vindo em tão boa hora: a formação da flora intestinal do bebê. O Dr. Aderson Damião, gastroenterologista, confirmou o que já ouvi outras vezes. A formação da flora intestinal se estabelece nos primeiros dois anos de vida, portanto, as escolhas alimentares nesse período são determinantes e podem trazer consequências para a vida toda.

A maior parte das células de defesa do nosso corpo está no intestino. E quando nossa flora (ou microbiota – novo termo utilizado para “flora”) intestinal está equilibrada, os micro-organismos benéficos que moram no intestino se comunicam com essas células de defesa, fazendo com que elas produzam mais enzimas e anticorpos. Tudo que as crianças necessitam!

Por isso é importante uma alimentação rica em Prebióticos – fibras alimentares que servem como base para os micro-organismos benéficos do intestino. Os Prebióticos estimulam o crescimento e ativam o metabolismo desse grupo de bactérias amigas, que possibilitam modificações na composição e no funcionamento da flora intestinal, contribuindo para o equilíbrio.

Quer saber um alimento rico em Prebióticos? Chicória! Plenamente realizada é a mãe daquele molequinho, que todas nós conhecemos. Ele chega ao supermercado e faz o maior escândalo: “Mãe, compra chicória. Eu quero Chicória, CHI-CÓ-RIA, CHI-CÓ-RIA!”. Mas o mundo real não é perfeito e dentro das escolinhas então…

A Nestlé nos apresentou o Ninho Fases 1+. Eu já conhecia, afinal é o leite que o Benjamin toma desde que completou um ano de idade. A pediatra dele até liberou o leite de vaca, mas continuamos com o Ninho Fases. Além de ser um composto de fibras prebióticas, possui proteínas, é fonte de cálcio, zinco, vitamina C, D e E , tudo que contribui para uma alimentação equilibrada neste período da vida da criança, ele pode ser oferecido até os três anos de idade. Então mantemos.

Curiosidades:

– O evento foi na cozinha experimental da Nestlé. Muito linda! Um sonho!

– Os produtos da linha Ninho Fases são classificados como compostos lácteos, por se tratarem de produtos resultantes da mistura do leite com ingredientes não lácteos (como as fibras prebióticas e óleos essenciais). Essa denominação é aplicada em virtude dos ingredientes adicionados, que visam contribuir para a ingestão de nutrientes importantes para o crescimento e desenvolvimento na infância;

– A Nestlé apoia o aleitamento materno até os seis meses ou mais. Porém, entende que nem sempre é possível seguirmos com a amamentação, principalmente quando nós mamães voltamos a trabalhar;

– Para ajudar as mamães que buscam informações para alimentar corretamente seus filhos durante o período de crescimento, ajudando com a nutrição necessária para que as crianças se desenvolvam de forma apropriada, a Nestlé desenvolveu o site “Começar Saudável para Viver Saudável” (http://www.nestle.com.br/comecarsaudavel/home.aspx). Lá você encontra informações sobre o perfil nutricional dos produtos da Nestlé, dicas, receitas, orientações da sociedade brasileira de pediatria e um espaço para trocar experiências;

– No evento, foi apresentado para todas as mamães blogueiras a campanha #sómãe. A campanha é singela, mas de uma sabedoria infinita, traduz perfeitamente o que eu sempre falo: ninguém faria pelo meu filho o que eu sou capaz de fazer. A Nestlé e você, mãe que me lê agora, sabem o motivo. Porque #sómãe faz!

Porque meu filho não come chocolate

Faço parte do grupo que não tem uma educação alimentar adequada. Legumes e vegetais são itens excluídos do meu cardápio. Não, não me orgulho em dizer isso, muito pelo contrário, tenho vergonha. Mas já tentei mudar isso, inclusive na gravidez, e não consegui. Aliás, na gestação sofri muito por isso, pois passei o período inteiro ouvindo de todos os lados que Benjamin não comeria nada saudável, uma vez que o paladar dele já era educado desde o útero. Meu médico era quem me tranquilizava. Benjamin nasceu e bom, três coisas que amo muito, ele ama na mesma medida que eu: pão (qualquer tipo), queijos e batata frita. Ele ama mais dezenas de alimentos que não fazem parte do meu cardápio: bróquis (brócolis), couve, inhame, pepino, ervilhas, abobrinha, beterraba (arghhh), lentilha, alface, cenoura, além de todo tipo de carnes e frutas.

Quando Benjamin entrou na transição das papas, eu já tinha conversado bastante com a pediatra, já tinha pesquisado e lido muito a respeito. Eu e marido fizemos uma espécie de pacto. Não oferecer doces e refrigerante até os dois anos de idade. Por que essa decisão? Porque segundo tudo que havia apurado a respeito, ficou claro que até os dois anos de idade, o paladar da criança está em desenvolvimento. É, inclusive, nesse período que também existe o risco de alergia alimentar. É claro que não sou expert no assunto, mas o doce e o refrigerante pra mim tinha um peso. Primeiro porque nosso paladar é mais chegado num doce. Então tinha medo de que se Benjamin experimentasse a partir daí só quisesse ficar no doce e tchau brócolis. Sempre temi fazer parte do grupo de mães que sofrem porque o filho não come (isso é terrível, um sofrimento para uma mãe!). E outro fator que me assusta é a obesidade infantil, um problema seríssimo dentro da casa de muitas famílias. Por essas neuras, Benjamin não conhece refrigerante, não come chocolate (mas uma vez experimentou um pedaço de brigadeiro, quase morri! foi a única vez). E por orientação de sua pediatra, ele não come iogurte, Danone e afins.

(da categoria dos doces, Benjamin só comia biscoito maisena e recentemente, desde de dezembro, passou a comer bolo – simples, nada de recheio e coberturas)

Eis que dia desses, participei de um workshop da Abbott, com o Dr. Carlos Alberto Nogueira. O assunto abordado: Dificuldades alimentares na infância: os pais, os filhos, as consequências e o tratamento. Dr. Alberto afirmou que 51% da população tem dificuldade alimentar na infância. Explicou os três motivos principais dos problemas alimentares: 1. os pais não seguirem uma divisão de responsabilidade na alimentação da criança; 2. a criança pode não ser capaz de comer bem por causa de problemas médicos ou desenvolvimento; 3. a criança ter problemas de comportamento ou psicológico. A primeira coisa a fazer é procurar um profissional para fazer essa triagem, ou seja, que possa apontar em qual categoria o filho se encaixa e dar orientações.

Segundo Dr. Alberto, existe também fatores de influência dos pais, que seriam: fatores genéticos, exposição precoce aos sabores (e aqui no meu ponto de vista, entra um dos meus motivos de não dar chocolate para Benjamin antes dos dois anos), disponibilidade dos alimentos em casa, o quão é fácil comer esses alimentos, o estilo da paternidade alimentar (e esse foi o ponto que me chamou atenção), práticas alimentares. Influência das crianças: habilidade de desenvolvimento e de ajustar as calorias, provar gostos e desgostos, neofobia, personalidade, condições médicas.

Sobre o estilo de paternidade, são 4: a) Controlador (controla a alimentação e pressiona a criança para comer, suborna-a com recompensa); b) Passivo (desiste da responsabilidade alimentar e não estabelece limites); c) Indulgente (não estabelece nenhum limite); d) responsivo (estabelece limites, orienta a alimentação da criança, serve como modelo alimentando-se de todos os alimentos oferecidos para a criança; conversam com os filhos sobre a comida de uma forma positiva, respondem aos sinais de fome da criança).

Estava quase me gabando (em pensamento) e me encaixando no perfil responsivo, se não fosse um único fato: não ser um exemplo para o meu filho. Definitivamente estou longe de ser. O modelo aqui em casa é o pai. Logo depois veio um segundo fato: não permitir o chocolate na vida do meu filho. Dr. Carlos Nogueira apontou pra mim e sentenciou: você é o estilo controlador! 😦 Segundo ele, 20g de chocolate por dia faz até bem. E é claro, não é pra sair dando chocolate para uma criança de um ano todos os dias, mas que era possível restringir alguns dias para isso (seria a tal abertura para os dias de guloseimas).

Conversei com as amigas-mães blogueiras presentes no evento: Tati Passagem (blog Entre Fraldas e Livros), Thaís Scavassa (blog Testado pela Mamãe) e Paola Preusse (blog Maternidade Colorida), todas dividiram comigo suas experiências e sugestões. Saí de lá quase decida: quem sabe nessa Páscoa Benjamin começa a comer chocolate. Sou daquelas que até os meus conceitos começam a me perturbar, começo a me questionar o porquê do porquê da decisão. A louca!

Faltam só 3 meses e meio para Benjamin completar dois anos. Embora, mantenho a decisão de não oferecer chocolate, não tenho dúvidas que na escolinha (nessas festinhas de aniversário que tem sei lá, uma vez por semana) ele já tenha comido bolo de chocolate, brigadeiro, beijinho… por que se não tenho dúvida disso, mantenho essa decisão? Por que não permito esse pequeno prazer a ele perto de mim, em casa? Por que se eu (juro) não quero ser o estilo controladora? A perturbada!

Neste final de semana, dei o primeiro passo para chegar próximo ao estilo responsivo. Ofereci ao Benjamin um chocolate. E dessa vez, não cheguei perto do quase morri e me dei conta que não vai acontecer nada demais com ele, se ele comer chocolate. Que venha a Páscoa (com moderação)!

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*

Esse post foi inspirado por uma pergunta da leitora Maria Joaquina. Questão que chegou bem no dia em que estava no Workshop. Ela perguntou: Gabi, por que Ben ainda não come chocolate? Sua resposta pode me ajudar.

Espero que tenha respondido e te ajudado de alguma forma, Jô!

Quero aproveitar e agradecer toda a equipe da Abbott! Participar de encontros como esse é sempre muito enriquecedor. Adoro!

Como você controla as mamadas do seu filho?

Eu podia estar falando de carnaval, podia estar dando dicas de blocos e como se divertir com as crianças, mas essa semana não faltou esse assunto na internet  e hoje também não vai faltar. Então, decidi falar sobre amamentação – assunto que não sai de moda, que eu gosto e porque nos últimos dias, ouvi sobre pessoas que estão nessa fase e bateu saudade de quando amamentei….

Ainda grávida, lembro que separei um caderninho para fazer anotações do tipo:

– Horário das mamadas

– Tempo de cada mamada

– Último seio oferecido ao bebê

– Horário que o bebê fez coco

– Quantidade de trocas

– e mais um monte de coisas.

Tinha visto a ideia num livro. Era como se fosse um diário. Ter todas as informações anotadas para apresentar à pediatra.

Agora alguém me pergunta se isso deu certo.

Obviamente, não! Há quem não acredite, mas mãe de recém-nascido não tem tempo pra fazer nada. Eu não acreditava, achava um exagero ouvir as pessoas falando isso.

Mas é só fazer as contas: 1 hora pra mamar, 1 hora pra fazer arrotar, trocar, dormir + 1 hora que deveria ser usado para mãe descansar, mas ela vai ao banheiro. Ou comer. Ou tomar banho. Ou organizar alguma coisa do bebê. Ou lavar alguma peça de roupa dele. Pronto: hora de mamar novamente.

Imagina se você vai lembrar de parar e anotar as informações num caderno. Em planilha no computador, então….esquece!

A minha maior dificuldade era lembrar qual havia sido o seio da última mamada. De início eu me esforçava para lembrar, mas acabava dando o seio que eu ACHAVA que tinha sido o último. Nunca com total certeza.

Levei o assunto para a pediatra. Foi quando ela me explicou a importância de dar o seio correto a cada mamada. O leite materno tem duas fases: o Leite Anterior e Leite Posterior. O primeiro é o que sai logo no início da mamada e é rico em fatores de proteção. O segundo é o mais concentrado e rico em calorias, ou seja, gorduroso e também muito importante para o bebê.

Nem sempre o bebê chega no Leite Posterior em uma mamada, afinal ele já mamou um seio, pode ficar satisfeito logo. Por isso, a importância de iniciar a mamada pelo último seio que o bebê mamou.

Então se o bebê mamou por último no seio direito, na próxima mamada você deve dar o seio direito primeiro. Assim, ele esgota nessa mamada o leite posterior desse seio.

Depois disso, tentei controlar melhor as mamadas.

Dia desses recebi a revista Pais & Filhos, edição de fevereiro e corri para ver duas matérias: a minha (mas essa é outra história) e uma sobre amamentação. Descobri que a revista criou o aplicativo “Amamentação”. Um aplicativo que auxilia as mamães controlarem todas as mamadas do seu filhote. Possibilita registrar informações como data, hora e o seio utilizado.

A enxerida aqui – que já passou dessa fase e morre de saudades de amamentar, foi lá e baixou no APP Store. Sim, eu testei! E sim, é grátis!

Primeiro você cadastra informações básicas do seu filho: nome, sexo, data de nascimento, altura, peso (essas últimas informações usei a do nascimento do Benjamin).

Quando você for amamentar, basta ir no aplicativo, em “tempo de amamentação”, escolher o seio (direito ou esquerdo), ligar o cronômetro e pronto. Você registra o tempo que amamentou e o seio utilizado. Enquanto isso você pode usar outros aplicativos no aparelho celular e acessar internet normalmente.

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O aplicativo permite que todas as informações fiquem registradas em “histórico de amamentação”, onde fica gravado data, horário e duração de mamada em cada seio. Além disso, contabiliza o total de mamadas no mês.

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Se tiver filhos gêmeos, não tem problema. O aplicativo permite registrar mais de um bebê.

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Uma semana antes de o Benjamin nascer, fiz a minha primeira compra exorbitante-tecnológica, comprei um iPhone. Foi sem dúvida minha melhor aquisição na vida mulher-mãe. Além de ter toda aquela facilidade de acesso a internet, e-mail, etc, foi nele que comecei anotar todas os meus compromissos, inclusive, dúvidas para esclarecer com a pediatra.

Se esse aplicativo já existisse quando meu Ben nasceu, eu teria feito muito uso dele. Mas num futuro não tão distante, tenho certeza que usarei bastante.

#ficadica

Dicas de leitura:

Saiba mais sobre o aplicativo, na matéria Pais & Filhos, edição de fevereiro. Clique no link a seguir e confira o PDF da matéria: App_Amamentação

No site da Unifesp, na página do Centro de Incentivo e apoio ao aleitamento materno, tem algumas perguntas respondidas por especialistas, sobre desmame, leite anterior e posterior, posição e pega, intervalo das mamadas e muito mais. Vale a pena dar uma espiada. É só clicar AQUI.

O Guia do Bebê dá algumas dicas valiosas para facilitar a amamentação, embora o texto seja pequeno. Está aqui ó.

O site do Bebê.com fala um pouco mais sobre o leite anterior e posterior. Está aqui ó.

*

Nota sobre o Carnaval: amoooo! Ano passado não aproveitamos muito porque Benzoca ficou doente. No ano anterior eu estava grávida com uma barriga imensa e optei por ficar em Sampa. Quer dizer, faz bastante tempo que não vivo a essência dos blocos de rua. Estamos indo pro RJ – onde passamos todos os anos. Oficialmente será o primeiro ano de folia do Ben. Estou ansiosa e torcendo muito pra correr tudo bem. Na volta conto como foi. Bom carnaval pra todo mundo!

 

Férias: sinônimo de vida desregrada

Eu e marido, assim como qualquer outro ser humano (há!)amamos férias. Temos uma tradição (ou código) de família: quando nos encontramos no fim do expediente que antecede o primeiro dia das férias, damos pulinhos gritando como duas crianças adultas: “estamos de férias, estamos de férias…”.

Para nós férias tem cara de vida sem horários, sem as rotinas costumeiras dos dias úteis. Nos permitimos fazer coisas que não faríamos se estivéssemos trabalhando, como dormir tarde (ontem fui dormir às 05:00 da manhã porque fiquei lendo, depois vendo fotos antigas e jogando conversa fora com a família), comer fora de hora, ficar de pijama até a hora que bem entender…

Mas e quando temos uma criança de um ano e meio em casa?! Como manter a rotina?! Parece-me impossível mesmo com esforço. Nos primeiros três dias de férias, meu Ben ainda acordava cedo, comia no horário e já vinha dormindo um pouco mais tarde. Agora o negócio está totalmente desregrado. Acorda tarde (mas antes do meio dia), almoça por volta das 14:00 por grande insistência nossa, dorme a tarde completamente vencido pelo cansaço, toma banho lá pelas 23:00 e vai dormir bem depois da meia noite (tipo uma e pouco) por uma imposição nossa (se deixar ele fica na sala papeando – como se compreendesse tudo – com a gente).

Para comer tem sido uma guerra. Ele não nega comida (ainda!), mas tem se negado a comer na hora certa. E quando vamos dar a comida não há quem o faça ficar sentado na mesa, no sofá ou no chão. Outro dia meu pai falou: “isso aí não esta certo, tem que aprender que se come na mesa”. Minha tia emendou um “é verdade”. E no calor da emoção dei uma resposta mal criada: “vocês querem dar a comida e fazer desse jeito, fiquem à vontade”. Do tipo: falar é fácil, quero ver praticar.

Concordo que criança tem que comer na mesa e é isso que praticamos lá em casa. Colocamos Benjamin no cadeirão (mesmo com resistência dele) e pronto (também sentamos à mesa para ele entender o momento). Mas sem algumas armadilhas (nesse caso o cadeirão e todo mundo sentado à mesa) fica mais complicado. Mas tem vários outros fatores ligados e gerados pela falta de rotina mesmo. O clima esta diferente e a criança entende isso.

Mas se quer saber, eu prefiro que Benjamin coma numa boa nem que pra isso ele (e eu!) tenha que ficar andando de um lado para o outro, do que fique esperneando e se negando a comer. Estou no fuso horário de férias, não estou a fim de impor regras, muito menos de me descabelar. Segunda-feira acabam as férias dele e eu tenho fé (e coragem para) que as coisas entrem em seus devidos lugares e aí entra também meu plano de vida mais organizada (se é que é possível na vida de mãe).

Receitinha delícia de torta salgada

Nessa vida de “faça você mesma” o que mais me surpreende é me ver cozinhando com prazer. Outro dia cheguei ao ponto de falar suspirando “meu sonho é ter uma batedeira planetária”. Alôooooo, Gabriela, acorda!!! Seu sonho sempre foi fazer viagens, comprar bolsas, sapatos e agora é uma batedeira?! É surpreendente como a maternidade transforma.

Mas eu descobri o motivo. Porque toda mãe tem dentro de si uma cabeleireira, uma enfermeira, médica, curandeira, uma contadora de histórias, motorista, uma rainha (e também uma bruxa), uma cantora (mesmo que cante mal como a mãe do Ben), professora, uma fera, uma cozinheira e vários et cetera…

E aí que outro dia me vi dentro de um curso (você que me conhece muito bem leu isso mesmo: num CURSO) de culinária, lá na Chocolândia. Foi um curso só de tortas salgadas e doces. Eu que achava mega difícil fazer esse tipo de comida, assim como achava difícil trocar fraldas (sem nunca ter trocado antes), tirei de letra. A receita é super prática.

E para mostrar como fiquei impressionada com essa minha nova habilidade, divido com vocês a receita que já preparei umas 4 ou 5 vezes.

Ingredientes da massa:
2 xícaras de trigo
1 ovo
100g de margarina
1 colher de chá de fermento em pó
½ colher de sal
2 colheres de chá de iogurte (opcional)

Recheio
250g de peito de frango cozido e desfiado
1 cebola pequena picadinha
½ xícara de molho de tomate
½ xícara de cheiro verde
Sal a gosto
Queijo para cobertura

Modo de preparo
Coloque os ingredientes da massa em um recipiente e vá trabalhando com as mãos até obter uma massa homogênea. Unte a forma e forre com a massa.

Faça um refogado com a cebola, o molho de tomates, cheiro verde e acrescente o frango desfiado.

Coloque o recheio em cima da massa crua, logo após o queijo cortado e cubinhos.

Leve ao fogo médio para assar por cerca de 40 minutos.

Olha a fotenha da última que fiz.

Observações importantes: 1. trabalhar a massa com a mão é tranquilo, essa massa aí por incrível que pareça não fica aquela meleca grudenta, sabe?! Pega liga rapidinho. 2. Já fiz segudas vezes a mesma receita (leia-se: finais de semanas seguidos) e nas vezes que fiz incluí requeijão no recheio. Lá em casa eu e o marido achamos que tudo fica melhor com queijo, requeijão, catupiry e afins. 3. o recheio fica por conta da sua criatividade e gosto. 4. se quiser aumentar a massa, basta acrescentar uma xícara a mais de farinha, mais um ovo e assim por diante. 4. a receita é a original que ganhei no curso. Agora arregace as mangas, prenda o cabelo e mãos na massa.

Sobre o curso da Chocolândia. Em todas as lojas eles contam com um centro culinário, nos quais são oferecidos aulas na prática, por professores especialistas gastronômicos. Os caras oferecem cursos para tudo: trufas, bolos, massas, pães, tortas, cremes, mousses, decoração, e até de como gerenciar o negócio. Os cursos são até mais voltados para quem quer entrar nesse ramo da culinária para vender, pois eles dão várias dicas e orientações profissionalizantes. Mas nada impede que pessoas como eu – sem aptidão nenhuma para fazer comida pra vender, faça o curso por prazer de fazer em casa para a família e receber amigos. Tem um precinho óoooo lindo para o bolso. Acesse o site e veja toda a programação.

Esse post  não é uma propaganda paga! É espontâneo, é indicação pessoal mesmo.

Complemento x suplemento

Algumas pessoas acham que não (ou não sabem), mas há sim diferença entre complemento e suplemento alimentar. O complemento, como o próprio nome sugere, serve para completar nutricionalmente as refeições. Já o suplemento, segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), serve para complementar com vitaminas e minerais a dieta diária quando essa é insuficiente.

É importante consultar o pediatra antes de introduzir o suplemento para a criança. Existem vários que são proibidos pela ANVISA.

Já o complemento, vale consultar o pediatra pra ver se já pode ser oferecido à criança, às vezes não há necessidade. Geralmente, são aveias, Sustagen, Nutren, Mucilon, etc.

O que eu não sabia e que descobri recentemente pesquisando sobre o assunto, é que existem receitas para usar de forma diferente o complemento. O Sustagen, por exemplo, ao invés de ficar só na vitamina Sustagen com leite, dá para incrementar. Que tal fazer no final de semana um potinho de frutas com calda Mágica?!

No site da Sustagen Kids tem várias dicas de receitas.

Nesse aqui a Nestlé dá dicas para usar o Nutren.

O negócio é testar e buscar alternativas para os filhotes comerem. Eu aposto na diversão e na criatividade. A hora da refeição não só pode como deve ser divertida. E com crianças os pais devem ser criativos até nessas horas.

Receitas para o final de semana

Conforme prometi no post A panela amarela de Alice, aí vão as receitas que fiz para o meu Ben.

Grão de bico com frango

1 xícara de grão de bico
100g de frango
1 colher de chá de cebola
Azeite
Sal

Deixe os grãos de molho por algumas (boas) horas e quando as cascas começarem a soltar, retire-as. Refogue a cebola na panela com um pouco de azeite. Acrescente o frango em pedaços e deixe dourar. Junte os grãos descascados, cubra com água e deixe cozinhar em fogo baixo, até amolecer. Quando ficar só um pouquinho de água na panela, tempere com um pouco de sal, retire do fogo e esmague (com ou sem o frango, dependendo da dieta do seu bebê). Derrame um fio de azeite extravigem sobre a papinha na hora de servir.

Abóbora maça e frango (essa daqui Benjamin adorou e fiz a mesma receita no dia do aniversário dele)

100g de frango
100g de abóbora
1 maça pequena
1 colher de chá de cebola picada
½ colher de sopa de óleo de canola ou milho
400ml de água
Sal

Aqueça o óleo e doure a cebola e o frango. Adicione a abóbora e a maça, descascadas e em pedaços. Cubra com água e deixe cozinhando em fogo baixo, por cerca de uma hora (em casa cozinhou bem rápido, coisa de meia hora), ou até que a abóbora e a maça desmachem e o líquido ganhe a consistência de papa. Se seu bebê já puder comer frango, processe a carne no caldo (no processador, liquidificador ou passador de vegetais); caso ele ainda não tenha sido apresentado às carnes, retire o frango, tempere com nadinha de sal, esmague e sirva.

Frango com abóbora e quiabo

1 colher de chá de óleo de milho
1 colher de chá de cebola picada
100g de frango
100g de abóbora
4 quiabos
500ml de água
Sal

Aqueça o óleo na panela e doure nele a cebola picada. Junte o frango em pedaços e deixe dourar um pouco. Coloque na panela a abóbora e o quiabo, também picados e cubra com cerca de 500ml de água. Deixe cozinhar em fogo baixopor cerca de uma hora, ou até a água quase secar e a papa obter consistência. Retire a papinha do fogo e passe no passador de vegetais ou processador de alimentos (eu só amassei). Adicione um nadinha de sal.

*

Também já fiz a papinha de ervilhas, mas não vou ficar colocando as receitas aqui porque não deve ser ético eu ficar divulgando se está no livro, né?! Coloquei essas receitas porque prometi no post anterior. Mas tem várias receitas saudáveis e fáceis de preparar. No próximo final de semana vou fazer para o meu Ben o Suflê de queijo e vegetais. Mas quero fazer também Mac & Cheese; Quinoa, feijão branco e banana; Inhame, abóbora, carne e couve; e várias outras… Minha meta é fazer todas as receitas do livro!

Conversa de mãe

Juro que eu queria ter mais tempo para me aprofundar nas questões maternas. Só falar, escrever e pesquisar sobre o assunto. Não é mais segredo pra ninguém: eu quero ser mãe em tempo integral! E quando digo isso é no sentido profissional também. Mas enfim…

Estou falando isso porque tem muito assunto a ser explorado. E eu queria ir mais a fundo. Além disso, queria ter mais tempo para ver todos os blog e sites maternos/paternos que gosto. Tem muita coisa, a cada hora descubro algo novo. Quer dizer, que pra mim é novo. Aliás, às vezes até me acho atrasada, porque quando descubro algo bacana corro pra dividir aqui no blog e a impressão que tenho é que todo mundo já sabia, menos eu. hihihihi Mas mesmo assim deixo registrado.

Dia desses conheci o Conversa de Mãe. Fundado em 2011, é produzido pelas mães Fabiana Deziderio e Beatriz Freitas. Estava lendo uma matéria sobre alimentação, na revista Kids In e descobri a Fabiana. Ela é publicitária e tem, assim como milhares de mães, dificuldades com a alimentação do filho. Todas nós sabemos que se o filho não come, a mãe fica uma louca neurótica achando que o filho vai ficar doente, é magro, etc, e nem o pediatra a convence de que está tudo bem com sua cria.

Então a Fabiana foi pesquisar a respeito. Não se trata de uma pesquisa científica, mas foi uma forma que ela achou para lidar melhor com a situação e, principalmente com o “inconsciente de que comida é sinônimo de saúde e amor”, além de poder ajudar outras mães.

Muitas de suas respostas estão em propagandas e anúncios sobre amamentação e alimentos. Na matéria ela explica: “A História – simbolizada por algumas propagandas e comerciais do século passado – mostra que somos o resultado da maternidade que acumula. Passamos duas guerras mundiais, uma quebra da bolsa de valores dos Estados Unidos da América e diversos conflitos que acabam resultando, ainda que inconscientemente, em temor com relação ao futuro da humanidade. Comecei a entender um pouco como minha avó controlava a comida, que isso deve ter passado para meus pais e como isso chegou até mim”.

Achei super interessante esse ponto de vista, além de outras conclusões da Fabi (olha a intimidade). Ainda não tenho problemas com alimentação do meu Ben, mas vejo muitos relatos a respeito e percebo como é sofrível para uma mãe ver o filho não comer.

Mas também acho que tem muita pressão sobre isso. A mãe se prende a conceitos antigos, dá ouvido a bocas alheias (menos ao pediatra), fica tensa, triste, brava, se culpa, briga, perde a paciência com a criança e acredito que essa neura toda só piora a situação. O que fazer? Relaxar. Eu sei que é fácil falar, mas é preciso procurar alternativas para amenizar e aliviar a situação. Precisamos ter mais consciência e ir em busca de mais informações a respeito das questões que nos perturbam.

No post ‘Meu filho não come nada’, Fabiana fala sua conclusão a respeito da alimentação e apresenta vários vídeos que ilustram sua pesquisa.