O dia em que me tornei pai

Em 16 de junho de 2011, a Câmara dos Deputados aprovava sigilo para orçamentos da Copa de 2014. O tempo era aberto e seco na Grande S. Paulo, com mínima de 10o e máxima de 23o. A cotação do Dólar era de R$ 1,60. O time do Santos empatara o 1º jogo da final da Libertadores com o Peñarol, do Uruguai, um dia antes e viria a ser tricampeão na semana seguinte. O ex-jogador Edmundo era considerado foragido e fora preso em São Paulo, responsabilizado pelo acidente que se envolveu, em 1995. E o jornal estampava fotos do 1º eclipse total da Lua neste ano.

Mas a principal notícia, para mim, viria precisamente às 22:28h daquele dia comum. A chamada veio um pouco antes, com uma enfermeira que me encontrou num corredor enquanto aguardávamos o resultado de uns exames: “pai, baixou o líquido amniótico, vai ter que nascer hoje!” Parecia um band-aid sendo arrancado de uma vez só, sem tempo para pensar ou reagir. E enfim, naquela noite, fechamos com a chegada do Ben, que personificou toda a nossa felicidade numa pessoinha de pouco mais de 52cm e quase 4kg.

Pai tem aquele lance de ser pai mesmo só quando o filho(a) nasce. Pai não sente os chutes dentro da barriga, as vibrações que a mãe sente, não tem aquela ligação íntima antes do nascimento e não se sente 100% pai antes do parto. Antes de nascer, o pai até conversa com a barriga, fala pelo umbigo, tenta ouvir coisas, sons, barulhos, mas não é a mesma coisa que a mãe.

E o nascimento do bebê vem para completar essa lacuna. A partir daí, o pai tem contato com a criança, pega no colo, sente os movimentos, a respiração. Pega no pezinho, na mãozinha, sente o pequeno grande peso da cria. Acho que é por isso que entregam no nosso colo, na sala do parto. A mãe já era mãe há alguns meses, o pai nasceu naquele momento…

*

Crédito das notícias do dia: Tio Mauro, que nos presenteou com o jornal do dia do nascimento do Benjamin. Presente-lembrança inusitado e que guardo com carinho até hoje, que quero mostrar ao Benjamin quando ele crescer e entender melhor.

blog-fotos

#blogdemaesemmae #papaiblogando

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Coisas que farei diferente com meu 2º filho

Ou coisas que eu faria diferente se pudesse voltar atrás.

Várias coisas eu faria diferente com meu segundo filho e que talvez possa ajudar algumas mamães de primeira viagem a fazer diferente com o primeiro filho.

AMAMENTAÇÃO
Amamentaria em livre demanda, a hora que ele quisesse, sem medo de ser feliz. Amamentei Benjamin todas as vezes que achava que ele queria, mas eu amamentaria em dobro. Primeiro porque faz bem a eles e a nós. Segundo porque não tem experiência mais especial e gostosa que essa e passa tããããão rápido…

CELULAR/LIVROS
Faria um esforço tremendo para não amamentar com o celular ou livro na mão. Eu sempre fui muito ansiosa e ficar quieta num lugar era impossível pra mim. Amamentar foi difícil nesse aspecto porque eu ficava sentada, parada e me dava a sensação de não estar fazendo nada. Resultado, logo me apeguei no celular e nos livros para apaziguar essa sensação na hora de amamentar. O que hoje vejo que era uma grande besteira, pois amamentar é isso mesmo, o ato de ficar sossegada, apreciar seu bebê fazendo aquele movimento de sucção. Eu não estava fazendo nada, eu estava me entregando. Amamentar é um momento de entrega total para o bebê.

VISITAS

Se chegasse visita na hora em que o bebê estivesse dormindo, pediria licença e ia dormir também! Isso eu não fiz e ficava irritada depois por estar cansada e não ter aproveitado o descanso do Ben para descansar também. Principalmente, se era visita, só que não (sabem como é?!).

CHUPETA
Não empurraria a chupeta para o bebê. Eu empurrei para meu Ben e ele não aceitava até que um belo dia aceitou.  Benzoca deu Tchau, Chupeta! aos cinco meses. Embora tenha sido fácil para ele, a mãe aqui sofreu e ainda sofre um pouquinho até hoje se questionando se isso fará alguma falta psíquica pra ele futuramente. Neura de mãe. #alouca

REGISTRO
Fotografaria bastante a barriga e escreveria todas as mudanças, os acontecimentos, os primeiros movimentos, as datas, enfim, faria um diário completo do período da gestação.

COLO DE MÃE 
Pegaria mais vezes no colo sem medo de mimá-lo, sem medo de acostumá-lo mal – bebês recém nascidos precisam do colo da mãe mais que tudo. Imagine que eles passaram meses no escurinho, quentinho e super protegidos. De repente saem para esse mundão de meu deus: essa temperatura louca que muda a cada dia (ou hora), essa luz toda, o barulho… Como ficariam mal acostumados só com um colinho de mãe?! O colo da mãe é quase que uma necessidade. Eles crescem e um dia deixam de caber por inteiro no colinho da mamãe ou pior, um dia eles recusam! Colo de mãe não é capricho, é amor!

Diário da gravidez: se esses 9 meses fossem…

Ontem fui pegar alguma coisa na mesinha de cabeceira da minha cama, quando me deparei com o meu diário da gravidez. Estava lá soterrado por um monte de livros. Estava saindo do quarto quando decidi voltar e pegar o diário abandonado.

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Foi o primeiro presente que ganhei assim que soubemos da gravidez. Foi o marido que me deu. Ele sempre soube que eu adoraria registrar cada momento daquele período. Sou daquelas que sempre fez diários, aqueles cadernos de perguntas, agendas (daquelas bem gordas, até com papel de bala que representasse algum acontecimento)… Mas a vida vai mudando, a gente também. Uma coisa que não mudei e que gosto muito de fazer é escrever.

Só que na gravidez eu passei muito mal durante os quatro primeiros meses. Não tinha disposição pra nada, inclusive para escrever no diário. Isso me chateou bastante passado alguns meses, quando percebi que havia perdido pro tempo. Não tinha ânimo para recuperar as informações semana a semana.

Ontem quando peguei o diário, essa mesma chateação me invadiu novamente. Nele encontrei os poucos registros que fiz: o resultado do exame de sangue, um email dos colegas do trabalho, outro email só que do meu pai, um cartão de dias das mães que marido me deu na data. E tinha, é claro, primeiras páginas escritas com informações de data provável do nascimento (12/06/11, meu Ben nasceu em 16/06/11), dia em que descobri que estava grávida (06/10/10), como foi essa descoberta, os nomes da lista (se fosse menina: Laura, Maria Luiza, Clarice, Júlia. Se fosse menino: Davi, Gael, Adoniran – isso era coisa do marido -, Guilherme, Igor, Miguel, Roque – nome do meu avô paterno -, Noboru – também coisa do marido, nome do avô materno dele -, Ernesto – ideia adivinha de quem (?!) – e Benjamin – que nunca esteve na minha lista -, surgiu quando eu pesquisava nomes e o significado desse me fez encerrar as buscas.

O diário está praticamente novo. Pouquíssimas coisas escritas. Depois que Benjamin nasceu tentei escrever um pouco sobre a nova fase, o desenvolvimento dele, mas também não foi pra frente porque logo depois criei o blog. Folheei mais um pouco o livro e descobri uma pagina, quase no final, preenchida. Era uma página destinada a registrar: “se esses 9 meses fossem…”. Estava lá um registro que adorei ter encontrado. Informações simples, que o dia-a-dia leva da nossa memória assim como um vento leva uma folha de árvore caída no chão. Aquela pontinha de tristeza por não ter preenchido o diário inteiro foi embora e o espaço foi ocupado pela saudade.

Nove meses parecem eternos, principalmente quando são aqueles que anunciam uma gestação mais tradicional possível com seus enjoos e tudo mais. Mas esse é o período mais breve em nossas vidas. Se esses 9 meses fossem…

um sabor: o meu seria abacaxi (o que mais comi durante o período inteiro. Teve um dia que comi um inteiro sem perceber, em frente à TV)

um cheiro: desodorante e perfume do marido (o coitado mudou de desodorante ao longo desse período, jogou fora um perfume e mesmo assim eu implicava com ele. E agora acabo de me lembrar também do cheiro do trabalho, eles usam lá um troço pra deixar o ambiente perfumado, na época era passar pela porta e eu vomitava, também tinha o cheiro do sabonete, passamos usar aqui em casa só de bebê e é assim até hoje. Na verdade tive sérios problemas com diversos tipos de cheiros, não era nada pessoal com o marido)

um lugar: Paris (passamos o final do ano na cidade luz) e Búzios (passei minhas férias toda lá)

uma cor: azul

um livro: O que esperar quando está esperando (presente da minha amiga-irmã-mãe Dani)

um filme: Babies (um documentário muito interessante que apresenta o primeiro ano de vida de quatro bebês, um de cada canto do mundo)

um momento do dia: a madrugada (eu acordava milhares de vezes para ir ao banheiro)

um objeto: garrafinhas de água (vivia com uma pra cima e pra baixo) e saquinho (minha irmã Luana chegou a me presentear com aqueles ossinhos porta-saquinhos – de levar quando vai passear com o cachorro, sabe?! Pois é, eu levava na bolsa, pra usar em caso de emergência, que no meu caso era todo dia até completar 4 meses)

uma frase: “enquanto o mundo exige pressa, uma mãe simplesmente espera” (não sei de quem é, mas lembro de ter lido em algum lugar e me identifiquei muito, até porque eu vivia um momento de grande aprendizado, a gravidez foi praticamente a minha busca pessoal pela paciência)

e se fosse música, no diário não tem essa opção, seriam duas: Pra você guardei o amor (Nando Reis) e Reconhecimento (Isadora Canto)


E pra você, se os 9 meses fossem….um sabor, um cheiro, um lugar, uma cor, um livro, um filme, um momento do dia, um objeto, uma frase, uma música. Quais seriam?

O eBook do bebê

Toda mãe quer registrar cada momento da gestação. Eu me arrependo de na gravidez não ter feito mais registros da barriga. Morro de inveja quando vejo esses vídeos sequenciais que mostram a evolução da barriga de uma futura mamãe.

Toda mãe quer ter recordação do crescimento do seu filho do nascimento até os 18 anos primeiros passos, primeiras palavras, primeiras vezes de tudo. Algumas ainda conseguem manter o registro no antigo livro do bebê. Eu tenho esse livro, ganhei de presente da Dani, minha amigona-mãe-já-de-dois. Mas nos dias atuais são tantas atribuições: trabalho, casa, marido, amigos, família, o filho crescendo e você esquecendo de atualizar o tal livro.  Quem nunca?

A era digital modernizou nossas vidas. E foi pensando especialmente nas mamães contemporâneas que a Dermodex Prevent desenvolveu o Programa de Relacionamento Dermodex Prevent. Com 8 aplicativos, o programa é fácil de navegar e proporciona o registro do desenvolvimento do seu bebê da gestação até os dois anos de idade (ou mais).

As grávidas podem receber boletins semanais com informativo sobre o desenvolvimento do bebê, podem fazer o vídeo sequencial da transformação da gravidez (que eu vou ter que esperar até a 2ª gestação), organizar o chá de bebê e ainda convidar os amigos para este evento através do facebook. Depois do nascimento, quando recebemos o atestado de mamães corujas, podemos compartilhar não só fotos, mas todo o progresso do pequeno com toda família e amigos.

Confesso que já tive aversão a tanta tecnologia, mas se vem pra facilitar a nossa vida porque não aderir?! E se for fácil de mexer então…Fui ao teste e pude comprovar o quanto é simples e fácil de usar. Basta ter uma conta no facebook, curtir a página de Dermodex Prevent e seguir as instruções.

Fazer seu cadastro.

Escolher os aplicativos que quer usar.

Experimentei 4 deles – os indicados para as mamães com os bebês já nascidos.

1. Foto Dermodex Prevent. Olha que lindo! Benjamin parece até um bebê propaganda.

2. Árvore do bebê. Esse aqui eu preciso terminar. Minha família é grande e bagunçada, demanda tempo e paciência para organizar. Adoro esse lance de árvore genealógica. Meu enfeite-maternidade era com esse tema.

3. Olha quem está falando. Lembra daqueles balõezinhos com frases divertidas para colar nas fotos?! Então, esse aplicativo permite você selecionar alguns amigos para criar legenda na fotos do seu bebê. Eu já convidei algumas amigas, estou aguardando e contando com a criatividade delas.

4. Acompanhe seu bebê. Nesse aplicativo você registra o desenvolvimento de cada fase do bebê e sua evolução: altura, peso, dentição, primeiras palavras, primeiros passos. Olha aqui imagem da famosa “curva” do meu Ben.

Aproveitei e registrei o nascimento dos dentes dele.

As ferramentas estão disponíveis gratuitamente e podem ser baixadas via facebook e utilizadas tanto em computadores quanto em iPads e iPhones. Dá pra fazer download de tudo! Ou seja, você pode salvar tudo em seu computador/aparelho.

Além dessa facilidade para registrar os momentos mágicos que a maternidade proporciona, as mamães podem ganhar prêmios! Conforme a utilização dos aplicativos, pontos são acumulados e trocados por: Kit Demodex, CD’s “Hora de Nanar”, assinatura da Revista Crescer e vale-compras.  Estou lá toda bossa curtindo a novidade quando para minha surpresa abriu uma caixinha:

Gostou? Bora fazer o registro do desenvolvimento do seu pequeno. Clique aqui e compartilhe com os amigos.

Porque toda mãe tem o direito a corujices.

Das coisas que me arrependo durante a gravidez

De ter chorado os três primeiros meses inteiros e principalmente de ter desejado não estar grávida. Tudo porque no início eu não estava vendo graça em ser grávida, não eram as mil maravilhas que pensei que seriam, porque eu acordava passando mal e ia dormir passando mal. E vomitava tudo o que colocava pra dentro, por onde passava.

De não comer verduras. Eu nunca comi (e continuo sem comer) qualquer verde que seja. Não gosto, tenho aflição, não acho saboroso (e não preciso experimentar pra saber que não gosto e pronto). Quando engravidei o que mais ouvi foi “agora tem que comer verduras”. No início me esforcei, mas como passava mal pra caramba, as tentativas não tiveram sucesso. Com 7 meses e pouco de gestação entrei em paranoia. Achava que Benjamin teria algum problema e se tivesse a culpa era minha por não comer verduras. Foi um período horrível emocionalmente, pois imaginava coisas horríveis que podiam acontecer com Benjamin. Pensava a todo instante que se eu sou o que como, meu filho também seria e ele não comeria verduras porque ao invés de enviar esse tipo de alimento pra ele, eu enviava batatas fritas.

Não comprei absolutamente nenhuma roupinha para o enxoval. Como Benjamin é primeiro neto/sobrinho, acabou ganhando tudo. Acho que podia ter comprado uma coisinha aqui, outra ali. Não tenho nenhuma peça para guardar de recordação comprada exclusivamente por mim.

Comprar a poltrona de amamentação. Enquanto o marido insistia ser desnecessário, eu apertava a tecla “quem vai amamentar sou eu”. Hoje sei que podemos amamentar em qualquer lugar, seja no sofá da sala ou na cama. Agora olho para aquela poltrona branca e seu pufe e fico me perguntando o que vou fazer com ela quando formos para o apartamento. Se ela ao menos fosse de tecido, daria para trocar, mudar, sei lá…alguém sugere algo?

Arrependo-me e muito de não ter comprado uma cadeira de balanço no lugar da poltrona. Eu curto. Benjamin curte. Teria sido perfeito. No apartamento ela ficaria na sala. Eu fecho os olhos e imagino no apartamento a cadeira que não existe em casa.

Não ter feito mais vezes massagem Shantala no meu Ben. Agora ele não para mais quieto, não quer saber de massagem.

Não ter parado o carro em vagas exclusiva para grávidas. Alguns shoppings tem essa opção.

Ter comprado o bendito balde para banho. Não de ter comprado, mas de ter comprado exatamente o que compramos. Tenho até vergonha de confessar isso. Compramos no shopping, pagamos R$100!!! A vendedora usou todo o seu poder de persuasão com a mãe de primeira viagem aqui, falando que o tal balde era anatômico, que fazia com que o bebê se sentisse no útero da mãe, proporcionaria o melhor banho do mundo, que nos baldes convencionais os bebês não ficavam confortáveis, etc…… Depois encontrei por R$25. Ok, não era o mesmo balde, mas convenhamos, servia para o mesmo fim. Pronto me libertei dessa culpa!

E quando chega a segunda gravidez

Preciso contar uma novidade para vocês…..

Fala-se muito sobre a primeira gravidez, encontramos inúmeros assuntos a respeito que esclarecem nossas dúvidas, mas porque ficamos grávidas uma vez, a segunda gravidez não merece a devida atenção? Siiiiim…! Recentemente foi lançado o livro “A segunda Gravidez”, da série “A bíblia da Gravidez”. Indispensável para quem está pensando em ter o segundo filho, o livro aborda assuntos e dúvidas comuns das mulheres que querem engravidar novamente (ou que já estão grávidas).

Todo mundo fala que uma gravidez não é igual a outra, logo nem tudo que é abordado na primeira gestação serve para a segunda. Um dos assuntos que achei apropriado no livro, são as dicas de como preparar o primeiro filho para a chegada do irmão (a). Mas o livro apresenta várias outras dicas como: o melhor momento para engravidar; rotina de consultas; cuidados com o corpo da mãe e com o bebê; amamentação (durante a gravidez – pode continuar amamentando primeiro filho (?!); e após o nascimento do segundo); cuidados pessoais; como preparar a casa para a chegada do segundo filho; como manter a relação com o parceiro (reservar tempo para vocês dois, intimidade, desejo sexual); parto (cesária e normal – independente de como foi o primeiro); além de preocupações da mãe de segunda viagem (sim, as preocupações sempre existem!).

Além de conter excelente conteúdo, o livro é muito bonito editorialmente.

A Segunda Gravidez
Consultores Editoriais: Dr. Wladimir Taborda, Dr. Mariano Tamura e Dra. Alice D. Deutsch
CMS Editora
ISBN: 978-85-86889-90-5
Ano: 2012
Edição: 1ª
Acabamento: Capa dura
Tamanho: 19,5 X 25,0 cm
páginas: 128
Brochura
Preço: R$ 69,00

E por falar em música…

Esse é tema da semana lá no Mamatraca. Fiquei super surpresa ao entrar lá hoje e ver o assunto. Música muito me agrada! E o vídeo da Carol Passuello?! Gente, está demais! Adorei a interpretação!

Durante minha gestação a música “Pra você guardei o amor” me tocou de forma especial e acho que é a que mais traduz o sentimento que nasceu em mim enquanto gerava meu Ben. E toda vez que eu cantava, Benjamin se movimentava muito (resta saber se era um pedido “pelo amordedeus manda essa mulher calar a boca” ou se ele gostava).

Pra você Guardei o amor
(Nando Reis e Ana Cañas)

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Senti, sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir.

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim, vem visitar
Sorrir, vem colorir, solar
Vem esquentar
E permitir.

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto
O jeito pronto do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar.

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer.
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar.
Achei, vendo em você
E explicação, nenhuma isso requer.
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar.

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor
Que o arco-íris risca ao levitar.

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos
Feito sinos trilho a infância
Teço o berço do seu lar.

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer.
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar.
Achei, vendo em você
E explicação, nenhuma isso requer.
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar.
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Senti, sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir.

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto
O jeito pronto do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar.

*

Agora tem uma música que eu sempre gostei muito e que nunca vou esquecer: I’m yours (Jason Mraz). Essa música tocou inesperadamente durante o parto do meu Ben. Esse é um detalhe inesquecível do momento mais importante da minha vida.

Parto – Pode sentir medo, mas sem deixar de viver o que tem que viver

Embora eu faça parte do grupo de pessoas mais medrosas do mundo, gostaria muito de ter um parto natural. Por vários motivos. Por ser medrosa demais, eu prefiro sentir dor a ser cortada de 10 a 15 centímetros sete camadas de tecido da minha barriga. E não me venha com o papo de que “hoje a cesárea é a melhor coisa do mundo, não sente dor nenhuma, após o parto é tudo tranquilo”, etc, etc, etc. Odeio quando alguém vem com esses papos pra cima de mim. Geralmente, são pessoas que fizeram cesáreas ou pessoas que não tem ideia nenhuma do que estão falando (essas me deixam mais puta da vida ainda).

Antes de continuar, vale fazer aqui uma ressalva: sou a favor da cesárea quando se é necessária.

Mas atualmente virou convencional. A gestante negocia com seu médico a data e hora do parto do seu filho. Os bebês nascem em horários comerciais. E a maioria das mulheres marca cesárea por comodidade e não necessidade. Elas não querem sentir dor nenhuma! O sexo denominado frágil, mas conhecido por aguentar mais que os homens simplesmente não quer sentir a dor do parto! Contraditório isso. Você carrega o bebê durante 40 semanas, passa por sensações maravilhosas, únicas e chega na hora “H” não quer sentir dor?!

Eu não sei se li demais ou se nunca havia pensando tanto sobre o assunto, mas estou tentando ver essa questão do parto por um lado, digamos, romântico da coisa. A dor do parto também é única e já ouvi dizer que é esquecida no mesmo momento em que colocam o bebê em seu colo. Você também estará sentindo dor por um bem maior, para trazer ao mundo o filho que gerou durante os 10 9 meses em seu ventre.

Sentimos um medo terrível, principalmente quando estamos próximas da 30ª semana de gestação. Aquele embrião que fecundou você há meses atrás hoje é um bebê e terá que sair de alguma forma. Dá um pânico imaginar que aquele negócio minúsculo que entrou de forma tão prazerosa e você nem sentiu terá que sair pelo mesmo lugar que entrou, porém com alguns centímetros a mais, beem a mais. Já entendi que é natural sentir medo, assim como é mais natural ainda passar pelo parto normal. Nossas bisavós, avós e até nossas mães passaram por isso. Fico pensando na minha avó que teve sete filhos e o mais curioso: o caçula, meu pai, nasceu em casa com parteira num tempo em que já havia acesso a hospitais. Meu pensamento voa mais alto: nessa mesma época as mulheres não tinham acesso ao bebê como temos hoje – através da ultrassom (e até exame de sangue) o sexo é descoberto no início da gestação, acompanhamos todo desenvolvimento do bebê, sabemos as possíveis doenças congênitas, enfim, estamos bem melhor estruturadas. Quer dizer, como disse Eliane Brum em uma de suas colunas, podemos sentir medo, mas sem deixar de viver o que tem que viver. Aproveito para copiar aqui um trecho desse texto que achei DIGNO:

Poucas crenças são mais perniciosas para as mulheres – e depois para os seus filhos – do que o mito da maternidade feliz. A escritora francesa Colette Audry disse uma frase genial sobre o que é um filho: “Uma nova pessoa que entrou na sua casa sem vir de fora”. Como não ter medo e sentimentos conflitantes a respeito de algo assim? Engravidar e parir dá medo mesmo. E uma mulher não vai amar menos aquele bebê por sentir pavor, raiva e sentimentos supostamente menos nobres – ou supostamente proibidos. Ao contrário. Ela pode ser uma pessoa pior e uma mãe pior se sufocar esses sentimentos em vez de aceitá-los e lidar com eles. O que também implica lidar com o medo da dor do parto e da responsabilidade de ajudar o filho a nascer. É claro que auxilia bastante encontrar um obstetra responsável que converse com ela sobre seus sentimentos – em vez de abrir a agenda para marcar a cesariana.

Além disso, várias pesquisas comprovam que o parto normal é bem melhor para o bebê. É o momento que ele quer sair. Enquanto a cesárea o arranca de dentro da barriga da mãe. Deve ser comparado a um choque. Acho que não devemos deixar o medo nos paralisar e nos fazer perder um dos momentos mais incríveis na vida de uma mulher.

*

Escrevi esse relato no meu outro blog, em 25/05/2011, grávida de 9 meses. Esse, embora sentisse medo, era de fato o meu desejo: ter meu Ben de parto normal. Mas durante a gestação fui aprendendo que não podia ter o controle de tudo e nem fazer sempre do jeito que eu queria. Foi na gravidez que comecei a ter noção de imprevistos, mudanças de planos, fortes emoções…

CRESCER: O que você diria a uma amiga que está grávida?

Acho maravilhosa essa campanha da revista Crescer divulgando o curso online que eles oferecem gratuitamente. Eles perguntaram a mulheres que são mães o que elas diriam para uma amiga grávida. O primeiro vídeo que vi, quase no final da gestação, me deixou mega hiper emocionada me fazendo chorar em frente ao computador. Os conselhos pareciam ter sido feitos especialmente pra mim, mas foram feitos para todas as grávidas. Reproduzo aqui alguns que são os meus preferidos e que diria para minha prima Domi, a grivadíssima do ano.

“Você vai ser a melhor mãe que seu filho pode ter” – esse eu ouvi de uma amiga quando eu ainda estava grávida, e seu filho vai lhe dizer isso sempre com os olhos.

“Prepare-se para o inesperado” – realmente acontecem coisas que você até então não imaginara.

“Tire muitas fotos da sua barriga, você vai sentir falta dela” – eu achava meio papo furado, mas é a mais pura verdade do mundo! A gente sente muita falta do barrigão, já de cara, na maternidade, o bebê já está fora e você continua acariciando a barriga (coisa de louco!), depois toda vez que vê uma grávida bate uma saudadezinha. Eu tirei muitas fotos da minha barriga (até book fizemos!).

“Ache um tempo para ficar com o seu marido” – isso é muito difícil nos primeiros meses de vida do bebê, mas faça um esforço.

“Tudo bem sentir medo” – e como a gente sente!

“Você vai descobrir que é mais forte do que imagina” – sem comentários.

“Todo o resto vai ser menos importante daqui pra frente” – o filho muda nossa vida, nossa maneira de pensar, agir e é tudo de mais importante para nós.

“Amamentar é uma delícia” – é prazeroso demais, portanto não desperdice a chance!

“Ele vai ensinar muito a você”.

Só para completar, eu diria ainda:  você é a pessoa que seu filho mais conhece, desde o ventre – nunca duvide disso!

*

O que eu não diria: “aproveite para dormir agora”. Esse conselho eu detestava ouvir. 1. Você sente muito sono, principalmente a tarde, após o almoço, você faz como (?) fala pro seu chefe que vai embora pra casa aproveitar pra dormir?! 2. Por acaso dormir muito na gestação garante que você não terá sono depois?!

*

Curso de gestante CRESCER online: Além de textos, tem vídeos explicativos que tiram várias dúvidas sobre parto, amamentação, cuidados com a higiene, como a limpeza do umbigo, entre outras coisas. Tem diversas informações, inclusive um guia de sobrevivência para o futuro pai. É prático, rápido, de fácil acesso e GRÁTIS. Vale a pena conferir.