Promessa de mudança de hábito

Sabe promessa de final de ano? Eu estou assim com relação ao apartamento. Ando falando que vou fazer tudo quando mudarmos.

“Quano mudarmos….vou fazer a transição do Benjamin do berço para caminha”

“Quando mudarmos…. vou colocar o Benjamin na natação.”

“Quando mudarmos….vamos voltar a fazer as refeições à mesa.”

A mais nova promessa é: vou colocar uma rotina para tomarmos café da manhã, mas só….quando mudarmos.

Calma, Benjamin toma café da manhã! Quem não toma são os pais. Durante a semana, não comemos e bebemos absolutamente nada. Estamos sempre com horário apertado e não temos esse costume.

No entanto, Benjamin está crescendo e está na hora de implementarmos algumas rotinas para que ele tenha o costume. É o tal do exemplo.

Aos 32 anos, vivo ouvindo sermão dos meus pais e de tias sobre a importância de tomar café da manhã, que é a refeição mais importante do dia, dá mais disposição e ainda aumenta nossa capacidade de concentração.

Você não dá importância para tais sermões até se tornar mãe. Aí você passa a querer o melhor para seu filho e isso inclui mudar seus hábitos também.

Em 2012, a Nestlé, encomendou um estudo no Brasil, no qual foi avaliado a percepção de 300 profissionais da educação sobre os hábitos alimentares dos alunos e, 64% desses entrevistados afirmaram perceber que os estudantes não tomam café da manhã. O indicativo era falta de atenção e dificuldade de concentração durante as aulas.

Ou seja, meus pais e minhas tias estão certíssimos no sermão.

Entre os educadores entrevistados, 89% reconhecem que a falta de café da manhã influencia o aproveitamento das aulas e 95% entendem que crianças alimentadas têm mais disposição para aprender.

De acordo com a Pirâmide Alimentar Brasileira, um café da manhã balanceado deve incluir alimentos que oferecem energia e todos os nutrientes em quantidades e proporções equilibradas. Um exemplo, da Nestlé, de um café da manhã balanceado com cereais matinais pode incluir:

  • 1 porção de cereais (preferência aos grãos integrais, que fornecem fibras e nutrientes essenciais);
  • 1 porção de leite ou produtos lácteos (boas fontes de cálcio);
  • 1 porção de frutas (fonte de vitaminas e minerais)

Paola, minha amiga-mãe-blogueira e nutricionista, do Maternidade Colorida, ressalta “para cada idade, existem alimentos corretos para se ter uma alimentação saudável e equilibrada”. Segundo ela e vários outros nutricionistas que já ouvi, inclusive, a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês e crianças até 2 anos não devem ingerir açúcar. E as maiores podem consumir com moderação. Paola cita exemplos: se tomar leite com Nescau cereal, não precisa acrescentar açúcar; se colocar achocolatado, também não precisa do açúcar. “Uma boa forma de adoçar o leite é batê-lo com frutas doces: banana, mamão, maça”, sugere a nutricionista.

A vida é feita de escolhas. E incluir 20 minutos do dia para um café da manhã em família, só pode agregar coisas boas, entre elas, harmonia, cumplicidade, a troca de momentos que farão toda diferença ao longo do dia e de nossas vidas.

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Todo o meu amor para a avó do Benjamin

Hoje é aniversário da pessoa mais importante na minha vida, que sem ela nada seria possível.

Ela é a mulher mais guerreira que conheci na vida. Mulher de fé, fibra. Forte.

Ela sempre aceitou, obediente, todas as mudanças em sua vida.

Criou duas filhas sozinhas.

Acumulou duas funções. A de mãe e a de pai.

Sempre teve dois empregos.

Mas nunca foi possível sentir sua ausência. Porque ela era SEMPRE presente.

Graças a ela eu cresci e me tornei a pessoa que sou hoje. Meu segundo nome poderia ser “Caráter”. Algo que ela nos transmitiu como ninguém.

E aí me tornei mãe. A melhor que meu filho poderia ter. E com certeza  sou a melhor porque aprendi com a melhor mãe que tive.

Também passei a admirá-la ainda mais. E compreender tudo o que ela fazia (e ainda faz) por nós.

Sei que ela já abdicou de muita coisa por nossa causa.

Ela sempre me contou a história de que antes de vir ao mundo nós escolhemos os pais que queremos.

Não tenho dúvida de que ela foi a melhor escolha que fiz.

Hoje ela é a melhor mãe e avó que poderíamos ter.

Ela é minha mãe. Avó do Benjamin. Um ser humano admirável.

É pra ela esse singelo post de hoje. É pra ela todo o meu amor. Toda minha gratidão.

Amo mais que o sol.

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As agruras da maternidade

Tudo começou ontem depois do almoço. Uma angústia tomou conta de mim e eu falava pra minha colega de trabalho: “vontade de chorar, gritar, sair correndo”. Tem um monte de coisa pra acontecer, mas sinto tudo estagnado na minha vida. Culpa da minha ansiedade? Talvez. E aí tento me apegar na frase que li semana passada no instagram do ‘Mulher sem script’: “Calma. É aos poucos que a vida vai dando certo“.

Foi quando recebi uma ligação da escolinha e a calma que eu buscava foi para o espaço. Benjamin apresentava umas manchas no corpo, que começaram nas pernas e estavam subindo pra barriga. Fiquei apavorada. Podia ser uma alergia, mas como ele não estava tomando nenhum remédio e aparentemente não tinha ingerido nenhum alimento diferente, essa hipótese foi a última coisa que passou pela minha cabeça.

Incrível a minha capacidade de pensar sempre no pior. A primeira coisa que pensei foi referente ao galo na cabeça. Benjamin sofreu uma queda forte no sábado retrasado. Subiu um galo assustador, que baixou relativamente rápido, mas foi nessa segunda-feira passada que me ligaram da escolinha perguntando se ele havia caído em casa (sempre tentamos manter a escola informada no caso de machucados). Explicaram que ele estava com um galo no mesmo lugar do outro de antes, que só apresentava aquela mancha esverdeada e que ele não tinha caído na escola. Fiquei encanada com isso. Quando o busquei vi o galo e aquilo ficou na minha cabeça.

Então, fiz relações com isso, pensando que podia ser alguma reação, sei lá… saí do trabalho correndo, tremia de nervoso, nem sei como consegui dirigir até a escolinha. Fiquei mais preocupada ainda quando vi as manchas. Nesse meio tempo, eu já havia ligado para a pediatra dele que fez algumas observações do que poderia ser, e uma delas, a pior das hipotéses, podia ser púrpura infantil.

E lá foi a mãe fazer um Google. Gente essa é a pior coisa que devemos fazer nessas horas. Eu sei e não sei porque fiz. O marido me alertou, falou para eu não pesquisar, mas já tinha feito. Não gostei nada dos resultados que encontrei. Mas parei de chorar e no percurso para o hospital eu só pensava no quanto Benjamin é saudável, que não seria nada de ruim, seria apenas uma alergia seja lá do que fosse.

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Fomos para o hospital infantil Sabará. Fomos atendidos rapidamente. Além das manchas, ele estava com 38,6 de febre. Benjamin internou, fizeram exames de sangue, urina, medicaram na veia com corticoide, as manchas aumentaram e medicaram novamente com outro remédio. E se as manchas não passassem, fomos alertados: ele teria que ficar internado. Só que eu já estava mais tranquila e com a certeza de que as manchas sumiriam.

A médica saiu do quarto e como que num toque de mágica, Benjamin ficou branquinho. Sem mancha nenhuma. Fiz uma comparação entre Benjamin e eu. Apesar do medo que ele sentia cada momento que entrava uma enfermeira, ele chorava, mas não se debatia, não se mexia, ficava quietinho. Eu sempre fui assim desde pequena. Tenho pavor de hospital e agulha, choro (ou chorava, a gestação me fortaleceu mais nesse sentido), mas sempre fiquei quieta esperando o que fariam comigo. E sempre ficava incrivelmente boa diante da possibilidade de ter que ficar no hospital rs.

Benjamin teve uma urticária brava, uma alergia talvez causada por algo que ele tenha comido. De diferente, ele comeu morangos, fruta que a gente evitava por ter muitos agrotóxicos. Vamos procurar ainda um alergista, buscar saber o que aconteceu.

Ontem foi pra mim mais uma dessas provações da maternidade. Para qualquer mãe é muito difícil ver seu filho ser picado, tirar sangue, colocar acesso pro soro e ouvir seu choro e seu chamado: “mamãe, colo. mamãe, colo”. Como diz Denise Fraga, em seu livro “Travessuras de mãe”, ser mãe compreende muitas dualidades. É uma grande mistura de alegria e dor.

E foi com essa dor no peito que não deixei cair uma lágrima perto do pequeno, me enchi de coragem para ficar ao lado dele, segurá-lo durante todo o processo (eu que nunca havia segurado ele sozinha para tomar vacina) e deitar ao seu lado na cama do hospital.

Chorei sozinha quando fui ao banheiro, depois de já terem colhido o sangue dele. Chorei e pedi em silêncio para ir embora daquele lugar o mais rápido possível com o meu filho bem.

Lembro da primeira vez que Benjamin ralou o joelho. Aquilo doeu em mim também, mas era apenas um joelho ralado e pensei: ele ainda vai ralar muitas partes do corpo. E desde então, tenho provas disso quase que diariamente. Já pensei em comprar um capacete de tanto que ele bate a cabeça (até dormindo ele faz isso no berço). Na véspera de seu aniversário, ele caiu e bateu o rosto no batente da porta e quando vi o resultado achei que ele ia precisar levar pontos no supercílio. Sinceramente,  eu não estava preparada para isso.

Tenho me perguntado, será que estaremos preparadas algum dia? Um dia estaremos fortalecidas como mãe? Eu acho que me fortaleço a cada experiência dolorosa dessas, incluindo as pequenas. Mas acho que nunca estaremos preparadas.

É proibido proibir a entrada de meninos

Antes de ser mãe você imaginou que a maternidade te colocaria a frente de alguns dilemas?

Eu nunca tinha pensado tão profundamente nisso antes de ter filho. Por exemplo, hoje sempre me pego pensando em como é difícil criar seres humanos e no meu caso, acho complicado, principalmente, criar meninos.

Isso porque eu vejo uma cobrança muito grande em cima dos meninos relacionados ao machismo. Mais ou menos assim: menino não pode isso, não pode aquilo, menino tem que ser macho! Eu sou muito feminista, segundo o marido, para aceitar certas coisas. Portanto, vira e mexe me questiono até que ponto devo usar meus princípios feministas para influenciar meu filho.

Mas existem outros dilemas que ainda não tinha pensado até porque talvez não tenha chegado na fase. Outro dia minha grande amiga Dani mãe-já-de-dois comentou comigo que estava levando o filho mais velho para fazer natação. Eis que ela comentou que no banheiro feminino havia uma placa proibindo meninos de 5 anos entrarem no recinto. E que nesse estabelecimento não tinha banheiros voltados somente para crianças. Oi?

Ela me contou isso um pouco inconformada e tamanha foi minha incredulidade. Nunca tinha pensado nisso! Aliás, nunca tinha visto uma placa dessas. E tampouco vejo banheiros infantis, é raro vamos combinar! Fui conversar com outras mães e parece que essa placa é mais comum do que encontrar um trocador nos banheiros públicos.

Conversei com a psicóloga Fernanda Nogueira, mãe de dois, fundadora do Palavra de Bebê ,  que atualmente vive na Califórnia pesquisando sobre cuidados na primeira infância. Ela me disse que lá praticamente em todos os lugares, nos banheiros femininos, tem trocadores, normalmente simples, da marca Koala. Alguns lugares ela disse ter banheiros de família, fora dos banheiros específicos (feminino / masculino). No Brasil, encontramos alguns (poucos) lugares assim. Eu já vi o trocador fora dos banheiros – o que acho bacana, uma vez que não tem trocadores nos banheiros masculinos e, em minha humilde opinião, isso deveria ser obrigatório. Se o pai sai sozinho com a criança, ele troca aonde?!

Fernanda contou que já viu no Brasil essa proibição de meninos em banheiro femininos, principalmente em vestiário de clube. Mas que lá na Califórnia não viu esse tipo de proibição, os meninos que ainda não podem ir sozinhos ao banheiro acompanham suas mães no feminino.

Sei lá, na minha cabeça isso é básico! Não vejo problema de um menino de 5 anos acompanhar a mãe ao banheiro feminino. Vejo problema em deixá-lo ir sozinho num banheiro masculino! Um problema com um nome bem feito: pedofilia!

Tenho pensado muito nessa questão de pedofilia. Isso é um problema sério, delicado demais. A psicóloga Fernanda, diz que nesses casos de banheiros com esse tipo de placa, é sempre melhor encontrar uma maneira lúdica de conversar com as crianças, para que elas possam ficar alertas, não com medo, mas atentas ao respeito que os adultos devem ter com elas.

Concordo. Mas como ficam os estabelecimentos?

Alguém aí já pensou ou passou por alguma situação semelhante? O que vocês acham disso?

Queria ver alguém me impedir de entrar com meu filho no banheiro feminino. Primeiro que um estabelecimento que faz esse tipo de proibição, tem que no mínimo oferecer uma alternativa plausível, nesse caso específico, um banheiro infantil era o mínimo que deveriam oferecer.

Se não tem essa opção, vamos combinar, é proibido proibir!

Dois anos e uma visita ao pediatra

Nossa primeira consulta com a pediatra foi dia 20/06/2011. Ele tinha apenas 4 dias de vida. Não tínhamos pediatra e ela foi uma escolha certeira. Apesar de no início eu me sentir intimidada por ela, nunca quis trocar, sempre me senti segura.

No começo você vai constantemente ao pediatra, primeiro são visitas semanais, depois mensais até que o bebê completa um ano e pouquinho e essas visitas vão ficando cada vez mais espaçadas. Eu fiquei com medo se saberia viver sem essas consultas, se saberia medicar Benjamin caso tivesse um resfriado, mas logo a gente se adapta.

Sábado levamos Benjamin a uma consulta de rotina. Levei porque achei que 2 anos merecia uma inspeção médica pra saber se estava tudo se desenvolvendo bem, também porque Benjamin tem recusado o jantar na escola, então fiquei preocupada se ele estava precisando de alguma vitamina. E sei lá, talvez também para ouvir da pediatra que ele estava ótimo e que eu estava fazendo um bom trabalho. Ah, sim, claro, e para esclarecer algumas pequenas dúvidas que estavam acompanhando os pais de primeira viagem aqui.

É preciso continuar a esterilizar as mamadeiras?

Já fazia algum tempo que marido já me questionava isso. Não sabia responder e continuávamos esterilizando. Marido aproveitou para tirar a dúvida com a pediatra. A recomendação dela foi simples: água e sabão! Não precisa mais esterilizar.

E a pomada ainda precisa passar?

Sou motivo de piada com as amigas mães blogueiras. Um dia fiz essas pergunta pra elas e virei a mãe que vai passar pomada no filho até os 18 anos. Depois disso, avisei o marido que não era mais necessário passar pomada toda hora no Ben. Mas continuamos a passar. A pediatra riu quando contamos essa história.  É claro que precisa passar pomada, mas se a criança estiver assada.

Alimentação

Parecia que o marido estava esperando chegar o dia do aniversário do Benjamin pra tirar um sarro da minha cara. O dia inteiro ele ficou citando coisas que Benjamin ainda não comia e dizendo que ele comeria no dia seguinte, com dois anos e um dia. Ele se referia ao nosso trato de não oferecer certos alimentos ao Benjamin até os dois anos de idade. Acontece que não é bem assim, completou dois anos e virou “oba oba” vai comer um monte de besteiras. Sim, ele pode comer o que ele quiser, mas sei lá, com certa parcimônia. E ainda sou a favor de não oferecer coisas desnecessárias para as crianças. Por exemplo, não é porque ele completou dois anos que vou oferecer do nada refrigerante pra ele. Agora ele vai começar a tomar iogurte. Veja bem, IOGURTE e não Petit Suisse. Iogurte batido com frutas.

Peso e medida

Embora Benjamin esteja recusando o jantar na escola, ele tem comido em casa. Enfim, ele está com sua curva dentro do esperado: 12,100 gr e 87 cm. Conversei com a pediatra e assim como eu, ela acha que o horário do jantar ainda é cedo pra ele que talvez não tenha se adaptado. Então sobrou para a mamãe aqui fazer janta pra ele durante a semana. Em casa eu e marido não jantamos, só comemos um lanche. E a pediatra sugeriu fazer uma comidinha leve pra ele e congelar para vários dias. Só pode descongelar na geladeira porque fora perde os nutrientes. E esquentar em banho maria ou na panela, mas não no micro-ondas. Aliás, o leite também deve ser esquentado dessa maneira e não no micro-ondas. Pasmei! Aqui em casa, desque Ben completou um ano e pouco, sempre esquentávamos no micro-ondas pela praticidade. No verão nem esquentávamos, acostumamos ele a tomar na temperatura ambiente. A pediatra alertou: esquentar leite ou a comida do micro-ondas não é bacana, é altamente cancerígeno.

Alerta

A consulta foi super bacana, demoramos um pouco mais que o habitual, mas porque ficamos conversando sobre o desenvolvimento do Benjamin – que  ficou brincando com os brinquedos da sala da pediatra e ela só observando ele, dizendo que “ele está numa fase muito bacana, mãe, uma fase de descobertas”. Também é uma fase muito perigosa e que precisa de atenção redobrada dos pais. Janelas, escadas, portas devem ter grade de proteção. Crianças devem ficar longe da cozinha. Nessa idade todo cuidado é pouco.

Receituário

Depois de muita conversa eu confessei à pediatra: Benjamin tem recusado a nossa ajuda pra tudo. Ele quer comer sozinho, quer tirar sua roupa sozinho, colocar o sapato sozinho…e vai tentar ajudar pra ver só, ele faz um escândalo. Ele ainda é pequenininho. A pediatra disse: “mãe, é assim mesmo, ele está descobrindo tudo o que é capaz de fazer, ele está crescendo. Você é o tipo de mãe que quer ver o filho bebê. Ele está ótimo! Mas vou receitar algo….para os pais…..outro bebê!”

E a mãe saiu da consulta toda prosa, feliz, satisfeita e falando pro marido: “você viu o que a pediatra receitou…!” 😉

De verde e amarelo, és mãe gentil #protestomaterno

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O povo foi para as ruas. Alguns manifestar, outros para quebrar.

Sinceramente, não sou das que acham que é preciso quebrar para reconstruir. Não, não estou com dó do Itaú com seus vidros quebrados. Mas já vejo o Brasil como um país maltratado demais. Vandalismo nessas horas só piora a situação. Torna-se uma festa pobre e para essa prefiro não ser convidada e desejo que meu filho nunca faça parte.

Sou a favor da manifestação pacífica. Onde adultos, crianças, famílias inteiras podem sair às ruas tranquilos para reivindicar seus direitos. Como foi na última segunda-feira, 17/06.

O Brasil virou capa em diversos lugares do mundo.

As exigências são diversas, de PEC 37 a Estatuto do Nascituro.

Todos querem coisas em comum: transporte público de qualidade, trabalho, educação, saúde, segurança, direitos humanos, o uso correto dos nossos impostos, as pracinhas em boas condições (leite e fraldas num preço mais baixo é bem-vindo também)!

Acho bonito ver as pessoas lutando por seus direitos num país onde a corrupção e o juros altos reinam. Onde a desigualdade social é discrepante. Toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer

Embora não tenha saído às ruas para as manifestações, não estou programada pra só dizer sim, quero um país melhor para o meu filho e faço parte do #protestomaterno – Mães unidas por um Brasil melhor.

Quem disse que não dá pra fazer algo de casa enquanto você prepara a mamadeira, troca fralda ou lava a louça? Junte-se a nós: #protestomaterno

“Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair…” 
Cazuza

Aniversário

Filho, você completou dois anos ontem. Há alguns dias venho falando pra você que seu aniversário estava chegando. Incrível como você pegou o espírito da coisa rápido. Até o Pequeno Príncipe você conheceu e adorou!

Você acordou super animado. Minha mãe, sua avó, no meu aniversário ou da sua tia, sempre colocava uma música que representava aquela data. Pra você coloquei Aniversário, de Palavra Cantada. Para seu café da manhã, fiz uma vitamina e você tomou tudinho. Depois ficou com a vovó enquanto fomos arrumar o salão de festas.

Sua festa foi simples, mas feita com muito amor e carinho. Vovó Sasa, tia Luana, tia Gisele contribuíram muito para a festa ser um sucesso. Toda nossa família estava presente e muitos amigos da mamãe e do papai. Todos que nos querem bem.

Você estava radiante como sempre. Pensei que ficaria grudado a mim – o que tem acontecido nas últimas semanas. Mas não, no começo você ficou, depois se esbaldou com as outras crianças. E eu fiquei feliz por ver você feliz.

Do dicionário, comemoração é uma cerimônia realizada em memória de um acontecimento importante. Lembrança, memória.

E o seu aniversário, filho, para mamãe e para o papai é um acontecimento mega importante. É o dia que marca a transformações da nossas vidas.

Brincar e estar rodeado das pessoas que gostamos faz parte dessa e de outras comemorações.

Esse só foi o seu segundo aniversário. Temos muitos anos e muitas comemorações pela frente, filho.

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2 anos – As transformações da maternidade

Hoje eu poderia escrever um post em comemoração ao dia dos namorados. Mas vou me ausentar nos próximos dias para organizar a festa do meu pequeno Benjamin – que completa dois anos no próximo domingo (16/06). Então, resolvi falar do furacão maternidade. Mas neste post, é possível identificar uma declaração. Vale dizer que toda essa transformação só foi possível porque o Marido faz parte disso. Feliz dia dos Namorados!

*

Há dois anos eu não tinha a noção exata do quanto minha vida mudaria com a chegada do meu Ben. A gente sabe que a vida vai mudar, mas não tem dimensão da transformação que é a chegada de um filho. E ninguém, nem cursos, livros indicam essas mudanças. As pessoas alertam “se prepare, você nunca mais vai dormir direito”. Posso falar?! Grande coisa!

Eu nunca mais dormi direito, mas também nunca mais fui ao banheiro sem ser interrompida, nunca mais comi sem interferências, nunca mais fiquei no computador sem intervenção, nunca mais assisti a um capítulo de novela inteiro! A gente não consegue mais ir ao shopping fazer umas comprinhas, unhas e cabelos ficam enfadonhos, salão de beleza torna-se um sonho de consumo. Ler um livro torna-se missão impossível. Mas ainda sim, tudo isso, são apenas detalhes.

A mudança verdadeira acontece dentro de nós. Nasce em nós a capacidade de se doar ao outro. Aprendemos o significado verdadeiro da palavra abdicação. Nunca mais nos concentramos no trabalho se o filho estiver doente. Largamos tudo o que estivermos fazendo para ir buscá-lo na escolinha. O aparelho de celular – que antes era o seu xodó – é jogado no chão ao menor risco que você percebe ao ver seu filho escalar o sofá em direção à janela. Encontrar uma página rabiscada no seu livro preferido, te faz abrir um sorriso de orelha a orelha. Sua bolsa vive pesada e quando você resolve organizá-la encontra brinquedos, meias e as coisas da sua carteira todas espalhadas. A sua casa, antes perfeitamente organizada, vira um playground com brinquedos espalhados por todos os cantos.

Você nunca mais recebe uma notícia de acidente, tragédia ou doença envolvendo crianças, sem pensar que poderia ser seu filho, sem pensar na dor daquela mãe. E quando percebe, você está chorando com imensa vontade de abraçar seu filho (e a mãe do outro filho). Você se vê envolvida em algumas batalhas. Percebe que algumas não valem a pena serem guerreadas e que outras até valem. Se questiona o tempo inteiro dos princípios que até hoje você tinha convicção: tudo vale para meninas e meninos?!

Alguém diz que sua relação com seu marido vai mudar. Mas referem-se apenas à relação sexual. Ninguém diz que você vai passar admirá-lo ainda mais ao ouví-lo conversar com o filho de vocês, ao vê-lo ensinar algo, trocar fralda, dar banho, brincar, cantar e dançar juntos.

Você é capaz de dar a sua vida por outra pessoa. Mas também é capaz de fazer qualquer coisa para ganhar mais anos ao lado dela. Você aprende a dar valor às pequenas coisas, a admirar um belo pôr-do-sol, a ter fé no ser humano. Você deseja e passa a contribuir para um mundo melhor!

E mesmo com o cansaço do dia-a-dia, as preocupações, os medos, a insegurança e a incerteza de não saber se está no caminho certo, você anda com a única certeza que você passou a ter na vida: de que tudo o que você fizer por ele, vale a pena!

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Coisas que farei diferente com meu 2º filho

Ou coisas que eu faria diferente se pudesse voltar atrás.

Várias coisas eu faria diferente com meu segundo filho e que talvez possa ajudar algumas mamães de primeira viagem a fazer diferente com o primeiro filho.

AMAMENTAÇÃO
Amamentaria em livre demanda, a hora que ele quisesse, sem medo de ser feliz. Amamentei Benjamin todas as vezes que achava que ele queria, mas eu amamentaria em dobro. Primeiro porque faz bem a eles e a nós. Segundo porque não tem experiência mais especial e gostosa que essa e passa tããããão rápido…

CELULAR/LIVROS
Faria um esforço tremendo para não amamentar com o celular ou livro na mão. Eu sempre fui muito ansiosa e ficar quieta num lugar era impossível pra mim. Amamentar foi difícil nesse aspecto porque eu ficava sentada, parada e me dava a sensação de não estar fazendo nada. Resultado, logo me apeguei no celular e nos livros para apaziguar essa sensação na hora de amamentar. O que hoje vejo que era uma grande besteira, pois amamentar é isso mesmo, o ato de ficar sossegada, apreciar seu bebê fazendo aquele movimento de sucção. Eu não estava fazendo nada, eu estava me entregando. Amamentar é um momento de entrega total para o bebê.

VISITAS

Se chegasse visita na hora em que o bebê estivesse dormindo, pediria licença e ia dormir também! Isso eu não fiz e ficava irritada depois por estar cansada e não ter aproveitado o descanso do Ben para descansar também. Principalmente, se era visita, só que não (sabem como é?!).

CHUPETA
Não empurraria a chupeta para o bebê. Eu empurrei para meu Ben e ele não aceitava até que um belo dia aceitou.  Benzoca deu Tchau, Chupeta! aos cinco meses. Embora tenha sido fácil para ele, a mãe aqui sofreu e ainda sofre um pouquinho até hoje se questionando se isso fará alguma falta psíquica pra ele futuramente. Neura de mãe. #alouca

REGISTRO
Fotografaria bastante a barriga e escreveria todas as mudanças, os acontecimentos, os primeiros movimentos, as datas, enfim, faria um diário completo do período da gestação.

COLO DE MÃE 
Pegaria mais vezes no colo sem medo de mimá-lo, sem medo de acostumá-lo mal – bebês recém nascidos precisam do colo da mãe mais que tudo. Imagine que eles passaram meses no escurinho, quentinho e super protegidos. De repente saem para esse mundão de meu deus: essa temperatura louca que muda a cada dia (ou hora), essa luz toda, o barulho… Como ficariam mal acostumados só com um colinho de mãe?! O colo da mãe é quase que uma necessidade. Eles crescem e um dia deixam de caber por inteiro no colinho da mamãe ou pior, um dia eles recusam! Colo de mãe não é capricho, é amor!

Registre sua barriga!

Fotografe! Diariamente, semanalmente, mensalmente! Fotografe sua barriga!

Eu tirei várias fotos de quando estava grávida, mas me arrependo muito de não ter feito o registro no mesmo dia de cada mês, em determinado local da casa. Sabe, escolher uma parede, uma posição e todo mês fotografar?!

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Acho lindo aqueles vídeos de grávidas com a passagem do tempo e o crescimento da barriga.

O meu registro pula o início da gravidez. Acho que porque eu passava tão mal, acabava sem entusiasmo. Na verdade nem me ocorreu fazer esse registro.

Pode parecer que não tem diferença de um mês para o outro, mas depois que você olha as fotos percebe as diferenças.

Mas fiz algumas fotos em casa. Quando estava com 5/6 meses, minha grande amiga e fotógrafa Bruna fez um ensaio nosso no parque…

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E em casa…

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Aos 8 meses resolvi investir e fiz num estúdio da Fran Matos. Lembro que estava morrendo de vergonha, mas a Fran nos deixou super à vontades e o resultado foi bem bacana.

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Dizem que depois sentimos saudades da barriga. Trabalhei até o último dia da minha gestação. As pessoas não acreditavam no tamanho da minha barriga. Eu já andava quase parando, andava feito pata, como dizem. Sentia o peso, mas adorava desfilar com aquele barrigão.

Essas fotos são das últimas semanas:

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Sim, às vezes sinto saudades da barriga…

Portanto, se tem um conselho que me permito dar é: não economize nas fotos! Caseiras ou profissionais, faça bastante fotos da sua barriga. Porque essa é a lembrança que fica até a próxima gestação…rs