Na casa dos avós é sempre domingo?

No próximo dia 26, comemora-se o dia dos avós. Por isso, essa será uma semana especial aqui no Bossa Mãe.

Para começar, quero dar uma dica de presente para essa data: O livro dos avós – na casa dos avós é sempre domingo?

livro

Nesse livro, a psicanalista Lidia Rosenberg e o pediatra Leonardo Posternak, abordam a trajetória dos avós e as relações entre eles, seus filhos e netos. O livro surgiu após um questionamento de um amigo: “Onde a gente aprende ser avô?”. Existem inúmeros manuais que trazem dicas de como lidar com os filhos, nenhum era destinado aos avós. Esse surgiu pela necessidade que os autores encontraram em orientar os avós nos primeiros passos de relacionamento com seus netos.

Segundo os autores, vivemos no “século dos avós”. Com o aumento de expectativa de vida, muitos avós conhecem seus netos bebês e os acompanham até a vida adulta. Pesquisas comprovaram que as pessoas se tornam avós mais cedo, em média entre os 50 e 60 anos, o que as permitem curtir esse papel por mais tempo.

A obra destaca a experiência de se tornar avós, a importância do vínculo, o papel dos avós na vida dos netos, a nova responsabilidade que eles assumem ao se tornarem avós. Engana-se quem acha que avós não tem responsabilidades sobre os netos. A relação vai além….estende-se aos filhos.

Avós agora são pais de filhos adultos e deve dar espaço para os filhos errarem e aprenderem com seus erros. Além disso, não podem esquecer que mesmo adultos (e pais), os filhos precisam de apoio, carinho, reconhecimento, ajuda. E tudo isso em dose certa, é preciso tomar cuidado para não parecer invasivo. O fato é que quando a primeira criança chega na família, todos estão aprendendo novos papéis.

O livro traz um pequeno manual de autopreservação dos avós – dicas que façam respeitar seus direitos. Ao final traz um capítulo que eu até achei triste, mas muito válido, “O direito de sair de cena”,  fala sobre quando os avós não estiverem mais por perto. E tem um capítulo inteiro com a palavra do pediatra, com dicas incríveis onde o Dr. Posternak afirma que avós precisam estar munidas com informações confiáveis e atualizadas – isso contribui para que as avós não ganhem fama de intrometidas.

Gostei muito do livro e indico a leitura não só para avós, mas para os pais também. Acho que ele nos ajuda a compreender muitas atitudes dos nossos pais – avós dos nossos pequenos. Auxilia-nos no sentido de como devemos nos comportar com eles, depois que aprendemos um pouco da função deles como avós em nossas vidas.

Livro dos Avós – Na casa dos avós é sempre domingo?
Primavera Editorial
A partir de R$37,00

Festa Junina e uma reflexão sobre ansiedade e expectativa dos pais

Sábado passado foi a Festa Junina da escolinha do Ben. Há semanas as crianças estavam ensaiando e há dias eu ouvia a mesma coisa ao deixar o Ben na escola: “ele é um dançarino; dança direitinho; ele adora dançar; blá, blá, blá”, aquilo tudo que deixa qualquer mãe toda prosa.

Em casa eu comprovava isso, pois Benjamin sempre gostou de dançar. Principalmente a música da apresentação. Ele já conhecia e nós dançávamos muito em casa, mas eu não sabia que seria essa.

Passei a semana meio ansiosa. Na infância eu fui muito tímida, embora me apresentasse nessas ocasiões, sempre me permiti ficar encolhida. Mas no geral eu era muito tímida, mais quieta. Benjamin tem outro comportamento. Ele é extrovertido, alegre, sorridente, sem vergonha, li-te-ral-men-te. E esse sempre foi um dos meus desejos enquanto estava grávida. Eu desejava ter um filho sorridente, solto, extrovertido.

A apresentação da turminha dele foi a terceira e as duas anteriores o deixou empolgado, batendo palmas para os coleguinhas. Quando chegou sua vez ele se agarrou no meu pescoço. Eu sabia que isso podia acontecer, pois Benjamin tem demonstrado um pouco de vergonha em público. Subi com ele no palco, agachei e ali ele ficou comigo até que chegou o refrão da música e….vocês poderão ver com os próprios olhos (estamos à esquerda do vídeo):

Meu peito inflou de tanta alegria e orgulho. Bateu uma vontade imensa de chorar de emoção. E até agora, toda vez que vejo esse vídeo, essa vontade volta.

*
Mas porque não conseguimos controlar e colocamos tantas expectativas em nossos filhos?

Analiso o que disse lá em cima: sempre desejei que Benjamin fosse sorridente e extrovertido. Tudo o que não fui. Projetei nele, mesmo antes de nascer, coisas que não fui na minha infância. É muito louco isso.

As crianças tão pequenas são submetidas a apresentações das quais não estão preparadas psicologicamente e quem sabe fisicamente. Elas são treinadas por semanas, mas chega na hora H, ficam paralisadas. De um grupo de treze, uma ou duas crianças até fazem a alegria. Mas a maioria ficam ali no palco em pé, paradas, pensando sei lá o quê, olhando aquele bando de gente, a música alta rolando, as tias dançando olhando pra elas e os pais – os grandes expectadores – acabam frustrados. Pergunto: é necessária essa exposição toda?!

E é um sentimento natural(?!). Você quer ver seu filho dançar, fazer graça e quer mostrar pra todo mundo que seu filho é talentoso em alguma coisa (ou de preferência em tudo). Aliás, ansiamos ouvir isso a todo instante.

Estou lendo o livro “Sob Pressão”, de Carl Honoré – jornalista e historiador ex viciado em velocidade e rapidez que atualmente dedica-se a filosofia do Slow moviment. Foi indicação da blogueira Mariana, do blog Pequeno guia prático para mães sem prática e Minha Mãe que Disse. Estou gostando muito e em breve vamos sortear um exemplar aqui no blog.

Nesse livro, o autor fala justamente disso, da ansiedade e expectativa que nós pais colocamos em nossos filhos, da intervenção dos adultos na vida das crianças, de como usamos a tecnologia para vigiar os pequenos. Segundo o autor “estamos criando a geração mais conectada, mimada e monitorada da história”.

Falarei sobre esse livro mais para frente, mas uma das reflexões que ele traz e que quero deixar nesse momento, porque é a que tenho feito é: hoje vivemos para tirar o máximo que nossos filhos podem ser e/ou fazer. Queremos que eles tenham o melhor de tudo e que sejam os melhores em casa, na escola, nas atividades extra-curriculares, o dançarino em destaque na festa junina (por que não?!).

Mas não basta que eles sejam talentosos. Além disso, temos planos para a vida deles e desejamos fervorosamente protegê-los contra tudo e todos. Como diz logo no início do livro: “Queremos que sejam artistas, acadêmicos e atletas – e que deslizem pela vida sem privações, dores ou fracassos”.

Até que ponto isso é bom ou ruim? Será que isso faz bem para nós pais e, principalmente, para nossos filhos?

Sobre brincar, educação e limites

Olha ela aqui de novo. Não tem jeito, eu adoro Beth Monteiro! Sou tipo fã de carteirinha. Gostei muito do seu último lançamento “Criando filhos em tempos difíceis”, Editora Summus. Gostei, principalmente, porque é um livro direto, sem rodeios, a leitura corre rápida e de fácil compreensão. Parece uma palestra da autora. Ela é breve, mas vai direto ao ponto. E isso pra mim tem sido algo primordial, já que ultimamente ando sem tempo para ler.

Beth é defensora da infância e no livro ela destaca a importância do brincar. Ela afirma que as brincadeiras contribuem para que as crianças se tornem adultos criativos e até bem-sucedidos. É através das brincadeiras que as crianças são preparadas para assumir alguns papéis na vida. A obra traz um capítulo com dicas de brincadeiras para pais e cuidadores curtirem com as crianças. Brincadeiras, inclusive, com objetivo ligado ao desenvolvimento motor e psíquico da criança.

Esse livro não é um manual, não traz receitas, mas traz uma lição: é determinante a nossa participação na infância dos nossos filhos. Isso significa reservar um tempo só para a criança e fazer coisas do interesse dela. Não importa se é uma hora do seu dia, mas o tempo reservado para o seu filho deve ser um tempo de qualidade.

A autora também fala sobre educação e como lidar com alguns tipos de crianças, como por exemplo, a agitada, a do contra, a medrosa. Dedica um espaço para falar sobre a sexualidade da criança, as dificuldades de aprendizagem e as drogas.

Ao final, traz um capítulo voltado para a mãe – que li como se fosse uma carta e me trouxe um sentimento muito bom, de reconhecimento pelo meu papel. E tem um capítulo voltado para os avós, onde traz algumas dicas pertinentes de como agir nessa função.

Trechos do livro

“Resgatar a infância também resulta em resgatar o ser humano que existe dentro de cada um de nós, para que possamos sonhar com um futuro de paz, harmonia, respeito, amor, dignidade e progresso. Afinal, é a partir dos sonhos que tudo começa. Resgatar a infância de nossos filhos é investir no futuro da civilização.”

“O que faz que uma criança possa desfrutar de mais momentos de felicidade, sem dúvida alguma, é o ambiente em que ela se desenvolve, particularmente a compreensão e a aceitação dos seus pais.”

“Mães que amamentam nervosas, ansiosas, preocupadas, conversando com outras pessoas, não transmitem tranquilidade para o bebê. A hora da amamentação deve ser sagrada.”

“Os castigos só funcionam quando são educativos, portanto devem ter uma relação lógica e direta com o erro.”

“Deixe que caia, não resolva as coisas por ela, não a ensine, permita que descubra sozinha. Controle a ansiedade, pois os adultos tem mania de querer ensinar.”

“O desejo que muitos meninos apresentam de brincar com bonecas ou de casinha não é nada além da necessidade de treinar o papel de pai. É uma pena que nossa sociedade seja tão machista e dura com a educação dos meninos. Eles não podem mostrar delicadeza, fragilidade, emoção.”

“A disponibilidade emocional dos pais é o meio pelo qual a criança aprende a perceber o mundo e a se relacionar com ele”

“Oponha-se a tudo que for contra os seus valores éticos, religiosos e sociais. Não tenha medo de dar limites ao seu filho.”

“Não existem pais perfeitos e nenhuma criança precisa de perfeição. Não fique buscando modelos em amigos que dizem saber educar: siga o seu modelo.”

“Seu filho nasceu de você, mas não é propriedade sua. Ele pertence ao mundo, que exige tanto dele quanto de você. A vida está aí, aproveite-a bem, pois você não sabe se terá outra oportunidade. Largue aquele velho discurso de que os filhos dão trabalho, que você não tem tempo para nada, que ser mãe é padecer no paraíso, que você é uma infeliz, que ninguém ajuda. Saia do papel de vítima. Faça novos projetos de vida e corra mais riscos, pois estes nos levam às mudanças. Faça experiências com a vida experimente ousar mais.”

Abaixo, uma breve entrevista com a autora. Assunto: limites.

Bossa Mãe: Como educar os filhos, impor limites e regras de forma positiva?

BM: Educar implica em colocar limites sim, mas de acordo com a faixa etária e de desenvolvimento cognitivo da criança. Ser mãe implica em estudar!!! Estudar o funcionamento daquele ser que geramos. É um absurdo ver que tem gente que nunca busca saber nada!

Vai batendo, dizendo nãos, ou dizendo sins, sem pensar antes!!!

Bossa Mãe: Muitas pessoas colocam as crianças no cantinho para pensar quando elas se comportam mal. Sinceramente, não acredito que uma criança de dois anos pense no seu comportamento errado. A Dra. é a favor desse método? Quais métodos a Dra. sugere?

BM: Dar limites implica em pensar: o que eu acho?, será que isto me incomoda?, será que o meu filho já tem idade para entender?…

Odeio colocar uma criança pequena para pensar sobre os seus atos. Quem faz isso, não tem noção do desenvolvimento cognitivo de uma criança. Ela só consegue pensar sobre os seus erros à partir dos 6 anos! Em vez de assistirem a esses programas adestradores, é melhor assistir Seu Cão, Seu Dono… É a mesma coisa!

O castigo deve ser educativo. E o que mais entristece uma criança é saber que ela desagradou às pessoas que ela ama. Basta dizer que a mamãe está triste e brava porque ela fez tal coisa (apontar o que ela fez), e dar-lhe uma fria!” A mamãe não quer falar com você agora”.

Mas também não vá ficar um dia inteiro sem falar com a criança.

Bossa Mãe: Dizer “não” às vezes é preciso, mas muitas vezes também é desnecessário. Como e quando usar o “não”?

BM: Educar com coerência implica em agir da forma que você pensa: se você não gosta de deixar a sua criança pequena dormir na casa dos amigos e se isto a preocupa, basta não deixar. Não importa que as outras mães deixem. Se você não fica tranquila com isso, pronto! Já sabe o que deve fazer! Mas também não exagere! Vá se atualizando enquanto o seu filho cresce. Mas não abra mão das suas convicções. É melhor que a criança chore pela frustração, do que você, de arrependimento.

Bossa Mãe: É um desafio educar, principalmente porque nós pais temos que rever nossas práticas. Impor limites, exigir respeito, envolve também ser coerente, ter bom-senso. Fale um pouco sobre esse princípio do bom-senso.

BM: Bom-senso é saber a medida exata entre o máximo e o mínimo: é encontrar o ponto de equilíbrio. Ex.: Você não vai sair para ir a uma loja de cristais com a sua criança, mas também não vai deixá-la em casa, se não tiver com quem deixar. Então, fique com ela no seu colo se tiver mesmo de ir a tal loja. Tem lugares que não são feitos para a criança frequentar. E para saber, basta ter bom-senso!

*

Em agosto, Elizabeth Monteiro promoverá encontros quinzenas em São Paulo e Campinas. Trata-se de um grupo de orientações para mães, junto com a psicopedagoga e doutora em educação Sonia Losito. Serão 8 encontros, das 14:00 às 15:30, às quartas-feiras em São Paulo e às segundas em Capinas. As vagas são limitadas. Interessados devem entrar em contato por inbox através da página no facebook de Elizabeth.

E a vencedora é…

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2)      Ana Paula

Parabéns, Ana Paula!!!!!

Vou entrar em contato por e-mail para pegar seu endereço.

Para todas um Feliz Dia das Mães!!!

Sorteio do livro: A Culpa é da mãe

É incrível como nós mães sentimos os mesmos medos. Nos preocupa não sabermos nunca se estamos fazendo a coisa certa. Queremos educá-los da melhor forma, criar pessoas melhores, afastá-los das coisas ruins, almejamos que eles saibam fazer as escolhas certas e, principalmente, que eles cresçam saudáveis e felizes. Nem tudo depende de nós, mas acho que faremos o possível e o impossível para tudo dar certo. Infelizmente nunca saberemos se estaremos fazendo a coisa certa, nunca sabemos em nenhum aspecto da vida. Com certeza estamos criando nossos filhos pensando sempre no melhor, pensando sempre em acertar. A Tarsila, uma das filha da Betty Monteiro, autora do livro A Culpa é da mãe, fez uma declaração muito linda e emocionante para a mãe na edição de maio, na revista Pais & Filhos. Ela disse: “A culpa não é da mãe, você é a nossa solução“. Vamos deixar a culpa de lado e curtir a maternidade em sua plenitude.

Vamos ao sorteio.

As leitoras participantes do sorteio são:

1)      Mariana Mello

2)      Ana Paula

3)      Denae

4)      Daniela Maio

5)      Lizandra

6)      Angela Cristina Raizer

7)      Larissa Sanches

8)      Ana Carolina Amado

9)      Estela Karoleski

10)   Raquel

Boa sorte!

 

Livro: A criança mais feliz do pedaço

A criança mais feliz do pedaço

‘A criança mais feliz do pedaço’

Enfim, terminei de ler meu primeiro livro materno do ano: A criança mais feliz do pedaço, do professor de pediatria Harvey Karp. Eu simplesmente amei e indico muito esse livro. De todos que li até agora sobre como educar e lidar com as birras, esse é o que mais dá dicas práticas e reais de serem aplicadas.

O livro fala sobre os fundamentos da relação criança e pais; a importância de se conectar com respeito com as crianças, traz um capítulo inteiro sobre a comunicação mais usual com as crianças – o autor define como Criancês, mas é muito conhecida como Manhês. E foi nesse capítulo que me deparei com a maior dificuldade que tive no início da minha relação com o Benjamin, falei sobre isso AQUI.

O autor apresenta uma regra de ouro para comunicação, ele define como: Fast-food. O método da regra é basicamente: “sempre que falar com alguém que esteja pertubado, repita os sentimentos dessa pessoa primeiro, antes de dar seu conselho ou de fazer um comentário”. Os pontos principais da regra Fast-food são:

1. Quem está pertubado fala primeiro; a outra pessoa ouve, repete o que ouviu e só então tem sua vez de falar;
2. O que você diz a uma pessoa pertubada não é tão importante como o modo com que você fala;
3. Os melhores pais usam essa regra em vez de palavras que ferem, comparam, distraem e se apressam a silenciar os sentimentos.

Um dos capítulos traz dicas de como moldar o comportamento do filho, incentivando as crianças boas e desestimulando as crianças que não são tão obedientes. O autor ensina como educar, utilizando um conceito simples que ele chama de Luz Verde, Luz Amarela, Luz Vermelha.

Comportamento Luz verde: dá dicas de como incentivar o bom comportamento do seu filho, com 5 métodos: 1) Recompensas – incentivar a cooperação com coisas divertidas, então ele dá exemplos como, dar atenção, fazer elogios, apertos de mãos, estrelas, segredinhos (que é você falar bem da criança para outra pessoa fingindo que não está vendo a criança ouvir); 2) Construir a confiança – sempre utilizar o respeito e às vezes se fingir de bobo (mostrar que a criança sabe mais de determinado assunto, por exemplo, faz com que ela se sinta esperta e vencedora);  3) Ensinar paciência – desenvolver o autocontrole, alongando a paciência de seu filho, fazendo-o esperar um pouco e um pouco mais sempre. Isso contribui para a criança aprender a ter paciência. 4) Criar rotinas diárias – as rotinas quando simples ajudam as crianças se sentirem seguras. Pode ser uma conversa na hora de dormir (rever tudo o que a criança fez no dia, por exemplo), contar uma história; 5) Plantar sementes de gentileza: ensinar boas maneiras através de contos de fadas, faz de conta, estórias.

Comportamento Luz amarela: dá 4 dicas de como superar o comportamento irritante das crianças, como choramingar, por exemplo. 1) conectar-se com respeito – usar a regra do fast-food e o “criancês”; 2) Ter limites claros e coerentes – implica falar de um jeito simples, frases curtas e repetição para a criança entender quando você fala; 3) Criar concessões ganha-ganha – usar um pouco de negociação e senso de justiça do seu filho para transformar as situações de “não-não” em uma situação em que todos ganham; 4) Aplicar consequências moderadas – alertas de palmas e ignorar com gentileza são modos persuasivos de mostrar a seu filho que os comportamentos incômodos não o levam a lugar algum.

Comportamento de Luz Vermelha: apresenta dicas de como frear o mau comportamento. Então, por exemplo, três tipos de maus comportamentos que você deve evitar: Atos perigosos, como correr para a rua; Agressão; Desobedecer às regras da família. É uma regra basicamente ligada a disciplina. Esse capítulo fala sobre castigo, como usar e regras básicas.

O livro inteiro é muito interessante porque dá dicas na prática, além de ter muitos relatos e, perguntas e respostas. Eu fiz várias anotações no próprio livro e desde que comecei a ler, procurei colocar em prática algumas dicas. Uma vez fiz uma pequena nota sobre manha e também já falei um pouco sobre o Terrible Twos. Desde que comecei a colocar em práticas algumas ideias do autor do livro, as manhas aqui em casa, que ainda não eram grandes mas caminhavam para essa direção, diminuíram.

Ainda não coloco Benjamin de castigo, por exemplo, mas um método que tem funcionado muito é a comunicação e a forma como tenho falado com ele. Tenho usado mais o método do livro que consiste em você falar com a criança como a criança que de fato ela é e não como se estivesse falando com um adulto. Isso significa mudar o tom de voz, falar como se estivesse encenando (tipo quando a gente lê um livro e interpreta os personagens), usar frases curtas, mostrar que você entende o que seu filho sente.

Algumas vezes é difícil, mas o resultado é sempre positivo. Prova disso foi outro dia ao deixar Benjamin na escolinha. Ele estava com um brinquedo na mão e não queria deixar no carro, eu não usei esse método de falar com ele, explicar que o brinquedo deveria ficar, simplesmente tirei o brinquedo da mão dele e disse que não podia levar, disse assim sem mais nem menos como se falasse com um adulto. Esse menino começou a berrar de uma forma, nunca o vi gritar e chorar daquele jeito, ficou sentido, além de birrento. Ele entrou na escolinha e do carro eu ouvia os gritos dele. Aquilo acabou comigo, com o meu dia. Chorei a manhã inteira. Fiquei me achando uma imbecil, e pensando que se tivesse usado o método que venho usando, nada daquilo teria acontecido. E é verdade, pois toda vez que a gente tem saído e Benjamin está com um brinquedo na mão, se eu uso esse jeito diferente de falar, ele age como se fosse um menininho compreensivo e educado, sem birras.

Minha conclusão é que muitas das ações dos nossos filhos estão ligadas também ao nosso comportamento. Não podemos exigir que eles agem de um forma absolutamente coerente tendo apenas 2, 3, 4 anos. Coerente temos que ser nós, pais. Não esquecer que nossos pequenos não tem a habilidade que nós temos para pensar e raciocinar. É a nossa forma de agir que vai fazer com que eles comecem aos poucos ter noção da ação e reação. E somos nós, com paciência, respeito, moderação, que podemos moldar o comportamento deles. Como diz o autor o livro, as crianças são seres primitivos e a tarefa dos pais é estabelecer limites inteligentes e a tarefa da criança é testar esses limites. As crianças literalmente não conseguem parar de explorar, tocar e puxar tudo. É assim que elas aprendem sobre o mundo e sobre si mesmas. Assim, enquanto você pode achar que sua criança está desafiando, ela pode achar que você está bloqueando injustamente sua maior alegria – a descoberta.

A biblioteca do Benzoca

Eu amo livros. E de uns tempos pra cá comecei a comprar mais – não que a condição financeira favoreça isso, mas chega uma hora que livros passam a ser um item de primeira necessidade para os amantes da leitura. Gosto do livro físico, nada desse negócio de ler no iPad. Amo cheiro de livros. É quase um vício. Seja velho ou novo.

Um dos meus desejos de mãe é Benjamin gostar de livros tanto quanto eu gosto. E aí me bate uma saudade infinita do meu avô paterno, que amava livros como ninguém. E que curtiria muito esse seu bisneto.

Desde bebê comecei a montar a biblioteca do Benzoca. Deixo alguns livros acessíveis para ele na sala e outros guardados em seu guarda-roupa (até mudarmos para o apartamento e compramos um móvel para colocar todos os seus livros).

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Sempre tentei contar história para ele antes de dormir, mas o menino fica ainda mais aceso. A concentração dele também dura 3,2,1 segundo. Ele demonstra interesse, mas logo sai para fazer outra coisa. Muitas vezes ele também pega um de seus livros, deita de bruços, folheia e aponta para as imagens. Em outros momentos ele traz o livro para nos mostrar algo ou para que contemos a história para ele – que ouve por 3,2,1 segundo.

Mas acho que já posso considerar que meu Ben gosta de livros. Ler é um prazer e acho que devemos incentivar esse hábito nas crianças. Ler só traz benefícios e alguns deles são:

– desenvolvimento do nosso repertório e nossa capacidade de comunicação (falada ou escrita);

– apresenta outros mundos;

– estimula a criatividade;

Preparei algumas dicas para quem quiser incentivar a leitura desde cedo:

Seja um exemplo. Leia na frente de seu filho. Não adianta exigir algo que você não faz.
Quanto antes começar a ler para o seu filho melhor. Não existe uma idade para iniciar a criança ao mundo da leitura.
Não se intimide. Ao contar uma história para seu filho, use entonação, caras e bocas.
Visite livrarias. Eu sempre levo Benjamin à livraria e o deixo livre na parte infantil.
Presente. Livro também é presente. Dê para o seu filho e compre também para ele presentear os amiguinhos.
Incentive. Se ele ainda é pequeno apresente as imagens, mostrando o sapo e falando “sapoooo”. Com o tempo, faça você a pergunta “O que é isso?” apontando para o sapo.
Leia para seu filho. É um momento para estreitar seu relacionamento com ele.

E dicas para quem quiser montar a biblioteca dos pequenos desde cedo:

Livro adequado para a idade. Busque apresentar livros da faixa etária do seu filho. Se ele ainda é bebê, existem várias opções de livros para banho ou de tecido.
A escolha do livro. Além de ter que ser da faixa etária da criança, busque indicações de livros infantis. É importante o livro ter uma linguagem simples e lúdica. Imagens ajudam a compor a narrativa. Gosto muito de livros musicais e com pop-up.
Diversificação. Tenha livros de diferentes estilos e temáticas.
Organização. Você pode organizar por tamanhos ou cores. A segunda opção acho mais interessante para a criança, pois ela já vai assimilando as cores.
Aparadores. Andei vendo uns aparadores lindos para os livros das crianças. Tem um do Pequeno Príncipe, que é o meu xodó no momento. É da Tok&Stok, aqui ó!
Móvel/Acessibilidade. Deixe os livros em lugares de fácil acesso para os pequenos. No Pinterest achei esses móveis que achei bacana:

Imagens Pinteres

Imagens Pinterest

Eu já disse mais sobre livros AQUI.

Pequeno Príncipe Completa 70 anos

Todo mundo conhece a história do Pequeno Príncipe que vivia no planeta e um belo dia resolveu explorar o mundo. Em cada lugar por onde passava ele se depara com sentimentos: amor, amizades, diferenças, solidão, egoísmo e perda. Criada em 1943 pelo francês Antoine de Saint-Exupéry, a obra completou sábado (06/04), 70 anos e continua tocando corações.

Tenho dois exemplares do referido livro. Um foi presente da minha grande amiga Bruna, outro foi presente do marido – uma edição bem antiga que era dele. Benjamin tem um exemplar em espanhol, o seu primeiro, que compramos em Buenos Aires. Nossa ideia é comprarmos um exemplar a cada viagem diferente que fizermos com Benzoca, montar uma coleção especial para ele, além de ser um método para inspirá-lo a conhecer outras línguas.

Não só em minha opinião, mas de vários profissionais, esse é livro obrigatório para as crianças e, claro, para adultos também – afinal fala também da relação da criança com o adulto. O livro fala de tantas coisas complexas de forma simples e cheio de simbologia, nos faz refletir, mesmo que seja em cima de nossas crises existenciais.

Embora seja antigo, acho que é um livro sempre atual. Você pode ler diversas vezes e nunca a leitura é a mesma, sempre pode perceber uma pequena mudança em você e nas possibilidades que se apresentam.

Alguns dos meus trechos preferidos do livro, embora eu tenha vários outros:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Só se vem bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.”

“A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar.”

“As pessoas grandes são muito esquisitas.”

“…esse aí seria desprezado por todos os outros, o rei, o vaidoso, o beberrão, o empresário. No entanto, é o único que não me parece ridículo. Talvez por ser o único que se ocupa de outra coisa que não seja ele próprio.”

“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.”

O livro também ensina uma das coisas mais importantes na vida, como disse minha amiga em sua dedicatória no livro que me deu, “aprendemos que as coisas mais importantes na vida são as mais simples”.

*

O Estadinho fez um especial sobre o aniversário do Pequeno Príncipe. Traz entrevista com Silvia Oberg, especialista em literatura infantojuvenil, entrevista com Marina Colasanti, jornalista, escritora, autora do livro “O Reinado do Doce Príncipe”, e até depoimentos de crianças a respeito do livro. Confira  AQUI.

Retrospectiva 2012 Bossa Mãe

Em tempo de final de ano e tantas retrospectivas, resolvi fazer uma do blog para relembrar alguns momentos.

Posts mais lidos

1) Organização de festa de aniversário – Parte 1
2) Bater não é forma de educar
3) Porque segunda-feira pode começar com clima de festa de aniversário – tema Carros
4) Porque toda mãe quer mudar o mundo/ e toda mãe tem direito a informação (e apoio) de qualidade
5) Música para criança
6) Confissões de um pai de 30
7) Organização festa de aniversário – Parte 5 (Compras)
8) Ter filhos traz felicidade
9) Primeiro aniversário do Benjamin
10) O parto do Bossa Mãe

Posts que mais gosto

1) Ter filhos traz felicidade
2) Que tipo de mãe que você quer ser
3) Tchau, chupeta
4) Trabalho de reconhecimento pessoal
5) A (temida) lista de recomendações
6) Almas perfumadas
8) Num coração cabe tanto amor
9) Das coisas que são inexplicáveis
10) Cheia de Bossa
11) Mães precisam de amigas mães
12) Lista de promessas (domésticas?!) 2013

(Na verdade tem muito mais, só que é muito difícil escolher)

Posts sobre livros que li e mais gostei de escrever

1) Coração de Pai
2) A maternidade e o encontro com a própria sombra
3) Mulher sem script
4) Soluções para disciplina sem choro
5) Travessuras de mãe
6) 101 ideias para curtir com seu filho

Presente de Natal – Lista de participantes

Essa é a lista de participantes do sorteio de Natal do Bossa Mãe.

1)     Raquel

2)     Andrea Malafatti

3)     Paula

4)     Carmen Adélia

5)     Janaina

6)     Lizandra

7)     Fernanda Oliveira

8)     Selma Helena

9)     Leybiana Cristina

10)  Ana Paula

11)  Amanda Ansaldo

12)  Kênya Figueiredo

13)  Mariana Mello

14)  Adriana Carvalho

15)  Viviane Caleiro

16)  Larissa Sanches

17)  Juliana Favaron

18)  Luiza

19)  Fabio Chiorino

20) Eduardo Gonçalves

21) Iara Paula de Almeida

Daqui a pouco, o resultado.

Boa sorte!!!!