Chegou a hora da vistoria no apartamento

Em janeiro desse ano, anunciei aqui a VENDA da casa em que moramos e falei da nossa aquisição: a casa o apartamento próprio.

Pois é, 7 meses se passaram, a casa ainda está a venda e nós ainda moramos nela.

A novidade é que estamos bem próximos de nos mudarmos. Dias atrás numa ligação, isso ficou evidente. Era chegada a hora da vistoria do apartamento.

Pode parecer bobo, mas gente, ninguém tem noção da ansiedade, alegria e emoção que tomou conta de mim. Tudo junto e misturado. Data e horário marcado estávamos os três lá: eu, Marido e Benjamin. Ah, a Ana, arquiteta também.

Quando vi Benjamin andando pela área da piscina, quadra de futebol, quase tive uma parada cardíaca causada por forte emoção. Ok, exageros a parte, fiquei bem emocionada. Uma sensação de tarefa sendo cumprida. Porque agora, depois do meu Ben na minha vida, é diferente o sonho da casa própria. É por ele, é para ele.

Ao entrar no apartamento….sei lá, passou um milhão de coisas na minha cabeça – das quais vou registrando por aqui ao longo das próximas semanas.

Eu tinha outra imagem do apartamento. Achava que ao entrar, cozinha, sala, corredor para os quartos, fossem tudo para a esquerda (não sei de onde tirei isso, mas nesses dois anos e meio, quando fechava os olhos e pensava no apartamento era assim que eu o via). Na verdade é tudo para o lado direito, me senti canhota mesmo não sendo. A louca! Depois de um tempo lá dentro, me acostumei.

Nosso apartamento está lindo, com tudo funcionando corretamente, na varanda bate um ventinho gostoso que invade a sala, a luz também toma conta de todo o ambiente.

Benjamin correu por todos os lados, escolheu seu quarto (que era já, o qual em pensamentos, eu destinava para ele), fez questão de ajudar a testar todas as tomadas.

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A ansiedade agora está grande para mudarmos. O mais legal é que agora, após ter entrado nele, consigo sonhar com o jeito que quero deixá-lo, as coisas que vou colocar nele, o lar doce lar que quero transformá-lo….

*

Você está passando ou vai passar por uma fase parecida com a nossa?

Separei alguns links com dicas para você se preparar para a vistoria do apartamento:

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Rotina Compartilhada

Aqui em casa não aderimos à cama compartilhada, mas recentemente adotamos a rotina compartilhada.

A rotina compartilhada consiste em dividir as rotinas do Ben entre os dois: pai e mãe.

Devo confessar que eu monopolizei duas das rotinas desde que Benjamin nasceu: banho e hora do sono. Sempre fui eu que dei banho e o fiz dormir. SEMPRE! Claro que algumas vezes deixei o marido fazer, mas era uma vez a cada 30 dias.

No início do ano propus ao marido:

– Vamos compartilhar algumas rotinas?

Ao que ele respondeu de bate–pronto, sem ao menos ouvir a proposta:

– Vamos!!! Você vai acordar mais cedo um dia sim outro não para cuidar dele?

(é SEMPRE o marido quem acorda mais cedo para arrumar o Benjamin antes de sairmos durante a semana)

Respondi: – Calma, não precisa radicalizar…

Bom, o que o marido não sabia era que a intenção da minha proposta era beneficiá-lo. Em segundo plano, juro, estava a minha intenção de ter uns breves momentos livres.

Como disse, percebi que monopolizei essas rotinas e, após esses meses todos, me tornei uma mãe madura, elevada, passei achar importante Benjamin passar esses momentos com o pai também.

Os filhos já têm uma ligação infinitamente forte com a mãe. Considero esses dois momentos (banho e sono) uma ótima ocasião para estreitar ainda mais esse vínculo. E nada mais justo que proporcionar isso ao pai também. Acredito muito que as relações são construídas a partir do vínculo. A relação é alimentada através do que compartilhamos com as pessoas queridas.

Sem contar que Benjamin está crescendo e acho importante pai e filho terem um momento deles. Banho, por exemplo, até por uma questão de reconhecimento. A hora do sono, porque eu passei a achar que o papai estava perdendo umas gracinhas deliciosas que só eu estava curtindo.

Dividir essas duas rotinas com o pai do meu filho era a forma que eu tinha de ajudá-los a criarem seus próprios códigos. E Benjamin por ser um menino, nada mais justo. Meninos têm códigos que só os meninos reconhecem.

É claro que tem dias que Benjamin quer fazer tudo comigo. Marido às vezes reclama “ele só chora no banho comigo”, “eu não consigo fazer ele dormir direto no berço”. Mas acho que é tudo uma questão de jeito, adaptação, tempo.

Dividimos assim: um dia eu dou banho e faço dormir, no outro dia é a vez do marido.

Com isso, eu acabei desafogando as minhas noites também. No dia do marido, tenho algum tempo livre (mesmo que curto) para me dedicar a outra atividade, de preferência algo mais pessoal do que doméstica.

Ainda teria mais rotinas para serem compartilhadas, no sentido mais pejorativo de divisão das tarefas e não de participação. Seria o caso de eu acordar mais cedo algumas vezes durante a semana, mas falta maturidade no meu relógio biológico (eu vivo acreditando que marido compreende isso, até porque ele sempre fala que precisa de poucas horas de sono). Tem também as trocas de fraldas. Marido já trocou 2.185 vezes a fralda do Benzoca, enquanto eu fiz 840 trocas. Acho que está na hora de colocarmos em uso essa roleta de obrigações que adquirimos na loja do Potencial Gestante.

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Eu adoro dar banho no meu Ben e, principalmente, fazê-lo dormir. Mas acho também que era meu dever como mãe, proporcionar esses momentos entre pai e filho. Nós mães, sem querer, dominamos o espaço, a casa, as relações. Somos o alicerce de tudo. E acho que nos cabe construir essa ponte.

*

Dica

A roleta de obrigações é um produto bacana e uma forma divertida de presentear o marido daquela amiga que não ajuda em nada com as obrigações do bebê. Sabe aquele pai que acha que não precisa acordar de madrugada, dar banho, mamadeira, trocar fraldas, porque ele já fez o que devia ter feito: fecundar a esposa? Então, ótima sugestão de presente.

Aqui em casa eu julgava que não precisávamos dela, pelo menos, não para indireta pro marido. Compramos numa oferta bem legal no Black Friday, junto com a trena amarela – que estamos aguardando a mudança para então colar no quarto do Ben.

Clique AQUI e conheça a loja Potencial Gestante.

Vende-se essa casa

(Esse post vai ser grande, pode ser lido em doses homeopáticas)

Era uma vez…

Sempre morei de aluguel, não por essa ser a minha maior aspiração. Em minha existência de 30 anos, morei em 5 casas. Foram períodos bem longos em duas delas, sendo que nas três primeiras foi com minha mãe e minha irmã. Uma das maiores lembranças da minha vida é o dia em que chegamos (eu e minha mãe) na primeira casa. Antes, pelo que entendo das lembranças, morávamos de favor na casa de parentes de 2º grau da minha mãe. Minha irmã, bem pequena, ficou nessa casa enquanto eu e minha mãe passamos a primeira noite na casa nova, só nossa, da minha mãe.

Era a maior conquista dela: conseguir alugar uma casa para morar com suas filhas, construir sua vida. A casa até era espaçosa: dois quartos, sala, cozinha, banheiro (que ficava na parte externa) e um quintal. Não tínhamos nada, nenhum móvel, eletrodoméstico, utensílio, NA-DA! Acompanhou-nos apenas um colchão de casal – onde dormimos a primeira noite e o eco das nossas vozes e dos nossos passos. Compreendi o motivo da Luana, minha irmã, tão pequena, não estar ali com a gente.

Eu vi aquela casa ganhar forma, personalidade, cores, vida. Lembro da chegada do armário (azul claro) da cozinha, a geladeira, a mesa, o barzinho, a cadeira de balanço, nossas camas, a piscina de plástico… Vi aquela casa construir sonhos e memórias. Ali presenciei minha mãe tomando coragem e seguindo a orientação do médico “mãe, isso é frescura, manha de criança, quando sua filha fizer isso novamente faça o que lhe digo que passa rapidinho” e não é que depois de ter a enfiado na água fria do tanque, minha irmã nunca mais chorou prendendo a respiração até ficar roxa, como era de costume, deixando minha mãe apavorada achando que a menina ia morrer. Chorei a morte da Xuxa – minha primeira cachorra, quando a encontrei deitada no quintal. Chorei quando num Natal não encontrava meu presente, pensando que Papai Noel tivesse me esquecido. Foi naquela casa que começou a construção das minhas memórias. É de lá que guardo as primeiras fotografias de um tempo que passou assim, num piscar de olhos.

 Gabi e Luninha

Mesmo sendo uma casa alugada, minha mãe sempre cuidou com afinco, amor, como se fosse dela, nunca agiu como se não fosse, nunca sentiu peso. A segunda casa, antes de morarmos nela, TO-DA VEZ que passávamos em frente, minha mãe profetizava “essa casa vai ser minha, vamos morar nela”. Assim foi, moramos nela por 14 anos. E foi como vi minha mãe fazer a primeira vez, quando decidi sair de casa e ir morar sozinha. Aluguei uma casa que mais parecia um apertamento, reformada, bonitinha, a qual eu me referia carinhosamente “a casa de boneca”. Eu, meu colchão e o eco dos meus passos (já que falar, eu falava só quando tinha alguém comigo). Assim como a outra casa, essa também foi criando forma, personalidade, cores, vida, memórias…foi lá que tive uma crise de pedra no rim e acordei no meio da madrugada sozinha e com dor. Pra lá que voltei depois da lua de mel com meu marido e vimos a casa com seu pouco espaço livre preenchida com caixas de presentes. E foi de lá que viemos para a casa em que estamos hoje. Um sobrado que de início eu achava enorme para duas pessoas: três quartos (sendo dois com varanda), dois banheiros, sala e cozinha grandes, área de serviço, garagem.

No final do ano passado foi com muita braveza que recebi a notícia da boca do marido “ligaram da imobiliária, o proprietário quer vender a casa”. Como assim, e o contrato vigente? Primeiro ofereceram pra gente, como é de praxe. Como não temos interesse nenhum em comprar a casa, divulgaram a venda. O contrato pouco importa, a casa é do cara, ele quer vender, vai pagar multa (se for o caso) pra gente. O fato é que temos que sair da casa e ponto final. Esse é um dos motivos que sempre tive o sonho da casa própria. Inquilino passa por situações humilhantes – essa é a palavra. Sei que tem inquilinos e INQUILINOS. Fazemos parte do grupo de inquilinos que honra com todos os compromissos, desde pagar o aluguel na data certa até cuidar bem da casa. E um belo dia o proprietário pede pra você sair, pouco importa se você está em dia com o aluguel, se você não estragou a casa (não fez mais que sua obrigação), se você tem um filho pequeno. Não existe respeito, não existe nenhum tipo de sentimento, nenhuma relação – nem a contratual (porque se é o inquilino que quebra o contrato, meu deus, coitado! Mas se é o proprietário…).

Em 2010 realizamos 3 sonhos, assim de supetão e meio que sem a ordem que planejávamos. Tudo começou acontecer em meados de agosto: 1º fechamos a viagem para Paris; 2º assim que compramos a viagem, coisa de uma semana depois, lançou o apartamento que namorávamos desde fevereiro, fomos lá e compramos; 3º na primeira semana de setembro descobrimos que estávamos grávidos – o que era planejado para 2011. Conclusão: fechamos o ano de 2011 na cidade luz, grávidos (a louca morrendo de tanto passar mal) e pagando um empreendimento.

A previsão de entrega do apartamento sempre foi abril de 2013. Quando compramos parecia longe. Eu sempre fui uma pessoa ansiosa, nunca soube esperar. Acho que a viagem e, principalmente, a gravidez me fez esquecer essa espera. Em algum momento do segundo semestre de 2012, olhei a minha volta e me dei conta que estava com um filho de um ano e que o apartamento já tinha ganhado estrutura. Quer dizer, o tempo voou! A última informação recebida é que a incorporadora mantém o prazo de entrega: abril/2013. Eu já contava com atraso e nem me importava muito (afinal o que mais se ouve dizer é que os apartamentos nunca são entregues na data, sempre tem atraso, blá, blá, blá), mas agora precisamos mesmo que cumpram este prazo, é uma questão de necessidade. Fiquei esperançosa porque o negócio está andando mesmo e aparentemente não corre o risco de fugir da data prevista.

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Ontem ao chegar em casa, uma não surpresa. Demos de cara com um acessório novo enfeitando o portão da entrada. Uma placa: vende-se. Já tínhamos sidos avisados que a imobiliária passaria lá para colocar a placa. Mas avisaram que passariam no sábado passado e ninguém apareceu. Simplesmente foram ontem na minha casa, quer dizer, na casa onde moro, e colocaram a placa sem avisar. Ok, já tinha o aviso prévio, mas pensei que seria feito com a nossa presença. Ou eles pretendem levar os interessados para visitar a casa na ausência dos moradores?! Ainda moramos lá, pago aluguel e as contas, será que não merecemos um tiquinho só de respeito?! A sorte (não sei pra quem) é que minha mãe estava lá em casa, mas a verdade é que eles colocariam mesmo que não tivessem ninguém, afinal é só amarrar a porcaria da placa no portão. Eu fiquei meio puta da vida! Um sentimento dúbio percorreu minhas veias. Raiva (porque os caras apareceram lá sem a nossa presença), mágoa (pela falta de respeito, pela impotência de não ter nada o que fazer, a não ser sair da casa), certa melancolia (que beirou a tristeza), aflição (porque agora começamos a contar o tempo cair em grãos, uma sensação de que viraram a ampulheta)…até a hora que deitei a cabeça no travesseiro e bateu o saudosismo.

Imagem do Google

Imagem do Google

Apesar de todos os problemas que a casa apresenta (sim, ela tem problemas como qualquer outra casa alugada e esse é um dos motivos de não ter interesse nenhum em comprá-la), foi lá que passei os últimos 4 anos e meio da minha vida. Outro dia li em uma revista de decoração: “A casa é um templo. O seu templo. O lugar onde você guarda o que lhe é sagrado. Filhos, objetos, cores, amores, memórias, escolhas”. E foi isso mesmo que minha mãe a vida inteira me transmitiu. Mas ao contrário da minha mãe, exceto cuidar bem da casa, eu nunca senti essa casa como se fosse minha, nunca me senti a vontade nela, nunca achei – até a visita da revista Pais & Filhos – que essa casa transmitia a minha história. A história da minha família. E de fato ela tem muito de nós. É pra lá que voltamos todos os dias depois de um dia cansativo de trabalho. É pra lá que voltamos após cada viagem que fazemos. Foi lá que vivi um tempo curto, porém um do mais intenso da minha vida. Onde passei várias emoções: festas, comemorações, enjôos…foi pra lá que voltamos da maternidade com o Benjamin nos braços e foi lá que vi ele ensaiar seus primeiros passos.

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Além de todos os sentimentos pejorativos, existe a alegria que sinto ao pensar que estamos bem próximos de realizar mais um sonho: a entrega do nosso apertamento. Existe o risco de ter que sair da casa e não ter pra onde ir (em último caso, temos a possibilidade de montar uma barraca na praça. Doamos os móveis ou fazemos um bazar a um preço módico – já que 90% deles não vamos mesmo levar com a gente para o apertamento e usamos esse dinheiro para preservar os novos brinquedos da querida pracinha), mas não existe o risco de tirarem da gente o direito de ir (e vir) para nosso apertamento (não, enquanto honrarmos com os compromissos). Estou um pouco desesperada, mas hiper-mega-ultra-feliz-empolgada com a ideia de que em poucos meses estarei de fato na MINHA casa – lugar que, enfim, vou poder traduzir de um jeito mais fiel os meus sentimentos, a minha essência, a minha alma. Onde terei mais prazer em receber (e acolher) as pessoas. Lugar que vou decorar do meu jeito e que vai contar a história da minha família. Serei tomada por certa sensação de alívio, vai sair esse peso de insegurança, instabilidade, sei lá como definir…Parafraseando a filósofa Viviane Mosé, enfim a casa onde vou me esparramar…

Aos que me leem: torçam por nós (?!).

Uma mãe (e um pai) na balada

Quinta-feira passada não precisou minha irmã Sofia insistir muito:

– Vamos para uma balada sertaneja?
– Se o papai ficar com o Benjamin, vamos.

O vovô é um preguiçoso e logo fugiu dessa responsabilidade. Quem se prontificou foi a tia avó Rosana que contou com a colaboração da tia Lilian (esposa do meu pai).

E lá fomos nós: eu, marido, Sofia e nossa prima Olivia.

Tinha me esquecido, para aguentar certas baladas, é preciso se embebedar. Assistimos um show sertanejo, que a certa altura eu já estava achando o melhor show da minha vida. Dancei, dei boas gargalhadas, namorei e bebi escandalosamente. Saímos do local às seis da manhã, paramos para comer e chegamos em casa às sete.

Sabe quanto tempo não chegava em casa esse horário?! Fazia muito tempo…

O mais estranho disso tudo, é você beber todas e não se esquecer um segundo sequer da sua responsabilidade de mãe. O combinado era voltar em duas horas e voltamos depois de seis horas!!! Eu olhava o celular a cada meia hora (ou menos, se duvidar) para conferir se a tia Rosana havia ligado. Os outros me tranquilizavam: se ela não ligou está tudo bem, a essa hora Benjamin já deve estar dormindo.

No dia seguinte uma ressaca insuportável tomava conta do meu corpo, cabeça e alma. E um zumbido no ouvido que só os adolescentes suportam (zumbido que ouvi durante dois dias consecutivos). Benjamin já estava acordado com seu pai (aliás, não sei de onde o marido tira tanta energia). Mães não podem ficar de ressaca. Os filhos não dão trégua.

Mas mães (e pais) devem se permitir uma fugida dessas pelo menos uma vez ao ano, que seja (também haja saco – e energia – para aguentar uma balada dessas)… Sem contar as fugidas para o cinema, jantar, um encontro furtivo com o marido. São momentos assim que trazem de volta o que já fomos um dia e que não seremos mais.

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Cheia de Bossa

Eu contei aqui que participei do brunch da campanha “Culpa, não”, promovida pela revista Pais & Filhos. O que não contei é que fui escolhida pela revista para dar uma entrevista para a seção “Família é tudo”. Exerci aí uma das coisas que aprendi durante a gestão: paciência – neste caso, paciência para esperar chegar a revista e compartilhar com os amigos e familiares. Por isso não contei nada antes.

Meu exemplar chegou sexta-feira (07/12) e foi uma grande surpresa! A gente sempre acha que vão publicar justamente a foto que não gostamos, um comentário que fizemos e depois achamos que não devíamos ter feito, ou seja, criamos uma expectativa enorme e depois ficamos um pouco frustrados.

Mas a expectativa superou. Amei a foto que ocupa metade da página. Amei todas as fotos que registram alguns detalhes da nossa casa. Amei demais o título: Cheia de Bossa. Nós amamos! Benjamin já entendeu que tem uma foto dele na revista, não sabe como, mas sabe que tem e aí quando vê a capa do mês quer a todo custo pegar a revista e fica olhando como se tivesse lendo. Maridão comprou alguns exemplares e já combinamos: vai ser mais uma lembrança… Avós, tias e tias-avós também já compraram. Quer dizer, o negócio já se estendeu para a família toda. 

Marcada a entrevista, eu fiquei um pouco ansiosa, preocupada com a bagunça de casa (a sorte é que na semana anterior, eu tinha organizado o quarto da bagunça. E juro, nem sonhava com essa possibilidade) e se eu teria bagagem para compor uma matéria. Acompanho a seção “Família é tudo” e sempre percebi que são famílias com histórias bacanas para contar. Eu não me achava com uma história interessante. O que eu ia contar? Que passei mal os 4 primeiros meses? Que fiquei com muito medo de perder o bebê? Que eu senti culpa ao deixá-lo no berçário, mas que essa culpa foi embora? E o que na minha casa tinha de interessante sobre nossa história…??? Eu só estava segura  e tinha certeza de uma coisa: a família inteira tinha que estar presente, afinal o nome da seção dizia (e pedia) isso.

Logo essas preocupações bobas passaram. A visita da editora Larissa e equipe Pais & Filhos foi muito agradável. Eu, que não gosto de vídeo, esqueci que estavam filmando. Conversamos durante três horas que nem vimos o tempo passar. Benjamin ficou lá de boa, exceto alguns momentos quando queria a atenção para ele – bem lembrado na matéria. Conforme a entrevista foi rolando, passeamos por cada cômodo, dei conta de quanta história nossa família tinha e, principalmente, o quanto dessa narrativa tinha em cada cantinho da nossa casa.

Fiquei muito feliz com o resultado da publicação. Fiquei emocionada ao ver a revista. Só uma jornalista, mãe e com a sensibilidade que possui a Larissa conseguiria fazer o que ela fez. Embora, a matéria seja pequena, Larissa conseguiu solidificar códigos de nossa família, captados naquelas três horas que passamos juntos. Emoção pela dimensão do significado de família – que pra mim sempre é TUDO. Quando vi a revista tive certeza: estamos indo bem na construção da nossa.

Depois de descobrir que a minha casa é cheia de história, minha família é cheia de Bossa, é claro que essa será mais uma lembrança que vai compor as paredes lá de casa. Aguardem.

Um grande abraço à equipe Pais & Filhos. 🙂

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Ter filhos traz felicidade?

Alertaram-me: a matéria de capa da revista Época dessa semana é pessimista, mas consegue ser salva ao final. Fui em frente com a leitura. Pasmei. Não consigo entender como as pessoas querem algumas mudanças, mas sem as responsabilidades que essas mudanças carregam.

Exemplo bobo: Queremos incansavelmente ser adultos, morar sozinhos, ser independentes, mas não queremos pagar contas e queremos de preferência que nossa mãe apareça em casa um dia sim outro também para organizar, lavar, fazer comida. Queremos casar, mas de preferência continuar com alguns programas que faziam parte da vida de solteiro. Desejamos ter filhos, mas sem acordar de madrugada, sem limpar bumbum sujo de coco, sem fazer mamadeira, sem ouvir choro, sem ter que lidar com birras, sem dar banho, sem ter que deixar de ter tempo pra você, sem dor de cabeça, sem preocupação, sem responsabilidade, sem nada! Como viver essas e outras possibilidades sem os impactos que elas carregam?!

O que as pessoas tem na cabeça? Não é possível que acreditem mesmo que a vida, em qualquer esfera: solteira, casado, materna, seja um mundo cor de rosa. Sempre temos que estar dispostos a abrir mão de alguma coisa. Outro dia li: “…se você casa para ser feliz, esqueça! Se contenha em fazer o outro feliz e também serás.” Se você tem filho achando que o mundo fica mais cor de rosa ou azul bebê, esqueça! O mundo real da maternidade tem noites em claro, tem bebê berrando (e provavelmente mãe também), tem casal em combustão com risco de explodir a qualquer segundo.

Sinceramente, não acho que precisa alguém para “desconstruir a maternidade do comercial de margarina”, pois como tudo na vida, nada é perfeito. Não é esse o meu objetivo, mas saiba: ter filhos é complicado, você nunca mais vai voltar a ser a mesma pessoa (esquece!), NUNCA mais vai ter um tempo só pra você (mesmo que seu filho fique na casa dos avós por algumas horas, dias, semanas…) sem pensar se deveria estar mesmo fazendo aquilo ao invés de estar passando momentos agradáveis com ele, NUNCA mais você vai dormir tranquila (e dizem que piora quando eles chegam na adolescência), após o nascimento você vai demorar para fazer sexo, aliás a vida sexual demora semanas, quiçá meses, para entrar nos eixos. Aliás², se prepare, porque vai parecer que tem uma bomba relógio entre você e seu marido. Eu não sei de quem tenho mais dó, se de nós mulheres que ficamos frágeis, incompreendidas e porque cabe a nós a maior parte de toda a função e não contam com a ajuda efetiva dos maridos. Ou do homem por ter que aturar nossas neuroses. O meu marido deveria ganhar um prêmio Nobel. (ok, assinei meu atestado de culpa)

Eu li o livro Eu era uma ótima mãe até ter filhos, citado na matéria. Ele traz inúmeros depoimentos de mães diferentes, algumas vezes bem humorado como menciona a reportagem, mas outras vezes pejorativo e pessimista demais para o meu gosto. No entanto, todas elas tem dois ou mais filhos. Se são tão infelizes porque será que não fecham a fábrica?! Eu não tenho muita paciência para tanto “mi mi mi”, tanta gente reclamando, tanta competição materna, tanto papo de mais ou menos mãe, etc, etc, etc. Não, você não é menos mãe porque desejou que seu filho fosse passar uns tempos na casa dos avós. Ou porque gritou com ele. Ou porque está sem paciência. Ou porque não quer mais ouvir choro. Ou porque em algum momento quis voltar nos tempos em que não era mãe. Pelo amor de Deus, nada disso é condenável. Mas sim, agora você é mãe e se ainda não amadureceu a ideia, precisa começar a encarar de forma mais positiva a nova realidade. Maturidade é algo que precisa ser adquirido. Responsabilidade também.

Já ouvi que não se pode pensar muito em ter filhos. Tipo, fazer contas, sabe? A conta nunca vai bater, logo você não vai ter filhos. E que também não se pode esperar muito: esperar ter o apartamento perfeito, o trabalho super bem remunerado, o carro da moda, ter feito todas as viagens dos seus sonhos, etc. Mas se você não quer mudar a sua vida em prol de outras, esqueça, não tenha filhos. Outro dia li uma frase que faz todo sentindo: “quem não está disposto a mudar suas rotinas para cuidar de seus filhos não os deveria ter”.

A matéria da revista questiona: ter filhos traz mesmo felicidade? Eu respondo com letras maiúsculas: SIM! Traz felicidade incalculável. Eu mesma, passado o encantamento pós-maternidade (aquele que nos coloca em um estado zen), me encontro numa fase que não consigo fazer nada, às vezes dá vontade de fugir, largar marido e filho porque me sinto num beco sem saída, no qual estou sendo espremida, sem tempo e espaço para fazer as minhas coisas. Uma pilha de livros sobe na minha cabeceira, milhões de ideias fervilham na minha cabeça quero colocá-las no blog e não consigo, quero acompanhar (e comentar) mais um monte de blogs, quero ver TV (meu Deus como quis assistir os capítulos finais da Carminha sem interferências do meu filho), quero escutar Marisa Monte e não a Galinha Pintadinha, quero conversar, quero encontrar amigas, quero simplesmente ficar sem fazer absolutamente nada. Os dias correm com uma velocidade inacreditável e na lista infindável de coisas que quero fazer, não quero perder nenhum momento com meu filho. Num outro texto lido recentemente afirmava: “Serás mãe por toda vida. Ele será criança só uma vez”. As noites que nos deixam exaustas, passam. (E as novelas podemos assistir às escondidas na internet)

A vida com filhos passa a ter muito mais significado, mesmo com tantas responsabilidades, fica cheia de pequenas-grandes conquistas, alegrias, surpresas. Os problemas ficam esmiuçados. Não existe por do sol, porque todos os dias, até o mais cinza, são iluminados. É algo imensurável. Filho dá coragem naqueles dias que você não está a fim de levantar da cama e encarar a vida (afinal, alguém tem que trocar a fralda do bebê). E como já disse Guimarães Rosa, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

A matéria está aqui.

Bodas de flores e frutas

Engana-se quem acha que casamento é fácil e um mar de rosas infinito. É difícil a convivência diária. Duas pessoas diferentes, cada um com suas manias, costumes, seu jeito e modo de pensar. Casamento requer muita paciência e tolerância por ambas as partes. Quem está fora não quer entrar e quem está dentro não quer sair porque apesar de tudo, a vida a dois – quando existe amor (e respeito) – é muito prazerosa. Já disse Robert Frost: as melhores coisas e as melhores pessoas nascem da diferença.

Hoje faço 4 anos de casada com o marido. Levei um susto ao fazer as contas: ao todo estamos completando em outubro, 7 anos juntos. O tempo passa muito rápido mesmo… Quando nos conhecemos, em 2005, nenhum de nós imaginava o que estava por vir. Nunca passou pela minha cabeça que ele seria o homem responsável pelas maiores (e melhores) transformações da minha vida.

Marido, eu não sou ímpar como você costuma dizer. Ímpar foi aquele primeiro encontro. Ímpar é a família que construímos. Ímpar é a pessoa que você é. Ímpar é a vida que levo junto a você. Ímpar somos nós três juntos (+ a Capitu).

Amo-te apesar de tudo e por tudo. Amo-te pra sempre. Por todas as nossas vidas.

Obrigada por me fazer feliz diariamente.

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O pai que ele é – Blogagem coletiva Mulher e Mãe

Quando a gente casa, se junta, se enrola, conhecemos aquela pessoa como amante, amigo, companheiro. Criamos a expectativa de que será um bom pai. Pelo menos acreditamos “é essa pessoa que quero para pai dos meus filhos”. Desconhecemos-nos completamente como mãe e pai.

Antes dos filhos ministramos diferenças básicas: preferência por tampa da privada fechada, tubo de pasta de dente apertada por baixo, nada de manteiga cheia de furos, final do campeonato brasileiro de futebol ou último capítulo da novela (?), pizza ou lanche (?), no cinema: Batman ou Homem Aranha e assim vai…

Chegam os filhos. A casa cheia de fraldas, lenços umedecidos, brinquedos espalhados pela sala, noites mal dormidas e surgem outras tantas diferenças entre o casal (mãe e pai). Os primeiros meses da chegada do bebê é uma fase complicada. A mãe se torna um ser neurótico, quase uma máquina de cobranças e ordens: “pega aquela fralda” e um segundo depois “não precisa mais já peguei”, “faz a mamadeira”, “prepara o banho”, “já fez isso..e aquilo?” A mãe quer ser a melhor do mundo. O pai corre na tentativa de se tornar o melhor pai do mundo.

Meu marido se revelou um grande pai. Desses com letra maiúscula. Além de ajudar com algumas tarefas domésticas do cotidiano, ele ajuda efetivamente com o Benjamin. Ele dividiu muitas madrugadas comigo ou simplesmente ficava acordado me esperando amamentar o nosso pequeno Ben. Troca fraldas (e arrisco dizer que sua quantidade de trocas, é bem maior que a minha), prepara mamadeira, acorda de madrugada quando necessário, alivia minhas angústias (ou tenta) de mãe, leva (sozinho – quando precisa ou acompanha – quando pode) o Ben à pediatra, dá almoço, janta, é o chef oficial de sucos, lava as roupinhas, conta estórias, conversa e brinca com Benzoca de modo encantador para qualquer expectador.


Filho é transformação. Ninguém se dá conta que os erros fazem parte desse processo. E calma e paciência são peças fundamentais dessa evolução do deixar de ser só casal para ser também pai e mãe. Filho muda mesmo a gente. Descobrimos um novo mundo – que é muito bom descobrir a dois, mesmo com tantas diferenças. É ótimo ter alguém para decidir junto a melhor maneira de resolver a equação: filhos. Vendo os dois homens da minha vida juntos, encontro também a beleza da vida. E a certeza de ter feito a escolha certa.

Marido, você é o melhor companheiro e melhor pai do mundo. Eu te amo imensamente.

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Esse post faz parte da Blogagem coletiva, realizada pelo blog Mulher e Mãe, em homenagem ao dia dos pais.

Entre, sente-se, pode ajudar sem pedir licença

Eu tenho dificuldades em pedir ajuda. Orgulho? Pode ser. Mas penso o seguinte: quem quer ajudar vai lá e faz, não fica só oferecendo ajuda. Por exemplo: se eu não quero lavar a louça na casa de alguém, não pergunto “quer que eu lave?”, nem me manifesto. Agora se eu quero lavar, levanto a bunda da cadeira e começo. Dá pra entender a diferença?!

(vale esclarecer que estou falando de pessoas íntimas, às quais EU acho que não precisaria ter que pedir certas ajudas e sim poder contar com elas espontaneamente)

Quando o filho está pra nascer todo mundo fala que vai ajudar, que se precisar fica com ele enquanto você trabalha, que tudo o que precisar é só falar, blá, blá, blá…quer dizer, você e todo mundo ao redor sabe que vai precisar de ajuda e mesmo assim você precisa falar?! Aí ao menor desentendimento, se prepare… É tipo a lei do retorno.

Por isso, na minha opinião, volto a dizer: quem está disposto a ajudar vai e faz. E não fica esperando nada em troca. Aliás, eu odeio a sensação de estar em dívida com alguém. Odeio ter que fazer algo pra alguém porque “fizeram por mim”. Sério, gente, eu sou assim. Alguém aí espantado? Calma, também não sou nenhuma mal agradecida, sei reconhecer e principalmente retribuir – mas sem que isso seja uma obrigação.

Na época em que Benjamin nasceu recebi a ajuda efetiva da minha mãe. Respirava e lá estava ela. E sou eternamente agradecida por todos os dias (literalmente) da minha licença em que minha mãe atravessou a cidade (de ônibus e metrô) para cuidar de nós (sim, ela cuidou de mim e do neto). Até tinha um projeto dela ficar com o Ben quando eu voltasse da licença maternidade, mas mudamos tudo no decorrer da licença. Por mais que a mãe da mãe tenha boa vontade, uma hora vem o retorno do esforço, o que é absolutamente normal, afinal, é muito cansativo cuidar de um bebê diariamente, principalmente tendo que atravessar a cidade duas vezes por dia.

Eu e o marido, após muito sofrimento (e terapia) da minha parte e muitas conversas com outras mães, decidimos colocar o Ben no berçário quando eu voltasse a trabalhar. Alguns podem me julgar, mas essa foi a decisão mais certa que tomei até agora com relação aos cuidados do meu filho. Benjamin foi para o berçário aos 5 meses. Não tenho culpa nenhuma com relação a isso, muito pelo contrário, até me orgulho. Sério. Sinto orgulho ao preparar sua bolsa, escrever na agenda, ao levá-lo todos os dias, ao chegar para buscá-lo e ouvir o segurança avisando pelo rádio “mãe do Benjamin”, orgulho em poder pagar um bom berçário para o meu filho, orgulho da sensação de “posso dar conta”. Vale ressaltar que não é um orgulho presunçoso de me achar melhor que outras mães. Ok?! Mas orgulho por ter superado os meus limites, por ter amadurecido.

(Como não quero participar de mais nenhuma polêmica essa semana, quero deixar claro que não julgo ninguém que precisa da ajuda, principalmente das avós – que é inclusive a melhor ajuda que nós mães poderíamos receber. Esse é só o meu relato).

Eu e o marido contamos com a ajuda um do outro. Temos todo o mérito sobre a rotina da nossa nova vida – materna e inclusive doméstica. Aliás, devo levantar as mãos para o céu e agradecer, pois meu marido faz a parte dele (e não apenas contribui). E é claro, eventualmente contamos com a colaboração das sogras. Mas tudo está em seu devido lugar. Elas desempenham seu papel de avós e nós os de pais.

Ps (mas também vou adorar se uma delas aparecer lá em casa pra dar uma organizada de surpresa – leia-se: sem eu ter que pedir)

O papel do super marido e da super esposa

Não sei se é impressão minha ou só agora me dei conta, mas ultimamente se vê muito as pessoas falarem sobre o papel da mulher/esposa e do homem/marido. A primeira é responsável por cuidar da casa e filhos, o outro é o provedor com a responsabilidade de trabalhar e ganhar dinheiro. Alguns vão me achar feminista, mas acho esse pensamento tão démodé. Tão atrasado. Não consigo acreditar como num mundo em que vivemos hoje ainda há pessoas com esse tipo de pensamento.

Outro dia falei aqui sobre a colaboração que meu Marido dá em casa. Acredite, o blog que tem em média 60 acessos por dia, teve 100 acessos nesse dia. Prova de que as pessoas acham lindas declarações de amor, esposa falando bem do marido e marido que ajuda em casa, etc. Escrevi para realmente mostrar meu reconhecimento, mas não acho que sua colaboração seja algo tão grandiosa, tão sensacional, tão prova de amor. Não sei como explicar sem parecer fria, insensível, insensata e cruel, mas vou tentar. Acho que dividir as tarefas é mais que justo, que as responsabilidades domésticas e familiares são dos dois. O marido que ajuda em casa não está fazendo nenhum favor, é uma obrigação dele também.

Eu não casei pra cuidar de casa e roupa do marido, nem pra ser a segunda mãe dele. Casei para ter um amante, um companheiro, para ter com quem dividir as conquistas (e derrotas), para rir muito como nesse exato momento, para fazer uma trajetória juntos. Não tem cabimento ouvir comentário do tipo “noooossa, ele ajuda em tudo em casa” ou “ele faz a maioria das coisas, coitado”. Geralmente, as mães deles ficam todas penosas, como se fosse o fim do mundo o homem ajudar nas tarefas domésticas. E qual o problema disso?! As mulheres desempenham outros papéis que antes não exerciam e nem por isso reclamam tanto.

Outro dia, alguém comentou comigo algo mais ou menos assim: que o filho perguntou se menino podia brincar de casinha e a pessoa respondeu “óbvio que não”. Na mesma hora eu falei “oi”?! Alguém pode me explicar por que meninos não podem brincar de casinha? “Brincar de médico” com a amiguinha pode e “brincar de casinha” não?! Eu não só acho que pode como deve, que esse pode ser o princípio de criarmos meninos diferentes. A geração dos nossos filhos tem que ser diferente, se nós queremos que nossos maridos sejam, temos que criar nossos filhos para serem também. Tem que mudar esse pensamento machista e isso depende de nós esposas/mães diferentes. O blog Pais Modernos tem um post bacana sobre isso. As Mamatracas falaram semana passada sobre educação de meninas e meninos, aqui tem uma entrevista muito interessante para refletirmos sobre o assunto.

Eu não queimei sutiã, não participei de nenhum protesto, odeio acordar cedo pra ir trabalhar (principalmente, às segundas), mas gosto de trabalhar fora. É claro que se não precisasse (leia-se: se tivesse uma fortuna escandalosa), ia adorar ficar em casa curtindo meu filho, mas com uma secretária do lar para deixar tudo nos eixos. Afinal também não me agrada o outro lado: passar roupa, lavar banheiro e mais um monte de coisinhas domésticas.  Só que a realidade não é cor de rosa, só os sonhos o são…

E não é porque eu penso dessa forma que sou feminista e não feminina. Ser feminina independe das nossas funções, das nossas tarefas, das nossas opiniões e argumentos. A mulher é feminina no se vestir, no se perfumar, no carinho e amor que ela transmite para os seus, na sua delicadeza, sensibilidade, enfim…a mulher mantém todas as suas novas funções e ainda assim consegue se equilibrar no salto.

Meu marido já faz parte das exceções, mas tem outras coisinhas que podiam melhorar, isso é assunto para outro post…