Chegou a hora da vistoria no apartamento

Em janeiro desse ano, anunciei aqui a VENDA da casa em que moramos e falei da nossa aquisição: a casa o apartamento próprio.

Pois é, 7 meses se passaram, a casa ainda está a venda e nós ainda moramos nela.

A novidade é que estamos bem próximos de nos mudarmos. Dias atrás numa ligação, isso ficou evidente. Era chegada a hora da vistoria do apartamento.

Pode parecer bobo, mas gente, ninguém tem noção da ansiedade, alegria e emoção que tomou conta de mim. Tudo junto e misturado. Data e horário marcado estávamos os três lá: eu, Marido e Benjamin. Ah, a Ana, arquiteta também.

Quando vi Benjamin andando pela área da piscina, quadra de futebol, quase tive uma parada cardíaca causada por forte emoção. Ok, exageros a parte, fiquei bem emocionada. Uma sensação de tarefa sendo cumprida. Porque agora, depois do meu Ben na minha vida, é diferente o sonho da casa própria. É por ele, é para ele.

Ao entrar no apartamento….sei lá, passou um milhão de coisas na minha cabeça – das quais vou registrando por aqui ao longo das próximas semanas.

Eu tinha outra imagem do apartamento. Achava que ao entrar, cozinha, sala, corredor para os quartos, fossem tudo para a esquerda (não sei de onde tirei isso, mas nesses dois anos e meio, quando fechava os olhos e pensava no apartamento era assim que eu o via). Na verdade é tudo para o lado direito, me senti canhota mesmo não sendo. A louca! Depois de um tempo lá dentro, me acostumei.

Nosso apartamento está lindo, com tudo funcionando corretamente, na varanda bate um ventinho gostoso que invade a sala, a luz também toma conta de todo o ambiente.

Benjamin correu por todos os lados, escolheu seu quarto (que era já, o qual em pensamentos, eu destinava para ele), fez questão de ajudar a testar todas as tomadas.

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A ansiedade agora está grande para mudarmos. O mais legal é que agora, após ter entrado nele, consigo sonhar com o jeito que quero deixá-lo, as coisas que vou colocar nele, o lar doce lar que quero transformá-lo….

*

Você está passando ou vai passar por uma fase parecida com a nossa?

Separei alguns links com dicas para você se preparar para a vistoria do apartamento:

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A festa do Benjamin – 2 anos

Quer saber como foi a festa do Benjamin?

Foi linda!

Contei tudo no site da revista Pais & Filhos. Corre lá pra ver: AQUI!

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Minha amiga Bruna e também fotógrafa da festa me perguntou: qual a importância de fazer festa nessa idade do Ben?

Acho que o significado não está na festa em si, mas no fato de reunir a família e os amigos para comemorar à vida. Seja uma festa grande, pequena, apenas um almoço, uma reunião familiar, o que eu quero passar pra ele é a importância de comemorar, festejar, celebrar o que mais temos de precioso: a vida! e tudo o que ela nos proporciona: família, amigos, conquistas.

Eu gosto de festas, então produzir a festa do Ben é um prazer pra mim. Pode ser que nem sempre a gente comemore com uma festa, mas a comemoração de uma forma ou de outra sempre existirá.  Benjamin pode nem lembrar dessa festa daqui alguns anos, talvez hoje ele já nem se lembre mais. No entanto, o registro estará lá, no nosso álbum de família.

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A lembrancinha foi um vasinho com sementes e terras para as crianças plantarem e cultivarem, assim como o Pequeno Príncipe cultivava sua amiga rosa. Fiz questão do vasinho ser de barro, sei que exige mais cuidado para não quebrar, mas a ideia era as crianças também poderem pintar  personalizar seu próprio vasinho. Os filhos das amigas entenderam o espírito da coisa:

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Esses aqui são da Maria Eduarda e do Matheus

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Esse aqui é da Bella

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Fotos da festa por:

Bruna Queiroga

Alexandre Takashia

Registre sua barriga!

Fotografe! Diariamente, semanalmente, mensalmente! Fotografe sua barriga!

Eu tirei várias fotos de quando estava grávida, mas me arrependo muito de não ter feito o registro no mesmo dia de cada mês, em determinado local da casa. Sabe, escolher uma parede, uma posição e todo mês fotografar?!

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Acho lindo aqueles vídeos de grávidas com a passagem do tempo e o crescimento da barriga.

O meu registro pula o início da gravidez. Acho que porque eu passava tão mal, acabava sem entusiasmo. Na verdade nem me ocorreu fazer esse registro.

Pode parecer que não tem diferença de um mês para o outro, mas depois que você olha as fotos percebe as diferenças.

Mas fiz algumas fotos em casa. Quando estava com 5/6 meses, minha grande amiga e fotógrafa Bruna fez um ensaio nosso no parque…

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E em casa…

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Aos 8 meses resolvi investir e fiz num estúdio da Fran Matos. Lembro que estava morrendo de vergonha, mas a Fran nos deixou super à vontades e o resultado foi bem bacana.

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Dizem que depois sentimos saudades da barriga. Trabalhei até o último dia da minha gestação. As pessoas não acreditavam no tamanho da minha barriga. Eu já andava quase parando, andava feito pata, como dizem. Sentia o peso, mas adorava desfilar com aquele barrigão.

Essas fotos são das últimas semanas:

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Sim, às vezes sinto saudades da barriga…

Portanto, se tem um conselho que me permito dar é: não economize nas fotos! Caseiras ou profissionais, faça bastante fotos da sua barriga. Porque essa é a lembrança que fica até a próxima gestação…rs

Minha primeira festa de Dia das Mães

Sexta-feira peguei o Benjamin na escolinha e lá vem ele segurando a flor de papel mais linda do mundo (pintada por ele!). Veio falando “oia, mamãe” e não queria me entregar de jeito nenhum. Ele queria pra ele.

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Sábado tive minha primeira festinha de Dia das Mães na escolinha do Ben. Pra quem espera que vou dizer que teve uma apresentação linda de morrer, não se decepcione. Eu não esperava isso, afinal a turminha dele ainda é de pequenininhos para esse tipo de coisas. Todas as mães dessa turminha foram acomodadas na sala de aula deles. Engraçado como todos os pequenos, ao chegar ficaram tímidos, agarrados à barra da saia da mamãe e depois, aos poucos, iam se soltando.

Sentamos em roda com as crianças e foi proposta uma atividade de colagem, algo quase parecido com scrap. Cada mãe e filho ganharam uma cartolina e no chão foram espalhados vários recortes de revista. Eu me surpreendi com a habilidade do Benjamin. Na verdade, me surpreendi com a minha capacidade de subestimar meu filho e, principalmente, a escola. Tudo eu acho que Benjamin ainda é pequeno pra fazer, vide o começo desse texto. E várias vezes me peguei na dúvida sobre o tipo de atividades que a escola propõe a ele.

Benjamin ia ao centro da sala, pegava uma imagem, trazia pra perto de mim passava cola e colava na cartolina. Sozinho! Você deve imaginar “ah, Gabriela, mas o que tem de extraordinário nisso”. Gente, ele não tem dois anos completos ainda. Eu achei bárbaro! Fiquei boba. E a cada imagem que pegava ele vinha me dizendo “oia, bolo, mamãe”, “oia, gol, mamãe”. Ele trouxe a presidente Dilma e vocês não vão acreditar…..ok, ele não falou nada quando a trouxe.

Todas as mães tiveram que se apresentar e falar como seu pequeno(a) se comportava em casa. Nesse momento, Benjamin e um amigo não paravam de pular e rodar no meio sala. Dois espoletas. O amigo se chama Murilo e lá fiquei sabendo que eles são tipo melhores amiguinhos. A mãe do Murilo me disse que ele não para de falar do Benjamin. Aliás, vi todas as mamães comentarem que seus filhos não paravam de falar de algum amiguinho e Benjamin nunca falou de nenhum amigo a não ser o João, nosso vizinho. Mas ao chegar em casa, mostrei as fotos que tiramos na festinha e ele apontou e falou “Murilo”, “Pedro Amaral”. Imagina se a mãe aqui não precisou de um babador.

Por um instante, enquanto as mãe se apresentavam, fiquei um pouco emocionada. Ao ver todas aquelas mães ali com seus filhos que chegaram ali tão bebês…eu que deixei meu pequeno com 5 meses naquela mesma instituição e agora ele está virando uma criança, super peralta, que se reconhece naquele lugar e parece gostar tanto de todos ali… meu coração se encheu de alegria e satisfação.

A cada apresentação, a criança ia buscar na mão da tia o presente da mamãe. Benjamin nem esperou eu terminar de me apresentar e estava lá pegando meu presente, todo desenvolto, cheio de intimidade com as tias. Ganhei uma camisola linda com o rostinho mais lindo da minha vida estampado.

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No domingo fomos almoçar em família.

À minha mãe tão linda agradeço por tudo o que fez por mim e pela minha irmã. Essa é a mulher mais guerreira que eu conheço na vida. É ela que me inspira ser a melhor mãe do mundo para meu Ben. À você mamis, todo o meu amor e gratidão, sempre.

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20 meses e 20 traquinagens

Benjamin completou sábado um ano e oito meses. É incrível como eles crescem rápido e suas atividades ficam cada vez mais intensas. Num dia eles estão engatinhando e no outro estão se pendurando no parapeito da janela. Também é assustador. É como dizem: passa rápido…mesmo!

Ele fala poucas palavras compreensíveis:  não (sua palavra preferida), João (nome do nosso vizinho), bicicleta, achou, cade, papai, mamãe, vovó, vovô, Rosana (sua tia avó), Gabi (sua mãe), Lola (a tartaruga da escola), dodói, quer, suco, bichinho, peixinho, bolo, bola, gol, olé, pomba, pé, mão…e mais algumas que não me recordo agora.

E bastante palavras incompreensíveis que só a mãe entende: tu (Capitu), bdgfELA (Gabriela), mamin (Benjamin), São Paulo (que é compreensível, mas na cabeça da mãe entra na lista de coisas incompreensíveis),  entre outras.

Mas percebi que passou a aprender com mais facilidade se ensinamos. Nesse final de semana, por exemplo, estava fazendo almoço e ensinei a ele cada uma das comidas que estava preparando: arroz, batata, feijão, carne. Ele repetiu todas.

Já me vi preocupada achando que ele falava pouco, mas a pediatra já havia explicado que meninos demoram mais para falar, construir frases, ao contrário das meninas (vamos combinar que nós temos uma necessidade fora do comum de falar, né?!). O ideal é conversar sempre com os pequenos, eles entendem mais do que imaginamos e aprendem diariamente.

Por outro lado, a pediatra sempre me falou que os meninos desenvolvem mais a parte motora. Escalar e fazer traquinagens é com eles mesmo.

Aos 20 meses, peralta é o segundo nome de Benjamin. Listei as ’20 mais’ traquinagens que ele tem feito:

1) Pula arriscando tirar seus dois pés do chão (e tira uns 5 centímetros, quase um salto olímpico);

2) Pula no sofá ou na cama deixando sua mãe prestes a ter uma taquicardia;

3) Engana a Capitu dando-lhe um brinquedo e depois tirando da boca dela dando-lhe bronca;

4) Rabisca todos os lugares imagináveis;

5) Na ora da refeição quer comer sozinho e espalha a comida do prato para todos os lados com a mão ou com o garfo (e não, não é porque ele tenta comer, mas ele espalha propositalmente para ver a comida voar);

6) Dá comida escondido para Capitu (ela que só comia ração, hoje em dia come banana, arroz, feijão, brócolis, torrada, biscoito maisena, biscoito integral, pão, queijo…enfim, tudo que ele não deveria comer)

7) Escala para olhar a janela da sala pelo sofá;

8) Se livra do cinto de segurança da cadeirinha (o que fez outro dia a mãe parar e descer do carro no meio de uma avenida para prendê-lo novamente);

9) Sobe e desce a escada se o portão de segurança não estiver fechado (outro dia minha mãe ficou com ele em casa e foi estender roupa na parte de cima, esqueceu o portão aberto e quem aparece lá na área de serviço com o maior sorrisão descarado do mundo: Benzoca. Quando soube do episódio quase tive um infarto fulminante);

10) Monta na Capitu como se ela fosse um cavalinho;

11) Anda em sua motoca (triciclo) e tem se esforçado para pedalá-la sozinho;

12) Puxa nosso cílios quando fingimos ou quando estamos de fato dormindo (dói pra cara@!*);

13) Sobe o escorregador pela parte de escorregar;

14) Mergulha a cabeça debaixo da água;

15) Dança, faz passinhos e coreografias (e deixa essa mãe coruja babando de tanta alegria, tanto amor, tanta vontade de apertar);

16) Passa pomada em seu pinto, creme em sua barriga, penteia seu cabelo (e aqui vale outra observação: quando toma banho com a mãe ele quer esfregar a perna dela com sabão, Ownnnn);

17) Abre (e fecha) a janela do carro para dar “joinha” para os taxistas e motoqueiros no trânsito;

18) Ultimamente tem matado os bichinhos. Por mais que expliquemos que não pode matar, ele mata: formigas, mosquitinhos e afins. Se vacilar ele pisa e ainda dá risada (confesso: tenho medo desse seu comportamento);

19) Opera o iPhone com certa propriedade que só as crianças dessa geração possuem: coloca vídeos, apaga aplicativos (e compraria se já soubesse colocar senha), vê fotos, atende ligação (e faz involuntariamente ligação);

20) Desliga a TV na melhor cena da novela (mas isso ele já fazia na época da Carminha);

Além das traquinagens, Benzoca tem feito outras coisas que enche de orgulho esse coração de mãe. Por exemplo,  ajuda arrumar as coisas, guarda no local certo. Outro dia estava tirando roupa do varal e ele me ajudou a guardar a roupa. Ele limpa o chão se sujar. Guarda seus brinquedos (e até na agenda da escolinha vem que ele ajuda nisso).

Continua gostando de música. Tem gosto forte por música clássica, seu maestro preferido no momento é Karajan e adora esse vídeo:

Tim Tim. Não pode estar com copo na mão e ver outras pessoas também com copo. Ele quer brindar. Meu filho, no auge de seu um ano, já sabe o que é comemorar, já sabe que tem que brindar e celebrar a vida.

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Mãe na direção – episódio final

Daquelas coisas que não deixam a gente esquecer os momentos singulares com nossos filhos, as pessoas especiais que conhecemos…

Esse dia foi excelente!

 

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Então é Natal…

Não sou religiosa fiel, mas amo Natal e todo clima envolvente do final de ano. Sinceramente, acho que não precisamos viver a data em sua totalidade religiosa, mas que todos podem gostar e compartilhar dessa comemoração independente da sua religião. Li um texto interessante dia desses, onde a executiva Elisabeth Cornwell, fala que família e amigos são os que criam a celebração dessa época. Fez todo sentido pra mim – que de um lado tenho um pai ateu e do outro a minha mãe que acredita num Deus.

Gosto de acreditar em algo. Acredito nesse mesmo Deus da minha mãe. Nesse que está nas pequenas coisas da vida, nos pequenos gestos, na trilha das formiguinhas que estão preparando sua casa para o inverno, na lagarta que vira borboleta, nesse Deus que está no horizonte infinito do mar, na água quentinha que molha o meu corpo depois de um longo dia, no sorrido do meu filho, nesse Deus que promove o milagre da vida.

Sim, Natal é uma forma de celebrar as pessoas que amamos. É um momento de reflexão. De brindar a vida. E de agradecer.

Esse foi um ano muito especial pra mim. Benjamin me fez descobrir o meu lugar no mundo. Conheci pessoas com histórias incríveis, mães maravilhosas com quem aprendo muito sobre maternar. Reencontrei antigos amigos.Tive oportunidades bacanas de trabalho. Descobri-me na maternidade e criei esse blog – que me trouxe também outras oportunidades bacanas. Realizei sonhos. E gente, não tem coisa mais delícia que realizar um sonho…

Eu só tenho a agradecer… ao meu filho, ao meu marido, à minha família, à vida, ao universo, a meu Deus…muito obrigada por tudo!

Neste Natal…DIY (Do it Yourself = faça você mesmo)

Amo presentear! Mas chega final de ano se você for presentear todos da sua lista (isso significa: familiares, amigos, colegas de trabalho e professoras dos filhos), esquece! Além do 13º, vai embora o salário do mês, das férias e ainda ficam dívidas para o próximo ano. Tô fora! Esse ano as coisas aqui em casa estão sendo bem diferentes.

Já faz algum tempo adotei a febre do faça você mesmo.  É Páscoa, dias das avós, dias das mães, nasceu o filho de amiga, lá vou eu preparar uma lembrancinha. E não está sendo diferente nesse fim de ano.

De certa forma isso freia o consumo nessas datas comemorativas. Um presentinho aqui outro acolá e quando você vê já gastou todo o 13º. Desde que Benjamin nasceu tenho refletido muito sobre o consumo. Eu sempre fui consumista, confesso. Sempre adorei fazer compras. Houve um tempo em que eu comprava um par de sapatos por mês! Absurdo!!!

Antes eu me questionava “preciso disso?” e lá vinha meu INconsciente dar a resposta em bom tom “SIM, SIM, SIM!”.  Agora me questiono “preciso disso?” e a COnsciência não dá vez para o IN – que odeia a resposta que tem sido sempre a mesma: “NÃO”! E não quero ser um exemplo de consumo exagerado para meu filho, assim como não quero comprar sem necessidade, assim como precisamos de um mundo mais sustentável.

Neste Natal a maioria dos presentes foram preparados pela mamãe aqui com muito amor, carinho, paciência (porque você começa num dia e termina três semanas depois – obrigatoriamente porque já é a última semana que antecede as férias) e também uma pitada de pressa (porque não dá tempo pra se fazer tudo nessa vida, gente). Para as tias do berçário produzi essas caixinhas.  

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Cada uma delas tem um mini panetone dentro (e óóóóóbvio que esses eu comprei, faltei na aula de culinária bem no dia que deram a aula sobre comidinhas de final de ano).

Fala aí, não ficou cheio de bossa? Ganhar presente é bom demais e vai dizer que não tem um sabor diferente quando é algo personalizado, quando você sabe que a pessoa dispensou tempo para fazer algo especialmente para você…?!

Detalhe: você ainda leva fama de prendada (cof, cof, cof). ADOOOOORO…!

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Inspiração de Natal

Luzes, enfeites, cheirinho do pinheiro, ceia, família reunida, música, correria, trânsito, lojas lotadas, consumo exagerado é Natal! Amo. Amo esse clima de Natal! Não curto a correria, o trânsito, nem o stress da geral – vamos combinar que o povo esquece de colocar em prática aquele sermão de “união, paz e amor no coração, é Natal”. Eu amo ver a cidade enfeitada. Chega essa época e fico ansiosa para ver a 23 de Maio (caminho que fazemos para ir à casa da minha mãe) iluminada.

Tudo tinha perdido um pouco o sentido. Acho que ficamos adultos e alguns detalhes passam despercebidos, algumas datas viram apenas datas comerciais. Mas com a chegada do meu Ben tudo voltou a ter o mesmo gostinho mágico da minha infância. Resgatei minha criança interna. E criança tem esse poder de atribuir magia a tudo.

Minha infância é repleta de lembranças doces dessa época de final de ano. Lembro-me que todo ano minha mãe montava árvore (natural) e enfeitava a casa toda. Já tivemos árvore com bolinhas coloridas, depois só vermelha (minha mãe conta que minha avó enfeitava sempre dessa cor) e depois amarela e vermelha. A véspera de Natal sempre era muito esperada por mim e pela minha irmã Luana. Sempre estávamos reunidas nessa data, exceto quando minha mãe trabalhava e aí tínhamos que ficar com meu pai.

Como nossos pais sempre foram separados, a logística era assim: Natal com nossa mãe e virada de ano com nosso pai. Eu não ficava muito satisfeita quando invertia. Sempre achei que Natal era data de ficar com a mãe. Eu sempre fui muito apegada com a minha e sofria quando nessa data não estava com ela. Não que eu não gostasse de ficar com meu pai. Gostava, mas queria minha mãe. E claro, tenho lembranças doces de Natal com meu pai, porém vejo agora que não aproveitei o momento como devia. Essa data era sempre comemorada na casa dos meus avós paternos, a família (grande) toda reunida, meu avô soltando fogos, árvore de Natal, presentes de um monte de tios, música, todo mundo rindo e falando alto, fogos…e eu sempre quietinha num canto, algumas vezes ia ao banheiro chorar. Não me sentia confortável. Definitivamente não soube aproveitar, não curtia como deveria…

Eu apreciava passar o Natal com a minha mãe. Como disse, a véspera de Natal era muito esperada por mim e pela minha irmã. Mal dormíamos de tanta ansiedade. Dias antes, por algumas noites, eu acordava de madrugada e podia ouvir o barulhinho dos papéis de presente. Na véspera de Natal éramos liberadas às 00:00 para começar a busca. Nunca vou esquecer que em um Natal eu não achava de jeito nenhum o meu presente, enquanto minha irmã já desfrutava o dela. Chorei tanto pensando que tinha me comportado mal e por isso tinha sido rejeitada esquecida. Minha mãe teve que revelar o esconderijo. Senti um alívio e uma alegria tão genuína. Foi quando confirmei minha suspeita de anos: era mesmo minha mãe que embrulhava os presentes de madrugada! Eles sempre estiveram no mesmo teto que eu. Ela era a responsável e não Papai Noel. Mesmo depois dessa descoberta continuei gostando de Natal.

Para as crianças, muitas vezes o que conta é o presente. Sabemos que essa data tem um significado (religioso) muito maior. Eu mesma conheço muito pouco e me peguei esses dias pesquisando o significado e a simbologia da data. Pesquisei porque me dei conta que sabia muito pouco sobre a data. Caso eu explique para o Benzoca (embora ele não entenda agora, vai chegar o dia que vai questionar), é preciso estar bem informada. Existem detalhes curiosos e bonitos. Acho válido ter conhecimento para poder repassar para nossos filhos. Como disse Natércia Tiba, em seu livro Mulher sem script, “cabe a nós, adultos, resgatarmos o significado de uma data que poderia ser um momento especial para as relações e para a sociedade”. Aliás, nesse livro, ela faz uma bela explicação sobre a data. A autora ainda diz: “O Natal é um dos momentos que nos convida a sermos crianças novamente. Ele resgata o olhar cheio de emoção, a importância de um desejo realizado (que não precisa ser um objeto, muito menos algo caro, mas algo significativo) e o prazer de estar perto de quem amamos.” Foi nessa leitura, por exemplo, que eu me dei conta que eu não sabia o motivo de “montarmos” um pinheiro.

Eu quero que meu filho tenha lembranças tão doces quanto as minhas. Tenho pensado muito nisso. Temos que proporcionar uma bela e gostosa infância aos nossos filhos, porque é ela que faz de nós seres humanos ímpares e felizes. É o lance que falo da memória afetiva, dos valores e  relações cultivadas. E criança precisa do lúdico, da fantasia, da magia, de encantamento. E foi nesse contexto todo que fui fisgada pela ansiedade e comecei antecipadamente (sempre começava no início de dezembro) preparar o clima de Natal aqui em casa.

Montamos juntos a árvore de Natal (não é natural, mas a partir do ano que vem será).

Coloquei guirlandas na entrada da casa.

Essa aqui da porta fui eu quem fiz.

Benjamin vibrou quando ascendemos o pisca-pisca da árvore. Ele curtiu as bolinhas, fica tirando da árvore para brincar. Não sei se dura até o Natal de fato. Mas gosto de ver ele fuçando ou admirando a árvore brilhar.

“Resgatar a criança é poder maravilhar-se com as luzes que piscam, encantar-se diante dos luares enfeitados por bolas, guirlandas, festões e se entregar à fantasia e á doçura do bom velhinho, o Papai Noel. O Natal é uma oportunidade para vibrar COMO  e COM as crianças”. (Natércia Tiba – Uma inspiração de Natal, do livro Mulher sem Script)

Você veio para enfeitar a minha vida

Filho, hoje estamos completando um ano. Um ano da sua vida. Um ano da minha vida como mãe. Há um ano, num domingo lindo de sol, quando estávamos saindo da maternidade, enquanto fazíamos o caminho pra casa, fiquei pensando no mundo de coisas e lugares que tinha para apresentar a você. Não passou pela minha cabeça que você, tão pequeno, também me apresentaria ao mundo. Desde então você me faz enxergar a vida com outra expectativa, com olhos de quem vê tudo pela primeira vez.

Com você fiquei convicta que a vida é transformação. Sempre tive muito medo do tempo, mas você me faz compreender que ele é também nosso aliado. O tempo resgata nossa história. E mesmo vendo a voracidade com que você cresce, procuro pensar em tudo que vai ficar registrado em minha memória: o cheiro desse tempo, as formas, as músicas, o sabor, o som da sua voz, suas gargalhadas… Além, de não esquecer um minuto sequer que estamos conhecendo um mundo juntos.

No mundo você vai encontrar de tudo. Pessoas que vão te amar e outras que não. Pessoas de caráter e outras sem. Uma vez eu li num livro – que um dia você vai ler, “os seres humanos me assombram”. É verdade. É inevitável o sofrimento, a decepção. Algumas coisas fogem do nosso controle. Eu gostaria muito, mas não poderei evitar algumas situações. No entanto, vou estar ao seu lado para compartilhar TODOS os momentos de nossas vidas.

Dizem que os filhos são do mundo, então hoje desejo ter sabedoria para educar e deixar um filho melhor para o mundo. Espero que um dia você compreenda meus sins, nãos, e tantos apertos, beijos, cheiros…

Disseram-me que você seria minha grande lição de vida. Na gravidez mesmo vi qual era essa lição: perda do controle que eu pensava ter da vida.Você me torna uma pessoa melhor a cada dia. Você é a descoberta de quem sou e de onde quero chegar. Parafraseando Chico Buarque, você veio para enfeitar minha vida, tipo festa sem fim, tipo assim um baião Gonzaga.

Hoje é seu primeiro aniversário, lhe desejo um céu cheio de estrelas.

Amo-te incondicionalmente para sempre e por todas as vidas.