Dica de Passeio – Utilidade Pública

Domingo de Sol, família reunida e feliz, tudo mais-que-perfeito para passear. Pensa um pouquinho, sugere algumas opções, avalia o que é bom, bonito, barato, perto e que o Benjamin vá gostar e logo definimos nossa escolha… vamos ao Zoológico!

Então começam os preparativos. Separa a roupa que ele vai vestir, roupa leve porque tá calor. Separa muda de roupa para levar na mochilinha, vai que muda ou tempo ou ele vaza a fralda. Depois os apetrechos para a higienização/desinfecção , fralda, lenço, pomada, etc. Em seguida os mantimentos, lanchinhos, fruta, água, kit-leite, biscoitos. Por fim, as quinquilharias que variam de acordo com o tipo do passeio, como câmera fotográfica, boné, algum brinquedinho ou livro, CDs ou DVDs pro carro, carrinho do bebê. Armada toda essa estrutura de um show de rock, embarca tudo no carro e vamos embora.

A caminho, tudo perfeito, tudo maravilha… Até chegar à metade do trajeto. Cerca de uns 3km antes do parque, tudo para. Trânsito, trânsito, trânsito. Densidade demográfica alta, marcha do carro lenta. Começa a peregrinação rumo aos bichos. Quinze minutos depois, nem 100m à frente. Meia hora depois, mais uns 200m. Uma hora depois, nem sinal do tal parque, muito menos dos bichos. Não é possível que todo esse mundo de gente esteja indo pro Zoológico. Não é possível que não tenha mais vaga no estacionamento, são 2.000 vagas, consultei no site. Não é possível que não vamos entrar…

É possível sim.

Depois de passar uma vida inteira no carro, chegamos na frente do Zoológico. Realmente o estacionamento está lotado. E tamanha é a multidão em frente à bilheteria, e pra fora do portão do parque, que chega a dar dó até dos animais. Viemos até aqui e não vamos conseguir entrar.

Então, fica a dica para o passeio familiar: NÃO VÁ, SOB HIPÓTESE ALGUMA, AO ZOOLÓGICO NOS DOMINGOS DE SOL!

O policial na frente do parque que não me deixava mentir, pois dava suas dicas com todas as letras: “Ah, veio até aqui e está com a família no carro? Não tenha dúvida, desce pro litoral. É mais rápido e você curte mais. Quer vir no Zoológico, vem de semana que é tranquilo.”

Mas não fomos tão radicais quanto o guarda e estendemos nossa aventura pro Zoo Safari. Sem melhor opção na manga, foi o que nos restou, tipo um prêmio de consolação. E meia hora depois, estávamos lá, na boca do outro parque, prontos para ver os animais, só que de dentro do carro.

Não ouso dizer que o passeio foi ruim. Na verdade a circunstância foi ruim, a situação cansativa, mas se o passeio não fosse legal, não renderia boas fotos.

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#blogdemaesemmae  #papaiblogando

Vamos brincar! – Semana Mundial do Brincar (blogagem coletiva)

Eu tinha pensado em levar o Benjamin em um lugar diferente, que ele não tivesse ido ainda, como era a proposta da Aliança pela Infância para a Semana Mundial do Brincar. Mas não consegui cumprir. O máximo que consegui fazer foi levar Benjamin ao Shopping Garden – uma loja de paisagismo e jardinagem onde tem flores, plantas e acessórios. Parece estranho, eu nunca imaginei, mas é engraçado como um lugar como esse pode ser atraente para as crianças na idade dele. Benjamin adorou! Correu, viu diversas plantas, brincou dentro de um vaso gigante!


Aqui em casa valorizamos momentos de prazer com o Benjamin. Não gostamos muito de ficar trancados em casa, então sempre que podemos levamos Benzoca para passear, brincar fora, ter contato com o mundo.

O que percebo é que cada vez mais as crianças (e nós adultos) são bombardeadas com tecnologia. Isso desde muito novinhos. Percebam os brinquedos, cada vez mais barulhentos e cheios de botões.

Aliás, para falar desse tema: Brincar! É preciso ter claro que existe uma diferença entre brincadeiras e brinquedos. Retirei essa informação do livro “Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz”:

Brinquedo é o objeto com o qual a criança brinca: o carrinho, a panela, a boneca, a caneta, etc., enfim, tudo que possa ser uma representação simbólica do universo infantil. Algo que substitua e represente o objeto real.

Brincadeira é o ato de brincar, a ação lúdica. A ação da criança com os objetos (brinquedos) que a possibilita construir conhecimento, desenvolver habilidades sensoriais e perceptomotoras, elaborar e descarregar conflitos e assim aprender a lidar com as emoções. A brincadeira é considerada também metacomunicação. Ou seja: nela a criança desenvolve a capacidade de se colocar no lugar do outro e de compreender como esse outro pensa.

Embora eu valorize o ato de brincar, pois acho que isso é uma herança que fica da infância, admito que já tive certa dificuldade em brincar com o Benjamin. Na verdade eu me sentia meio boba, não sabia como agir. Com o tempo descobri que bobo era esse meu pensamento. A gente não aprende brincar, não existe um manual “como se brinca”. É algo meio que natural, onde cada um vai encontrando o seu jeito, a sua fórmula. Na verdade, acredito que a fórmula é ser espontâneo!

Brincar é a nossa capacidade de interagir com o mundo lúdico, no caso dos adultos, é a nossa capacidade de deixar a criança que existe dentro de nós falar mais alto.

Barreira vencida, posso dizer que lá em casa só moram fanfarrões. Todos nós brincamos, inclusive a Capitu (nossa cachorra)! Nós dançamos, inventamos estórias, damos nomes aos objetos, brincamos de esconde-esconde, pega-pega, estátua, pulamos no sofá, na cama, o banho na maioria das vezes é uma bagunça, a hora de dormir também e aprendi brincar com o Ben e com os brinquedos também – a minha maior dificuldade no que se refere a brincar.

Depois que Benjamin nasceu minha criança interna acordou! E lá em casa vivemos uma eterna brincadeira. Tudo se tornou motivo para brincar. Até quando falamos sério, brincamos.

A importância do brincar vai além do que imaginamos. Deve começar desde o início, é essencial para o desenvolvimento do bebê. E é brincando que as crianças aprender diferenciar suas emoções, a se expressar, compartilhar. Desenvolvem diversas habilidades psicomotoras e psicolínguistica. Estimula a cristividade.

Já diz a música “brincadeiras de criança, como é bom, como é bom…“!

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A Semana Mundial do Brincar vai até o dia 26/05 e vários lugares estão com programação especial para você curtir com seus pequenos. Amanhã, para comemorar, a Casa do Brincar oferece um piquenique onde terá brincadeiras, contação de histórias com a Festa do Rei, além de uma feira de brinquedos.

Piquenique da Casa do Brincar
25/05, das 10h às 12h
Evento Gratuito. Recomendação etária: 0 a 5 anos.

Nós fomos conhecer a Casa do Brincar recentemente e eu super indico! É diversão garantida!

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Para inspirar aí vai uma dica de livro: 101 ideias para curtir com o seu filho.

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Este post faz parte da Blogagem coletiva em comemoração a Semana Mundial do Brincar promovido pela Aliança pela Infância.

Domingo de Páscoa e o primeiro passeio sem os pais

Começou assim. Minha irmã se convidou para almoçar em casa no sábado, véspera da Páscoa. Eu disse que almoço não ia rolar, mas um lanche da tarde podia ser. Ela queria passar o dia com seu sobrinho/afilhado. Resolvi o problema falando que ela podia pegá-lo em casa pra passar o dia com ela e não ficarem trancados na minha casa.

O fato é que não aguento mais receber na minha casa, não estava com vontade de cozinhar no feriado e que já estava na hora da minha irmã começar a exercer plenamente sua função de tia/madrinha.

A escolhi como madrinha por motivos óbvios. Para alguns, o papel dos padrinhos já não tem tanta força assim. Mas eu acho que esse título é importante na vida dos filhos, sou da opinião que os padrinhos tem papel fundamental na vida dos afilhados, acredito mesmo que são os segundos pais. Então escolhi minha irmã, porque sempre intuí que ela desempenharia muito bem esse papel: o de segunda mãe. Porque confio nela acima de tudo. Além disso, temos um vínculo eterno que sabemos não vai romper a qualquer discussão boba. Minha irmã também tem personalidade firme, não cede facilmente, não é de fazer todas as vontades, não é permissiva. Ou seja, ela contribui para a educação do Benjamin e não somente o mima.

Eu liberei o domingo de Páscoa sem pensar muito. Arrumei Benjamin  e sua bolsa. Minha irmã disse que chegaria às 10:00 e nesse horário ele estava pronto. Acreditem se quiserem, mas ao ficar pronto, Benjamin já começou a ficar irritado como se entendesse que ia sair e que a tia estava atrasada. Quando ele ouviu um carro parar na frente de casa, imediatamente gritou “chegooooo“. Começou a pular desesperadamente. Destranquei a porta e ele saiu disparado. Ao entrar no carro, ele ficou meio sem entender, com cara de “ei, e vocês, papai e mamãe, não vão entrar aqui?!“. Expliquei que ele ia passear e que nós ficaríamos em casa. E ele foi.

Entrei em casa e já senti aquele silêncio absoluto. Muito estranho. Não sabia como agir, não sabia o que fazer, embora eu já tivesse preparado uma programação para esse dia: trabalhar numa pesquisa que estou fazendo sobre linguagem materna; almoçar/namorar com o marido; fazer as unhas; passar roupa; organizar a mochila do Ben; ler um livro; assistir um filme; não perder tempo nas redes sociais; e com certeza, o domingo acabaria sem eu ter feito metade da minha lista. Comecei pelo trabalho. O silêncio que invadiu a casa contribuiu para isso.

Recebi ligações. Fomos na casa da sogra ver os parentes que estavam passando o feriado aqui. Todo mundo perguntava do Benjamin. “Ah, ele foi passar o dia com a tia e com a minha mãe“, “ele está com a outra avó dele“, “ah, foi logo cedo passear com a tia, só volta a noite“, etc. Fiquei me sentindo a mãe mais liberta, moderna, madura, superior, à frente de tudo que realmente sou. E só no final da tarde me dei conta do contexto todo. Era a primeira vez que Benjamin saía sem os pais (ele está com um ano e nove meses), mas detalhe: em pleno domingo de Páscoa, quando as famílias estão reunidas, celebrando. Indaguei o marido: “você acha que fomos largados ao permitir essa saída?!”, marido respondeu: “eu não permiti nada, você simplesmente me avisou, não pediu minha permissão“.

É verdade. Marido estava com toda razão. Eu não perguntei o que ele achava. Mas foi meio sem perceber. Primeiro porque ele é de boa pra tudo, não vê problema em nada, eu que sou a encanada; segundo porque acho que sou muito possessiva, autoritária. Eu sei, é horrível, mas pior seria se eu fingisse ser o que não sou; terceiro porque eu me senti tão preparada para dar esse passo, que simplesmente, além de autorizar, sugeri a proposta para a minha irmã.

Bom, mas aqui fica minhas observações. De agora em diante, em data comemorativas, Benjamin passa com a família direta dele (mãe e pai). Porque preciso que ele tenha isso como valor, passar datas especiais com os pais. Da próxima vez vou tentar conversar com o marido e não simplesmente avisá-lo da minha decisão. Vou deixar Benjamin passear mais vezes com sua madrinha.

Ah, sim, o próximo passo, talvez seja liberá-lo para dormir fora de casa.

E aí na sua casa, com quanto tempo você deixou seu filho (a) passear sem a sua presença? Como se sentiu?

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P.S.¹: Terminei esse post às 19:00 e Benjamin não tinha chegado em casa ainda.

P.S²: Marido confirmou que não liga para o fato de Benjamin ter ido passear sem nossa presença.

O que era doce acabou…

E o ano começou! Não é o que diz o povo brasileiro? “O ano só começa depois do Carnaval”. Pois bem, então o ano começou cedo este ano. Carnaval acabou e ainda estamos na metade do mês de fevereiro, geralmente o carnaval acaba e pronto já adentramos em março

É tradição passar o Carnaval no Rio de Janeiro. Eu sempre passei. Primeiro com as amigas, depois com o namorado que posteriormente virou marido e agora com Benzoca. Ano passo ele ficou doente lá no Rio mesmo e não pude sair com ele de casa. Este ano já pudemos curtir o clima carnavalesco da cidade.

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Esse período de Carnaval já é curto, com criança fica menor ainda. Antes, íamos na sexta à noite, encarávamos a estrada de madrugada. Mas com a chegada do Benjamin isso ficou inviável. Não tenho mais coragem de pegar a estrada de madrugada. Acho que nem é uma questão de coragem, mas sim de bom senso. Pode acontecer um monte de coisa desagradável que com bebê pode ficar pior ainda.

Então decidimos ir no sábado bem cedinho. Mas ninguém acordou bem cedinho e acabamos saindo de casa umas onze e pouco. Chegamos às 17:00 no Rio de Janeiro e ainda deu para aproveitar o final do sábado.

Domingo fomos para a praia do Leblon. Estava uma delícia! Benjamin se esbaldou na sua piscininha. E no final do dia fomos para o bloco ‘Simpatia é Quase Amor’, em Ipanema. Primeiro Benjamin estranhou, se sentiu pouco a vontade, olhava com uma cara de “o que esse povo maluco está fazendo, porque todo mundo está tão colorido, porque todo mundo tá se agarrando tanto com esse calor, e essas roupas engraçadas, e porque as ruas estão tão sujas???!!!” . Mas logo ele se soltou. E se divertiu.

Foi o único bloco que pegamos. No restante do Carnaval ficamos na praia. Isso porque antes tivemos alguns contratempos. Rio de Janeiro estava completamente lotado. Eu diria lotação máxima. E a praia, por incrível que pareça, era o lugar menos cheio, com menos restrições, menos proibições.

Há anos eu passo o carnaval no Rio de Janeiro e não é porque agora tenho um bebê que achei isso, mas de fato a cidade estava insuportável. O que mais me chamou a atenção foi o funcionamento do metrô. Elevadores e escadas rolantes totalmente parados. Absurdo! Filas quilométricas para entrar nas estações. Não tinha fila preferencial para entrar nem para comprar bilhetes. Um guarda do metrô foi altamente grosseiro comigo afirmando que no Carnaval não tinha fila preferencial.

Quer dizer que grávidas, pessoas com crianças de colo, idosos, deficientes físicos não podem curtir o carnaval?! Ou melhor, podem, mas sem usufruir os seus direitos. Imagino que deve ter muita gente folgada que usa criança como desculpa para furar fila e comprar bilhete, mas escada rolante é direito de todo usuário de metrô! Isso é básico. Eu fiquei me perguntando como um cadeirante desacompanhado desceu até a plataforma com elevador e escada rolante sem funcionar…

Só uma palavra define meu sentimento com relação ao metrô no Rio de Janeiro neste Carnaval: LAMENTÁVEL!

A partir daí encaramos as ruas cheias, mas de carro. Já que era para encarar a multidão que fosse no conforto do nosso automóvel. Depois de um dia pagarmos um valor exorbitante pelo estacionamento, nos outros tivemos muita sorte e conseguimos parar na rua mesmo, super próximos da barraca em que ficamos, no Leblon.

Resumidamente esse foi o nosso carnaval. Benzoca se divertiu, mas não foi dessa vez que pisou na areia. Levamos meu Ben no Baixo Bebê, no Leblon. É uma área com brinquedos destinada aos bebês e crianças, tem até fraldário! Os olhos dele brilharam ao ver aquelas casinhas que imitam castelinhos, aquele monte de escorregas, mas em sua primeira tentativa de escorregar, o rosto dele se transformou quando já na descida viu que ia cair na areia. Ele queria brincar em tudo, mas não queria sair do meu colo.

Foi um carnaval diferente. Muita novidade para o pequeno Ben. Cheio de encontros e desencontros. Uma briga boba no final entre pai e filha. E o carnaval acabou. Tudo tomou seu lugar….

Zoológico do Rio de Janeiro

Embora meu pai more no Rio de Janeiro, desde que me entendo por gente, eu nunca tinha ido ao Zoológico da cidade. Fomos ontem eu, Marido, Benzoca e minha irmã Sofia – que até então achava que encontraríamos um parque decadente, quase sem bichos.

Na minha infância, o zoológico parecia bem maior. Para nossa alegria, encontramos todos os bichos! Só não vimos os jacarés, por opção mesmo. O cansaço já tomava conta do nosso corpo – menos do Benjamin (não sei de onde criança tira tanta energia). A sensação térmica do Rio de Janeiro era de 50º!!! Sério.

O que mais me surpreendeu (e bem lembrado pelo marido) é a proximidade dos animais. No zoológico de São Paulo, os animais podem ser avistados de bem longe, as grades são bem mais afastadas do público. Aqui no Rio de Janeiro você sente o bafo do leão caso ele dê uma rosnada. Toma um banho do tigre com aquela chacoalhada que só os animais fazem após sair da água. A girafa vem comer folha em nossa mão.

Adorei o passeio, mas um sentimento que eu não tinha na infância, tomou conta do meu coração. Uma dózinha daqueles animais presos, num lugar que não é o seu habitar natural, naquele calorão de meu Deus, tendo que aguentar aquele público chato (eu me incluo) dizendo: “ah, que sem graça, ele só fica deitado”. Porra, naquele calor, queríamos mais o que…?!

Benzoca adorou o passeio. Chegou dormindo, como é de costume em todos os passeios que fazemos, mais logo acordou e quis sair do carrinho. Andou o tempo inteiro sem pedir colo, fez graça pra todo mundo (até parecia uma macaquinho). Engraçado era ele tentando pronunciar os nomes dos animais. O meu bicho preferido, como sempre, foi a Dona Girafa. Desconfio que para o Benjamin também tenha sido. Primeiro ele ficou assustado porque ela chegava bem perto para comer da nossa mãe, mas depois ele se tranquilizou. E foi o bicho que admiramos por mais tempo.
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A decepção veio ao final do passeio. Na chegada ganhamos um cupom para trocar por uma foto (GRÁTIS) dos quatro com o animal de preferência (aquelas montagens básicas). Cada um ganharia uma cópia em preto e branco. Encantados com a ideia, em nenhum momento passou pela nossa cabeça que de graça, ultimamente, nem injeção na testa. Fizemos até pose e a linda foto que ganhamos foi essa (tamanho 5x4cm, nem em papel fotográfico ela foi impressa):
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Alguém aqui gosta muito de música

12 de outubro, 2012. Feriado. Dia das crianças.

Um bebê de um ano e quatro meses incompletos (até então), se deleita ao som de Palavra Cantada.
Na verdade esse bebezico curte qualquer show, peça teatral, passeio cultural.
E a mãe sempre a fazer uma prece: que se conseve assim, amém.

Ele gosta muito de música.
Tão pequeno e pegou gosto por violão.
Violão desses de verdade, não queiram enganá-lo.
Mas antes disso, ficou encantado por orquestra.
Ele gosta de música clássica.

Ficou encantado ao entrar no OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Ficou em êxtase ao ver aquele monte de instrumentos no palco.
Ele sempre repetindo os gestos:
De tocar violão
Reger orquestra.

Os pais, empolgados (e encantados), filmaram esse entusiamo.
Ao final, já com vários registros, descobriram que não podiam ter feito.
Ah, mas todo mundo fez.
Mas eles querem divulgar para família e amigos.
Esperam, sinceramete, não serem processados por isso.

(Ele também ficou encantado pela moça ao lado. Será que tão pequeno já encena para conquistar?! Não, a mãe prefere não cogitar essa hipótese)

Era uma vez um bebê…

Sábado passado fizemos um passeio diferente. Levamos Benjamin para ver avião! Minha mãe conta que seu pai sempre a levava para ver os aviões no aeroporto de Congonhas. Nós levamos Benjamin ao Memorial 17 de Julho, uma praça inaugurada esse ano, marcando os 5 anos da maior tragédia da aviação brasileira, quando 199 pessoas morreram no acidente da TAM. Se eu lembro dessa data como se fosse hoje, imagino as famílias…

O lugar apesar de tudo, é tranquilo e tem uma energia positiva. Enquanto via meu pequeno andando solto, ao longe,  fiquei a refletir naquela pequena de vida, naquela grande partícula de mim.

Pra mim ainda é muito louco olhar o Benjamin e saber que foi gerado por mim. Eu que não acreditava fervorosamente em Deus, quando vejo esse bebê – um menino que está virando um moleque, só penso: a natureza é muito sábia, extraordinária, mas essa coisa também tem dedo de Deus!

O pequeno curtiu o passeio. Curtiu o vento em seu rosto. Curtiu até música. Ouviu de longe as notas de um violão e foi ao encontro. Nunca vi, tão pequeno e gostar tanto de música.

Benjamin é meu projeto de vida mais importante. É minha festa. É meu bem mais precioso, a herança que vou deixar para a vida.

Sinto que estamos entrando numa nova fase. Não sei quando foi, mas dia desses acordei e percebi: meu Ben já não é tão bebezinho! Penso que ainda tenho muito o que viver, muito que aproveitar desse bebê, mas como diz a Tia Avó Rosana “era uma vez um bebê, agora está virando um moleque, e um moleque é tudo de bom”!

Amo.

Livro: São Paulo com crianças – Turismo, cultura e diversão na maior cidade do Brasil

Eu havia comentado aqui o lançamento desse livro. Passou da hora de falar sobre ele, então vamos lá. Conferi cada página após o lançamento mesmo. O livro é uma graça, todo colorido e cabe na bolsa de pequeno e leve que ele é – ótimo para carregar a todo instante e recorrer quando estiver sem ideia do que fazer com as crianças em São Paulo.

Ele é dividido por categorias como: compras (dicas de lojas irresistíveis para os nossos ninos e ninas), restaurantes, passeios culturais (cinema, teatro, música, livrarias, museus, bibliotecas, etc), hotéis, parques, bichos, programas em família, enfim…tudo para fazer acompanhados dos pequenos.

Devo confessar que mesmo nascida aqui, não sou uma amante fervorosa da cidade de São Paulo (amo mesmo o Rio de Janeiro). Mas ao ver a dedicatória (simples) que Mariana fez ao Benjamin algo tocou em mim.

São Paulo é um centro cosmopolita, mesmo cinza nos dá tantas possibilidades, nos apresenta tanto do mundo… Despertou em mim o desejo de fazer com que meu pequeno curta e ame muito sua cidade. Percebi que cabe a mim, mais essa função. E farei com muito prazer.

“Benjamin, curta muito SP, tá?! Beijão, Mari”

Ótima dica para quem está de férias em São Paulo.

Título: São Paulo com Crianças – turismo, cultura e diversão na maior cidade do Brasil
ISBN: 978-85-63144-21-8
Autora: Mariana Della Barba
Ilustrações: Fábio Yabu
Editora: Pulp Edições (www.pulpedicoes.com.br)
Tamanho: 160 páginas – 11x16cm (brochura)
Preço: R$ 32,00

Reserve um tempo para você e seu marido

Sabemos que depois do nascimento dos filhos fica complicado arrumar um tempo para o casal, mas isso é algo tão importante quanto respirar. Se não cuidamos da relação, ela desanda e sabemos onde vai parar. A chegada dos filhos altera toda a vida de casal. Deixamos de ser dois para sermos três (às vezes quatro…), sendo que a terceira pessoa exige de nós necessidades completamente diferentes, principalmente, rotina.

Acho que fica mais difícil o casal sair quando o filho ainda é um bebê. Ok, mais difícil pra mãe que fica pensando mil e uma coisas, além da culpa que sente em deixá-lo para ir se divertir. A primeira vez que eu e o Marido saímos, o Ben tinha um pouco mais de três meses. Deixamos tudo pronto e tínhamos três horas para voltar, ele ainda mamava no peito e eu fazia questão de cumprir isso. Bem antes do tempo estimado, Benjamin que não é de chorar, abriu o berreiro. Fizemos o caminho da festa até minha casa, ligando a cada um minuto e meio pra minha mãe – que estava cuidando dele. Ai foi horrível, do celular eu ouvia o choro dele e me sentia a PIOR mãe do mundo. Depois desse episódio traumatizante não saímos mais.

Fica mais difícil após os filhos, mas tem que arrumar tempo para namorar, curtir um ao outro, alimentar a relação… Foi pensando nisso que no final do ano passado, eu e o Marido, nos comprometemos em fazer todo mês um programa só eu e ele. Três meses se passaram desde o pacto e só agora conseguimos colocar em prática. Iniciamos o projeto em grande estilo. Sábado à noite fomos ver o show do Chico Buarque. Foi tudo lindo: o show foi maravilhoso e emocionante, Chico Buarque é encantador. Depois ainda demos uma esticadinha para tomar uma cerveja. A mamãe aqui ligou apenas uma vez pra saber se tudo estava correndo calmamente. Meu Ben ficou em casa sendo estragado mimado pela vovó Salete, mostrou já ter, com seus nove meses, maturidade para se comportar educadamente na ausência dos pais, não chorou e dormiu feito anjo – sinais de que já podemos programar a próxima saída…

De malas prontas

Vamos para a cidade maravilhosa no carnaval. Estou ansiosa por essa viagem como criança que espera a noite de Natal ou o aniversário para ver se vai ganhar aquele presente mega esperado. Rio de Janeiro deveria ser minha cidade natal. Simplesmente amo aquele lugar! Meu pai mora lá, então surge um feriado prolongado, vamos pro Rio! E carnaval…sempre foi no Rio! Antes com as amigas, depois com o marido e agora com meu Ben(zinho)! Minha ansiedade se deve porque é: o primeiro carnaval com o Ben, primeiro verão, primeiro transitão, primeira confusão, primeiro feriadão com boa parte da família reunida, todos em clima de festão, alegria, praia, música! Estou ansiosa por levar o Ben para passar alguns dias com o avô, tias, tio, primos e tia avó. Eu valorizo demais o relacionamento familiar. Acho família essencial para o nosso desenvolvimento emocional, nosso caráter, nossa memória afetiva. Fora que o Ben está todo gostoso, interagindo com todo mundo, mais risonho do que nunca e me agrada o fato de poder compartilhar esse momento com os familiares.

Todo esse discurso só para entrar num assunto bem simples: a mala de viagem do bebê! Alguém me diz como ser básica quando se tem um bebê? O que é considerado “desnecessário” colocar na mala? Outro dia vi na internet “sugestão do que levar na mala de viagem para um bebê até um ano de idade”, a lista se resumia em vinte e poucos itens. A minha já está em….

Itens indispensáveis
1. Fraldas
2. Pomanda para assadura
3. Mamadeiras
4. Papinhas (para uma emergência)
5. Paninho de boca
6. Sabonete
7. Xampu
8. Remédios
9. Cotonetes
10. Protetor Solar
11. Toalhas
12. Inalador
13. Cópia de certidão do bebê
14. Carteirinha do plano de saúde

Itens necessários
15. Garrafa térmica (existe um modelo pequeno, ótimo para levar na bolsa)
16. Loção hidratante
17. Body
18. Macacão
19. Shorts
20. Camiseta
21. Regata
22. Casaquinho (com esse tempo maluco, é fundamental)
23. Meias
24. Sapato/sandália
25. Manta
26. Piscina inflável (principalmente se for à praia, não dá para colocar um bebê sentado direto na areia, muito menos para alugar uma por motivos óbvios!!!)
27. Bóia (eu não estou levando, mas se fosse para um hotel com piscina e o Ben já tivesse um ano, eu levaria)
28. Sunga / maiô
29. Fralda para piscina
30. Fralda de pano
31. Boné
32. Babador (tem uns ótimos descartáveis)
33. Bolsa térmica
34. DVD do Palavra Cantada (no meu caso, é o único jeito do Ben deixar fazer inalação nele)
35. Brinquedos
36. Bebê conforto (esse conta ou não?)
37. Lenço umedecido
38. Lenço de papel
39. Chupeta
40. Esterilizador de mamadeira
41. Colher, prato e copinho
42. Trocador

Se possível é bom levar
43. Carrinho de passeio
44. Escova
45. Saquinho para roupa suja

E se você vai para um hotel? Tem que ver se o local tem toda infra-estrutura para receber um bebê. Se não tiver, tem que providenciar:
46. Banheira
47. Berço portátil
48. Roupas de cama

Quarenta e oito itens!!! Ok, eu não vou precisar levar os três últimos itens da lista, mas como alguém conseguiu montar uma mala com vinte e poucos itens para um bebê??? Fala aí o segredo vai…. Eu até diminuiria essa lista, mas se tratando de bebê tudo é imprevisível!!! E ainda corremos o risco de esquecer algo, não do bebê, mas algo assim sem muita importância, tipo a bolsa da mãe. Pode ser?

Ao contrário do título do post, as malas estão prontas apenas mentalmente. Eu não vejo a hora de pegar estrada com minha família, de sentir os ares do Rio de Janeiro, o sol batendo na minha face. Eu amo aquilo tudo! E quero ensinar o meu Ben amar também.

É isso. Carnaval está chegando, uhuuuuu…! Bora sapucar. Sempre com muita moderação. Não esqueça: se beber não dirija. E não esqueça de usar o filtro solar!