Sobre organização e desapego

Eu odeio não gosto de inverno! Não simpatizo nem um pouco com os meses julho e agosto. São pra mim meses sacrificantes, arrastados, cinzentos, em que nada de bom acontece. Perceba, julho começou há dias e estamos no dia 10 ainda! Vai demorar para acabar, viu…

No entanto, já estamos no segundo semestre do ano! No dia 1º de julho, a amiga-mãe-blogueira Lelê postou no seu face algo do tipo: “Primeiro mês do segundo semestre do ano e o que você fez até agora?”. Fiquei me perguntando o dia inteiro o que tinha feito nos últimos 6 meses e vieram respostas nada convincentes: tirei férias, fiz um curso na ESPM; assisti alguns (poucos) filmes do projeto que consiste em assistir mais filmes; fiz junto com a arquiteta o projeto do meu apartamento; poupei; organizei a festa de aniversário do Benjamin; hum… e só.

Aí fui ler meu blog preferido sobre organização – Vida Organizada, da Thaís Godinho – e me deparei com o post Checklist de Julho 2013, que começa assim:

Julho é o primeiro mês da segunda metade do ano. É uma boa época para analisar tudo o que já fizemos e planejar os próximos passos de todos os novos objetivos de curto prazo. Se você gosta de fazer resoluções de ano novo, pode ser uma boa avaliar se o que você se propôs a fazer está caminhando e, se não for o caso, o que ainda pode ser feito até dezembro.”

Quase entrei numa crise. Ou melhor, entrei! A blogueira Thaís fala muito sobre objetivos de curto, médio e longo prazo. E me dei conta que eu não tracei, não tenho nenhum objetivo para os próximos meses. Motivo? Apartamento! Deixei o ano 2013 por conta do apartamento e estou deixando a vida me levar. Isso me incomoda muito. Gosto de planos, metas, objetivos! Gosto de me sentir em movimento.

Refleti mais um pouco e pensei: por que não destralhar e organizar a vida, principalmente, a casa?

Eu vou para um apartamento novinho em folha, o lugar que vou chamar de meu – o meu lar – e não posso transformá-lo num lugar de tralhas.

Estou numa fase que entro em casa e a visão que tenho é de entulho. Sério mesmo. Em cada canto da sala tem algo amontoado: papéis, livros, sapatos do Benjamin, DVD’s, CD’s, material de scrap, milhões de brinquedos…

Eu acredito que bagunça, tralha = acúmulo de coisas desnecessárias, é sinal de que o nosso interior está em conflito ou é falta de tesão pela casa. No meu caso, são as duas coisas juntas. Meu interior fica mega perturbado nesses meses. E eu já não tenho amor nenhum por essa casa em que moramos (se é que tive algum dia).

No dia 1º de julho, arregacei as mangas e iniciei o projeto “Organização e Mudança” ou “Exercício de Desapego”. Comecei pelos livros, separei todos e vi um por um o que levaria conosco para o apartamento e o que seria doado. Aproveitei e já encaixotei tudo. Nessa limpeza, encontrei coleções de revistas, várias delas: Vida Simples, Bons Fluídos, IMPRENSA, Casa e Jardim, Casa e Comida, Crescer, Pais & Filhos. Resolvi ficar apenas com a coleção de Vida Simples e Casa e Comida (essa coleção completa). Das outras, retirei todas as matérias que eu acho interessante para arquivar em pastas (compradas nesse final de semana) e da Casa e Jardim retirei todas as ideias que acho bacana para nosso apartamento.

Encontrei uma pasta enorme com uma coleção de papéis de carta!!! Há anos eu tenho isso. Há anos nem encostava nessa pasta. Nem precisei fazer a pergunta clássica “para quê preciso disso?”. Na hora veio a ideia do desapego. Enquanto estava nos livros, encontrei vários do Dalai Lama. Teve uma época da minha vida que o budismo me interessava muito. Não leio mais tanto a respeito, mas simpatizo com a religião. E uma das coisas que o budismo prega é justamente com relação ao desapego, dizem que o apego pode nos asfixiar. Fui pesquisar sobre o assunto e parece que o apego a determinado objeto pode ser também uma nostalgia mal resolvida, tipo uma vontade de viver novamente algo impossível. Por exemplo, guardar papéis de carta, poderá significar vontade de voltar a adolescência. Quáááá…

O ritmo de organização caiu no final de semana e ontem voltou a ficar intenso. Fui lá para o quarto onde guardamos todas as tralhas inimagináveis. Até o marido entrou, por livre e espontânea vontade (juro!), no processo. Ele fez uma limpa em seu guarda roupa e sapatos. Eu fiquei por conta da documentação da casa (que ainda não terminei), vários arquivos universitário (desapeguei geral: joguei tudo fora), bolsas (doei todas que não uso há um ano), roupas de cama (doei o que não uso e que não pretendo usar no apartamento) e banho (separei as toalhas maltrapilhas para fazer pano de chão e algumas mandei pra casa da minha mãe e irmã que usarão com os cachorros).

Tem muita coisa para fazer ainda: meu guarda-roupa; cozinha; banheiro; sala. Vai ser um processo longo, porque não basta tirar tudo o que não se quer mais, tem que organizar o que vai ficar. E o que estou fazendo digamos que é a primeira triagem, pois outra será feita ao encaixotar tudo de vez para a mudança.

É uma delícia destralhar a casa! Tem uma parte nostálgica que te abraça nesse processo – talvez por eu ser uma pessoa nostálgica demais tenho sentido isso (falarei em outro post). Mas se livrar de coisas que você não usa, que já não tem mais serventia alguma na sua vida te dá uma sensação de liberdade, de purificação, caminhos sendo abertos, novas oportunidades e possibilidades. A sensação é de que a vida passa a circular melhor, e você, inclusive, pelo espaço. Internamente, passamos aos poucos a nos sentir mais leves e melhores.

Existem vários motivos para guardamos as coisas, seja lá qual for, isso quer dizer que somos ligados a bens materiais. Não podemos esquecer que dessa vida não se leva nada. Eu continuo com o meu processo que está só começando e deixo aqui pequenas dicas (e que estou usando) para você organizar a vida e desapegar:

Três perguntas básicas que você deve fazer para se desprender de algo:

1) Para quê preciso desse objeto?

2) Quanto tempo não mexo/uso isso?

3) Quando voltarei a mexer? (se a resposta for “não sei”, separe para doação)

Tudo que você não usa, tem utilidade para outra pessoa. Doe!

Desapegue!

Leia mais o site: Vida Organizada.

Baixe o e-book gratuito: 365 dicas de organização para o ano todo.

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Festa Infantil – Baby Guide

Fico impressionada quando alguém lembra detalhes da sua infância. Minha memória da infância não é lá tão cheia de arquivos, mas as lembranças que tenho são suficientes para saber que tive uma infância feliz. Tenho várias lembranças das festas de aniversários, por exemplo. Todas sempre preparadas pela minha mãe. Da bexiga ao docinho. Da decoração ao bolo. Sim, minha mãe era quem preparava o bolo. Todo ano era o mesmo sabor: floresta negra! Mas era delicioso!

Sinto que hoje em dia se perdeu um pouco aquele gostinho que se tinha antigamente as preparações das festas caseiras. Todo mundo compra tudo pronto. Talvez até pela praticidade. Muitas festas são realizadas em Buffet. Talvez também pela praticidade.

Acho que por ter visto minha mãe preparar a cada ano nossos aniversários, tenho tanto prazer em produzir a festa do meu Ben. Sem contar aquele clima que envolve todo mundo. Avós, tios, pais, todos mobilizados para organizar a festa do ano! É uma forma de viver a festa antes mesmo de ela acontecer. Os preparativos é tão gostoso quanto o dia D…

Mas não importa se é festa em buffet ou caseira. O importante mesmo, é comemorar, celebrar essa dádiva que é a vida!

Esse mês estou na revista Festa Infantil – Baby Guide contando o que é, pra mim, uma festa ideal. A revista além de linda, está bem legal, traz várias dicas para festas e  mais 9 blogueiras que eu adoro falando sobre sua festa ideal.

 

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E sábado foi festa de lançamento, o espaço estava repleto de decorações lindas de morrer.

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Leia minha entrevista: Festa Infantil – Baby Guide .

De verde e amarelo, és mãe gentil #protestomaterno

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O povo foi para as ruas. Alguns manifestar, outros para quebrar.

Sinceramente, não sou das que acham que é preciso quebrar para reconstruir. Não, não estou com dó do Itaú com seus vidros quebrados. Mas já vejo o Brasil como um país maltratado demais. Vandalismo nessas horas só piora a situação. Torna-se uma festa pobre e para essa prefiro não ser convidada e desejo que meu filho nunca faça parte.

Sou a favor da manifestação pacífica. Onde adultos, crianças, famílias inteiras podem sair às ruas tranquilos para reivindicar seus direitos. Como foi na última segunda-feira, 17/06.

O Brasil virou capa em diversos lugares do mundo.

As exigências são diversas, de PEC 37 a Estatuto do Nascituro.

Todos querem coisas em comum: transporte público de qualidade, trabalho, educação, saúde, segurança, direitos humanos, o uso correto dos nossos impostos, as pracinhas em boas condições (leite e fraldas num preço mais baixo é bem-vindo também)!

Acho bonito ver as pessoas lutando por seus direitos num país onde a corrupção e o juros altos reinam. Onde a desigualdade social é discrepante. Toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer

Embora não tenha saído às ruas para as manifestações, não estou programada pra só dizer sim, quero um país melhor para o meu filho e faço parte do #protestomaterno – Mães unidas por um Brasil melhor.

Quem disse que não dá pra fazer algo de casa enquanto você prepara a mamadeira, troca fralda ou lava a louça? Junte-se a nós: #protestomaterno

“Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair…” 
Cazuza

Chá de Bebê

Fizemos chá de bebê e foi tudo muito gostoso. Coloquei uma sugestão de lista nas lojas Alô Bebê, mas excluí vários itens da lista deles como, por exemplo, todos itens para a mãe (não achei cabimento pedir protetor para o seio!). Por que eu fiz a lista na loja: porque hoje em dia fica difícil encontrar todo mundo para entregar convites em mãos (acho muito mais legal o convite impresso com o papelzinho dobrado esperando para revelar o presente que o convidado deve levar).

Foi uma festa simples, onde reuni todos os familiares e os amigos íntimos. Realizamos a festa quando estava no 7º mês da gestação, teoricamente teria uma boa margem para organizar tudo até o parto. Deu tempo de sobra, já que Benjamin nasceu com 41 semanas.

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A festa de chá de bebê não precisa ter muita coisa: uma mesa bonita e que pode ser decorada por você mesma se tiver paciência; docinhos, salgadinhos, bebida (refrigerante, suco, cerveja – se for o caso); lembrancinha – eu acho de bom tom entregar um mimo para os convidados. Eu mesma preparei a lembrancinha: comprei na 25 de março mini colheres e uns potinhos de vidro onde coloquei brigadeiro feito pela minha mãe e decorei com tecido patchwork. Ficou lindo, charmoso e gastei pouco. Servimos alguns salgadinhos e lanchinhos de carne louca.

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Uma festa que vi outro dia no blog Bebê com Estilo e adorei, foi a Festa para revelar o sexo do bebê. Achei demais a ideia! Uma festa unissex, usando cores neutras ou as cores rosa e azul, onde é revelado, só na hora, o sexo do bebê. “Ah, mas eu não aguento esperar até lá para contar!” Ok, mas você pode organizar uma festinha simples só para familiares, na sua casa mesmo, para revelar o sexo do bebê. Se aguentar esperar, essa ideia pode ser usada no chá de bebê.

O importante não é fazer do chá de bebê um evento para ganhar presentes, isso é uma consequência. Se está pensando em realizar a festa só para ganhar os presentes, nem faça nada, o dinheiro que vai gastar na festa invista nos itens que pretenderia ganhar se fosse fazer o evento. Ou invista em fraldas!

O que eu penso dessa ocasião: é um momento para reunir as pessoas mais queridas, aquelas bem próximas e até aquelas super queridas mas que você não vê sempre, de compartilhar com elas esse momento tão especial que é a espera de um novo ser. É uma felicidade indescritível ver todos ali reunidos. Todos na expectativa de conhecer o novo bebê. E para a grávida pode ser um pouco cansativo, mas é ao mesmo tempo relaxante. Você sai daquele stress do dia a dia e sente por algumas horas aquela sensação boa de ser amada e de que seu bebê será super bem-vindo.

Chá de bebê é sinônimo de comemoração, de brindar à vida.

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Enxoval – Parte 2

ALIMENTAÇÃO

Nós (e, principalmente, as avós) pensamos que o bebê vai nascer e vai usar a mamadeira, comer nos conjuntos de pratinhos lindos, usar babadores, etc, etc, etc…para tudo! Eles demoram um pouco para usar esses itens. Na lista abaixo, tudo o que ele vai precisar, mas que não necessariamente usará de imediato.

O que compramos

1 garrafa térmica;

1 mini garrafa térmica – usava pra levar água quente dentro da bolsa toda vez que eu saía com o Ben;

1 mamadeira com bico que imitava o seio;

O que ganhamos

5 mil mamadeiras grandes;

3 mamadeiras pequenas;

1 mamadeira chuquinha – nem usamos, aliás está em casa guardada;

9 bicos de mamadeira;

1 porta leite – eu não sabia a serventia daquilo quando abri o pacote! É um item indispensável!!! É incrível, o meu tem divisão para três doses de leite em pó. Todas as pessoas mais antigas, minha mãe, minhas tias e até meu pai, acham o máximo quando me olham sacando os itens da bolsa e se deparam com tanta praticidade. Na época deles não existia nada disso;

1 conjunto de coador e funil – eu uso muito o funil, não consigo colocar o leite em pó na mamadeira sem esse utensílio;

1 escovinha para lavar mamadeira;

1 pinça plástica pra você pegar os utensílios depois de esterilizados, pense em não usar…;

1 esterilizador de mamadeiras – posso falar? Nem sabia que tinha isso até ir fazer a lista de enxoval;

3 mil jogos de pratos;

3 mil jogos de talheres;

3 mil copos;

1 cadeirão;

15 mil babadores de pano;

1 kit de babadores descartáveis – [ótimos, mas quase não usei babador. Benzoca não fazia sujeira pra comer, sério! Só quando estávamos prontos pra sair ele se sujava comendo, lei de Murphy, sabe como é?!

SAÚDE

O que compramos

1 inalador – compramos quando Benjamin estava com 5 meses de vida, quando ele teve bronquiolite. Foi um desespero correr atrás disso, porque andei por diversas farmácias do bairro, não sabia qual fazia menos barulho, enfim…tenha em casa um inalador! Pra falar a verdade, eu nunca nem tinha pensado nisso e é algo que usamos muuuuito;

1 termômetro.

O que já tínhamos em casa:

1 bolsinha térmica, ótima para esquentar a barriga quando o bebê tiver cólicas. Benjamin quase não teve, mas chegamos usar nas poucas vezes;

O que ganhamos

1 aspirador nasal

1 dedeira

ROUPAS

O que compramos

De verdade não me lembro de ter comprado roupas para o Benjamin. Compramos sapatinhos numa ponta de estoque da loja Alô Bebê. Comprei duas peças de roupas quando ele já estava com 4 meses, em liquidação na loja Green. Depois voltei a comprar recentemente.

O que ganhamos

Ganhamos de tudo: saída de maternidade, bodies, macacões, casaquinhos, sapatinhos de lã, meias…

Não vou aqui citar a quantidade ideal para cada peças. Avalie a época do ano que o bebê vai nascer. Se ele vai nascer no verão, não tem por que comprar macacão felpudo.

Não cabe aqui falar em quantidades, mas não compre muitas peças iguais, pois os bebês recém-nascidos perdem tudo muito rápido, questão de dias e semanas.

Lembre-se que você pode ganhar muita coisa da lista no chá de bebê! Mas vá com calma. Nessa ocasião, eu sou adepta da coerência. Chá de bebê é um evento para reunir os familiares e os amigos, para compartilhar essa alegria toda que é a chegada do bebê e principalmente, para a grávida relaxar. Não faz sentido pedir presentes caros, hein?! Exceto se você for muito íntima! Acho um absurdo quando sou convidada para esse tipo de evento e me pedem, por exemplo, um pacote de fralda + um item da lista. Gente, um pacote de fralda de qualidade custa em média R$35 reais! Ou você faz um chá de fraldas onde vai ganhar só fraldas, o que é ótimo também. Ou opta pelo chá de bebê onde vai ganhar os acessórios. Chá de bebê é para incluir os itens necessários e de preços razoáveis.

Sugestão: Eu fiz o chá de bebê familiar e entre amigos. Na empresa organizaram pra mim um chá fraldas o que foi ótimo, pois começamos a comprar fraldas para o Benjamin quando ele completou um ano! #ficadica

Lista de convidados – como administrar?

É uma delícia organizar qualquer tipo de festa, mas lista de convidados é sempre um problema, afinal, a família é grande, os amigos são muitos, tem os vizinhos (que quando são chatos não é problema não convidar, mas quando são pessoas bacanas…), os colegas de trabalho e assim por diante.  Aqui em casa, nossas listas estão sempre em excesso e nos vemos com o dilema: quem cortar e como fazer esse corte sem causar desconforto com as pessoas ou sem estourar nosso orçamento?

Os motivos são básicos: orçamento e/ou nem sempre o lugar comporta todo mundo da lista.

Pelo segundo ano consecutivo, a festa do meu Ben será no salão de festas no prédio da minha tia. Isso pra mim é uma mão na roda. Além de ser perto da minha casa, eu e essa minha tia somos muito próximas e ela conhece a maioria dos nossos amigos. Por outro lado, não me sinto muito a vontade de chamar a lista toda pra festa, afinal não é a minha casa. E por mais intimidade que eu tenha com a minha tia, é preciso um pouco de discernimento.

Fazer festa é caro! Por mais que você planeje uma festa com poucos recursos financeiros (que é o meu caso), sempre tem que apertar para o orçamento não estourar. E quanto maior a lista de convidados, maior o investimento.

Outro dia estávamos fazendo a lista de convidados do aniversário do Benjamin e nos vimos diante desse dilema. Marido logo sugeriu: “é simples, vamos cortar da lista as pessoas que não foram em 2012”. Não é tão simples como parece. A maioria das pessoas que não foram tiveram motivos pessoais que as impediram de ir. E teve também uma minoria da família, inclusive, que não foi por preguiça.

Compartilhei o meu drama no Facebook e recebi duas sugestões pertinentes. Uma foi da Mãejestade, Rose Misceno, que indicou o seguinte critério: quem fica mais de 3 meses sem contato com a família, sem nem sequer ligar, corta-se da lista. O outro critério foi de um amigo: convidar apenas quem tem crianças.

Adorei os dois critérios! Mas ainda assim fica complicado. A minha família é enorme e a geração de crianças começou a crescer depois do Benjamin, são quatro crianças apenas. Temos muitos amigos, mas poucos com filhos. Ou seja, a festa ficaria vazia.

Depois de quebrar a cabeça e de algumas discordâncias entre eu e o marido, chegamos num resultado final. E agora resolvi compartilhar aqui.

1. Faça a lista com todos os nomes que vierem à cabeça

Coloque todas as pessoas que você gostaria de convidar, lembrando-se de colocar as pessoas óbvias: avós e tios. Não adianta nada começar a cortar convidados da lista e só depois lembrar que ainda tem os 4 avós e 6 tios que não estavam contemplados na lista;

2. Divida a lista

Eu sempre divido a lista por grupos: família, amigos, trabalho, escola, etc;

3. Família
Aqui é fácil porque a família por parte da minha mãe é pequena: ela, eu e minha irmã. A do meu pai é bem maior, vários tios e primos. A família do marido por parte da mãe é pequena e por parte do pai, ele não tem contato. A minha dica é convidar sempre do grau maior de parentesco, ou seja, família de primeiro grau. Lembrando-se que primos adultos valem por dois, pois já levam acompanhantes;

4. Colegas de trabalho

Eu era a única pessoa que até outro dia acreditava em “amigos” dentro da empresa. Existem poucos. Eu tenho amizades valiosas que fiz em empresas que já trabalhei (e estão na lista), mas atualmente  tenho colegas de trabalho. Avalie o quanto é importante a presença dessa pessoa na festa do seu filho. Pule para a casa de número 8;

5. Os amiguinhos da escola

Se você for fazer festa na escolinha, não tem sentido convidar os amiguinhos para a festa oficial. Optar pela festa da escolinha pode parecer um gasto a mais, no entanto, se colocar na ponta do lápis, é um gasto financeiro mínimo comparado à dor de cabeça que você vai ter ao chamar um coleguinha e outro não. E seu filho vai ficar feliz ao comemorar o aniversário próximo a todos que convivem com ele diariamente: amiguinhos e tias;

6. Não se intimide!

Quem me vê falar isso pensa que sou um porto seguro. Não sou! Eu fico cheia de dedos e com medo de alguém se chatear. Mas tome cuidado ao convidar aquela pessoa que você adora, mas que você sabe que vai levar mais três penetras com ela;

7. RSVP

Colocamos essa opção no convite desse ano. Algumas pessoas já confirmaram e outras (poucas) já responderam que não poderão ir. Não sei se vai funcionar, mas a ideia é ótima! Isso é determinante para direcionar a quantidade dos comes e bebes, mesas e cadeiras, serviço de garçons, lembrancinhas, etc;

8. Chegou a hora do corte! Questione-se!

– Há quanto tempo não vejo essa pessoa?
– Quantas vezes ela viu meu filho?
– Qual foi a última vez que nos falamos?

Na dúvida se chama ou não um colega de trabalho, comece relembrando:
– Quantas pessoas do seu trabalho foram visitar você (ou sua esposa) na maternidade.
– Qual o último programa que vocês fizeram juntos (sem contar happy hour)?
– Qual a última vez que esse colega te convidou para algo na casa dele?
– Esse colega tem filhos? Você conhece os filhos dele?

Eu fugi um tiquinho do critério da Mãejestade, que seria o tempo que não vejo determinada pessoa, mas levei em consideração se a pessoa foi na festa do ano passado e se tem criança – se preencheu esses dois requisitos, convidei.

E aí, como vocês saem dessa saia justa que é a lista de convidados?

Caos e ordem

Outro dia me perguntaram: como você arruma tempo para ler? Imediatamente não soube responder. Refleti sobre a pergunta e resgatei os meus momentos de leitura. Leio antes de dormir; leio no banheiro – uma prática que não tinha, mas que passei estabelecer quando percebi que não conseguia tempo livre para ler, e no carro quando saio com motorista para algum trabalho externo. Parece muito, mas não é. Se somar em horas, devo ler 30 minutos por dia, talvez nem isso.

Atualmente, estou lendo “O Jogo do Anjo”, de Zafón e tentando terminar  “A criança mais feliz do pedaço“. Mas um tempo atrás não consegui tocar no livro. Andei envolvida com uma pesquisa e só li coisas sobre maternidade – o que AMO. O fato é que estava lendo muito sobre maternidade e decidi intercalar com romances.

Mas tem diversas outras coisas que gosto de fazer e que não tenho conseguido.

Quando temos filhos fica mais difícil fazer as coisas de nosso interesse. Por outro lado, passei a reparar que tenho realizado muito mais coisas agora que tenho o Benjamin do que antes. Porém, sinto a vida um pouco desorganizada. A casa vive uma bagunça. Uma vez ou outra organizo um canto dela. Começo algo, deixo pela metade e termino semanas depois. No trabalho as coisas estão a mil. Pesquiso. Escrevo. Tenho os compromissos pessoais. Tenho os meus compromissos como blogueira. Meto-me a besta como artesã ao fazer scrap. Às vezes me enfio na cozinha para preparar uma comidinha gostosa pra família. Agora passei a dar uma de arquiteta amadora, pesquisando e estudando coisas para o apartamento. Tenho feito várias coisas ao mesmo tempo. E vou indo…

Dia desses, me vi perguntando para o marido: “como essa pessoa consegue fazer tudo isso”? A pessoa em questão não tem filhos, o que marido respondeu: “fulano não tem filhos, só trabalha, tem mais tempo livre que você. Mas você também consegue fazer muitas coisas que um monte de gente deve se perguntar como a Gabriela, COM FILHO, consegue tempo pra fazer tudo isso…” e aí ele começou a listar um monte de coisas que eu faço. É, eu tenho realizado um monte de coisas.

Com tanta coisa pra fazer, tem uma que faço menos hoje: DORMIR.

Sabe o lance da ordem através do caos?! “Quando promovo o caos é que estabeleço a ordem”. Acho que é isso que aconteceu comigo. Passei a criar o caos na minha vida e depois estabeleço a ordem. Fico em pânico, é claro, pois além de tentar ser organizada, sempre tive tudo no controle, mas as coisas não têm acontecido muito assim. Mas quer saber? Estou adorando.

*

Dica de livro que está na minha pilha para leitura: “Não sei como ela consegue”, Allison Pearson editora Rocco. Narra a história de uma mulher-profissional-esposa-mãe tudo junto e misturado que busca o encontro consigo. Parece bem humorado, tem até filme, mas só vou assistir após a leitura.

Fotos reveladas e organizadas

Posso não ser uma mãe das antigas, mas sou do tempo do álbum de fotografias. Gosto de revelar fotos, montar álbuns, folheá-los…

Incentivada pelo post Como organizar fotos digitais, da blogueira Roberta Lippi, nas minhas férias resolvi organizar as minhas fotos, só que as impressas. Ao contrário de muita gente (né, Dani?!), as fotos digitais aqui em casa são bem organizadas. Pudera, elas ficam sob responsabilidade do maridão, que organiza muito bem por pastas e ocasião/datas.

Com as fotos impressas acontece o contrário. São de minhas responsabilidades, não por nada, mas porque sou a que mais faço questão de revelar. Revelamos sempre por períodos espaçados, sei lá, a cada quatro ou seis meses. Não existe uma regra. Quando percebemos juntou um monte de fotos para revelar. Quando revelamos, elas ficam há dias, semanas, quiça meses, dentro do envelope amarelo da reveladora. Muitas vezes por falta de álbum decente. Muitas vezes por falta de coragem para arrumar.

Sim, a Rô Lippi está certa, falta coragem para encarar a bagunça.

Mas como um dos meus objetivos para 2013 tem a ver com ORGANIZAÇÃO, encarei as fotos de Paris (reveladas em 2011, vai vendo) e uns 12 meses de fotos reveladas do Benzoca (menos do aniversário dele que inventei de montar álbum de Scrapbook e até agora tem apenas 6 páginas prontas. Em quatro meses ele completa 2 anos e o álbum de 1 ano sem  finalizar).

Comprei álbuns na 25 de março (é bem mais barato! Peguei uns modelos bem em conta no Armarinhos Fernando) e começamos separando as fotos mais ou menos por datas e ocasiões (confesso: nos perdemos um pouco e para colocar em ordem exata, preciso comparar com as pastas do computador).

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Foi muito gostoso rever aqueles momentos registrados. Marido me ajudou e juntos fomos relembrando esses dois últimos anos. A viagem à Paris que fizemos em dezembro de 2011, grávidos do meu Ben. Depois a viagem à Búzios. A chegada do Benzoca, as visitas na maternidade, nossa viagem à Buenos Aires (em 2012) com a família já em novo formato e todo o desenvolvimento do pequeno Ben até agora.

Benjamin estava ajudando a bagunçar e foi engraçado vê-lo reconhecer as pessoas nas fotos.

Eu simplesmente AMO fotos, amo registrar todos os momentos que vivo ao lado das pessoas que amo. Fotografia é mesmo uma forma de eternizar um instante que já passou.

Depois de tudo organizado, vimos todas as fotos outra vez. E ficou assim:

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Tinha fotos até de quando eu e Marido não pensávamos em filhos. Uma época que agora me parece tão distante. Foi estranho me ver naquelas fotos, cabelos longos, lisos, carinha de menina, tão diferente do que sou agora… em todos os sentidos….(pausa para reflexão).

Para as fotos de Paris encontrei lá no Armarinhos Fernando, uns álbuns pequenos com desenhos de viagem mesmo (Custaram apenas R$2,50 cada!!!). Comprei uma caixa em MDF cuja tampa era um porta retrato. Tinha em casa folhas de Scrapbook e coloquei a mão na massa. Olha como a caixa ficou linda e as fotos bem organizadas:

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Organizando a bolsa da mãe

Outro dia (que na verdade já faz uns dois meses ou mais) estava sentindo minha bolsa pesada e resolvi conferir fazer à limpa. Observem:

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  1. Lenço umedecido;
  2. Trocador;
  3. Nécessaire de fraldas;
  4. Fralda de pano;
  5. Pen drive (2 unidades);
  6. Brincos;
  7. Óculos de sol;
  8. Carteira;
  9. Nécessaire (da mãe);
  10. Brinquedos;
  11. Crachá;
  12. Escova de dente;
  13. Revista;
  14. Caderneta;
  15. Carregador de celular;
  16. Porta cartão;
  17. Livros;
  18. A BOLSA! Meu xodó! Adoro seu formato porque cabe um montão de coisas.
  19. O item 19 estava no momento em minhas mãos registrando a foto: o celular!

Faltou a bolsinha de maquiagem, mas essa já fica no carro. Esses itens estavam na minha bolsa durante os dias da semana. Depois de uma análise profunda e existencial (para que eu preciso mesmo levar fraldas para o trabalho??? Que eu saiba ainda não dá pra trocar fraldas à distância!), alguns itens foram retirados (e pensar que a bolsa durante o final de semana é bem mais cheia, tanto que às vezes eu tiro a minha carteira e a coloco na bolsa do Benjamin…)

Mas os dias passaram e a bolsa tornou a ficar pesada e não era de itens de bebê, era da mãe. Uma bagunça só. Um monte de papel (ex: comprovantes de banco até apagadinhos de tão velhos), livro que eu já tinha terminado de ler (e essa é uma mania incontrolável), revista já toda amassada (como se eu tivesse muito tempo de ler durante o dia), uma zona total. No meu primeiro dia de férias, no final de dezembro, já indo para o Rio de Janeiro, coloquei em ação um dos meus desafios de 2013: ORGANIZAÇÃO!

Abri a bolsa, joguei tudo no chão do carro e comecei a limpeza! Coloquei a bolsa em ordem. Peguei um refil de bolsa que ganhei da sogra há mais de ano e usava como necessaire só que parada em casa (vê se pode!). Esse produto é super útil e funcional. Ótimo para toda mãe cujo sobrenome é praticidade. Como eu vivi sem isso antes? Não sei. O fato é que o negócio estava lá debaixo do meu nariz e eu não u-sa-va como deveria!

Ele tem um bolso grande que cabe tudo: carteira, necessaire da mãe (item 9 da foto acima), escova de dente, óculos. E alguns compartilhamentos divididos na parte externa onde organizei cartão de visita, crachá, chaves e outros objetos menores.  Trocar de bolsa ficou muito mais fácil! E a bolsa agora fica de longe muito mais organizada com tudo concentrado no refil e apenas o livro de fora.

Imagem do Google

Imagem do Google

O meu é igualzinho esse da imagem, marca Le Postiche.

E você, já parou para avaliar o que leva na bolsa?

Férias para a mamãe

Hoje Benjamin iniciou uma nova fase. Marido voltou ao trabalho, aproveitei e mandei meu Ben para a escolinha. Parece falta de apego?! É eu queria um tempo só pra mim, sem marido, sem filho.

Organizei tudo para seu retorno ontem: mochila, lancheira, roupa. Chegou uma época do berçário em que eu não aguentava mais arrumar a bolsa dele, muito menos escrever (e olhar) na agenda. Mas desde quando soubemos que Benjamin começaria educação infantil, fiquei entusiasmada para arrumar a mochila e, principalmente, a lancheira.

Compramos tudo agora nas férias. O uniforme que consiste em bermuda/calça azul e camiseta branca. A mochila demorei para achar, não queria de tema (e isso você encontra em qualquer loja, impressionante, para todos os gostos: Carros, Galinha Pintadinha, Madagascar, Homem Aranha, Barbie, Toy Story…uma infinidade!). Como Benjamin ainda não se liga nessas coisas, optei por algo de mais qualidade, espaço e neutro (que não desse margem para o consumismo). Adorei a mochila porque além de preencher todos os requisitos que eu buscava, ela é bem bonita (a carinha ficou por nossa conta, é aquele cartão de identificação, atrás tem espaço para dados da criança). Olha só, coube tudo o que ele precisava levar:

– Caixinha de pronto socorro com remédio, vitamina, termômetro (essa caixa era a mesma que eu enviava na bolsa para o berçário, preciso arrumar algo menor);
– Toalha de banho (a partir de agora ele não tomará mais banho na escola, mas é preciso enviar para o caso de um acidente fisiológico daqueles estrondosos, sabe?! Enviei uma toalha fralda, ela é fininha, porém bem grandona – dobrada nem parece);
– Lençol com elástico (para cobrir o colchonete na hora da soneca. Se não estou enganada, fica a semana toda na escolinha e volta na sexta);
– Saquinho para guardar roupa suja;
– Kit higienização bucal: escova de dente, creme dental, toalhinha e de quebra coloquei um pente;
– Necessaire kit banho. Adoro esse kit. Ganhei da minha amiga Déa no chá de bebê e uso quando fazemos viagens curtas. Contém mini frascos de shampoo, sabonete, creme hidratante e talco. Acabou o produto é só repor no frasco;
– Necessaire com 8 fraldas + pomada;
– Lenço umedecido;
– caixa de lenço de papel (esse fica na escola, enviamos toda a segunda-feira);
– Muda de roupa.

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Olha a necessaire kit banho:

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Parece que não, mas coube tudinho na mochila, inclusive a agenda que não aparece na foto porque eu ia esquecendo dela.

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Lancheira comprei num bazar que teve no final da ano lá no trabalho, imagine paguei R$5,00 e é térmica, em formato de mochila. Achei bacana porque essa o Benjamin já pode carregar, ao contrário da outra que nem tem esse intuito (é entregue direto na mão da tia que devolve direto aos pais). Na escolinha continua tendo o café da manhã, almoço e janta, mas agora nós temos que enviar o lanche da tarde. Embora alguns pais acha isso um saco, acho bacana a ideia, até porque sou mãe de primeira viagem e gosto de aprender e buscar coisas para o meu filho. Tem um cardápio sugerido pela escola, o que é ótimo para nos guiar. Marido imprimiu ontem e fomos às compras da semana. Descobrimos até umas guloseimas orgânicas e integrais (exceto a geleia) para mandar pro Ben.

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O cardápio de hoje pedia biscoito maisena, maçã e suco. A pediatra do Benjamin indicou um suco chamado Super Bom, mas não encontrei ainda. Em contrapartida, achei esse da marca Jasmine, sem açúcar, feito da polpa da fruta. Experimentamos um ontem e parece bem natural mesmo, um pouco sem graça, não é nada doce, mas me parece saudável para um bebê quase criança. A lancheira ficou assim:

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Adorei preparar tudo. Vou me organizar sempre deixando tudo pronto na noite anterior, porque sei que se deixar pra fazer de manhã, o negócio vai deixar de ser um prazer para virar penoso.

Eu queria ter levado meu Ben nesse primeiro dia. Por outro lado, foi melhor do jeito que foi. Marido disse que Benzoca chorou bastante ao ser entregue. Acho que foi porque ele chegou lá dormindo e também tem o fato de ter ficado 20 dias direto com a gente e na farra.

Olha, ter filhos traz felicidade sim, uma alegria imensurável, mas como diz a música do Palavra Cantada, criança dá trabalho…! Eu amo meu filho incondicionalmente, marido é tudo de bom, mas ufa…. Estou me sentindo como a mãe da imagem (abaixo) que circulou no face semana passada. Vou aproveitar os dias livres que me restam para fazer as coisas que preciso, mas a principal delas, curtir a minha companhia.

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