Chegou a hora da vistoria no apartamento

Em janeiro desse ano, anunciei aqui a VENDA da casa em que moramos e falei da nossa aquisição: a casa o apartamento próprio.

Pois é, 7 meses se passaram, a casa ainda está a venda e nós ainda moramos nela.

A novidade é que estamos bem próximos de nos mudarmos. Dias atrás numa ligação, isso ficou evidente. Era chegada a hora da vistoria do apartamento.

Pode parecer bobo, mas gente, ninguém tem noção da ansiedade, alegria e emoção que tomou conta de mim. Tudo junto e misturado. Data e horário marcado estávamos os três lá: eu, Marido e Benjamin. Ah, a Ana, arquiteta também.

Quando vi Benjamin andando pela área da piscina, quadra de futebol, quase tive uma parada cardíaca causada por forte emoção. Ok, exageros a parte, fiquei bem emocionada. Uma sensação de tarefa sendo cumprida. Porque agora, depois do meu Ben na minha vida, é diferente o sonho da casa própria. É por ele, é para ele.

Ao entrar no apartamento….sei lá, passou um milhão de coisas na minha cabeça – das quais vou registrando por aqui ao longo das próximas semanas.

Eu tinha outra imagem do apartamento. Achava que ao entrar, cozinha, sala, corredor para os quartos, fossem tudo para a esquerda (não sei de onde tirei isso, mas nesses dois anos e meio, quando fechava os olhos e pensava no apartamento era assim que eu o via). Na verdade é tudo para o lado direito, me senti canhota mesmo não sendo. A louca! Depois de um tempo lá dentro, me acostumei.

Nosso apartamento está lindo, com tudo funcionando corretamente, na varanda bate um ventinho gostoso que invade a sala, a luz também toma conta de todo o ambiente.

Benjamin correu por todos os lados, escolheu seu quarto (que era já, o qual em pensamentos, eu destinava para ele), fez questão de ajudar a testar todas as tomadas.

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A ansiedade agora está grande para mudarmos. O mais legal é que agora, após ter entrado nele, consigo sonhar com o jeito que quero deixá-lo, as coisas que vou colocar nele, o lar doce lar que quero transformá-lo….

*

Você está passando ou vai passar por uma fase parecida com a nossa?

Separei alguns links com dicas para você se preparar para a vistoria do apartamento:

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Na casa dos avós é sempre domingo?

No próximo dia 26, comemora-se o dia dos avós. Por isso, essa será uma semana especial aqui no Bossa Mãe.

Para começar, quero dar uma dica de presente para essa data: O livro dos avós – na casa dos avós é sempre domingo?

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Nesse livro, a psicanalista Lidia Rosenberg e o pediatra Leonardo Posternak, abordam a trajetória dos avós e as relações entre eles, seus filhos e netos. O livro surgiu após um questionamento de um amigo: “Onde a gente aprende ser avô?”. Existem inúmeros manuais que trazem dicas de como lidar com os filhos, nenhum era destinado aos avós. Esse surgiu pela necessidade que os autores encontraram em orientar os avós nos primeiros passos de relacionamento com seus netos.

Segundo os autores, vivemos no “século dos avós”. Com o aumento de expectativa de vida, muitos avós conhecem seus netos bebês e os acompanham até a vida adulta. Pesquisas comprovaram que as pessoas se tornam avós mais cedo, em média entre os 50 e 60 anos, o que as permitem curtir esse papel por mais tempo.

A obra destaca a experiência de se tornar avós, a importância do vínculo, o papel dos avós na vida dos netos, a nova responsabilidade que eles assumem ao se tornarem avós. Engana-se quem acha que avós não tem responsabilidades sobre os netos. A relação vai além….estende-se aos filhos.

Avós agora são pais de filhos adultos e deve dar espaço para os filhos errarem e aprenderem com seus erros. Além disso, não podem esquecer que mesmo adultos (e pais), os filhos precisam de apoio, carinho, reconhecimento, ajuda. E tudo isso em dose certa, é preciso tomar cuidado para não parecer invasivo. O fato é que quando a primeira criança chega na família, todos estão aprendendo novos papéis.

O livro traz um pequeno manual de autopreservação dos avós – dicas que façam respeitar seus direitos. Ao final traz um capítulo que eu até achei triste, mas muito válido, “O direito de sair de cena”,  fala sobre quando os avós não estiverem mais por perto. E tem um capítulo inteiro com a palavra do pediatra, com dicas incríveis onde o Dr. Posternak afirma que avós precisam estar munidas com informações confiáveis e atualizadas – isso contribui para que as avós não ganhem fama de intrometidas.

Gostei muito do livro e indico a leitura não só para avós, mas para os pais também. Acho que ele nos ajuda a compreender muitas atitudes dos nossos pais – avós dos nossos pequenos. Auxilia-nos no sentido de como devemos nos comportar com eles, depois que aprendemos um pouco da função deles como avós em nossas vidas.

Livro dos Avós – Na casa dos avós é sempre domingo?
Primavera Editorial
A partir de R$37,00

Onde comprar roupas infantis em SP

Já faz algum tempo que estive em Embu das Artes conferindo uma dica de uma grande amiga, a Mislene, mãe de dois. Lá é um lugar cheio de pontas de estoque, ótimo para comprar roupas infantis.

Tem uma loja chamada BBB que é uma ponta de estoque de grandes marcas infantis: Green, Tip Top, You, Tigor, entre outras. Todas com um preço bem abaixo do mercado. O legal dessa loja é que além de vender peças individuais, também vende por quilo, principalmente as roupas sem marca.

Mães de meninas passam mal por lá, pois a variedade é enorme. Aliás, essa é uma das minhas queixas como mãe de menino. É muito difícil encontrar roupas para os moleques em ponta de estoque. Tem mais para os bebês do que para os maiores. Já para as meninas tem uma oferta e tanto.

Nessa mesma loja, na parte de baixo, é a ponta de estoque de calçados. Para meninas tem uma diversidade que não acaba mais e tudo num precinho maravilha.

Além dessa loja, existem outras quatro, todas bem próximas uma da outra (só muda a calçada e quando muda). Quando fui lá entrei numa outra loja, cujo nome não lembro agora, e comprei para o Benjamin uma camiseta da Green (marca infantil que eu amo) por R$2,90!!! Era por quilo!

Os preços vão de:

Macacões básicos da TIP TOP por R$90,00 o kilo. Minha amiga-mãe-de-dois Mislene, comprou 4 que totalizaram R$37,90.

Macacões e conjuntos da Green ou You por R$29,90 e R$39,90:

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Conjunto de camiseta e calça jeans de R$129,90 por 29,90. Macacão para bater por aí R$10,00:

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Sapatos femininos: R$29,90

Vale à pena conferir.

OBS: Como bem lembrada pela amiga Carol Soler, a loja BBB está situada à Av. Elias Yasbek, 1414, Embu das Artes.

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Agora se você anda precisando de roupas para bater por aí, minha dica é a loja Kid Stok. Estive em uma das lojas recentemente. Na verdade eu nunca tinha entrado, achava meio lojão (sem preconceito!)…mas também pudera, na vitrine os preços estão sempre estampados: R$10!!!!

Estava a procura de calças azul marinho para compor o uniforme da escolinha do Ben. Todo mundo indica comprar em supermercado. Primeiro que odeio supermercado, pago para não entrar em um. Segundo, pensei: se no supermercado é barato como dizem a qualidade de uma loja de shopping não será tão inferior. Entrei na Kid Stok!

Sem brincadeira nenhuma, ADOREI! Comprei cinco calças (azul marinho) para o Benjamin ir para a escola. Todas de moletom e flaneladas. Preço pago em cada calça: R$10!!! Já lavei e passei várias vezes desde que comprei. Não encolheram, não desbotaram. Até na máquina de lavar já joguei.

Também comprei essa jaqueta para o Ben.

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Eu vi e achei lindo! O preço então me fisgou! R$50! Uma jaqueta dessas na Green, por exemplo, eu não pagaria menos que R$150 (sei bem do que estou falando, pois já fiz algumas loucuras nessa loja).

E se você quer dar um presente, mas não pode gastar muito, lá é possível encontrar bons conjuntos, com preços melhores ainda! Comprei um lá por R$35!

Para meninas, como sempre, a variedade é maior. Tem muitos conjuntinhos, vestidinhos, calça legging. Tudo com o precinho ó…

Essa loja tem em outros estados.

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Outra loja outlet legal é a Funny e Kito, localizada na Av. Pavão, nº 754, Moema. Lá é possível encontrar marcas como PUC, Green, You, Up Baby, entre outras. Ótima também para comprar presentes, basta não tirar a etiqueta e é possível trocar caso não sirva ou não seja do gosto da mãe. Os preços lá são ótimos. Mas como sempre, para as meninas tem mais opções.

Vale à pena!

Minha mãe é uma peça

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Dona Hermínia, mãe de três filhos, Marcelina, Juliano e Garib, resolve dar um basta aos insultos dos filhos e vai passar um tempo na casa de uma tia. Mas como toda mãe amorosa, ela não para de se preocupar e pensar nas crias.

Começa aí uma sucessão de lembranças desde quando os filhos eram pequenos até os dias atuais. Os filhos querem se livrar da chatice da mãe, enquanto ela só pensa em protegê-los.

O filme é sim cheio de piadas, chega a ser um pouco forçado, talvez exagerado, mas garante boas risadas. Vale lembrar, que o filme é baseado em uma peça de teatro cuja linguagem é diferente do cinema.

Inspirado na mãe do próprio autor (e ator) Paulo Gustavo (ótimo!) e quem interpreta Dona Hermínia, o filme narra os conflitos dessa família, mas principalmente da mãe, que cria os filhos sozinha e foi trocada pelo marido (Herson Capri) por uma moça mais jovem (a queridíssima Ingrid Guimarães que merecia mais destaque no filme).

Assisti o filme pensando: todo filho adolescente acha a mãe chata. Por um curto espaço de tempo fui jogada ao futuro e imaginei meu Ben confidenciando ao pai a chatice da mãe aqui. Deve doer. Por mais que saibamos que nossos filhos nos amam, dói saber que eles nos acham chata. Nós que os criamos com tanto zelo e somos capazes de fazer qualquer coisa por eles que nem o pai é capaz – sem desmerecê-los. É ou não é?

Eu sei que minha mãe faria coisas por mim que meu pai não faria. Ok, tem MÃES e mães (sabemos que nesse mundo tem louco pra tudo). Mas amor de MÃE transcende qualquer barreira, é algo inexplicável. É como dizem e como Dona Hermínia ressalta: colocar no mundo é fácil, quero ver criar. Essa tarefa é difícil. E a gente cria, ama e  faz tudo por eles.

Foi ao assistir esse filme que descobri a definição do que sinto quando vejo tragédias que fazem mães perderem seus filhos. Depois da maternidade, eu choro, sinto uma dor, uma revolta imensa quando vejo uma mãe chorar a perda de um filho e aí descobri o motivo. Quando uma mãe perde um filho, todas no mundo perde uma parte de si.

#ficadica para o final de semana, assistam Minha Mãe é uma peça.

Mega Artesanal – Inspiração

Aconteceu de 03 a 07 de julho, a Mega Artesanal – uma mega feira de artesanato que existe no Brasil. Eu não conhecia e fui conhecer no último dia de feira com minha amiga-sócia-blogueira-mãe Amanda, que já tinha ido no primeiro dia de feira e contou em seu blog Scrap Paper.

Todos os dias da feira, o pavilhão do Imigrantes estava amarrotado de gente. Pensamos que seria assim no domingo, mas pegamos um dia mais tranqüilo, ótimo para ver e comprar com mais calma todas as novidades.

São vários expositores de toda arte que você imaginar e a principal que fomos ver: Scrapbooking!

A feira também oferece vários cursos gratuitos para fazer na hora, mas nem cogitamos essa ideia. Queríamos ver tudo! Chegamos às 11:00 (início da feira) e fomos embora por volta das 17:30 – quando todos os expositores já estavam fechando seus stands.

“Gabriela, mas você como jornalista tá bem atrasada hein?! Falando de evento que já aconteceu….”

Ok, eu sei. Mas vejam, a mãe aqui ficou fora o domingo o dia inteiro, depois não tive tempo de sentar e escrever. Fiquei encantada com a feira e tudo que vi. Mais ainda com a ideia do “faça você mesma”, reaproveitar nossos móveis, como por exemplo, encapar uma cadeira ou um móvel antigo. Pequenas coisas que podem dar uma nova cara ao ambiente. Enfim, mesmo atrasada quis compartilhar aqui no blog algumas dessas coisas que vi. Pode servir de inspiração para outras pessoas também.

Veja essas ideias de decoração que estavam expostas no stand da Casa da Mega:

Cadeira customizada.

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Móvel encapado com adesivo de tecido.

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Cozinha. Eu adoro essa ideia de parede para escrever com giz. Tem papel e também tinta para essa finalidade e efeito.

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Quarto de bebê. Olha que charme. Detalhe para o quadro que cada parte vai completando a árvore. Achei lindo. Puro scrap!

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Passeando a feira toda é possível encontrar várias decorações de festas infantis.

Essa aqui é ideal para festas ao ar livre.

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Tema de circo. Achei bacana, saiu do convencional “só palhaço”. Essa proposta é usar todos os elementos do circo: trem, coelho, elefante, leão…muitas cores.

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Festa de Pirata.

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E tem para o Marinheiro também.

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Essa festa com tema UP, eu, particularmente, adoro essa decoração com balões. Acho muito lúdico, clean, lindo demais. Ao invés do balão, poderia ser também pipas ou passarinhos.

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Para finalizar, uma decoração linda para chá de bebê de gemêos. Mas nada impediria desse tema “Cegonha” ser adaptado para um bebê apenas.

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Sobre organização e desapego

Eu odeio não gosto de inverno! Não simpatizo nem um pouco com os meses julho e agosto. São pra mim meses sacrificantes, arrastados, cinzentos, em que nada de bom acontece. Perceba, julho começou há dias e estamos no dia 10 ainda! Vai demorar para acabar, viu…

No entanto, já estamos no segundo semestre do ano! No dia 1º de julho, a amiga-mãe-blogueira Lelê postou no seu face algo do tipo: “Primeiro mês do segundo semestre do ano e o que você fez até agora?”. Fiquei me perguntando o dia inteiro o que tinha feito nos últimos 6 meses e vieram respostas nada convincentes: tirei férias, fiz um curso na ESPM; assisti alguns (poucos) filmes do projeto que consiste em assistir mais filmes; fiz junto com a arquiteta o projeto do meu apartamento; poupei; organizei a festa de aniversário do Benjamin; hum… e só.

Aí fui ler meu blog preferido sobre organização – Vida Organizada, da Thaís Godinho – e me deparei com o post Checklist de Julho 2013, que começa assim:

Julho é o primeiro mês da segunda metade do ano. É uma boa época para analisar tudo o que já fizemos e planejar os próximos passos de todos os novos objetivos de curto prazo. Se você gosta de fazer resoluções de ano novo, pode ser uma boa avaliar se o que você se propôs a fazer está caminhando e, se não for o caso, o que ainda pode ser feito até dezembro.”

Quase entrei numa crise. Ou melhor, entrei! A blogueira Thaís fala muito sobre objetivos de curto, médio e longo prazo. E me dei conta que eu não tracei, não tenho nenhum objetivo para os próximos meses. Motivo? Apartamento! Deixei o ano 2013 por conta do apartamento e estou deixando a vida me levar. Isso me incomoda muito. Gosto de planos, metas, objetivos! Gosto de me sentir em movimento.

Refleti mais um pouco e pensei: por que não destralhar e organizar a vida, principalmente, a casa?

Eu vou para um apartamento novinho em folha, o lugar que vou chamar de meu – o meu lar – e não posso transformá-lo num lugar de tralhas.

Estou numa fase que entro em casa e a visão que tenho é de entulho. Sério mesmo. Em cada canto da sala tem algo amontoado: papéis, livros, sapatos do Benjamin, DVD’s, CD’s, material de scrap, milhões de brinquedos…

Eu acredito que bagunça, tralha = acúmulo de coisas desnecessárias, é sinal de que o nosso interior está em conflito ou é falta de tesão pela casa. No meu caso, são as duas coisas juntas. Meu interior fica mega perturbado nesses meses. E eu já não tenho amor nenhum por essa casa em que moramos (se é que tive algum dia).

No dia 1º de julho, arregacei as mangas e iniciei o projeto “Organização e Mudança” ou “Exercício de Desapego”. Comecei pelos livros, separei todos e vi um por um o que levaria conosco para o apartamento e o que seria doado. Aproveitei e já encaixotei tudo. Nessa limpeza, encontrei coleções de revistas, várias delas: Vida Simples, Bons Fluídos, IMPRENSA, Casa e Jardim, Casa e Comida, Crescer, Pais & Filhos. Resolvi ficar apenas com a coleção de Vida Simples e Casa e Comida (essa coleção completa). Das outras, retirei todas as matérias que eu acho interessante para arquivar em pastas (compradas nesse final de semana) e da Casa e Jardim retirei todas as ideias que acho bacana para nosso apartamento.

Encontrei uma pasta enorme com uma coleção de papéis de carta!!! Há anos eu tenho isso. Há anos nem encostava nessa pasta. Nem precisei fazer a pergunta clássica “para quê preciso disso?”. Na hora veio a ideia do desapego. Enquanto estava nos livros, encontrei vários do Dalai Lama. Teve uma época da minha vida que o budismo me interessava muito. Não leio mais tanto a respeito, mas simpatizo com a religião. E uma das coisas que o budismo prega é justamente com relação ao desapego, dizem que o apego pode nos asfixiar. Fui pesquisar sobre o assunto e parece que o apego a determinado objeto pode ser também uma nostalgia mal resolvida, tipo uma vontade de viver novamente algo impossível. Por exemplo, guardar papéis de carta, poderá significar vontade de voltar a adolescência. Quáááá…

O ritmo de organização caiu no final de semana e ontem voltou a ficar intenso. Fui lá para o quarto onde guardamos todas as tralhas inimagináveis. Até o marido entrou, por livre e espontânea vontade (juro!), no processo. Ele fez uma limpa em seu guarda roupa e sapatos. Eu fiquei por conta da documentação da casa (que ainda não terminei), vários arquivos universitário (desapeguei geral: joguei tudo fora), bolsas (doei todas que não uso há um ano), roupas de cama (doei o que não uso e que não pretendo usar no apartamento) e banho (separei as toalhas maltrapilhas para fazer pano de chão e algumas mandei pra casa da minha mãe e irmã que usarão com os cachorros).

Tem muita coisa para fazer ainda: meu guarda-roupa; cozinha; banheiro; sala. Vai ser um processo longo, porque não basta tirar tudo o que não se quer mais, tem que organizar o que vai ficar. E o que estou fazendo digamos que é a primeira triagem, pois outra será feita ao encaixotar tudo de vez para a mudança.

É uma delícia destralhar a casa! Tem uma parte nostálgica que te abraça nesse processo – talvez por eu ser uma pessoa nostálgica demais tenho sentido isso (falarei em outro post). Mas se livrar de coisas que você não usa, que já não tem mais serventia alguma na sua vida te dá uma sensação de liberdade, de purificação, caminhos sendo abertos, novas oportunidades e possibilidades. A sensação é de que a vida passa a circular melhor, e você, inclusive, pelo espaço. Internamente, passamos aos poucos a nos sentir mais leves e melhores.

Existem vários motivos para guardamos as coisas, seja lá qual for, isso quer dizer que somos ligados a bens materiais. Não podemos esquecer que dessa vida não se leva nada. Eu continuo com o meu processo que está só começando e deixo aqui pequenas dicas (e que estou usando) para você organizar a vida e desapegar:

Três perguntas básicas que você deve fazer para se desprender de algo:

1) Para quê preciso desse objeto?

2) Quanto tempo não mexo/uso isso?

3) Quando voltarei a mexer? (se a resposta for “não sei”, separe para doação)

Tudo que você não usa, tem utilidade para outra pessoa. Doe!

Desapegue!

Leia mais o site: Vida Organizada.

Baixe o e-book gratuito: 365 dicas de organização para o ano todo.

Sobre brincar, educação e limites

Olha ela aqui de novo. Não tem jeito, eu adoro Beth Monteiro! Sou tipo fã de carteirinha. Gostei muito do seu último lançamento “Criando filhos em tempos difíceis”, Editora Summus. Gostei, principalmente, porque é um livro direto, sem rodeios, a leitura corre rápida e de fácil compreensão. Parece uma palestra da autora. Ela é breve, mas vai direto ao ponto. E isso pra mim tem sido algo primordial, já que ultimamente ando sem tempo para ler.

Beth é defensora da infância e no livro ela destaca a importância do brincar. Ela afirma que as brincadeiras contribuem para que as crianças se tornem adultos criativos e até bem-sucedidos. É através das brincadeiras que as crianças são preparadas para assumir alguns papéis na vida. A obra traz um capítulo com dicas de brincadeiras para pais e cuidadores curtirem com as crianças. Brincadeiras, inclusive, com objetivo ligado ao desenvolvimento motor e psíquico da criança.

Esse livro não é um manual, não traz receitas, mas traz uma lição: é determinante a nossa participação na infância dos nossos filhos. Isso significa reservar um tempo só para a criança e fazer coisas do interesse dela. Não importa se é uma hora do seu dia, mas o tempo reservado para o seu filho deve ser um tempo de qualidade.

A autora também fala sobre educação e como lidar com alguns tipos de crianças, como por exemplo, a agitada, a do contra, a medrosa. Dedica um espaço para falar sobre a sexualidade da criança, as dificuldades de aprendizagem e as drogas.

Ao final, traz um capítulo voltado para a mãe – que li como se fosse uma carta e me trouxe um sentimento muito bom, de reconhecimento pelo meu papel. E tem um capítulo voltado para os avós, onde traz algumas dicas pertinentes de como agir nessa função.

Trechos do livro

“Resgatar a infância também resulta em resgatar o ser humano que existe dentro de cada um de nós, para que possamos sonhar com um futuro de paz, harmonia, respeito, amor, dignidade e progresso. Afinal, é a partir dos sonhos que tudo começa. Resgatar a infância de nossos filhos é investir no futuro da civilização.”

“O que faz que uma criança possa desfrutar de mais momentos de felicidade, sem dúvida alguma, é o ambiente em que ela se desenvolve, particularmente a compreensão e a aceitação dos seus pais.”

“Mães que amamentam nervosas, ansiosas, preocupadas, conversando com outras pessoas, não transmitem tranquilidade para o bebê. A hora da amamentação deve ser sagrada.”

“Os castigos só funcionam quando são educativos, portanto devem ter uma relação lógica e direta com o erro.”

“Deixe que caia, não resolva as coisas por ela, não a ensine, permita que descubra sozinha. Controle a ansiedade, pois os adultos tem mania de querer ensinar.”

“O desejo que muitos meninos apresentam de brincar com bonecas ou de casinha não é nada além da necessidade de treinar o papel de pai. É uma pena que nossa sociedade seja tão machista e dura com a educação dos meninos. Eles não podem mostrar delicadeza, fragilidade, emoção.”

“A disponibilidade emocional dos pais é o meio pelo qual a criança aprende a perceber o mundo e a se relacionar com ele”

“Oponha-se a tudo que for contra os seus valores éticos, religiosos e sociais. Não tenha medo de dar limites ao seu filho.”

“Não existem pais perfeitos e nenhuma criança precisa de perfeição. Não fique buscando modelos em amigos que dizem saber educar: siga o seu modelo.”

“Seu filho nasceu de você, mas não é propriedade sua. Ele pertence ao mundo, que exige tanto dele quanto de você. A vida está aí, aproveite-a bem, pois você não sabe se terá outra oportunidade. Largue aquele velho discurso de que os filhos dão trabalho, que você não tem tempo para nada, que ser mãe é padecer no paraíso, que você é uma infeliz, que ninguém ajuda. Saia do papel de vítima. Faça novos projetos de vida e corra mais riscos, pois estes nos levam às mudanças. Faça experiências com a vida experimente ousar mais.”

Abaixo, uma breve entrevista com a autora. Assunto: limites.

Bossa Mãe: Como educar os filhos, impor limites e regras de forma positiva?

BM: Educar implica em colocar limites sim, mas de acordo com a faixa etária e de desenvolvimento cognitivo da criança. Ser mãe implica em estudar!!! Estudar o funcionamento daquele ser que geramos. É um absurdo ver que tem gente que nunca busca saber nada!

Vai batendo, dizendo nãos, ou dizendo sins, sem pensar antes!!!

Bossa Mãe: Muitas pessoas colocam as crianças no cantinho para pensar quando elas se comportam mal. Sinceramente, não acredito que uma criança de dois anos pense no seu comportamento errado. A Dra. é a favor desse método? Quais métodos a Dra. sugere?

BM: Dar limites implica em pensar: o que eu acho?, será que isto me incomoda?, será que o meu filho já tem idade para entender?…

Odeio colocar uma criança pequena para pensar sobre os seus atos. Quem faz isso, não tem noção do desenvolvimento cognitivo de uma criança. Ela só consegue pensar sobre os seus erros à partir dos 6 anos! Em vez de assistirem a esses programas adestradores, é melhor assistir Seu Cão, Seu Dono… É a mesma coisa!

O castigo deve ser educativo. E o que mais entristece uma criança é saber que ela desagradou às pessoas que ela ama. Basta dizer que a mamãe está triste e brava porque ela fez tal coisa (apontar o que ela fez), e dar-lhe uma fria!” A mamãe não quer falar com você agora”.

Mas também não vá ficar um dia inteiro sem falar com a criança.

Bossa Mãe: Dizer “não” às vezes é preciso, mas muitas vezes também é desnecessário. Como e quando usar o “não”?

BM: Educar com coerência implica em agir da forma que você pensa: se você não gosta de deixar a sua criança pequena dormir na casa dos amigos e se isto a preocupa, basta não deixar. Não importa que as outras mães deixem. Se você não fica tranquila com isso, pronto! Já sabe o que deve fazer! Mas também não exagere! Vá se atualizando enquanto o seu filho cresce. Mas não abra mão das suas convicções. É melhor que a criança chore pela frustração, do que você, de arrependimento.

Bossa Mãe: É um desafio educar, principalmente porque nós pais temos que rever nossas práticas. Impor limites, exigir respeito, envolve também ser coerente, ter bom-senso. Fale um pouco sobre esse princípio do bom-senso.

BM: Bom-senso é saber a medida exata entre o máximo e o mínimo: é encontrar o ponto de equilíbrio. Ex.: Você não vai sair para ir a uma loja de cristais com a sua criança, mas também não vai deixá-la em casa, se não tiver com quem deixar. Então, fique com ela no seu colo se tiver mesmo de ir a tal loja. Tem lugares que não são feitos para a criança frequentar. E para saber, basta ter bom-senso!

*

Em agosto, Elizabeth Monteiro promoverá encontros quinzenas em São Paulo e Campinas. Trata-se de um grupo de orientações para mães, junto com a psicopedagoga e doutora em educação Sonia Losito. Serão 8 encontros, das 14:00 às 15:30, às quartas-feiras em São Paulo e às segundas em Capinas. As vagas são limitadas. Interessados devem entrar em contato por inbox através da página no facebook de Elizabeth.

Coisas que farei diferente com meu 2º filho

Ou coisas que eu faria diferente se pudesse voltar atrás.

Várias coisas eu faria diferente com meu segundo filho e que talvez possa ajudar algumas mamães de primeira viagem a fazer diferente com o primeiro filho.

AMAMENTAÇÃO
Amamentaria em livre demanda, a hora que ele quisesse, sem medo de ser feliz. Amamentei Benjamin todas as vezes que achava que ele queria, mas eu amamentaria em dobro. Primeiro porque faz bem a eles e a nós. Segundo porque não tem experiência mais especial e gostosa que essa e passa tããããão rápido…

CELULAR/LIVROS
Faria um esforço tremendo para não amamentar com o celular ou livro na mão. Eu sempre fui muito ansiosa e ficar quieta num lugar era impossível pra mim. Amamentar foi difícil nesse aspecto porque eu ficava sentada, parada e me dava a sensação de não estar fazendo nada. Resultado, logo me apeguei no celular e nos livros para apaziguar essa sensação na hora de amamentar. O que hoje vejo que era uma grande besteira, pois amamentar é isso mesmo, o ato de ficar sossegada, apreciar seu bebê fazendo aquele movimento de sucção. Eu não estava fazendo nada, eu estava me entregando. Amamentar é um momento de entrega total para o bebê.

VISITAS

Se chegasse visita na hora em que o bebê estivesse dormindo, pediria licença e ia dormir também! Isso eu não fiz e ficava irritada depois por estar cansada e não ter aproveitado o descanso do Ben para descansar também. Principalmente, se era visita, só que não (sabem como é?!).

CHUPETA
Não empurraria a chupeta para o bebê. Eu empurrei para meu Ben e ele não aceitava até que um belo dia aceitou.  Benzoca deu Tchau, Chupeta! aos cinco meses. Embora tenha sido fácil para ele, a mãe aqui sofreu e ainda sofre um pouquinho até hoje se questionando se isso fará alguma falta psíquica pra ele futuramente. Neura de mãe. #alouca

REGISTRO
Fotografaria bastante a barriga e escreveria todas as mudanças, os acontecimentos, os primeiros movimentos, as datas, enfim, faria um diário completo do período da gestação.

COLO DE MÃE 
Pegaria mais vezes no colo sem medo de mimá-lo, sem medo de acostumá-lo mal – bebês recém nascidos precisam do colo da mãe mais que tudo. Imagine que eles passaram meses no escurinho, quentinho e super protegidos. De repente saem para esse mundão de meu deus: essa temperatura louca que muda a cada dia (ou hora), essa luz toda, o barulho… Como ficariam mal acostumados só com um colinho de mãe?! O colo da mãe é quase que uma necessidade. Eles crescem e um dia deixam de caber por inteiro no colinho da mamãe ou pior, um dia eles recusam! Colo de mãe não é capricho, é amor!

Registre sua barriga!

Fotografe! Diariamente, semanalmente, mensalmente! Fotografe sua barriga!

Eu tirei várias fotos de quando estava grávida, mas me arrependo muito de não ter feito o registro no mesmo dia de cada mês, em determinado local da casa. Sabe, escolher uma parede, uma posição e todo mês fotografar?!

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Acho lindo aqueles vídeos de grávidas com a passagem do tempo e o crescimento da barriga.

O meu registro pula o início da gravidez. Acho que porque eu passava tão mal, acabava sem entusiasmo. Na verdade nem me ocorreu fazer esse registro.

Pode parecer que não tem diferença de um mês para o outro, mas depois que você olha as fotos percebe as diferenças.

Mas fiz algumas fotos em casa. Quando estava com 5/6 meses, minha grande amiga e fotógrafa Bruna fez um ensaio nosso no parque…

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E em casa…

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Aos 8 meses resolvi investir e fiz num estúdio da Fran Matos. Lembro que estava morrendo de vergonha, mas a Fran nos deixou super à vontades e o resultado foi bem bacana.

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Dizem que depois sentimos saudades da barriga. Trabalhei até o último dia da minha gestação. As pessoas não acreditavam no tamanho da minha barriga. Eu já andava quase parando, andava feito pata, como dizem. Sentia o peso, mas adorava desfilar com aquele barrigão.

Essas fotos são das últimas semanas:

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Sim, às vezes sinto saudades da barriga…

Portanto, se tem um conselho que me permito dar é: não economize nas fotos! Caseiras ou profissionais, faça bastante fotos da sua barriga. Porque essa é a lembrança que fica até a próxima gestação…rs

Chá de Bebê

Fizemos chá de bebê e foi tudo muito gostoso. Coloquei uma sugestão de lista nas lojas Alô Bebê, mas excluí vários itens da lista deles como, por exemplo, todos itens para a mãe (não achei cabimento pedir protetor para o seio!). Por que eu fiz a lista na loja: porque hoje em dia fica difícil encontrar todo mundo para entregar convites em mãos (acho muito mais legal o convite impresso com o papelzinho dobrado esperando para revelar o presente que o convidado deve levar).

Foi uma festa simples, onde reuni todos os familiares e os amigos íntimos. Realizamos a festa quando estava no 7º mês da gestação, teoricamente teria uma boa margem para organizar tudo até o parto. Deu tempo de sobra, já que Benjamin nasceu com 41 semanas.

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A festa de chá de bebê não precisa ter muita coisa: uma mesa bonita e que pode ser decorada por você mesma se tiver paciência; docinhos, salgadinhos, bebida (refrigerante, suco, cerveja – se for o caso); lembrancinha – eu acho de bom tom entregar um mimo para os convidados. Eu mesma preparei a lembrancinha: comprei na 25 de março mini colheres e uns potinhos de vidro onde coloquei brigadeiro feito pela minha mãe e decorei com tecido patchwork. Ficou lindo, charmoso e gastei pouco. Servimos alguns salgadinhos e lanchinhos de carne louca.

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Uma festa que vi outro dia no blog Bebê com Estilo e adorei, foi a Festa para revelar o sexo do bebê. Achei demais a ideia! Uma festa unissex, usando cores neutras ou as cores rosa e azul, onde é revelado, só na hora, o sexo do bebê. “Ah, mas eu não aguento esperar até lá para contar!” Ok, mas você pode organizar uma festinha simples só para familiares, na sua casa mesmo, para revelar o sexo do bebê. Se aguentar esperar, essa ideia pode ser usada no chá de bebê.

O importante não é fazer do chá de bebê um evento para ganhar presentes, isso é uma consequência. Se está pensando em realizar a festa só para ganhar os presentes, nem faça nada, o dinheiro que vai gastar na festa invista nos itens que pretenderia ganhar se fosse fazer o evento. Ou invista em fraldas!

O que eu penso dessa ocasião: é um momento para reunir as pessoas mais queridas, aquelas bem próximas e até aquelas super queridas mas que você não vê sempre, de compartilhar com elas esse momento tão especial que é a espera de um novo ser. É uma felicidade indescritível ver todos ali reunidos. Todos na expectativa de conhecer o novo bebê. E para a grávida pode ser um pouco cansativo, mas é ao mesmo tempo relaxante. Você sai daquele stress do dia a dia e sente por algumas horas aquela sensação boa de ser amada e de que seu bebê será super bem-vindo.

Chá de bebê é sinônimo de comemoração, de brindar à vida.

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