O Desfralde

Sabe notícia inesperada? Então, recebi sexta-feira passada. Chegou a fase mais temida pela mãe aqui, o desfralde!

O mais engraçado é que nesse mesmo dia, uma colega da faculdade, também mãe, me perguntou sobre o desfralde do Benjamin. Respondi toda relax que ainda demoraria.

Nesse ano já havia conversado com a escola sobre o assunto e fui informada que ainda demorava, que Benjamin precisava dar mais sinais, além de saber falar, que provavelmente o desfralde aconteceria só no segundo semestre.

Interpretei a mensagem da seguinte forma: só quando Benjamin construir frases literárias, lá com 2 anos e 6 meses. Ou seja, final do segundo semestre.

Mas o segundo semestre começa em julho, Benjamin já completou 2 anos, já fala, já compreende o que falamos, algumas vezes arranca a fralda, faz xixi no vaso quando vai pro banho, reconhece o penico, e por mais que seja díficil para mãe assumir, o bebê já se tranformou numa criança, um moleque arteiro.

Receber notícia que você não espera, na maioria das vezes te pega de supetão. Eu que quase nunca abro a agenda do Benjamin, encasquetei de abrir na sexta-feira passada e me deparei com um comunicado extra oficial e gigante:

“Processo Desfralde – Benjamin”

Quase tive um surto!

Achei super bacana o comunicado da escola. Cheio de explicações, dicas e orientações sobre o processo. Transmitiu-me muita confiança.

Existem várias cobranças na vida materna (ou muita gente precisando achar o que fazer, além de cuidar da vida do outro): “já anda?“; “ainda não fala?”; “ainda toma na mamadeira?”; “quando vai largar a chupeta?”; “quando vem o irmãozinho (a)?”, etc. O controle dos esfíncteres é só mais uma entre tantas cobranças da sociedade.

Eu brinco falando que tenho preguiça dessa fase de desfralde. Tem um fundo de verdade nessa brincadeira, admito. Mas tenho muito mais tranquilidade. Primeiro, porque procuro me informar. Segundo, porque nunca vi criança de 8 anos ou adulto usando fralda. Não tenho é pressa.

Portanto, vamos iniciar essa fase com muita paciência e tranquilidade. A escola começa o processo hoje e estabeleceu conosco algumas combinações, porque o ideal é essa fase acontecer de forma conjugada – escola e pais atuarão juntos!

Aos finais de semana, estamos incumbidos de fazer um relatório dos horários que Benjamin fizer xixi e cocô.

Algumas pessoas andaram me perguntando se eu acho que Benjamin está preparado. Sinceramente, comecei a achar isso desde janeiro desse ano. Até compramos cuecas, penico, mas depois de uma conversa com a escola, não fizemos tentativas, ficamos só conversando com Benjamin.

Pouco antes de completar 2 anos, Benjamin começou a pedir pra fazer xixi no vaso toda vez que ia tomar banho, passou avisar que tinha feito cocô, demonstrar incômodo e até tirar a fralda.

Recentemente, parou com isso.  Mas parece que na escola ele tem demonstrado interesse. Somado ao fato que ele é o mais novo na sala – a maioria das crianças de sua sala, completam 3 anos agora no segundo semestre. Deve ver as crianças já nessa fase e acaba aprendendo por repetição – como todos os aprendizados das crianças.

Mas em geral, ele demonstra ter conhecimento desses desejos e compreende tudo o que falamos.

Vamos iniciar o processo sem neura e se não der certo – o que pode ocorrer, voltamos para trás. Que mal há nisso? Acredito que nenhum. O importante é todos, principalmente nós, pais, estarmos seguros e conscientes, para transmitir a segurança necessária para os pequenos.

Sei que desfralde é assunto comum entre os blogs maternos, mas agora começa a transição do Bossa Mãe nessa fase. A partir de hoje vou compartilhar aqui como está sendo nossa experiência. Vem com a gente!

Reunião de pais (participativos)

Sábado passado teve reunião na escolinha. Imagina meu sofrimento na semana anterior. Tinha marcado um curso de scrapbook, agendado há 2 semanas, e que acontece a cada 15 dias. Não tinha conseguido ir no anterior e não queria abrir mão de ir nesse sábado (fazer scrap me acalma e eu precisava muito disso).

Acontece que era a reunião semestral, os pais receberiam os trabalhos dos seus pequenos, no meu caso, saberia como anda o desenvolvimento do Benjamin na sua nova turma (há 3 meses meu bebezico mudou para o maternal). Não queria abrir mão de ir na reunião da escolinha também.

A vida é cheia de escolhas, mas vida de mãe é uma escolha só: filho!

Mas se o filho tem pai, e um pai participativo, porque não dar espaço para ele?

Conversei com o marido e ele não viu problemas em ir no compromisso escolar do nosso filho. Senti que ele até gostou da ideia – confirmação que tive ao encontrá-lo após a reunião.

Até falei que isso renderia um post aqui e ele logo adiantou: “acho que isso não seria bom”. “Por quê?”, perguntei. “Porque você tem uma imagem materna para zelar, é conhecida nesse mundo (cof cof cof), não vai pegar bem dizer que você deixou de ir na reunião escolar do seu filho para ir a um curso de scrap”.

Oi???”

Aí que decidi ir mesmo (ao curso)!

Fui. E marido foi à reunião. Chegou todo empolgado me contando como tinha sido. Ele foi um fofo anotando os tópicos da reunião para não esquecer de compartilhar nenhuma informação comigo.

Além de ter um breve e raro momento de prazer só meu, acho que fiz um bem danado ao dar esse espaço para o marido. Ok, que ele recebeu notícias bacanas, como por exemplo, a abertura de mais uma unidade da escolinha.  Mas foi bacana para nós dois essas escolhas.

*

Sinceramente, entendo quando meu marido disse que isso não pegaria bem. As pessoas, em geral – acho que não é o caso dos meus queridos leitores pessoas engajadas, modernas, pra frentex – não estão acostumadas e muito menos preparadas para pais participativos. Nós mães, queremos que eles assumam tarefas, mas não abrimos espaço (reflita!). O mercado de trabalho não está preparado para isso. Um exemplo: o pai da criança avisa que vai chegar mais tarde porque vai levar o filho ao pediatra e de reposta o chefe fala “sua esposa não pode ir?”. Porque ela deveria ir e ele não? Se ele vai levar é porque no mínimo a mulher não pode, afinal, as mães ainda prezam o seu papel de mãe.

Mas esse cenário está mudando. Fala-se muito em um novo tipo de pai. O que troca fraldas, alterna com a mãe as madrugadas, dá banho, alimenta, leva os pequenos às festinhas, ao médico, sai correndo do trabalho se o filho caiu e se machucou, vai nas reuniões escolares, ou seja, participa de TODOS os compromissos da vida dos filhos. É aquele que de fato assume junto a segunda jornada que é a maternidade.

Consequentemente, nós, mães, assumimos também novos papeis, principalmente mais espaço no mercado de trabalho. E depende nós também abrirmos brechas. Isso não significa se descabelar, obrigar, mandar, mas criar espaço, fazer o pai sentir-se parte integrante do processo.

Pra mim esse episódio não passou de uma grande lição.

As agruras da maternidade

Tudo começou ontem depois do almoço. Uma angústia tomou conta de mim e eu falava pra minha colega de trabalho: “vontade de chorar, gritar, sair correndo”. Tem um monte de coisa pra acontecer, mas sinto tudo estagnado na minha vida. Culpa da minha ansiedade? Talvez. E aí tento me apegar na frase que li semana passada no instagram do ‘Mulher sem script’: “Calma. É aos poucos que a vida vai dando certo“.

Foi quando recebi uma ligação da escolinha e a calma que eu buscava foi para o espaço. Benjamin apresentava umas manchas no corpo, que começaram nas pernas e estavam subindo pra barriga. Fiquei apavorada. Podia ser uma alergia, mas como ele não estava tomando nenhum remédio e aparentemente não tinha ingerido nenhum alimento diferente, essa hipótese foi a última coisa que passou pela minha cabeça.

Incrível a minha capacidade de pensar sempre no pior. A primeira coisa que pensei foi referente ao galo na cabeça. Benjamin sofreu uma queda forte no sábado retrasado. Subiu um galo assustador, que baixou relativamente rápido, mas foi nessa segunda-feira passada que me ligaram da escolinha perguntando se ele havia caído em casa (sempre tentamos manter a escola informada no caso de machucados). Explicaram que ele estava com um galo no mesmo lugar do outro de antes, que só apresentava aquela mancha esverdeada e que ele não tinha caído na escola. Fiquei encanada com isso. Quando o busquei vi o galo e aquilo ficou na minha cabeça.

Então, fiz relações com isso, pensando que podia ser alguma reação, sei lá… saí do trabalho correndo, tremia de nervoso, nem sei como consegui dirigir até a escolinha. Fiquei mais preocupada ainda quando vi as manchas. Nesse meio tempo, eu já havia ligado para a pediatra dele que fez algumas observações do que poderia ser, e uma delas, a pior das hipotéses, podia ser púrpura infantil.

E lá foi a mãe fazer um Google. Gente essa é a pior coisa que devemos fazer nessas horas. Eu sei e não sei porque fiz. O marido me alertou, falou para eu não pesquisar, mas já tinha feito. Não gostei nada dos resultados que encontrei. Mas parei de chorar e no percurso para o hospital eu só pensava no quanto Benjamin é saudável, que não seria nada de ruim, seria apenas uma alergia seja lá do que fosse.

manchas

Fomos para o hospital infantil Sabará. Fomos atendidos rapidamente. Além das manchas, ele estava com 38,6 de febre. Benjamin internou, fizeram exames de sangue, urina, medicaram na veia com corticoide, as manchas aumentaram e medicaram novamente com outro remédio. E se as manchas não passassem, fomos alertados: ele teria que ficar internado. Só que eu já estava mais tranquila e com a certeza de que as manchas sumiriam.

A médica saiu do quarto e como que num toque de mágica, Benjamin ficou branquinho. Sem mancha nenhuma. Fiz uma comparação entre Benjamin e eu. Apesar do medo que ele sentia cada momento que entrava uma enfermeira, ele chorava, mas não se debatia, não se mexia, ficava quietinho. Eu sempre fui assim desde pequena. Tenho pavor de hospital e agulha, choro (ou chorava, a gestação me fortaleceu mais nesse sentido), mas sempre fiquei quieta esperando o que fariam comigo. E sempre ficava incrivelmente boa diante da possibilidade de ter que ficar no hospital rs.

Benjamin teve uma urticária brava, uma alergia talvez causada por algo que ele tenha comido. De diferente, ele comeu morangos, fruta que a gente evitava por ter muitos agrotóxicos. Vamos procurar ainda um alergista, buscar saber o que aconteceu.

Ontem foi pra mim mais uma dessas provações da maternidade. Para qualquer mãe é muito difícil ver seu filho ser picado, tirar sangue, colocar acesso pro soro e ouvir seu choro e seu chamado: “mamãe, colo. mamãe, colo”. Como diz Denise Fraga, em seu livro “Travessuras de mãe”, ser mãe compreende muitas dualidades. É uma grande mistura de alegria e dor.

E foi com essa dor no peito que não deixei cair uma lágrima perto do pequeno, me enchi de coragem para ficar ao lado dele, segurá-lo durante todo o processo (eu que nunca havia segurado ele sozinha para tomar vacina) e deitar ao seu lado na cama do hospital.

Chorei sozinha quando fui ao banheiro, depois de já terem colhido o sangue dele. Chorei e pedi em silêncio para ir embora daquele lugar o mais rápido possível com o meu filho bem.

Lembro da primeira vez que Benjamin ralou o joelho. Aquilo doeu em mim também, mas era apenas um joelho ralado e pensei: ele ainda vai ralar muitas partes do corpo. E desde então, tenho provas disso quase que diariamente. Já pensei em comprar um capacete de tanto que ele bate a cabeça (até dormindo ele faz isso no berço). Na véspera de seu aniversário, ele caiu e bateu o rosto no batente da porta e quando vi o resultado achei que ele ia precisar levar pontos no supercílio. Sinceramente,  eu não estava preparada para isso.

Tenho me perguntado, será que estaremos preparadas algum dia? Um dia estaremos fortalecidas como mãe? Eu acho que me fortaleço a cada experiência dolorosa dessas, incluindo as pequenas. Mas acho que nunca estaremos preparadas.

Culpa dos Terrible Twos ou do desenvolvimento emocional?

Benjamin está numa fase chata pra caramba. Eu já disse que sou uma pessoa sem paciência e agradeço todos os dias pela cria a mim concedida, afinal, em geral, Benjamin é muito bonzinho. Pensei que tinha aprendido a ter paciência, mas era apenas a primeira etapa do processo da maternidade. A segunda etapa consiste em testar os limites de paciência da mãe.

Meu Ben é todo lindo, sorridente, carismático. Um anjo. Obediente. Parece o bebê uma criança perfeita. Mas o que as as pessoas de fora não imaginam é que esse mini-humano é capaz de levar você a loucura, em um clique.

Vivemos uma fase em que tudo é meu, ou melhor, é dele! Escuto diariamente 588 vezes, aproximadamente, o: é meu o controle, o tênis, a Capitu, o iPhone e o iPad da mãe, a touca, a mochila, o Woody, o Buzz, o Mickey, o Pluto, o prato de comida, a colher, o shampoo, o sabonete, o copo e mais uns 89 itens ao alcance do Benjamin. Detalhe, ele faz cara de mau, faz bico, tenta tomar da nossa mão.

Semana passada, ele resolveu testar esgotar minha dose mínima de paciência e fez algo que eu odeio abomino. Começou a chorar no carro de volta pra casa. Motivo: iPhone. Ele não queria um, mas queria os dois iPhones – o do pai e o da mãe. Sinceramente, nem lembro como começou. Ele já estava com o meu na mão e o marido me deu o dele para ver um vídeo, quando Benjamin viu na minha mão (eu estava no banco de trás para evitar que ele dormisse) queria tomar de mim e foi aí que tudo começou. Pense num trânsito. Agora pense numa criança berrando. E todos os carros à volta olhando. Ainda tivemos que parar para comprar a ração da Capitu. Pensei que Benjamin se acalmaria, mas ele berrou ainda mais dentro loja e os berros dele ecoavam.

Todo mundo olha pra mãe com cara de “faz alguma coisa para ele parar de chorar” ou “coitado, o que será que ela fez pra ele”. É aquele momento que ninguém viu o que aconteceu, mas fica te julgando. Entramos no carro novamente e sem chance de colocá-lo na cadeirinha. Levei ele no colo, berrando até em casa. Nesse meio tempo, eu já tinha perdido minha ínfima paciência, já tinha gritado com ele, já tinha me arrependido e gritado novamente.

Gritar com Benjamin é algo que corta o meu coração, me machuca demais. Eu não gosto de gritar com ele por n motivos: porque eu acredito que gritar não resolve nada, só altera ainda mais os nervos; porque se ele já não entende o que quero dizer, fica mais difícil ainda captar a mensagem; porque eu sou a adulta e é de mim que deve vir postura, compreensão e comportamento diferente; porque acredito que quando gritamos com as pessoas que amamos os nossos corações se afastam.

Mas eu já estava fora de mim, querendo de qualquer jeito que ele me entendessem e partir para o grito foi a solução que achei. Totalmente inadequada. Só depois que caí em mim, comecei o que acho menos insensato, a ignorá-lo. E ele começou a chamar por mim “mamãe, mamãe, mamãe” e puxar meu rosto para olhar pra ele. Dói. É difícil.

Esse tipo de comportamento do Benjamin, está se tornando frequente (não com o mesmo tempo de duração desse episódio que durou, aproximadamente, uns 40 minutos), mas é algo que tem acontecido bastante. Geralmente, quando ele está muito cansado, que foi o caso desse dia e que eu fui perceber só depois. Tem acontecido quando ele acorda de mau humor porque foi dormir tarde e nós acordamos muito cedo (vou contar em outro post como está a rotina noturna de casa).

É a fase do Terrible Twos somado à fase de desenvolvimento emocional da criança. Eles fazem manha, querem atenção e descobrem a força do berro deles. Eles estão descobrindo que conseguem fazer várias coisas sozinhos, como colocar o tênis, tirar a roupa, comer… e querem mostrar que não precisam da sua ajuda. É a fase de crescimento, bebê está virando criança e a mãe….a mãe está virando uma louca.

Aí cabe a nós mães ler as entrelinhas, ou seja:

a)  perceber que a criança está cansada – nem sempre isso é tão simples, se for pela manhã ok; agora se for como o dia desse episódio é complicado, pois Benjamin demonstrava o melhor dos humores. E tem um outro detalhe pertinente, o signo do mini ser humano! No caso, meu Ben é de gêmeos, o que significa altos índices de variação no humor ao longo do dia;

b)  inventar métodos para reverter a situação – cabe a nós incrementar as situações, dar piruetas, se fazer de bobo, descobrir maneiras para distrair a cria. Difícil, pois você também pode estar de mau humor (bobagem, mãe tem que estar sempre bem!) e porque não é uma técnica para um momento apenas. Tem que inventar para a hora do banho, de comer, de dormir, de sair para ir à escola, na hora de deixar um brinquedo no carro e/ou na casa, enfim tem que fazer escolhas (de preferência a de melhorar o dia), tem que ter criatividade, não basta ser uma mãe super heroína, tem que ser mágica para salvar o dia do filho e da família.

2 anos – As transformações da maternidade

Hoje eu poderia escrever um post em comemoração ao dia dos namorados. Mas vou me ausentar nos próximos dias para organizar a festa do meu pequeno Benjamin – que completa dois anos no próximo domingo (16/06). Então, resolvi falar do furacão maternidade. Mas neste post, é possível identificar uma declaração. Vale dizer que toda essa transformação só foi possível porque o Marido faz parte disso. Feliz dia dos Namorados!

*

Há dois anos eu não tinha a noção exata do quanto minha vida mudaria com a chegada do meu Ben. A gente sabe que a vida vai mudar, mas não tem dimensão da transformação que é a chegada de um filho. E ninguém, nem cursos, livros indicam essas mudanças. As pessoas alertam “se prepare, você nunca mais vai dormir direito”. Posso falar?! Grande coisa!

Eu nunca mais dormi direito, mas também nunca mais fui ao banheiro sem ser interrompida, nunca mais comi sem interferências, nunca mais fiquei no computador sem intervenção, nunca mais assisti a um capítulo de novela inteiro! A gente não consegue mais ir ao shopping fazer umas comprinhas, unhas e cabelos ficam enfadonhos, salão de beleza torna-se um sonho de consumo. Ler um livro torna-se missão impossível. Mas ainda sim, tudo isso, são apenas detalhes.

A mudança verdadeira acontece dentro de nós. Nasce em nós a capacidade de se doar ao outro. Aprendemos o significado verdadeiro da palavra abdicação. Nunca mais nos concentramos no trabalho se o filho estiver doente. Largamos tudo o que estivermos fazendo para ir buscá-lo na escolinha. O aparelho de celular – que antes era o seu xodó – é jogado no chão ao menor risco que você percebe ao ver seu filho escalar o sofá em direção à janela. Encontrar uma página rabiscada no seu livro preferido, te faz abrir um sorriso de orelha a orelha. Sua bolsa vive pesada e quando você resolve organizá-la encontra brinquedos, meias e as coisas da sua carteira todas espalhadas. A sua casa, antes perfeitamente organizada, vira um playground com brinquedos espalhados por todos os cantos.

Você nunca mais recebe uma notícia de acidente, tragédia ou doença envolvendo crianças, sem pensar que poderia ser seu filho, sem pensar na dor daquela mãe. E quando percebe, você está chorando com imensa vontade de abraçar seu filho (e a mãe do outro filho). Você se vê envolvida em algumas batalhas. Percebe que algumas não valem a pena serem guerreadas e que outras até valem. Se questiona o tempo inteiro dos princípios que até hoje você tinha convicção: tudo vale para meninas e meninos?!

Alguém diz que sua relação com seu marido vai mudar. Mas referem-se apenas à relação sexual. Ninguém diz que você vai passar admirá-lo ainda mais ao ouví-lo conversar com o filho de vocês, ao vê-lo ensinar algo, trocar fralda, dar banho, brincar, cantar e dançar juntos.

Você é capaz de dar a sua vida por outra pessoa. Mas também é capaz de fazer qualquer coisa para ganhar mais anos ao lado dela. Você aprende a dar valor às pequenas coisas, a admirar um belo pôr-do-sol, a ter fé no ser humano. Você deseja e passa a contribuir para um mundo melhor!

E mesmo com o cansaço do dia-a-dia, as preocupações, os medos, a insegurança e a incerteza de não saber se está no caminho certo, você anda com a única certeza que você passou a ter na vida: de que tudo o que você fizer por ele, vale a pena!

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A vida é cheia de possibilidades

Daqui alguns dias meu pequeno vai completar dois anos!!! E não adianta, até lá, esse será um período de reflexões. Hoje o pensamento foi que há quase dois anos eu dirijo (não dirigia antes e há quase dois anos virei mãe na direção!)!!!

Até hoje eu dirigia sozinha mas apenas os caminhos já conhecidos: de casa para o trabalho do marido (Osasco), de lá para escolinha do Benzoca e depois para o meu trabalho. Também para a casa da minha mãe. Sempre que precisei ir para algum lugar desconhecido, pedia para o marido fazer o caminho comigo um dia antes. Ou pegava um táxi. Ou um ônibus.

Não, eu não confio em GPS! Uma vez fui me meter a besta e sair de carro sozinha com Benjamin e o amigo GPS. Destino: Zona Leste. Foi um desastre até que eu desencanei e fui por conta das placas – e da minha intuição – até que cheguei.

Resolvi enfrentar isso! Se eu tenho carro, porque não usufruí-lo em sua totalidade? Pra quê pegar dois ônibus, metrô e trem para chegar ao destino. Fui para um evento sozinha (eu e o GPS), que ficava num caminho desconhecido. Cheguei e nem errar o caminho errei. Fiquei tão orgulhosa de mim (não por não ter errado, mas por ter vencido esse bloqueio de ir para lugares desconhecidos sozinha).

De repente eu virei uma mulher corajosa, destemida…como e quando foi isso???

A minha vida meio que passa a ser dividida em antes e depois do meu filho. Depois da maternidade ficou dividida em sub-blocos: licença maternidade, volta ao trabalho, aí tem também as fases de idade do filho: 6 meses, 9 meses, 1 ano, 1 ano e três e aí parece que vai pulando de 3 em 3.

Dois anos se passaram (ligeiro, por sinal) e minha vida se transformou. Para melhor, afirmo! A maternidade faz você amadurecer 5 anos em um ano! Na tentativa de explicar a chegada de um filho em nossa vida, costumo dizer que filho impulsiona a gente.

Já faz algum tempo, li uma frase no Mamatraca, se não me engano da Anne, que define muito bem esse sentimento com relação a chegada dos filhos: “Nada como filho para colocar perspectivas nas coisas, não é?” Duplico a pergunta: Não é? Éééééé!

Filho chega e transforma (e bagunça e coloca ordem, tudo junto e misturado) nosso mundo, de repente você se dá conta de algo que não se tocou a vida inteira: o que você achava ser tão importante, nem é tanto assim… E não importa a distância, não importam as dificuldades, não importa o que os outros falam, não importa se algum projeto não deu certo agora, não importa se errar o caminho… Sempre, SEMPRE existem outras possibilidades, outras alternativas. Afinal, como diz Guimarães Rosa “o que tem que ser, tem muita força”.

Filhos mudam totalmente o nosso lugar no universo” (do livro Coração de pai, José Ruy Gandra)

Um dos meus lugares (preferidos) hoje é atrás de um volante. ADORO!

2º Workshop Fisher-Price

De repente começou a surgir um monte de compromisso e acaba que eu – esposa, mãe, dona de casa, com emprego fixo, que ainda pega uns freelas por aí, blogueira, uma reles mortal, ufa… não dou conta de registrar tudo. Mas alguns desses compromissos são bem bacanas e vale o registro mesmo que um pouco atrasado.

Fui convidada para participar do 2º Workshop Fisher-Price. Realizado no espaço Kabanah Spa , o evento contou com a participação do Dr. Claudio Basbaum, ginecologista-obstetra, percursor e defensor do Parto de Cócoras. Foi ele também quem introduziu no Brasil, as técnicas como laparoscopia, videolaparoscopia e a massagem Shantala. Dr. Claudio falou da importância do parto natural tanto para o bebê quanto para mãe, da presença do pai na hora do parto, da amamentação logo após o nascimento do bebê e das mudanças na vida da mulher ao se tornar mãe.

Foi uma palestra bastante comovente, onde aquela vontade (eu disse pra vocês?! Não?! Outro hora eu conto) de ter outro bebê bateu forte novamente. Quando você ouve conselhos de uma pessoa tão experiente, você tem vontade de fazer várias coisas diferentes. O que eu faria de diferente? Primeiro eu amamentaria em livre demanda. Não tem coisa mais deliciosa que amamentar. É o momento mais íntimo entre você e o bebê, onde os laços entre vocês se fortalecem ainda mais. E da próxima vez eu vou amamentar sem livro ou celular na mão (eu tinha problemas com ansiedade, não conseguia ficar parada). Eu fiz muito isso e hoje sinto aquele gostinho de que podia ter aproveitado mais. Amamentar é uma das experiências mais incríveis da vida materna.

Segundo, eu ficaria com meu filho no colo o tempo todo que tivesse vontade, deitaria com ele mais vezes, ficaria agarradinha. Não que eu não tenha ficado com Benjamin, mas acho que podia ter ficado mais. Esse, aliás, foi um dos meus conselhos para uma prima minha: “não dê ouvidos para os que dizem ‘você só fica com essa criança no colo, ela vai ficar manhosa, mal acostuma’, blá, blá”.

O evento também contou com a participação da Mamãe de Primeira Viagem, Mariana Belém e da gerente da Mattel do Brasil, Thais Nicolau. Na ocasião, foi apresentada a campanha de Dia das Mães Feliz Demais!

E foi mais uma oportunidade de encontrar as mamães queridas da blogosfera materna!

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Sempre queridas: Tati Passadem, Lelê, Diiirce, Thais, Fabi e Euzinha

 

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A blogosfera materna em peso

 

Minha primeira festa de Dia das Mães

Sexta-feira peguei o Benjamin na escolinha e lá vem ele segurando a flor de papel mais linda do mundo (pintada por ele!). Veio falando “oia, mamãe” e não queria me entregar de jeito nenhum. Ele queria pra ele.

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Sábado tive minha primeira festinha de Dia das Mães na escolinha do Ben. Pra quem espera que vou dizer que teve uma apresentação linda de morrer, não se decepcione. Eu não esperava isso, afinal a turminha dele ainda é de pequenininhos para esse tipo de coisas. Todas as mães dessa turminha foram acomodadas na sala de aula deles. Engraçado como todos os pequenos, ao chegar ficaram tímidos, agarrados à barra da saia da mamãe e depois, aos poucos, iam se soltando.

Sentamos em roda com as crianças e foi proposta uma atividade de colagem, algo quase parecido com scrap. Cada mãe e filho ganharam uma cartolina e no chão foram espalhados vários recortes de revista. Eu me surpreendi com a habilidade do Benjamin. Na verdade, me surpreendi com a minha capacidade de subestimar meu filho e, principalmente, a escola. Tudo eu acho que Benjamin ainda é pequeno pra fazer, vide o começo desse texto. E várias vezes me peguei na dúvida sobre o tipo de atividades que a escola propõe a ele.

Benjamin ia ao centro da sala, pegava uma imagem, trazia pra perto de mim passava cola e colava na cartolina. Sozinho! Você deve imaginar “ah, Gabriela, mas o que tem de extraordinário nisso”. Gente, ele não tem dois anos completos ainda. Eu achei bárbaro! Fiquei boba. E a cada imagem que pegava ele vinha me dizendo “oia, bolo, mamãe”, “oia, gol, mamãe”. Ele trouxe a presidente Dilma e vocês não vão acreditar…..ok, ele não falou nada quando a trouxe.

Todas as mães tiveram que se apresentar e falar como seu pequeno(a) se comportava em casa. Nesse momento, Benjamin e um amigo não paravam de pular e rodar no meio sala. Dois espoletas. O amigo se chama Murilo e lá fiquei sabendo que eles são tipo melhores amiguinhos. A mãe do Murilo me disse que ele não para de falar do Benjamin. Aliás, vi todas as mamães comentarem que seus filhos não paravam de falar de algum amiguinho e Benjamin nunca falou de nenhum amigo a não ser o João, nosso vizinho. Mas ao chegar em casa, mostrei as fotos que tiramos na festinha e ele apontou e falou “Murilo”, “Pedro Amaral”. Imagina se a mãe aqui não precisou de um babador.

Por um instante, enquanto as mãe se apresentavam, fiquei um pouco emocionada. Ao ver todas aquelas mães ali com seus filhos que chegaram ali tão bebês…eu que deixei meu pequeno com 5 meses naquela mesma instituição e agora ele está virando uma criança, super peralta, que se reconhece naquele lugar e parece gostar tanto de todos ali… meu coração se encheu de alegria e satisfação.

A cada apresentação, a criança ia buscar na mão da tia o presente da mamãe. Benjamin nem esperou eu terminar de me apresentar e estava lá pegando meu presente, todo desenvolto, cheio de intimidade com as tias. Ganhei uma camisola linda com o rostinho mais lindo da minha vida estampado.

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No domingo fomos almoçar em família.

À minha mãe tão linda agradeço por tudo o que fez por mim e pela minha irmã. Essa é a mulher mais guerreira que eu conheço na vida. É ela que me inspira ser a melhor mãe do mundo para meu Ben. À você mamis, todo o meu amor e gratidão, sempre.

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Dicas simples para mamães de primeira viagem

Todo ano nessa mesma época maridão viaja a trabalho e consequentemente, fico sozinha com o Benzoca. Ano passado contei a experiência AQUI. Esse ano não fiquei tão ansiosa, nem lembrava desse meu medo do meu Ben acordar de madrugada (e adivinhem….na primeira noite, de domingo para segunda, às 3:45 ouço uns gemidos, acordei e pensei “não é possível que Benjamin vai fazer isso comigo!!!” Ele SEMPRE dorme a noite inteira, quando estou sozinha ele resolve se rebelar. Mas ele continuou dormindo, ufa…).

No domingo achei estranho a ausência do marido. Na verdade, todos os dias sem ele tem sido meio esquisito, a casa fica silenciosa, embora o molequinho que aqui está ao meu lado nesse momento, não para um minuto sequer e não desliga o aparelho de som – ele realmente veio para enfeitar a minha vida. Mas dessa vez estou achando mais tranquilo e acho que se deve a experiência adquirida nesses quase dois anos de vida do Benzoca.

Mas o que andei pensando hoje logo que acordei é como somos cruas quando nos tornamos mães de primeira viagem. Ninguém e, não existe nenhum manual, que dê dicas práticas de como ficar sozinho com um bebê, algo do tipo “Dicas práticas para facilitar a vida”. Eu aprendi muita coisa na prática e aqui vou citar algumas coisas para ver se ajuda também a vida de outras mães de primeira viagem.

Como tem sido minha rotina e organização nesses dias sozinhas:

Quando chego a noite em casa, guardo o carro na garagem antes mesmo de entrar em casa. Benjamin geralmente dorme quando estamos quase chegando em casa, retiro tudo do carro, inclusive ele é quando ele acorda. Aproveito que ele está sonolento, preparo um leite e enquanto ele toma, sigo com as seguintes tarefas:

– organizo a mochila para o dia seguinte, uniforme, pijama, arrumo o berço e minha cama para a hora de dormir (levo uns 10 minutos). Deixo, inclusive, fraldas separadas, pomada e lenço umedecido tudo a mão;

– Benjamin tem 4 mamadeiras, quando ele termina de mamar, esterilizo todas enquanto troco o jornal do banheirinho da Capitu, coloco comida e água pra ela, lavo a louça da noite anterior (são 8 minutos para esterilizar);

– Depois preparo o banho do Ben. Como dou banho nele numa espécie de banheira – só que não, deixo enchendo com água enquanto arrumo a lancheira dele para o dia seguinte e tiro a roupa dele. Vamos juntos para o banho. Dou banho nele e o deixo brincando na água, enquanto tomo meu banho. Deixo no banheiro o meu pijama, isso facilita na hora de sair – antes de tirá-lo da água eu me enxugo, coloco a roupa e enxugo o banheiro, depois eu tiro o Ben, o enxugo no banheiro mesmo e vamos para o quarto;

– Troco o Benjamin e descemos para a sala e brincamos com tudo pronto para dormir e para sair no dia seguinte (até aqui levo uns 40 minutos para realizar todas essas tarefas citadas acima). Antes de dormir eu faço um leite para ele e aproveito e deixo uma mamadeira semi pronta para quando ele acordar no dia seguinte. Semi pronta = mamadeira com água na medida certa. Também deixo o porta leite preenchido com as doses de leite em pó, assim basta pegá-lo e colocar o leite na mamadeira. O marido às vezes deixa o leite pronto, pode ser mais prático, mas eu gosto de comer e beber tudo fresco, então prefiro fazer o leitinho do Ben na hora que ele for tomar;

– Pela manhã, eu tomo banho antes do Benjamin acordar (sim, na sorte, porque não dá para controlar, amanheceu ele pode acordar a qualquer momento). Antes de entrar no banho, misturo o leite em pó na água da mamadeira e ao sair do banho, esquento 30 segundos no microondas e levo comigo pra cima. Nisso, o Ben já está acordando. Ou ele acorda e eu entrego a mamadeira e enquanto ele mama eu me arrumo ou ele continua dormindo e dá tempo de me arrumar antes dele acordar. As duas opções aconteceram.

Essas dicas podem parecer simples e básicas, mas são essas pequenas coisas que tem facilitado o meu dia-a-dia sozinha com o Benzoca.

Ah, quando eu arrumo tempo para escrever no blog? Ontem eu escrevi no carro durante um trabalho externo que fiz (estava com motorista). Hoje escrevo em intervalos e rapidamente aqui de casa, depois de ter feito tudo isso aí de cima. E Benjamin está aqui acordado, mas agora eu vou fazer ele dormir porque já está tarde.

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Rapidamente, quero agradecer o carinho e os comentários no post de ontem. Não sou e nem gosto de me lamentar, mas às vezes a gente se sente mais fragilizado não é?! Todos os recadinhos me fortaleceram e me fizeram sentir menos só, já que maridão não está aqui. Obrigada! Super beijo

Caos e ordem

Outro dia me perguntaram: como você arruma tempo para ler? Imediatamente não soube responder. Refleti sobre a pergunta e resgatei os meus momentos de leitura. Leio antes de dormir; leio no banheiro – uma prática que não tinha, mas que passei estabelecer quando percebi que não conseguia tempo livre para ler, e no carro quando saio com motorista para algum trabalho externo. Parece muito, mas não é. Se somar em horas, devo ler 30 minutos por dia, talvez nem isso.

Atualmente, estou lendo “O Jogo do Anjo”, de Zafón e tentando terminar  “A criança mais feliz do pedaço“. Mas um tempo atrás não consegui tocar no livro. Andei envolvida com uma pesquisa e só li coisas sobre maternidade – o que AMO. O fato é que estava lendo muito sobre maternidade e decidi intercalar com romances.

Mas tem diversas outras coisas que gosto de fazer e que não tenho conseguido.

Quando temos filhos fica mais difícil fazer as coisas de nosso interesse. Por outro lado, passei a reparar que tenho realizado muito mais coisas agora que tenho o Benjamin do que antes. Porém, sinto a vida um pouco desorganizada. A casa vive uma bagunça. Uma vez ou outra organizo um canto dela. Começo algo, deixo pela metade e termino semanas depois. No trabalho as coisas estão a mil. Pesquiso. Escrevo. Tenho os compromissos pessoais. Tenho os meus compromissos como blogueira. Meto-me a besta como artesã ao fazer scrap. Às vezes me enfio na cozinha para preparar uma comidinha gostosa pra família. Agora passei a dar uma de arquiteta amadora, pesquisando e estudando coisas para o apartamento. Tenho feito várias coisas ao mesmo tempo. E vou indo…

Dia desses, me vi perguntando para o marido: “como essa pessoa consegue fazer tudo isso”? A pessoa em questão não tem filhos, o que marido respondeu: “fulano não tem filhos, só trabalha, tem mais tempo livre que você. Mas você também consegue fazer muitas coisas que um monte de gente deve se perguntar como a Gabriela, COM FILHO, consegue tempo pra fazer tudo isso…” e aí ele começou a listar um monte de coisas que eu faço. É, eu tenho realizado um monte de coisas.

Com tanta coisa pra fazer, tem uma que faço menos hoje: DORMIR.

Sabe o lance da ordem através do caos?! “Quando promovo o caos é que estabeleço a ordem”. Acho que é isso que aconteceu comigo. Passei a criar o caos na minha vida e depois estabeleço a ordem. Fico em pânico, é claro, pois além de tentar ser organizada, sempre tive tudo no controle, mas as coisas não têm acontecido muito assim. Mas quer saber? Estou adorando.

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Dica de livro que está na minha pilha para leitura: “Não sei como ela consegue”, Allison Pearson editora Rocco. Narra a história de uma mulher-profissional-esposa-mãe tudo junto e misturado que busca o encontro consigo. Parece bem humorado, tem até filme, mas só vou assistir após a leitura.