Primeiro aniversário do Benjamin

A maioria sabe que eu e o marido organizamos toda a festa do Benzoca. Créditos para a mamãe aqui, que segundo o marido, fez a maior parte das coisas. Mas devo confessar, nada seria possível sem a ajuda master do maridão. A festa foi do jeito que eu sempre quis, sem tirar nenhum detalhe: simples e cheia de amor.

Fiz uma mesa decorada com cup cake, feitos pela mamãe que vos escreve, brigadeiros e beijinhos, feitos pela vovó Salete, e o bolo…Gente, fiquei sem o que dizer quando vi esse bolo. Desde quando decidi fazer a festa do Ben pensei no bolo com pasta americana. Eu nem sou tão fã desse tipo de confeito, mas eu queria muito mais pela parte artesanal. Fui em busca, orcei com um monte de fornecedores até ter a indicação da Gabriela Presentes. Ela é uma fofa, atenciosa, seu trabalho é lindo e tem o preço mais bacana que encontrei no mercado. Sinceramente, amei o bolo que além de lindo e encantador estava super saboroso.

Benjamin ficou todo maravilhado, adorou o passarinho do topo, quis pegar no momento em que viu.

A decoração foi toda feita pela mamãe aqui, nada demais, mas um destaque especial para as carinhas do meu Ben colados nas paredes. Eu vi essa ideia no site fofo Bebê com estilo e achei genial. Só que no site era a mesma carinha do bebê e o que fiz diferente foi pegar uma carinha por cada mês do Benzoca, somando as 12 carinhas desse um ano que se passou.

Servimos salgadinhos (teve uma mini pizza que fez sucesso) e mini lanches hot dog e carne maluca (feitos pela vovó Rute). Contratei dois garçons – dos poucos serviços contratados, esse foi sem dúvida o mais fundamental. Não combina anfitrião dar atenção pra todo mundo e ter que se preocupar em servir, né não?!

Tiramos fotos na mesa com os amigos e familiares antes dos parabéns. Desse jeito não corremos o risco de alguém ir embora depois do bolo sem sair na foto e, registramos a mesa montada (sabemos que depois dos parabéns, o “é tudo, é tudo, é tudo, é pic, é pic é pic, é hora, é hora, é hora…” parece vir um “de ATACAR”, todo mundo está louco para comer aqueles docinhos que parecem deliciosos). No fim eu não tirei quase nenhuma foto com minha câmera, mas ainda bem que contratamos o Diego – o fotógrafo (outro serviço indispensável), que registrou TU-DO! E que tem um precinho ó….

Pra não rolar ciúmes, uma foto só da mesa

Eu estava pensando que a festa seria só para adultos. Contabilizei que a festa teria 12 crianças. Faltaram 3! Mas não é que as crianças se divertiram?! Teve um momento até de pescaria! As crianças se divertiram pescando e ganhando algumas prendas. Em uma das edições da revista Crescer saiu uma ideia bacana para festas de 1 ano em casa: colocar um tapete colorido num canto e espalhar os próprios brinquedos usuais do aniversariante. A principio não dei muita bola para a sugestão, mas fui amadurecendo a ideia e coloquei em prática. As crianças adoraram e o Benjamin mais ainda. Ficou o tempo todo lá brincando com as outras crianças (algumas até mais velhas), curtindo os brinquedos que ele brinca todo santo dia. Embora, tenha ido de colo em colo, o lugar que mais ficou foi no chão, curtindo seus amiguinhos e brinquedos. Está ficando todo independente esse meu pequeno.

Meu Ben fazia até pose para a foto

Fizemos uma retrospectiva de um ano do meu Ben. “Mas ele só tem um ano de vida”! Eu sei, mas foi um ano muito bem vivido e intenso (risos). Decidi montar o vídeo até pensando nas pessoas que não convivem com o Benjamin diariamente. O avô materno, os tios, são pessoas que sentem falta disso e eu achei justo e quis compartilhar alguns momentos que eles não viram. Montei a ordem das coisas e meu amigo Luciano produziu. Fez todo sentido passar o vídeo. Benjamin assistiu atento no meu colo e quando chegou numa parte que tem a gargalhada dele, ele começou a bater palma e gargalhar.

(depois vou postar o vídeo)

A lembracinha tinha que ser algo que o Benjamin gosta. E o que ele mais gosta é de música. Nunca vi! Mas desde quando começou engatinhar, ele liga o som. Depois ensinamos ele mudar o CD e se não for o CD que ele quer ouvir, ele aperta o botão e vai vendo os CD’s que estão no som até chegar no que ele quer ouvir. Produzimos um CD com todas as músicas que ouvimos ainda na gravidez e durante esse um ano. O marido fez o layout, compramos o CD e ganhamos de presente a impressão da bolacha e do suporte da mesa (que usamos para decorar a mesa dos convidados), da Claudia, da Relacional.

Não contente, achei que as crianças convidadas para festa deveriam ganhar outra lembrancinha além do CD, algo que elas pudessem reproduzir outra coisa e guardar. Mas também tinha que ter a ver com o nosso jeito de ser, algo que eu usaria com o Benjamin e tal. Lembrei de quando ganhamos da Mamatraca, o brinquedo da Fáber Castell. Uma semana antes da festa decidi por montar um kit de pintura. As crianças (e os pais) adoraram e eu fiquei muito contente e satisfeita.

Sinceramente não acho que devemos fazer a festa para os outros (não concordo muito com aquela frase de que mulher se veste para outra), devemos fazer para nós, não precisamos seguir regra, pesquisar o que está na moda, mas é bom quando o seu jeito, as coisas que você quis, agrada o outro também. Principalmente, quando as coisas são feitas por amor. E a festa do meu Ben foi realizada com muito amor, muita alegria, tinha muito a nossa cara, com o nosso jeito, nosso espírito de vida. E fiquei feliz porque os convidados reconheceram isso. Tinha amor em cada detalhe. O amor estava literalmente no ar. E foi impressionante como meu Ben parecia entender que a festa era para ele. Ele interagia com tudo e todos. Estava especialmente feliz. E ver esse sorriso….não tem preço!

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Serviço
Bolo – Gabriela Presentes (11) 3482-6107
Fotos – Diego Alencar (11) 7888-1033 di.morphose@gmail.com
Docinhos – minha mãe que fez
Decoração – a mãe do Ben que fez
Salgados – Doceria Fani
Hot Dog e Carne Maluca – vovó Rute
Retrospectiva/Vídeo – Luciano lucianofalves@hotmail.com
Garçom – KM Eventos (11) 5824-0239 (foi o fornecedor mais barato que encontrei R$98 cada garçon e o serviço foi ótimo, todos os convidados elogiaram)
Gráfica – Relacional serviços gráficos, 3807-9313 claudiasnetto@gmail.com
Lembrancinha – os pais do Ben que fizeram

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Ainda sobre autoconfiança

Li a matéria da revista Crescer, comentada no post de ontem. Gente, me identifiquei com a matéria tanto no meu papel atual de mãe, quanto no de filha!!! Eu tinha medo do escuro, medo de espírito (e minha mãe sempre dizia que medo tinha que ter dos vivos), medo de me perder da minha mãe (e por isso não soltava da barra de sua saia), medo dela morrer (ficava aos prantos quando ela atrasava 10 minutos do horário que costumava chegar em casa após o trabalho), medo da loira do banheiro, medo de cair e me machucar, medo de uma lagartixa cair na minha boca enquanto eu estivesse dormindo, medo de puxarem meu pé por baixo da cama, medo de barulhos altos como fogos, medo de bexiga estourar na minha mão, medo, medo, medo… Enquanto a minha irmã caçula me consolava e me protegia dos meus medos.

N-O-O-O-O-OS-S-A, dei conta de como eu fui uma criança medrosa!!! Tá explicado tanta terapia! Como posso ter me tornado a pessoa de hoje se sentia tantos medos?! Mãe, diz aí, como você conseguiu contornar isso e me tornar nessa mulher corajosa, porém cagona? Minha mãe é uma mulher porreta, que criou sozinha duas filhas e merece toda a minha admiração. Eita mulher forte essa! Minha irmã caçula, sempre foi uma criança danada de feliz, pulava de um lado pro outro (não é a toa que dos animais do zoológico ela era o macaco) não tinha medo de N-A-D-A!

Coragem, autoconfiança só deve estar no DNA. Não é possível! (a matéria da Crescer explica) Hoje, superados alguns medos (menos o da lagartixa), surgem os medos comuns quando avanço etapas diferentes na vida. É preciso encontrar uma forma de encarar as transformações. Uma coisa é fato, minha mãe é uma pessoa forte e corajosa, e, isso foi passado para nós. Alguns momentos nos exigem força e coragem para topar de frente com os desafios. A maternidade é uma prova disso. Nosso filho vai correr riscos, isso é um fato e não adianta lutarmos contra.

Eu estava me martirizando esses dias porque não fico muito em cima do Benjamin como eu e todos pensei que ficaria. Meu marido dizia que eu transformaria o pequeno Ben em o “bebê da bolha”. Ledo engano! Agora o marido vive a lembrar que o Ben não é meu segundo filho, querendo dizer que eu o trato com menos frescura. Eu acho que cuido muito bem do meu filho, obrigada! mas não fico em cima, super protegendo. Não limpo a baba dele toda hora, não saio correndo para sacudidí-lo quando está sentado e tomba para o lado, muito menos no primeiro resmungo que ele dá ao acordar, não tampo os ouvidos dele para abafar sons de fogos, não o ajudo pegar brinquedos que estão um pouco longe dele, etc… No fim, não sou tão desesperada quanto pensei que seria e o quanto ouvi que as mães normalmente são com o primeiro filho.

Como disse, na matéria da Crescer, o psicólogo australiano Anthony Gunn, “pode parecer contraintuitivo, mas ajudar a criança a desenvolver autoconfiança envolve ficar por perto e observa-la saindo de sua zona de conforto.” Acho que inconscientemente faço isso mesmo. A matéria da Crescer me confortou e tirou um pouco da culpa que estava sentindo essa semana. Está cheia de dicas de como lidar com os medos mais comuns das crianças.

Meu pequeno Ben vai correr riscos, muitas vezes sentir medo e eu e o marido somos peças fundamentais para ajudá-lo enfrentar tudo de frente. Vamos precisar de equilíbrio para encarar os desafios. Ninguém disse que seria fácil. Parafraseando um dos meus poemas preferidos de Guimarães Rosa, coragem que a vida pode mais!

Este ano meu filho vai…

A revista Crescer de janeiro tem tudo a ver com o post de ontem. A matéria de capa “Este ano seu filho vai…” me fez pirar ao pensar que este ano meu filho vai engatinhar, andar, falar…gente, é muita conquista para um pingo de gente. Fiquei mega empolgada com a matéria que traz 15 desafios do desenvolvimento do seu filho e como lidar com cada um deles. O primordial toda mãe já sabe: ter paciência e respeitar os limites do seu filho. Estimular é importante, mas não podemos esquecer que tudo tem seu tempo certo.

Uma grande amiga comentou comigo hoje que leu o post e afirmou sofrer pelo contrário, sente falta do tempo que já passou. Saudade. Eu tenho que confessar, sofro dos dois: ansiedade (que consegui driblar bastante na gestação) e saudade. Ao mesmo tempo em que quero ver Benjamin dar os primeiros passos, já sinto uma saudade imensa dessa fase que ele está agora. Acho mãe um bicho meio pirado mesmo!

São várias as fases de desenvolvimento. Este ano o meu filho vai…dar os primeiros passos! Entendo que o meu papel é passar segurança e fazer com que meu Ben se desenvolva da melhor forma possível. E, é claro, vou controlar minha expectativa.

Vale à pena ler na revista Crescer, as dicas de como estimular seu filho a vencer os desafios. A publicação também traz sugestão de diversas lojas que estão para entrar em liquidação ainda este mês. #ficadica