Laços de Família

Produzi a matéria “Mãe com açúcar”, que está na edição de julho da revista Pais & Filhos. Nela, abordo os novos relacionamentos das avós com seus netos. Mostro como as avós mudaram ao longo do tempo. Todas são muito antenadas, realizam atividades diversas, tem vida social ativa, ajudam seus filhos na medida do possível e, mesmo com tantas mudanças, ainda mantém o posto de avó – um dos principais personagens na vida das crianças.

Adorei fazer a matéria porque toda a informação que colhi veio de encontro com o que acredito e fomentou ainda mais minhas crenças. Uma das coisas que tenho refletido muito é a importância da continuidade dos laços, a construção do vínculo, isso tudo falando de avós e netos. Pergunto-me: quem cria esses laços, quem forma tal apego?

A minha crença é de que os pais tem papel fundamental nessa construção. São os pais que devem fazer ponte entre netos e avós. Falo isso por experiência própria: minha mãe e meu pai são separados desde sempre. Ele morando no Rio de Janeiro desde que me conheço por gente. Ela, assim como meus avós, aqui em São Paulo. Lembro-me dela dando, o que na época eu julgava ser sermão, sobre a importância de visitar meus avós. Ela me levava até a casa deles, de ônibus até o outro lada da cidade – ela sempre morou numa ponta e eles em outra. Ela nos incentiva ir às festas de família, participar, estar junto.

E quando meu pai vinha para SP, ela nos mandava para dormir na casa dos nossos avós. Eu nunca queria, chorava, implorava, mas não adiantava. Hoje sinto o quanto eu podia ter aproveitado mais. Não soube. É tarde para mim, mas não para o Benjamin.

Sempre crio situações para minha mãe e Benjamin estarem juntos. E mesmo que eu não criasse. Minha mãe é super presente. Liga e vai em casa constantemente. Esse ano viajamos pouco para o Rio de Janeiro, mas ano passado fizemos vários bate-e-volta. E mesmo sem ver com tanta frequência o avô e os tios cariocas, Benjamin sabe que eles existem, os reconhecem e tem uma relação bacana quando os vê. Não fica tímido, por exemplo. É como se ele os visse sempre.

Li no livro “A obra de Salvador Celia – empatia, utopia e saúde mental das crianças”, que o vínculo é formação de “anticorpos” que protegem o indivíduo nos momentos difíceis da vida. Esse apego, esses laços de família, quando bem estruturados, são base para uma vida toda.

E as avós, como digo na matéria mencionada no início desse post, são nada mais que o resgate da família. São elas que depositam e tem o poder de transmitir toda nossa história, que contribuem  para a memória da família, o encontro das gerações. São elas que estarão sempre prontas para confortar nossos pequenos, contando histórias de quando nós éramos pequenos. Imagino que o amor que elas sentem por nós, os filhos, é em dobro para os netos.

Então, quebre barreiras, engula sapos, tente compreender seus pais, incentive seu marido criar essa ponte entre seus filhos e seus sogros. Ajude na formação desses “anticorpos”. Crie laços de família. Lembre-se, que todos querem só o bem dos pequenos. Quem tem a ganhar sãos nossos filhos.

*

Leia minha matéria na Pais & Filhos_julho 2013.

#semanaespecialdosavós

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1 comentário

  1. hsordili

     /  26 de julho de 2013

    Tão bom isso ne Gabis?
    Os meus adoram os avós, dos 2 lados, e me sinto muito felis por isso.
    Sabe que antes de namorar o Ota eu pensava muito nisso, que queria uma família de verdade com avós, primos, tias e tios e, consegui! heheh
    beijao
    Lele

    Responder

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