Sonhos – by Roberto Piffer

Todo dia de manhã, Benjamin dorme no trajeto que fazemos de carro, de casa para a escolinha. É irresistível o balanço do carro no caótico trânsito de São Paulo e ele não precisa de mais de 10 ou 20 minutos para pegar no sono… Mas normalmente ele ainda acorda durante esse trajeto, por uma ou duas vezes. Talvez pelo carro que para ou devido a uma posição desconfortável, ele acorda, dá uma choradinha ou resmungada e logo em seguida dorme de novo.

Mas eis que numa manhã dessas, durante uma dessas paradas do trânsito, escuto um suspiro de leve e, quando olho para trás, vejo o pequeno Ben sorridente, ainda com os olhinhos fechados. Ah, com certeza ele estava sonhando… e que sonho bom, pra sorrir daquele jeito!

Logo passei a imaginar o que seria um sonho bom para o Benzinho. Minha primeira visão foi de um lugar amplo, cheio de almofadas coloridas e crianças correndo, brinquedos espalhados e à vontade, enfim, só alegria, no melhor estilo dos cenários do Willy Wonka, da Fábrica de Chocolate.

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Em seguida caí no segundo pensamento: será que eu fazia parte do sonho do Ben? Será que ele se lembra das nossas brincadeiras e sonha com isso depois? Poxa, seria legal fazer parte disso… Mas seria muita pretensão da minha parte?! Pode ser então que ele sonhou com um abraço coletivo da família, isso também o faria feliz…

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Aí fui um pouco mais longe e pensei: talvez ele tenha sonhado com o fim do uso das fraldas, a liberdade enfim! O autocontrole do pinto! O respiro do bumbum! As cuecas! Tamanho avanço deixaria qualquer um feliz e com um sorriso de orelha a orelha…

E justamente nessa hora, o mundo dos sonhos se fundiu com a realidade. Pensei nesse lance das fraldas e, quase que sem querer, acabei lembrando de um texto que li, muito interessante por sinal (veja você também – foi indicação da Lelê, amiga blogueira da Gabi, que escreve o blog Eu, ele e as crianças). Nem todo lugar tem espaço adequado ou reservado para se trocar uma fralda, e diria que, a minoria dos estabelecimentos tem. Nessas horas o improviso faz parte e a boa intenção dos profissionais até ajuda. Mas o que me deixa mais enfurecido incomodado, é a falta de consideração para com o pai. Em quase 100% desses poucos estabelecimentos, o tal do trocador fica no banheiro feminino. E o pai que passeia só com o filho ou com a filha pequena, como faz?

Outra situação que muito me incomoda são as famosas placas de fila preferencial. Por que a maioria absoluta delas nos diz que a preferência é para mães com crianças no colo? Se eu for com o Ben para uma fila dessas, não posso ter preferência?

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Essa é a placa do sonho!

Essa é a placa do sonho!

Por isso endosso e faço coro com a campanha do ‘ajanelalaranja.com’: por + banheiros familiares e + trocadores de fralda em banheiros masculinos!

Manifesto-do-pai-que-participa

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1 comentário

  1. é isso aí!!!
    O Ota tb sempre fica com receio de sair sozinho com a Isa e não ter como leva-la ao banheiro.
    Otavio ja está desfraldado e o problema não sumiu já que os banheiros publicos masculinos costumam ser beeeem ruins… o melhor seria que existessem mais banheiros familia mesmo!

    Obrigada pela citação!
    é a blogosfera materna/paterna unida por boas causas!

    bjs
    Lele

    Responder

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