Castigo: pensar na vida ou consequência?!

Site da Revista Pais & Filhos

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Há 6 meses, exatamente desde quando Benjamin saiu do berçário para o maternalzinho, reflito sobre esse negócio de colocar a criança para pensar na vida.

O método é famoso e transmitido pela babá mais conhecida do mundo: Super Nanny. Antes mesmo de ser mãe, eu assistia e gostava dos programas dela. Mas não tinha opinião formada sobre esse método específico.

Sempre me incomodou receber recado na agenda do tipo: Benjamin mordeu o coleguinha e “pensou na vida”. Na escolinha dele, a criança que morde é “orientada” a passar pomada no local da mordida e depois vai pensar no erro que cometeu. Um dia ele cometeu alguma arte e perguntei: “quer pensar na vida?”. Ao que ele respondeu rapidamente: “Não, mamãe!”. Aquilo cortou meu coração. Coitado, ele nem entende o porquê de ser isolado num canto.

Não estava achando nada funcional, já que toda semana o recado se repetia. Pra mim não faz sentido colocar uma criança de dois anos para pensar no seu erro. Diversas vezes recebi o mesmo recado, até que um dia eu respondi: vocês acham mesmo que o método “pensar na vida” adianta? (veio lá uma resposta meia boca de quem faz algo sem saber se realmente acredita naquilo)

A revista Pais & Filhos, edição de junho, traz a matéria “Castigo pra pensar? Nem pensar!”, na qual aborda a diferença entre castigo e pensar. Texto que adorei, achei esclarecedor e traz dicas da psicóloga e pedagoga Beth Monteiro, de quem sou fã. Beth afirma: criança só sabe pensar sobre o que fez depois dos 6 anos.

Educar não é fácil e cada um vai achando a sua maneira. Não concordo em colocar para pensar, mas tenho várias amigas que são adeptas e afirmam ter um resultado positivo.

Concordo em colocar de castigo, mas desde que o castigo tenha uma relação com o erro cometido pela criança, ou seja, uma consequência. E é exatamente disso que a matéria fala. Isso quer dizer que se a criança mordeu, ao passar a pomada no amigo, ela já está “pagando” pelo seu erro. Dois exemplos básicos que acontecem lá em casa:

Sujou – limpou

Desarrumou – arrumou

A criança deve entender que toda ação gera uma consequência – mas essa nem sempre é pensar na vida. Aos olhos dos pequenos se torna pejorativo ter que refletir sobre seus atos. Ou seja, pensar na vida se torna chato e remete a algo negativo. Não que limpar seja algo legal, mas acho mais eficaz.

Desobedeceu a regra? Ok! O castigo ou a perda de algo, por exemplo, deve ter ligação com o erro. Lá em casa, Benjamin adora fazer gracinha com a garrafinha de água, até que faz aquela molhadeira e ele já me olha com cara de “fiz merda”… e já pede o pano. Ele sabe que ele vai limpar. Brigou com a Capitu, ela vai para cama dela e ele vai para o sofá, mas não para pensar e sim para ficar longe dela por um instante.

Não existe regra ou receita. Educar realmente é uma tarefa difícil. Sou a favor do castigo e completamente contra a palmada.

As amigas mães me alertam: O seu Ben ainda é pequeno, você ainda vai mudar de opinião. Pode ser. Mas a minha opinião de agora é: castigo e pensar são duas coisas diferentes. Castigo está ligado a “punição”, privar a criança com algo que tenha relação com a ação errada que ela cometeu, é a consequência. Pensar está ligado a reflexão, raciocínio e uma criança na idade dele não tem capacidade disso.

Mas eu tenho um método, além desse ligado a limpar e organizar, tenho uma estratégia que tem sido eficiente. Chama-se “Um, dois, três!”. Quando chega no dois, Benjamin imediatamente para tudo e obedece. O método consiste em simplesmente contar até três, mas envolve postura corporal e entonação na voz.

Ultimamente tenho chegado no dois e meio. Até hoje não cheguei no três. O que eu vou fazer depois que chegar? Como diria a minha musa Dona Helô (Giovanna Antonelli): Quem viver, verá! rs

*

Dica de leitura:

Matéria: Castigo pra pensar? Nem pensar!

Trocando castigo por consequência.

 

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3 Comentários

  1. Boa Gabis!
    Eu já coloquei pra pensar mas pelo seu ponto de vista realmente vou rever meus conceitos. O castigo acontece aqui e sempre com a punição relacionada ao ato. Acho mais eficaz, sem dúvida!
    beijaaao
    Lele

    Responder
  2. Hahahaha Adorei, Gabi, Quem viver, verá. É isso mesmo. Nem eu, nem vc, nem ninguém sabe a resposta. Mas a gente vai aprender, tentando, o que funciona e o que não funciona. A gente sabe que as coisas na teoria são de um jeito e na prática de outro. Lá em casa, por exemplo, nunca teve essa psicologia toda que temos hoje, através do conhecimento e de estudos, em cima do castigo. Ninguém se perguntava sobre como ele funcionava. Mas ele funcionava. Modéstia a parte, minha mãe nos criou muito bem. =) E lá em casa tinha o castigo tradicional, do sentar e não fazer nada; tinha o olhar fatal (que era o que mais adiantava); tinha o “um, dois… ” que se chegava no três era palmada mesmo; e tinha tantas outras coisas… rsrsrs Td parece ter dado certo.

    Aqui, com Luquinha, ele sabe quando estamos falando sério, brigando, chamando atenção. Sabe quando fez besteira. E se a besteira é grande (tipo jogar alguma coisa em cima do cachorro), fica de castigo por cinco minutos. E depois é levado para pedir desculpas para ela. Isso não significa que ele não vai fazer de novo. Mas a memória vai sendo criada. E eu tenho muita certeza que ele vai entendendo com isso o que é certo ou errado. Se é psicologicamente correta a maneira que fazemos… não sei. Mas quem sabe? =)

    bjs com carinho p vc e para o Ben!!!.

    Responder
    • Juuuu, mas 5 minutos é muito tempo pra eles! Tadinho do Luquinha! Rsrsrs Um minuto já é uma eternidade. Coloca minutos por idade. Tem um ano e meio = um minuto e meio de castigo. Rsrsrsrs

      Responder

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