A vida é cheia de possibilidades

Daqui alguns dias meu pequeno vai completar dois anos!!! E não adianta, até lá, esse será um período de reflexões. Hoje o pensamento foi que há quase dois anos eu dirijo (não dirigia antes e há quase dois anos virei mãe na direção!)!!!

Até hoje eu dirigia sozinha mas apenas os caminhos já conhecidos: de casa para o trabalho do marido (Osasco), de lá para escolinha do Benzoca e depois para o meu trabalho. Também para a casa da minha mãe. Sempre que precisei ir para algum lugar desconhecido, pedia para o marido fazer o caminho comigo um dia antes. Ou pegava um táxi. Ou um ônibus.

Não, eu não confio em GPS! Uma vez fui me meter a besta e sair de carro sozinha com Benjamin e o amigo GPS. Destino: Zona Leste. Foi um desastre até que eu desencanei e fui por conta das placas – e da minha intuição – até que cheguei.

Resolvi enfrentar isso! Se eu tenho carro, porque não usufruí-lo em sua totalidade? Pra quê pegar dois ônibus, metrô e trem para chegar ao destino. Fui para um evento sozinha (eu e o GPS), que ficava num caminho desconhecido. Cheguei e nem errar o caminho errei. Fiquei tão orgulhosa de mim (não por não ter errado, mas por ter vencido esse bloqueio de ir para lugares desconhecidos sozinha).

De repente eu virei uma mulher corajosa, destemida…como e quando foi isso???

A minha vida meio que passa a ser dividida em antes e depois do meu filho. Depois da maternidade ficou dividida em sub-blocos: licença maternidade, volta ao trabalho, aí tem também as fases de idade do filho: 6 meses, 9 meses, 1 ano, 1 ano e três e aí parece que vai pulando de 3 em 3.

Dois anos se passaram (ligeiro, por sinal) e minha vida se transformou. Para melhor, afirmo! A maternidade faz você amadurecer 5 anos em um ano! Na tentativa de explicar a chegada de um filho em nossa vida, costumo dizer que filho impulsiona a gente.

Já faz algum tempo, li uma frase no Mamatraca, se não me engano da Anne, que define muito bem esse sentimento com relação a chegada dos filhos: “Nada como filho para colocar perspectivas nas coisas, não é?” Duplico a pergunta: Não é? Éééééé!

Filho chega e transforma (e bagunça e coloca ordem, tudo junto e misturado) nosso mundo, de repente você se dá conta de algo que não se tocou a vida inteira: o que você achava ser tão importante, nem é tanto assim… E não importa a distância, não importam as dificuldades, não importa o que os outros falam, não importa se algum projeto não deu certo agora, não importa se errar o caminho… Sempre, SEMPRE existem outras possibilidades, outras alternativas. Afinal, como diz Guimarães Rosa “o que tem que ser, tem muita força”.

Filhos mudam totalmente o nosso lugar no universo” (do livro Coração de pai, José Ruy Gandra)

Um dos meus lugares (preferidos) hoje é atrás de um volante. ADORO!

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2 Comentários

  1. Chega, transforma e a gente nem percebe, né!!! 🙂 Ainda bem que existem as viradas de ano para fazermos um balanço! Beijos, Gabi!!!

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  2. Carina

     /  28 de maio de 2013

    Ei Gabi, adoro ler quando você fala assim, com tanto amor e orgulho da maternidade. Me dá um friozinho na barriga e um sentimento bom, pensando na minha hora, quando meu filhote chegar. O Ben tem a melhor mamãe do mundo!!!

    Responder

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