Benjamin no país das maravilhas (por Roberto Piffer)

Confesso que esse negócio de escrever em blog não é fácil. A arte de escrever e manter este canal diariamente atualizado é admirável. Aliás, pegando carona nessa deixa, aproveito para escrever algumas palavras à Gabi, que se dedica de corpo e alma ao blog e, incondicionalmente, à difícil mas prazerosa incumbência de ser mãe. Já li algumas vezes aqui no blog que sou um bom pai, ótimo marido, que ajudo e tudo mais… e nada mais justo do que exaltar aqui que ela se tornou a melhor mãe do mundo que o Ben poderia ter, além de que, encarnou perfeitamente este papel principal na nossa família, nossa protagonista também conhecida como mamãe.

Figura1

Mas voltando à dificuldade de escrever no blog, confesso que logo no meu terceiro dia dessa experiência, já estou ficando sem assunto. Durante o dia de ontem, pensei, pensei e pensei, mas nada de encontrar um bom motivo para descrever por aqui. Aí, quando eu já estava quase desistindo, lembrei de um sonho que tive na noite passada. Um sonho que, assim como a maioria dos sonhos, foi esquisito, mas que tinha o Ben como personagem principal.

Prepare-se para viajar, lá vamos nós…

“De manhã levantei me sentindo bem, renovado, feliz, jovem… não demorei e me dei conta que havia acordado no corpo do Benjamin (lembre-se que é o sonho!) Fiquei contente porque eu ia passar um dia no corpo do meu filho, vivendo a vida do ponto de vista dele. E melhor ainda, porque era o meu aniversário!!

Então, me arrumei, coloquei uma roupa bem bonita – na verdade colocaram em mim – e fomos para o salão de festas. Chegando lá, vi muita gente feliz ao me ver, sorrisos de orelha a orelha, principalmente quando eu ria também. Lembro que eu sentia muita alegria, um carinho muito grande, era uma sensação muito boa… Foi quando percebi a decoração da minha festa: (lembre-se de novo que é um sonho) a parede estava repleta de imagens do Pequeno Príncipe, bolo decorado, bexigas, enfeites, tudo com essa decoração. Mas tinha algo diferente. Olhei bem no rosto de cada um e reparei que ele tinha bochechas enormes, um nariz esquisito e um cabelo vermelho… pra minha surpresa, todos os Pequenos Príncipes tinham a cara do Fofão!

(observação da vida real: nunca fui tão fã assim do Fofão, nunca tive aquele boneco horrendo dele e nenhum outro brinquedo desse personagem, mas sempre teve uma coisa que me chamava a atenção. Na abertura do programa do Fofão, na TV, ele descia uma escadaria. E essa escadaria eu conhecia, fica no Jardim Botânico, que coincidentemente ficava até que próximo à minha casa. Então, de certa forma, eu me achava um vizinho do Fofão, e por isso tinha um carinho especial por ele, uma política de boa vizinhança talvez)

Mas depois de focar na decoração e sentir o carinho dos familiares e amigos, o eu-Ben já apareceu em casa, brincando com os novos brinquedos. Lá, além dos brinquedos, tinha a Capitu ao meu lado, brincando e se divertindo comigo, do mesmo jeito que na vida real. E nesse momento, senti novamente um acolhimento muito grande, quase que exagerado. De repente eu recebia um abraço coletivo da mamãe, do papai e da Capitu, todos juntos, um carinho que dava até calor… foi quando eu acordei.”

E acordei muito feliz, quase que emocionado, pois pude sentir um pouco do carinho que o Ben recebe diariamente (ou que pelo menos tentamos dar a ele), que eu sei que vem não só de seus pais, mas também de todos seus familiares e demais pessoas com quem ele convive.

Por isso, meu Ben, um dia espero que você leia este relato e perceba um pouquinho, apenas um pedacinho, do tamanho da nossa dedicação e amor para com você. É normal que você perceba isso no decorrer do tempo, conforme você for crescendo, mas não custa nada registrar em algum lugar, que você possa acessar em qualquer lugar que você estiver.

Figura2

Figura3

Anúncios
Deixe um comentário

1 comentário

  1. Que lindo!!! Não tinha lido esse post do Roberto, muito bom! Dois comentários: também achava o boneco do Fofão horrendo – ainda acho; e que delícia de sonho, também quero que os meus meninos sintam sempre assim, bem acolhidos e hoje tive uma experiência parecida quando fui trocar o João, tirei a camisa dele e fiquei fazendo carinho nas costas, com a ponta dos dedos, coisa que faz até cócegas, mas ele gostou tanto que disse: mãe, quero que vc faça assim todos os dias. E pensei, vou fazer amor, pra sempre!

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: