Bosso pai? Existe isso? (por Roberto Piffer)

Caras (e caros) leitoras (es)… Nessa semana, uma pequena mudança no Bossa Mãe. Nossa ilustre blogueira tira umas mini-férias do blog e, para não deixar tudo jogado ao vento, faremos uma experiência diferente: para cobrir a ausência de sua autora, teremos o pai do Ben escrevendo alguns pequenos textos nesta semana.

Alerta 1: as férias da Gabi não tem nada a ver com promessa ou Sexta-feira Santa, que isso fique bem claro. Não foi nada premeditado, será apenas uma pausa para recarregar as baterias, renovar as ideias e voltar com tudo para o blog.

Alerta 2: o pai, que por sinal já escreve este texto, não possui a mesma habilidade da autora do blog. Portanto, não esperem o mesmo nível dos textos postados até hoje. O que vocês podem esperar é uma visão paterna da coisa toda. Vai ser legal, diferente.

Bom, definido tudo isso, fui pesquisar se o tal do bossa tem masculino. Não encontrei resposta, mas confesso que não me empenhei muito nessa pesquisa. Então, caso não exista mesmo, acabei de tomar a liberdade de criar. Logo, essa será a semana bosso pai do blog.

De uns dias pra cá tenho vivido uma época de relembranças paternas. Isso porque tenho um grande amigo “grávido” e isso me fez relembrar de vários momentos que passei durante este período. Desde a descoberta, as dificuldades, ansiedades, incertezas, alegrias, dúvidas, achismos, parafraseando nossa autora, tudo junto e misturado.

O dia da descoberta foi legal. Um dia de apreensão, um frio na barriga. Tá certo que o Ben estava planejado, mas não para aquele exato momento (e, claro, àquela época ele ainda nem tinha nome). Era noite, 6 de outubro, o teste de farmácia tinha dado positivo e uma avalanche de pensamentos veio à cabeça.  E olha que no dia seguinte ainda tinha o exame de sangue para confirmar. Bom, claro que deu tudo positivo e dali em diante eu era praticamente outra pessoa. E nem sabia ao certo.

Lembrei também da época em que a Gabi passava mal. Vomitava a cada passo, enjoava a cada respirada. Foi difícil aquele período, muito mais para ela, com certeza, mas ficar no apoio a isso tudo também não é nada fácil. Leva água, leva balde, limpa chão, apoia aqui, saquinho ali, etc. Mas dessa época lembro-me claramente durante uma viagem, em pleno inverno europeu, acho que foi uma das últimas vezes que ela passou mal. Àquela altura já tínhamos todo o esquema montado, saquinho pra vomitar, lencinho pra limpar, aguinha pra recuperar. Essa vez em particular não teve nada demais, mas se falar na Gabi passando mal, lembro exatamente deste dia.

O lugar existe e é exatamente aqui

O lugar existe e é exatamente aqui

Lembrei também das consultas. A cada novo ultrassom era uma nova alegria. Íamos e gravávamos o exame num DVD, que depois assistíamos em casa (às vezes até mostrávamos para a família…) E era aquele monte de borrão que deixava a gente feliz: olha a cabeça, olha a mãozinha, olha a coluna cervical, olha o pinto! Acho que só a gente (e o obstetra) era capaz de ver e entender, de fato, todas aquelas coisas.

blog-fotos2

E como não podia deixar de ser, lembrei do dia em que o Ben nasceu. Ah esse dia! Uma espera só, uma apreensão só, uma alegria só! Resumidamente, era um dia normal, que precisou de uma consulta normal. Mas esse dia não acabou como os outros. Aliás, mudou radicalmente quando a enfermeira do hospital me encontrou no corredor e trocou umas poucas palavras comigo: “Ah, não te avisaram? Detectamos que baixou o líquido amniótico e ele vai nascer hoje…” Dona enfermeira, isso não é coisa que se fale assim tão sem jeito, de supetão. Fiquei sem resposta, meio de pernas bambas. E dali a algumas horas, presenciei a CENA MAIS IMPRESSIONANTE DA MINHA VIDA: o nascimento do Ben. O engraçado foi que a Gabi teve um sonho dias antes do parto e, na hora de nascer, o médico falava que não tinha nenê, que eram só gases. Com isso em mente, minha primeira frase ao ver o Ben foi: “Olha, tem um bebê mesmo!” Soou babaca, mas foi o que saiu…

blog-fotos1

É, hoje já se passaram quase 2 anos. Mas as lembranças vem me visitar de vez em quando. Às vezes até vejo as fotos dessa época. E como é bom…

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6 Comentários

  1. Agora eu vou começar a ler este blog, com os depoimentos do pai. Um abraço. Tia Rosana

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  2. Que lindo Piffer! Parabéns família =)

    Responder
  3. Que fofo me emocionei =)

    Responder
  4. Carina

     /  26 de março de 2013

    Achei o blog ontem, pela primeira vez, ao procurar indicações na internet informações do livro ” A maternidade e o encontro com a própria sombra”. Como é meu costume, atualizei a página para ler depois o post mais recente, e me deparei com esta belíssima narrativa. Fiquei muita emocionada com o seu relato Papai. Também porque estou grávida de 3 meses e me deparei com as mesmas emoções….Espero meu bêbe com uma ansiedade e amor que nunca imaginei sentir algum dia!
    Amei o blog e já salvei nos meus favoritos para ler todos os dias. Agora, vou tirar um tempinho também para ler os posts antigos….
    Parabéns pelo carinho que escrevem o blog.

    Carina.

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    • Oi Carina,
      Seja bem-vinda!
      Aproveite sua gestação, também é um período que passa muito rápido. Digo também pq depois que eles nascem o tempo voa. Um dia eles são recém nascidos, no outro já estão com um ano, andando, fuçando tudo pela casa. Uma grande delícia.
      Obrigada pelo carinho e volte sempre.
      beijos,
      Gabi

      Responder
  1. Mudanças | bossamae

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