Filho = vitamina C+D+E+A+B12

Domingo. Fomos à casa da minha mãe. Benjamin começou a almoçar e nem chegou na metade. Estranhei, mas como já tinha passado a hora dele comer pensei que esse fosse o motivo da recusa, que talvez quisesse pular para a fruta – que também comeu só um tiquinho.

Fez bagunça a tarde toda até chegar um determinado momento quando percebermos que ele não parava de cutucar o ouvido direito. A mãe aqui estava podre. Até então estirada no sofá. Já tinha dormido, acordado. Dormido, acordado. Não sei o que tem acontecido, mas nos últimos dias andava bem indisposta, bem cansada, embora sem deixar de fazer minhas obrigações. De repente soou o alarme de mãe.

Todo mal-estar-preguiça-desânimo-ziquezira-piriri que tinha em cima de mim foi pro espaço. Dei um pulo do sofá e sentenciei: vamos ao pronto-socorro. Vamos, vamos, vamos agora! E depois de meses, sei lá, uns 8 meses pra mais, lá fomos nós ao PS. Chegamos lá bateu até um desânimo de tão super lotado que estava. Mais de duas horas de espera.

O médico examinou Benzoca e disse que ele estava com infecção no ouvido. Entrou com antibiótico, mas como já tivemos uma experiência negativa e agora a pessoa que vos escreve já tem mais experiência no cargo de mãe, questionei ao Doctor se tinha outra possibilidade. Ele indicou um remédio para aliviar a dor, mas afirmou que como se tratava de um caso de infecção, só com antibiótico daria para tratar e que poderíamos passar no especialista (otorrino) no dia seguinte, pois só ele poderia avaliar a extensão da infecção, uma vez que um dos ouvidos (o que meu Ben reclamava) estava com uma bola de cera impossibilitando o diagnóstico conclusivo. Decidi medicá-lo com o remédio para dor e esperar até a consulta no dia seguinte.

O otorrino afirmou o diagnóstico do dia anterior. Otite. Para ver a extensão era necessário tirar a cera. Como? Enfiando uma ferramenta fininha de aspecto assustadora (semelhante a imagem abaixo) para qualquer mãe. Benjamin mal deixou o médico examinar o ouvido dele, imagina enfiar aquilo. Não deixei. Sim, sou chata, louca e não sou médica. Mas jamais vou deixar fazer algo no meu filho que não me faça sentir segura. Principalmente, se o médico não se sente seguro. O cara nem tentou e já falou “se a sra. não quer, então não vamos fazer”. Simples assim. Imagina enfiar aquele treco no ouvido do Benjamin, qualquer movimento brusco dele e aquilo podia perfurá-lo. Deusmelivre!

Imagem do Google

Imagem do Google

Já estava certo de que era caso de infecção.Um  Benjamin teria que tomar antibiótico. Eu seguiria a prescrição médica e em seguida procuraria um especialista, de preferência um otorrino infantil. Liguei para sua pediatra, ela indicou tomar o antibiótico indicado pelo otorrino e não pelo pediatra do dia anterior, mas alertou: tomar por 10 dias e não 7, conforme a prescrição do otorrino.

O Médico não liberou Benjamin para ir à escolinha ontem. E eu recebi atestado para ficar com ele em casa. Pela primeira vez não me senti culpada com relação ao trabalho e me dei o direito de cuidar do meu filho, sem me preocupar com as responsabilidades profissionais. Dei-me o direito até de abrir mão do Home Office. Fiquei disponível 101% para meu pequeno. Até dormir juntos dormimos à tarde.

Ah, mas Benjamin só começou a coçar o ouvido e você decidiu levá-lo ao hospital? Sim. É incrível, mas mãe (e avó) tem um sexto sentido infalível, uma intuição fora do comum. Eu simplesmente usei a minha. Foi tudo tão de repente, do nada eu decidi e pulei do sofá. Fui tomada por uma energia que parecia zero dentro de mim.

Filho é isso, um impulso, uma força desconhecida, destemida, é coragem, vitalidade. Filho é um amor imensurável. Só sabemos o verdadeiro sentido de nos doar para outro quando temos um filho. E esse é uma das maiores mudanças em mim. Pelo Benjamin sou capaz de mover o céu, a terra (inclusive, a minha bunda do sofá).

*

Meu Ben passa bem, mas temos que seguir com o tratamento direitinho durante os 10 dias. Depois vamos levá-lo à sua pediatra e em seguida ir em um otorrino.

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4 Comentários

  1. Maria Joaquina

     /  20 de março de 2013

    Gabi, descodo de vc em um ponto: vc não é chata, nem louca, e ainda: cuida melhor do Bem do que qquer médico, pode acreditar!!!
    E é isso mesmo, nossos filhos nos dão a maior felicidade do mundo e por eles fazemos tudo!!

    Responder
  2. Se seve de consolo, fui uma criança (e hoje uma adulta) que tem carteirinha de fidelidade com otorrino. Explico, quando eu tinha 2 anos, fomos até SC visitar minha avó materna, que mora em Navegantes, e de lá já voltei com dor de ouvido. Devido a umidade + areia + buraco muito pequeno do ouvido = infecção que demorou para sarar, reapareceu, e virou otite externa congênita. Cresci indo regularmente ao otorrino para fazer limpeza no ouvido, pois como o orifício é muito pequeno, a cera não saí, acumula, junta a umidade do banho e é infecção na certa. Quanto ao objeto que o medico quis utilizar, não gosto, uma unica vez tentaram tirar a cera do meu ouvido com aquilo, mas é horrível, da medo realmente de dar alguma meda, imagine em criança. Conheço outras duas técnicas, a mangueirinha de sucção (que é utilizada qd a cera esta solta dentro do ouvido) e a lavagem com água morna, que pode parecer estranho, desconfortável, mas para mim é a que mais dá certo.
    Só para esclarecer, minha mãe não foi negligente não, pois assim que percebeu que algo estava errado com o meu ouvido, comecei a reclamar e ter febre já voltamos para Curitiba e fomos ao médico. Só que o fato do orifício ser pequeno foi um complicador, e é até hj, eu deveria tomar banho em casa, no mar e na piscina de tapa ouvido, maaaaaasss imagine como é divertido ir par ao mar com tapa ouvido, e se aparece um tubarão??? Como vou escutar os avisos?!?!?! Não uso e pago o preço, mas já aprendi a dar meu jeitinho…

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    • Ahahahahahaha Mari, fiquei imaginando a cena: ir para o mar com tapa ouvido. Rs
      Então, a minha irmã teve problemas seríssimos de ouvido. Lembro como ela sofria. Ia ter que operar até que minha mãe encontrou O otorrino! E ele deu um jeito. Não sei qual. Mas sei que ela nunca mais sofreu com dor de ouvido. Acho que o Ben, além herdar signo, um pouco do gênio da tia, herdou tb esse probleminha. Essa é a segunda vez que ele tem isso. Só que a primeira vez tivemos que interromper o tratamento pq descobrimos a alergia dele a penicilina (como eu). E melhorou. Agora ele ta tomando outro antibiótico, mas terá que ir ao otorrino.

      Responder

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