Patrimônio para os filhos: gentileza, generosidade, educação

Seu filho fala “obrigado”? Tem atitudes de carinho inesperado? Divide comida ou o brinquedo com outras crianças? Ele é generoso?

Um estudo da Universidade da Califórnia, realizado com 400 crianças, confirmou que criança habituada com comportamentos de gentileza, como ser carinhosa e dividir, se sente mais feliz.

Ou seja, gentileza gera gentileza e felicidade! É só pensar: quando praticamos a gentileza não somos tomados por um estado de plenitude, bem estar?! Isso também é felicidade e não só o estado de euforia e conquista.

Nunca me esqueço de uma matéria, de Eugênio Mussak, que li já faz um bom tempo, na revista Vida Simples, sobre generosidade. O autor usava duas expressões muito dignas para diferenciar as pessoas: “mundo do mais” e “mundo do menos”. O mundo do mais é o mundo que tem uma propriedade que dignifica o ser humano, e esse é, exatamente, a marca da generosidade, do compartilhamento, da disponibilidade. O mundo do menos é mesquinho, isolador, egoísta.

O autor comentava que tinha uma amiga que ainda separava as pessoas em dois tipos: “pessoas-pão” e “pessoas-boca”. Pessoas-pão tem prazer em alimentar, em se doar, são generosas e cuidadosas com os outros e com o planeta, e habitam, com certeza, o mundo do mais. E as pessoas-boca querem apenas serem alimentadas, existem só para receber e pronto, não querem saber o que podem fazer pelo mundo, mas o que o mundo pode fazer por elas.

O maior exemplo dos filhos são os pais. Então a gentileza deve começar dentro de casa. Assim como a demonstração do respeito, a generosidade, o amor ao próximo. Se vivermos num ambiente harmonioso, educado, cheio de delicadeza, amabilidade…estimulamos essas características em nossos filhos.

Os pequenos aprendem ao nos verem fazendo. Por isso a importância de ser gentil, chamar atenção com delicadeza, elogiar as atitudes corretas que ele (e as pessoas a nossa volta) pratica.

Penso que a maior herança que deixamos para nossos filhos é o amor e a educação – nossos maiores valores. Tudo é uma questão de formação, algo que vem primeiramente da família.

No meu caso, acho que tive isso dos dois lados da família – mãe e pai. Posso destacar a honestidade, a simplicidade, a alegria para festejar, comemorar, coragem pra tudo desde enfrentar o trabalho até as adversidades, a solidariedade, o respeito, a vontade de viver, conquistar, batalhar, sonhar…tudo que pretendo repassar para o Benjamin.

Quero que meu filho habite o mundo do mais, faça parte do grupo de pessoas-pão.

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1 comentário

  1. Que bonito, gostei desse termo pessoas-pão, estou assando dois paezinhos lá em casa, vou deixá-los no ponto pra fazerem bonito mundo a fora!rs

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