A proliferação do “não”

Eu sou contra falar “não” para as crianças, mas também já me vi perguntando como não falar “não”?. Fiz várias leituras sobre o assunto. O correto, resumidamente, ao invés do adulto dizer “NÃO!!!” quando ver a criança mexendo na tomada,  é explicar para ela que se mexer vai levar um choque. Ok?! Como explicar o que é um choque. Esquece esse exemplo e leia outros dois melhores aqui. O ideal é explicar “o porque não pode “sem pronunciar a palavra “não”. É amiga-mãe, é difícil. Eu sei!

É difícil, mas o melhor é aprender, testar novas formas e colocar essa teoria em prática. (“Não” tem mesmo uma conotação negativa. Outro dia numa festinha, um rapaz gritou com outro “NÃÃÃÃO”, Benzoca que estava no meio do salão paralisou atônito. Tadinho, pensou que era com ele). Vai chegar o dia, lá por um ano e meio de idade, aproximadamente, que seu filho não vai parar de falar “não” para você (e pra todo mundo que conhecer). Acredite, ele vai pronunciar, por dia, mais “nãos” do que você disse a sua vida inteira ele até então. E serão “nãos” de diferentes tons: “não” (calmo), “não, não, não” (desesperad0), “NÃO” (bravo), “nananinanão” (bem certo do que quer), “nããããããããããão” (do tipo eu já disse “não, quero e ponto final”). E para todas as perguntas que você fizer:

– vamos comer? Não!

– vamos tomar suco? Não!

– vamos tirar roupa para tomar banho? Não!

– vamos tomar banho? Não!

– vamos dormir? Não!

– me dá isso aqui? Não!

– vamos pisar na areia? Não, não, não!!!

– vamos ver a Galinha Pintadinha? Não! (Ops, aí é devaneio meu)

O meu filho diz “não” tão cheio de propriedade, tão certo do significado da palavra. Agora fico me perguntando: o que faço pra ele parar de propagar tantos “nãos”? É beeeeem (mais) difícil…

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2 Comentários

  1. Ah, primeiro ensinamento do pediatra que achei bem-vindo: o que é obrigação não deve ser apresentado como opção, tipo pergunta, como vc colocou acima: vamos tomar banho?, ou vamos comer?. Achei que aí já diminuiu bastante os nãos lá de casa. Depois realmente me pego pensando se preciso dizer não para algumas coisas, tipo subir no sofá, ou pular em cima do colchão, ou sei lá o monte de coisa que dizemos pra criança não fazer, com medo dela se machucar (ah, lembrei, NÃO CORRE! essa eu tentei abolir do vocabulário, fico o tempo todo no: Toma Cuidado, ou Corre mas presta atenção, ou ainda a variação mais ilaria é Corre devagar! como assim né?!, só mãe sabe). Agora sério, somos super tiranos com os pequenos se não pensarmos em dosar também os nãos que damos e aí fica difícil ele entender porque também não precisa usar o não pra tudo com a gente…rs . Brincadeiras a parte, uso o seguinte formato: Não pode tal coisa por causa disso, isso e mais isso. Aí se ele insiste simplesmente sem argumento e é algo perigoso, pego pelo braço e levo pra outro lugar, outra situação, isto é, tento mudar a atenção. Agora, se prestar atenção, tem muitos nãos que argumentados podem ser revertidos, isto deles conosco. Li algo sobre isso outro dia e acho mesmo saudável ensinar a criança a pensar e argumentar, pois não devemos querer um pobrezinho que obedece a todos os nossos nãos, muitas vezes sem necessidade ou com a necessidade de não termos trabalho.
    Acho que tá meio confusa minha explicação, porque o post é sobre os nãos dos pequenos, mas pode crer que eles aprendem a usar os nãos com tanta veemência, pelo exemplo dos adultos, então se mudarmos no nosso exemplo, vamos sentir a diferença neles também.

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    • Então Dani, quando digo que sou contra o “não” é exatamente o “não” desnecessário. Acho que a gente diz muito sem necessidade. É como vc diz, tem que dosar. As crianças são primitivas e cabe a nós adultos educá-las. E educar não é dizer “não” o tempo todo, e sim dar limites com argumentos e coerência. E acredito sim que mudamos o comportamento deles a partir do momento em que mudamos o nosso. Essa é uma reflexão que rende outros posts. Rsrsrsrs

      Responder

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