Uma mãe (e um pai) na balada

Quinta-feira passada não precisou minha irmã Sofia insistir muito:

– Vamos para uma balada sertaneja?
– Se o papai ficar com o Benjamin, vamos.

O vovô é um preguiçoso e logo fugiu dessa responsabilidade. Quem se prontificou foi a tia avó Rosana que contou com a colaboração da tia Lilian (esposa do meu pai).

E lá fomos nós: eu, marido, Sofia e nossa prima Olivia.

Tinha me esquecido, para aguentar certas baladas, é preciso se embebedar. Assistimos um show sertanejo, que a certa altura eu já estava achando o melhor show da minha vida. Dancei, dei boas gargalhadas, namorei e bebi escandalosamente. Saímos do local às seis da manhã, paramos para comer e chegamos em casa às sete.

Sabe quanto tempo não chegava em casa esse horário?! Fazia muito tempo…

O mais estranho disso tudo, é você beber todas e não se esquecer um segundo sequer da sua responsabilidade de mãe. O combinado era voltar em duas horas e voltamos depois de seis horas!!! Eu olhava o celular a cada meia hora (ou menos, se duvidar) para conferir se a tia Rosana havia ligado. Os outros me tranquilizavam: se ela não ligou está tudo bem, a essa hora Benjamin já deve estar dormindo.

No dia seguinte uma ressaca insuportável tomava conta do meu corpo, cabeça e alma. E um zumbido no ouvido que só os adolescentes suportam (zumbido que ouvi durante dois dias consecutivos). Benjamin já estava acordado com seu pai (aliás, não sei de onde o marido tira tanta energia). Mães não podem ficar de ressaca. Os filhos não dão trégua.

Mas mães (e pais) devem se permitir uma fugida dessas pelo menos uma vez ao ano, que seja (também haja saco – e energia – para aguentar uma balada dessas)… Sem contar as fugidas para o cinema, jantar, um encontro furtivo com o marido. São momentos assim que trazem de volta o que já fomos um dia e que não seremos mais.

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3 Comentários

  1. que delícia! também quero! 😀

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  2. Mislene

     /  9 de janeiro de 2013

    Sinto falta disso Gabi e acho fundamental exercitarmos esta sensação de vida “sem filhos” de vez em quando para que possamos reestabelecer as energias necessárias quando estamos com eles. Agora, mãe-de-dois, sendo ambos pequenos, fica bem complicado exercitar esta “liberdade”, mesmo que de vez em quando, mas sei que é uma fase e é necessário deixar de lado, melhor dizendo, colocar minhas necessidades (que existem) pra segundo plano pra que em um futuro breve eu possa viver um pouco mais pra mim.
    Bjs, como sempre adorei seu texto.
    Mislene

    Responder
  1. Pequena nota sobre manha « bossamae

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