A importância do brincar

Ontem aconteceu o Seminário Crescer Famílias Contemporâneas. O tema desse ano foi a importância do brincar. Fiquei super interessada, principalmente porque o primeiro painel abordou esse tema para crianças de 0 a 3 anos, idade em que meu Ben se encaixa.

Achei tão engraçado quando a moderadora do painel, Fernanda Young, mãe de quatro filhos, confessou se sentir desajeitada para brincar com eles. No início eu me sentia do mesmo jeito com relação ao Benjamin, me achava meio idiota fazendo voz(inha) forçada, falando como criança… Não era eu. Até que depois desencanei e passei a ser eu de um jeito mais autêntico. E foi exatamente a dica de um dos convidados do painel, o pediatra Luiz Guilherme de Araújo, coordenador do grupo de estudos em desenvolvimento infantil do Hospital Albert Einstein: “Não existe jeito certo de brincar, você precisa ser autêntico, livre, e ficar à vontade. Brincadeira é troca e cada um tem o seu jeito de fazer isso. Às vezes você está brincando e nem sabe”. Pura verdade.

Essa edição foi especial porque enquanto os pais assistiam ao seminário, as crianças brincavam em espaço reservado para elas, com brinquedos, jogos, papel, giz de cera, bolinha de sabão. Eu pensei muito se levaria o Ben (ou não) por toda logística que isso envolve, por fim decidi levá-lo. Tive a curiosidade de saber como ele se comportaria. E como era um evento dedicado aos pais e filhos, não tinha porque não levá-lo. Tivemos o prazer de conhecer pessoalmente a Mamatraca Priscila, Mãe de Duas. E a Nívea, do Mil Dicas de Mãe.

Ao ver as bolinhas de sabão, Benjamin ficou todo faceiro, logo quis ir para o chão. Larguei o rebento lá no espaço reservado e fui assistir ao seminário. Cheguei a sair duas vezes do primeiro painel para ver se estava tudo “ok” com ele. Uma dessas vezes uma “tia” do espaço ligou: “Benjamin está com saudades da mamãe”. Fui lá e o menino estava tentando fugir da área reservada. Depois disso não teve mais jeito, Benjamin não quis saber de ficar sozinho sem a mãe. Tive a impressão que ele se sentia no berçário, só que com a mãe (ele poderia fazer o que quisesse, que eu iria socorrê-lo), estava à vontade.

Conclusão: não terminei de ver ao seminário. Fiquei lá babando a cria. Senti uma pena, pois o tema realmente me interessava. Ao mesmo tempo adorei passar a manhã só eu e Benjamin, brincando. Também gostei de poder observá-lo, à distância, brincando sozinho. Fiquei imaginando que deve ser da mesma forma no berçário. O pequeno Ben se vira, se envolve, é independente, faceiro, tranquilo.

Queria trazer conteúdo informativo sobre o seminário para compartilhar aqui no blog, mas como vi pouco, resumo em: brincar é uma das coisas mais importantes para o desenvolvimento (em todos os sentidos: motor, físico, cognitivo, social) da criança, não existe a melhor maneira, existem várias e, cada pai, mãe, criança vai descobrindo a sua.

Ontem à tarde entrei no site da Revista Crescer para ver se tinha informações sobre o que não assisti. Não tinha muita coisa não (o conteúdo completo deve sair na edição de outubro da revista), mas fui surpreendida com uma imagem que fala por si o que percebi (citado acima) com relação ao Benjamin. Vejam o pequeno (essa foto foi tirada da matéria do site)

Babei o resto do dia.

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  1. Vamos brincar! – Semana Mundial do Brincar (blogagem coletiva) | bossamae

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