Preparativos para as futuras mamães

Dia desses a Dani encaminhou a troca de e-mails que fizemos há 1 ano e pouquinho. Eu estava grávida de 8 meses do meu Ben. Enquanto todo mundo estava ansioso pelo nascimento do pequeno, eu seguia tranquila (por mais inacreditável que isso possa parecer), barriguda, pesada, cheia de dúvidas, mas sem muita noção do que estava por vir… 

De: Dani
Enviada em: terça-feira, 3 de maio de 2011 11:37
Para: Gabi e Aline
Assunto: Preparativos para as futuras Mamães

Quais são os hábitos de uma mãe feliz?
É sobre isso que se trata um livro recém-lançado nos Estados Unidos pela pediatra Meg Meeker. Na obra, ela relata como a pressão das mulheres que são mães atrapalha a sua felicidade e as dez maneiras de resgatá-la. Confira entrevista exclusiva da CRESCER com a autora.

Você é uma mãe feliz? Não, não estamos de forma alguma questionando o quanto você é plena por ter tido filhos, mas, se como mulher, está realmente feliz. É sobre essa busca da realização na vida que a americana Meg Meeker, pediatra há 25 anos e mãe de quatro filhos já adultos, recém-lançou, nos Estados Unidos, o livro The Ten Habits of Happy Mothers: Reclaiming Our Passion, Purpose and Sanity (Os Dez Hábitos das Mães Felizes: Recuperando Nossa Paixão, Propósito e Sanidade, em tradução livre). Em entrevista exclusiva à CRESCER, ela conta que tem percebido que, nos últimos anos, as mães estão mais estressadas do que nunca e pensou no livro não como um guia de como ser uma mãe melhor e, sim, uma reflexão para as mulheres serem mais felizes. Mas o que é preciso, então, para encontrar o equilíbrio perfeito entre a maternidade e a vida pessoal? Abaixo, você confere trechos do nosso bate-papo com a escritora.

CRESCER – Por que você decidiu escrever The Ten Habits of Happy Mothers?
MEG MEEKER –
Eu sou pediatra há 25 anos e tenho notado que, nos últimos dez anos, em especial, as mães estão mais estressadas do que nunca. Quase todas que eu vejo sentem que elas nunca fazem nada direito. Em resumo, sentem que não são boas o suficiente. Uma mãe me disse que eu deveria colocar no livro o título Mãe Não Boa o Suficiente. Nós sobrecarregamos nossos filhos, sobrecarregamos nós mesmas. Sentimos que, se eles tiverem sucesso, nós teremos sucesso. A verdade é que podemos ser excelentes mães independentemente do sucesso de nossos filhos. Cada vez mais as mães querem simplificar suas vidas, ter mais tempo para si, mas elas têm medo de cuidar delas mesmas. Meu livro dá a elas permissão para cuidar de sua felicidade. O velho ditado “Se a mãe não está feliz, ninguém está feliz” é pura verdade. Uma das melhores coisas que nós podemos fazer para nossas crianças é batalhar para nossa felicidade, porque nossa alegria transborda para a família.

C – O que você acha que mais atrapalha a felicidade das mães hoje em dia?
M.M. –
A pressão dos colegas, creio eu, está no coração do estresse que as mães sentem. Quando nos encontramos com outras mães, nos avaliamos e tentamos descobrir o que elas estão fazendo melhor do que nós. Se os filhos de outras mães estão tirando melhores notas do que os nossos, sentimos que estamos falhando como mães. E isso não é verdade.

C – Você tem quatro filhos. Você acredita que hoje é mais feliz e tranquila do que na época em que teve seu primeiro filho? O que mudou?
M.M. –
Claro que sim! Eu relaxei mais. E aprendi a confiar mais na minha intuição. As mães têm uma excelente intuição, mas a maioria tem medo de escutá-la porque temem que alguém as olhe de um jeito estranho ou que seus filhos vão se sentir diferentes. Conforme meus filhos cresceram, eu aprendi também que não temos que resolver todos os nossos problemas imediatamente. Eu aprendi que as coisas levam um tempo para serem resolvidas – e quando eu percebi isso, relaxei mais.

No livro The Ten Habits of Happy Mothers: Reclaiming Our Passion, Purpose and Sanity (Os Dez Hábitos das Mães Felizes: Recuperando Nossa Paixão, Propósito e Sanidade, em tradução livre), a pediatra Meg Meeker, mãe de quatro filhos já adultos, descreve o que acredita serem os pilares da felicidade materna. Inspire-se!

1 – Entender seu valor como mãe – Quantas vezes você já não colocou à prova o seu valor? Se é boa, ruim, fabulosa, se fica pouco com as crianças ou se é desvalorizada porque fica em casa… “Você não é um fracasso. Mas se sente assim. E estou confiante no que digo porque, como pediatra, meu trabalho é ver você e manter seus filhos saudáveis. E quando eu observo, eu vejo crianças que amam a sua mãe. Eu vejo como os seus filhos olham para você, seguram sua mão. E eu vejo você semelhante à forma como eles a veem – como uma mulher importante, amada e estimada”, diz Meg.

2 – Conservar suas amizades-chave – Quantas vezes você conseguiu bater um papinho com sua melhor amiga depois que seu filho nasceu? “A verdade é que, quando alguma coisa precisa ser cortada das nossas demandas diárias, amigos são os primeiros que vão. Algumas vezes, parece que a amizade é dispensável, desnecessária. (…) Amigos são uma necessidade.” No fundo, você sabe bem que tê-los ao seu lado é parte da sua felicidade. Mantenha-os por perto!

3 – Valorizar e praticar a fé – “Nós temos de colocar nossa fé em alguém porque somos incapazes de controlar a vida. Não podemos proteger as pessoas que amamos por simples vontade. Nos sentimos impotentes, porque somos.” Para a autora, cuidar da nossa vida espiritual (que sempre fica perdida em meio às tarefas do dia a dia) nos torna mais saudáveis. E ela deve ser praticada também por meio do olhar ao próximo.

4 – Dizer não à competição – “Cada uma de nós, mães, competimos com outras mães de alguma forma. (…) E muitas de nós nunca vão admitir que fazem isso. Competir com outras mães nos trazem três coisas: acende o ciúme, nos mantém em um estado constante de inquietação com nós mesmas e transforma nossos relacionamentos.” Lembre-se: você é a melhor mãe que seu filho pode ter. Mesmo!

5- Criar uma relação saudável com o dinheiro – Você bem sabe que dinheiro não é sinônimo de felicidade. Apesar disso, é difícil fugir do impulso de querer comprar o que pode para o seu filho? “A parte complicada de ser mãe é que dar é bom e natural, mas nós esquecemos de dar o que realmente importa para os nossos filhos (o nosso tempo, atenção e afeto), e gastamos energia pagando coisas para eles. (…) Se acreditarmos que o dinheiro é parte da vida, mas não a força motriz que nos torna felizes ou infelizes, se nós tomarmos medidas ousadas, veremos que o contentamento verdadeiro nunca tem um preço.”

6 – Arrumar tempo para a solidão – Um momento só seu. Você precisa disso, não é egoísmo. Então, se dê um tempo e… nada de culpa! “A verdade é: nós precisamos de solidão. Da mesma maneira que não podemos sobreviver sem amigos, comunidade e família, também precisamos de um tempo saudável de equilíbrio para nos recarregarmos fisicamente, mentalmente, emocionalmente e espiritualmente.

7 – Dar e receber amor de forma saudável – Como ficou o seu relacionamento com o seu companheiro após o nascimento do seu filho? E a sua tolerância com ele no dia a dia? “Se estamos constantemente criticando nosso companheiro ou nossos filhos, criamos barreiras para nós mesmas. Reclamações não levam a nenhum lugar bom. Ao contrário, joga a relação para baixo. (…) As mães podem ser muito mais felizes se aprenderem a ignorar falhas de caráter, atitudes mal-humoradas, birras e focar na bondade de quem amam. Isso não significa que somos cegas. Mas que estamos dispostas a ver as falhas e fragilidades dos nossos entes queridos, mas apreciá-los e amá-los de qualquer maneira.”

8 – Encontrar formas simples de viver – E aqui se fala, em especial, na simplicidade interior! Entender que você não precisa dar conta de tudo, nem se pressionar a acertar sempre. “Viver simples significa viver mais. Isso não quer dizer abrir mão de coisas em nossas vidas que queremos e nos tornarmos mulheres com foco singular. Significa estabelecer prioridades”, diz Meg. É dar o valor real a que cada coisa merece.

9 – Deixar o medo de lado – É difícil, claro! Afinal, não queremos que nada de mal aconteça com nossos filhos. “Nós estamos nos preocupando mais do que no passado, e o mais importante, essa preocupação está nos esmagando. (…) Muitas neuroses são genuínas e baseadas em fatos, mas alguns de nossos medos não são bem fundados. Eu vejo muitas mães preocupadas com o sucesso de seus filhos quando eles já são bem-sucedidos. Elas se preocupam se eles estão magros, quando já estão. (…) A vida é muito curta. Temos muita vida para viver, apesar de todas as coisas ruins ao redor. Há muito mais coisas boas do que más e muito menos para se preocupar do que pensamos.”

10 – Esperança é uma decisão. Decida! “A vida não pode ser sustentada sem esperança. A esperança demanda que acreditemos em duas coisas: no futuro – mesmo que ele seja breve – e na possibilidade de bons acontecimentos. Quando temos esperança, temos a convicção de que nossa vida vai ficar melhor do que é hoje. Melhoria, alegria, cura ou algo maior vão acontecer em breve”, diz Meg. E, quando temos filhos, é essa confiança em mundo melhor que devemos ter, não é mesmo?

Essa matéria foi publicada no site da revista Crescer.

Minha resposta foi…

De: Gabi
Enviada em: terça-feira, 3 de maio de 2011 12:07
Para: Dani
Assunto: Preparativos para as futuras Mamães

Dani,

É verdade isso sobre competição entre mães?

Essa frase você já me disse muito parecida: você é a melhor mãe que seu filho pode ter!

Ai, hoje eu estou me sentindo tão pesada e cansada, como se um caminhão tivesse passado por cima de mim. Engraçado que ontem eu estava bem e até fui dormir cedo. Só estou pensando na minha cama…

Eu ainda não consigo ter noção do quanto a minha vida vai mudar depois do nascimento…

bjs
Gabi

*

Hoje sei que sou a melhor mãe que o Ben poderia ter. E como a minha vida mudou….muito e pra melhor! É uma festa. 🙂

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1 comentário

  1. É, Gabi! Tem coisas que a gente só vê vivendo! Eu vejo essa história da competição de outra forma! Acho que tem mais comparação do que competição. Quando o Lucas era recém-nascido, me pegava direto comparando as mudanças dele com as de outras mães do BabyCenter. Mas logo entendi que cada um é de um jeito, às vezes uma coisa acontece com a gente, às vezes nunca acontecerá, às vezes o bebê faz alguma coisa antes, às vezes depois. E comparar não é saudável! Era algo que eu fazia sem nem perceber, sem colocar para fora, sem conversar sobre isso com as outras pessoas. Hoje em dia, me considero superada desta fase! Na verdade, desde o momento em que essas comparações me deixaram maluca durante a época de amamentação do Luquinha. Vi que aquilo estava me fazendo mal e mudei. 😉 Percebo algumas mães comparando ainda, mas acho que elas precisam entender como isso funciona sozinhas! 🙂 Um beijo grande! Adorei o post!!! Beijosss

    http://www.lulueeu.blogspot.com

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