Afinal, não dá pra fazer backup da vida…

De repente lembrei: odeio celular de última geração e a frase que eu sempre dizia “nunca vou ter esses aparelhos” – assim como várias coisas que eu dizia que não faria quando fosse mãe, caiu por terra uma semana antes de o Benjamin nascer, quando comprei meu iPhone. E aí esse aparelhinho virou parte da minha vida como o ar que respiro. Nele eu tenho acesso a tudo: internet, e-mail, redes sociais, fotos e vídeos do meu Ben. Carimbo na testa, bum: Rendida!

Aí vem esse negócio de incluir o “9” na frente do seu número de celular. Descubro que tem um app que atualiza todos os contatos. Vou baixar e preciso atualizar o sistema operacional do iPhone. Ok. Nessas horas quem poderá me ajduar?! O maridão. Atualizado. Mas algo estranho aconteceu. No álbum apenas 243 fotos e 1 vídeo. Arquivos até os três meses do Benlindo.

Não vou me preocupar, está tudo no computador. Maridão revira e não acha nada. Na nuvem não tem nada. Perdi tudo. Perdi todos os arquivos de foto e vídeo do celular. Tudinho. Isso significa uma base de mil registros que tinha feito do meu Ben. Uma tristeza somada a outras coisinhas do cotidiano doméstico, toma conta do meu ser. Perguntam-me: você não fez backup??? Não… Mas quem nunca?

O que significa perder fotos de um ano inteiro do seu filho? Parece pequeno. Ainda mais se você parar pra pensar que tem centenas de outros registros dele no computador. Além de tudo, seu filho, está ali todo o dia ao vivo e a cores para te alegrar, viver momentos únicos que ficarão na lembrança, além de te inspirar a fazer novas fotos, novos vídeos.

Às vezes eu preciso de um tempo para digerir certas situações, principalmente para as quais não existe solução. Preciso ficar no meu canto, refletindo, fico a somar o sentido de tudo – a vida, mesmo mutável do jeito que é, sempre é maior que qualquer problema sem solução. E também porque não adianta ficar remoendo qualquer tipo de problema, afinal se tem solução não tem porque ficar preocupado. Se não tem, se preocupar adianta menos ainda. Só nascem mais cabelos brancos.

Pra completar é o primeiro dia do mês que não estimo: agosto. Percebo que nada do que aconteça nesse dia vai fazer eu ver as coisas com outros olhos. Até que começam surgir algumas ideias e alguns confortos. Um desabafo no facebook traz o alívio e incentivo que eu esperava ser embalada. Dividir todas as gracinhas do filho com os amigos, avós, tios, tem lá suas vantagens. Era óbvio que dava para recuperar boa parte dos registros com as pessoas queridas. Comecei uma busca frenética por várias imagens e vídeos do Ben. Pedi para tia, pra Dani, busquei nos e-mails enviados para o vovô. E pronto. Nem tudo estava perdido.

Tiro duas lições desse episódio. 1. fazer backup do celular com regularidade; 2. algo que eu mesma tentava me convencer que já tinha aprendido: o desapego. Como disse a Dani na tentativa de aplacar meu sentimento “…desapegue do que já foi, tem muita coisa linda pra viver e acontecer”. Chegou o final do dia, reencontrei meu Benzoca sorrindo, abrindo os braços pra mim e isso é um acalento para o meu coração: ele está aí, crescendo cada dia mais lindo, saudável e ontem – 1 de agosto – me surpreendeu com uma novidade (a ser contada em outro post). Vamos curtir agosto. Vamos viver a vida. Isso sim é o que importa. 🙂

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2 Comentários

  1. Sabe que eu também não faço backup do meu celular?! Nunca me preocupei com isso, porque, assim como você, também achava que não iria me render às maravilhas de um smartphone! Carimbo na minha testa também!! Bem chato perder os arquivos, mas, concordo com você! Bola pra frente e agosto há de ser maravilhoso para todas nós!

    Responder
  2. menina, eu passei por isso.
    justamente quando fiz o backup. subi tudo pro hd externo. estava tudo lá.
    aí formatamos o computador.
    depois fomos mexer no hd e no meio da transferência de arquivos, PAM! vem o abençoado joca e puxa o cabo de transferência. beleza. beleza?
    perdi tudo. tudo!
    por sorte eu ainda tinha as fotos do aniversário no email.
    mais de 1 ano de fotos perdidas.
    o que me consolou é que na nossa época não era assim.
    a gente tinha uma foto de quando nasceu, uma outra aos 5 meses de idade (e olhe lá) e 1 ou outra no aniversário de 1 ano. quando tinha.
    acho vintage não ter tanto registro.
    ahahahhahaha!

    meu sonho é ter um phone realmente smart pra eu me render. afinal, eu nunca disse nunca. to só esperando a minha vez (o meu se diz smart, mas uma coisa é smartphone. outra é iphone. não dá pra comparar 😉

    bj

    Responder

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