Nem os médicos salvam…

Semana passada meu Ben adoeceu. O menino ficou amoado de uma hora para outra na terça-feira. O diagnótico da mãe aqui foi: gripe!

Na quarta ele teve febre e me ligaram do berçário. Levamos o pequeno ao hospital infantil Sabará. Não conhecia o hospital e era indicadação da pediatra dele. Dizem que é o melhor hospital infantil de São Paulo. Fomos lá conferir.

Logo que se entra no hall você descobre o que ele tem de tão especial: o lugar está longe de parecer um hospital. As crianças entram ali e não querem mais sair. O espaço é todo lúdico e interativo.

Tem uma parede enorme de vidro com o desenho do mar, com barco, pescador, peixes. E as crianças podem monitorar através de volantes todos os integrantes do desenho.

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Tem também barquinhos no meio do saguão de espera. Aqui o Ben estava bem molinho, mas depois ele se soltou e queria ficar andando dentro do barquinho.

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No teto tem uns macaquinhos que ficam rodando. E no chão tem também alguns personagens em madeira. Benjamin gostou bastante dos dois.

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A estimativa de espera é de 1:45 minutos. Fiquei preocupada, porque fomos direto do berçário e estávamos sem leite para o pequeno. Preocupação infundada! No hospital vende mamadeiras, papinhas, leite, fraldas, brinquedos e até livros infantis!

O fato é que demorou muito mais que uma hora e quartenta e cinco minutos. E nem estava tão cheio assim. Dizem que aos domingos é lotado!

Benjamin foi diagnosticado com otite. Fomos orientados a dar antibiótico. Perguntei para médica (super nova por sinal) se não tinha outro medicamento, pois meu Ben não teve uma experiência boa com antibiótico e informei que ele tem alergia a penicilina. Não tinha outro medicamento.

Beleza, se você não confiar no médico em quem vai confirar não é mesmo?! Demos uma dose para Benjamin e no dia seguinte a noite, ele estava com as pernas roxas. Imediatamente ligamos para pediatra dele que nos orientou dar uma dose do anti-alérgico dele e não dar mais o antibiótico. No dia seguinte, sexta-feira, levamos o pequeno para avaliação da pediatra. Ela examinou o ouvido dele que aparentemente não tinha nada (como tinha muita cera ela orientou pingarmos um remédinho para amolecer a cera e no sábado ela examinaria novamente. Sim, eu costumo limpar todos os dias o ouvido dele, mas toda mãe sabe que não se pode de maneira alguma enfiar o cotonete no buraquinho do ouvido do bebê) e solicitou um exame de sangue.

Sábado. No ouvido não tinha nada. E apenas uma dose de antibiótico não teria dado resultado, já que a médica do Sabará informou que o ouvido dele estava com pus!!! Ou seja, a médica confundiu a secreção de cor amarela (cera) com pus. O exame de sangue resultou num caso viral. Gripe. Benjamin estava com uma gripe, além de 4 dentes do fundo nascendo (e por isso toda aquela inquietação que demonstrava).

Fico pensando: como se formam os jovens médicos? Sério, eu não tenho confiança neles. A pediatra do Ben falou que devo questionar e tal. Eu questionei. Talvez não o suficiente, mas porra se não podemos confiar no médico para tudo!!! Eu fiquei meio puta com tudo isso, pensei em mandar um e-mail para o hospital, divulgar o nome da médica, mas não fiz nada disso.

Tiro duas lições dessa história: 1) seguir a tal da intuição. Não importa se somos mãe de primeira viagem, a danada da intuição aflorou dentro de nós no dia em que nosso filho nasceu. 2) questionar. Questione sem medo do que o médico vai pensar, se achar que seu filho não deve tomar determinado medicamento, avise que quer outro e pronto. Ponto final.

Meu Ben passou a melhorar depois da consulta com sua pediatra, com a medicação certa – para gripe.

*

Uma crítica sobre os médicos em geral e não sobre o Hospital Sabará – que é excelente! Mas vale lembrar que hospital também se faz de médicos e não só de instalações…

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2 Comentários

  1. Gabis, escreve uma carta para o Sabará reclamando disso. uma vez eu fui com a pequena e, diante da demora incrível, fui ao segundo andar dar uma olhada nos consultórios – que, para minha surpresa – tinham médicos, mas não tinham pacientes.

    Pedi para chamarem a supervisora de atendimento do hospital e falei um monte: disse que se os médicos não estavam atendendo que ela tirasse do luminoso da entrada que havia 8 pediatras de plantão. E que a demora era de 4 horas e não de 1h, como estava sendo informado.

    Disse ainda que ninguém estava ali a passeio e que se as pessoas procuraram o pronto socorro infantil é porque tinham uma criança doente e que precisava de atendimento emergencial.

    enfim, depois dessa “conversinha”, eles atenderam TODO MUNDO que estava esperando em apenas 20 minutos. Veja se não é desesperador. E quando você estiver num pronto socorro e não confiar, peça por uma segunda avaliação. É direito seu!=)

    beijos

    Responder
  2. Eu também tive um caso de um médico de outro hospital, no PS, me dar uma sequência de respostas grosseiras, porque eu questionei se a febre do João podia ter sido causada por dente, ela me respondeu bem ríspida: “se eu falar que é dente você vai embora satisfeita?” eu disse que ía embora satisfeita se ela tivesse chegado a essa conclusão. Depois pra tomar um antitérmico, que do João eu aprendi a camuflar no leite, porque se ele desconfiar que é remédio, mesmo que tenha engolido ele provoca uma tosse até vomitar…pedi para dar injeção, ela se recusou e ainda criticou os pais de hoje em dia que não conseguem fazer as crianças tomarem remédio, a frase foi: “por isso que hoje temos de internar as crianças, os pais não conseguem/sabem dar remédio”. Conclusão, a enfermeira tentou duas vezes, ele vomitou, tiveram de limpar o lugar que ficou fedendo e ele colocou pra fora tudo que havia ingerido (água, leite e comida), a médica receitou a injeção.
    Fiquei brava comigo por não ter brigado e ter deixado ele passar por aquilo, que aliás passou por algumas vezes de PS sem necessidade, hoje eu enxergo. Já disse, só levo o Marcos (2º filho) no PS em caso extremo, pelo menos terceiro dia de febre que não some depois do período do antitérmico ou acidente mesmo. De resto, ligo primeiro pro médico deles e se ele puder atender, vou direto pra lá.
    Hoje, também, quando vou ao hospital, já saio ligando pro pediatra e falando as doses de remédio que foram recomendadas, quase todas as vezes ele diminui a dosagem.

    Responder

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