Conversa de mãe

Juro que eu queria ter mais tempo para me aprofundar nas questões maternas. Só falar, escrever e pesquisar sobre o assunto. Não é mais segredo pra ninguém: eu quero ser mãe em tempo integral! E quando digo isso é no sentido profissional também. Mas enfim…

Estou falando isso porque tem muito assunto a ser explorado. E eu queria ir mais a fundo. Além disso, queria ter mais tempo para ver todos os blog e sites maternos/paternos que gosto. Tem muita coisa, a cada hora descubro algo novo. Quer dizer, que pra mim é novo. Aliás, às vezes até me acho atrasada, porque quando descubro algo bacana corro pra dividir aqui no blog e a impressão que tenho é que todo mundo já sabia, menos eu. hihihihi Mas mesmo assim deixo registrado.

Dia desses conheci o Conversa de Mãe. Fundado em 2011, é produzido pelas mães Fabiana Deziderio e Beatriz Freitas. Estava lendo uma matéria sobre alimentação, na revista Kids In e descobri a Fabiana. Ela é publicitária e tem, assim como milhares de mães, dificuldades com a alimentação do filho. Todas nós sabemos que se o filho não come, a mãe fica uma louca neurótica achando que o filho vai ficar doente, é magro, etc, e nem o pediatra a convence de que está tudo bem com sua cria.

Então a Fabiana foi pesquisar a respeito. Não se trata de uma pesquisa científica, mas foi uma forma que ela achou para lidar melhor com a situação e, principalmente com o “inconsciente de que comida é sinônimo de saúde e amor”, além de poder ajudar outras mães.

Muitas de suas respostas estão em propagandas e anúncios sobre amamentação e alimentos. Na matéria ela explica: “A História – simbolizada por algumas propagandas e comerciais do século passado – mostra que somos o resultado da maternidade que acumula. Passamos duas guerras mundiais, uma quebra da bolsa de valores dos Estados Unidos da América e diversos conflitos que acabam resultando, ainda que inconscientemente, em temor com relação ao futuro da humanidade. Comecei a entender um pouco como minha avó controlava a comida, que isso deve ter passado para meus pais e como isso chegou até mim”.

Achei super interessante esse ponto de vista, além de outras conclusões da Fabi (olha a intimidade). Ainda não tenho problemas com alimentação do meu Ben, mas vejo muitos relatos a respeito e percebo como é sofrível para uma mãe ver o filho não comer.

Mas também acho que tem muita pressão sobre isso. A mãe se prende a conceitos antigos, dá ouvido a bocas alheias (menos ao pediatra), fica tensa, triste, brava, se culpa, briga, perde a paciência com a criança e acredito que essa neura toda só piora a situação. O que fazer? Relaxar. Eu sei que é fácil falar, mas é preciso procurar alternativas para amenizar e aliviar a situação. Precisamos ter mais consciência e ir em busca de mais informações a respeito das questões que nos perturbam.

No post ‘Meu filho não come nada’, Fabiana fala sua conclusão a respeito da alimentação e apresenta vários vídeos que ilustram sua pesquisa.

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6 Comentários

  1. Gabi (olha a intimidade tb rs). Adorei o teu post. Eu acabei, por um milhão de motivos transformando maternidade em profissão e amo estudar mais profundamente os sentimentos, vícios e modas de mães. Existe muita informação, inclusive a internet proporciona isso, ficamos perdidas e é importante aprendermos a separar o que serve e o que não serve para nós. Sempre leio coisas como ”20 maneiras do seu filho comer melhor”, ”Descubra como deixar seu filho bem alimentado” e nada disso toca meu coração, ou melhor nada acalma a angustia de uma mãe de filho que come pouco. O mais legal é que sou apaixonada por propaganda (a bem feita, claro), tenho inclusive no pinterest anúncios antigos que falam de mães, mulheres e comidas, então, juntei as coisas. Depois deste artigo troquei de pediatra, consegui melhorar e muito a saúde de Joaquim que pasme, come melhor :))) É necessário tirar a venda em todos os aspectos, isso nos dá clareza para seguirmos adiante. Se quiser, também pode me encontrar na Rede Mulher e Mãe (www.mulheremae.com.br). Bjs e muito obrigada pelo carinho!!!

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    • Fabi, eu ainda transformo esse meu desejo em realidade. Enquanto isso, fico aqui no meu cantinho bossa, visitando trabalhos como o de vcs.
      Adoro o Mulher e Mãe e não tinha dado conta que vc tb fazia parte.
      Parabéns pelo trabalho!
      Volte sempre!
      Beijo

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  2. Se eu pudesse, também seria mãe em tempo integral!! Adorei o post!! Bjinhos!!

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  3. Oi Gabi, olha que legal. Li o seu post e fui ler o post da Fabiana e agora vi o comentário dela, nossa que chique!rs Realmente, entendo a angústia da Fabiana porque sofro com os meus dois pequenos. Percebi que seguindo a opinião do pediatra de relaxar um pouco, vou fazendo algumas trocas e conseguindo algumas vitórias. Mas chego a ter medo da hora de alimentá-los, é pura angústia. Fico sempre me lembrando do pediatra me perguntando se a paranóia não existia na minha cabeça, já que você sabe, tive que inclusive ouvir da coordenadora da escola, que existem “casos de crianças morrerem porque não se alimentam”. Chocante! Só que esqueceram de introduzir na mesma frase o contexto. Enfim, gostei muito da sua recomendação e da iniciativa da Fabiana, me mostrou que nós temos de correr atrás de resolver aquilo que não está satisfatório no nosso íntimo. Me preocupo muito em não fazer um estrago maior na relação do João com a comida e encarar com mais naturalidade os dias que o Marcos recusa tudo o que saudável, quer passar o dia de leite e pão, bolacha e derivados, de preferência doces. Algumas vezes vou cedendo, e outras puxando um pouco a corda. Assim vamos levando. Desisti de levar o João em psicólogo, porque penso que se eu conseguir dar uma rotina mais tranquila pra ele, a relação dele com a comida também melhora. Como ele já está pra completar 4 anos, tenho visto que o meu discurso e insistência no falar o que faz bem pra saúde deve ser considerado nas opções, e que tem horas pras guloseimas, tem conseguido melhorar um pouco. Também ainda não acho que seja suficiente, mas pensei também em seguir mais uma orientação do médico, que é aumentar as possibilidades de atividade física e diminuir aos poucos a oferta do leite. Com conselhos de gente que vive a realidade dos fatos, tenho saído da situação de vítima da culpa que carrego e me tornado mais promotora de uma boa relação pra todos nós lá em casa.

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  4. Gabi (peguei carona na intimidade..rs), temos algo a mais em comum, além de sermos mães. Eu também tenho essa sensação de não conseguir acompanhar tudo e sinto que tem um montão de coisas acontecendo. Mas, estamos num bom caminho, tenho certeza! Só o fato de pesquisarmos e questionarmos mais já conta muito. Além de procurarmos respeitar mais os sentimentos e momentos diferentes das mães.

    Quanto à questão da alimentação, meu caso foi quase o oposto de Fabi, mas, me coloco no mesmo patamar de preocupações e até neuroses sobre o assunto. Eu ficava muito tensa se alguém oferecesse uma bala para Theo, por exemplo. Mas, passada a fase inicial tudo entrou nos eixos e acho que agora somos “normais”..rs. Um dos principais fatores foi o “relaxar” também.

    Obrigada pela visita ao conversa e esteja à vontade sempre!

    Bjs,
    Bia.

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    • Bia, estou nessa fase! As pessoas oferecem coisas que ainda não ofereço ao Benjamin. Exemplo: danoninho. Outro dia parecia uma chata e até fiquei sem graça quando uma outra mãe com filho da mesma idade insistia em dar também para o meu filho. Tem coisas que tudo bem, mas outras estou tentando segurar o máximo possível a apresentação para o Ben.
      Adorei o trabalho de vcs!
      Obrigada pela visita. E apareça sempre!
      Beijo

      Responder

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