Amamentar – uma das experiências mais incríveis da vida materna

Este post é um candidato ao Melhor post do Mundo, da Limetree

A maternidade me despertou para muitas coisas. Uma delas foi para a desaceleração. Eu sempre fui uma pessoa extremamente agitada, acelerada e ansiosa. Para meu desespero, o que se faz durante a gestação? Espera. Espera ansiosamente a barriga crescer, o bebê dar os primeiros chutes, chegar o dia da consulta e ainda espera na sala do consultório, espera…! Era preciso tranquilidade e calma para esperar. Aprendi com a maternidade o que não tinha aprendido em 30 anos e da forma mais prazerosa do mundo: amamentando.

Amamentar requer tempo e muita paciência por parte da mãe. Logo que o bebê vai para o quarto, após o parto, ele é colocado no peito da mãe para que possa “aprender” a mamar. Ele já tem um reflexo de sucção forte e a mãe precisa alinhá-lo no colo para ajudá-lo pegar corretamente o bico do seio. Aqui preciso abrir um parêntese. Ao longo da gestação percebemos que o bico do seio escurece, a razão é simples e incrível! Quando o bebê nasce, ainda tem dificuldade de focalizar imagens, então enxerga o bico do seio pelo contraste da pele, e se levado ao seio, suga-o imediatamente por reflexo. Não é o máximo?! Sábia essa mãe natureza… Obtive essa informação lendo o livro Quem Ama, educa – que dá um outro texto. Fecha parêntese.

Particularmente, adoro amamentar meu filho. Acho um momento prazeroso. É certo que no início doeu um pouco, mas eu tinha informação suficiente que me faziam acreditar que o incômodo logo passaria. Contei com informações adquiridas em livros, com o incentivo do marido, família e a pediatra que me deu dicas incríveis. Amamentar é um desejo intimo e a mãe precisa desejar amamentar para conseguir ir adiante.

O primeiro mês do meu Ben foi assustador. Ele passava noites em claro. Não chorava, não tinha cólica, só ficava com os olhos arregalados e queria ficar no colo. Eu não dormia e chorava com ele nos meus braços. Estava apavorada pensando que ele tinha alguma coisa, sabia que não tinha nada relativo à dor, mas imaginava que ele sofria de alguma síndrome de falta de sono (sei lá, vai saber!). Eu, ao contrário, sofro de síndrome do sono, preciso dormir muito (o que não acontece mais) pra ficar bem (mas estou bem, a maternidade traz vários benefícios!)

Completado um mês, eu estava um bagaço (e seu pai, coitado, também), acreditava que não tinha mais leite e chorava ainda mais por isso. Consegui marcar uma consulta com a pediatra. Na minha cabeça, meu leite acabaria a qualquer momento e como alimentaria meu bebê?! Que leite usar, quantidade, quantas vezes por dia, etc., etc., etc..

A pediatra, que sempre me intimidou um pouco, conversou comigo quase uma hora, me acalmou, não receitou nenhum leite industrializado, mandou eu ir pra casa que tudo ficaria bem. Sério, foi eu pisar na calçada fora do consultório e meus seios começaram a encher. Abriram o registro da caixa interna de leite!!! Benjamin a partir desse dia passou a dormir a noite inteira – rotina que segue até hoje (sim, eu sou uma mãe sortuda, sei disso!).

Meus aprendizados: existem momentos na vida que exigem da gente paciência, calma e tranquilidade. Para amamentar a mãe precisa estar disponível emocionalmente (e fisicamente). Isso é fato. Amamentar é um momento de total entrega. Além de trazer benefícios para a vida toda do bebê, é um ato de amor.

Minha dica é: se você está grávida busque o máximo de informação possível sobre amamentação; Não dê ouvidos para os depoimentos negativos (não é porque deu errado com sua vizinha, dará com você); Amamentar não dói!!!; Quanto mais ingerir líquido e quanto mais o bebê sugar, mais leite seu corpo produz; Beba bastante água; Preserve o tempo de amamentação se dedicando exclusivamente a isso (se você é hiper ativa como eu, no início vai ter a impressão de não estar fazendo nada e vai ficar impaciente de ficar ali parada com o bebê no colo sugando desesperadamente seu peito, mas concentre-se nesse momento que é único e lembre-se que depois terá tempo suficiente pra passar pano naquele móvel cheio de pó em frente onde está sentada); Curta ao máximo esse momento que pode ser sim muito prazeroso (pense nas mães que desejaram muito isso e por algum motivo foram impedidas). Amamente sem medo!

“Bebês tem de ser nutridos e alimentados. Nutridos de corpo, alimentados de alma”.
(citação do livro Quem ama, educa)

Esse texto foi publicado originalmente no MMQD, em 17/01/12.

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2 Comentários

  1. Revisitei várias lembranças de quando amamentei…é isso mesmo! Um exercício diário de paciência!! Parabéns pelo texto!!

    Responder
  1. 2º Workshop Fisher-Price | bossamae

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