Há um ano…

Eu pensei que estava enlouquecendo até ver alguns posts de mães na mesma situação: prestes a comemorar um ano do filho! Sério, estou num chororô nesses dias que já dava pra encher um caminhão tanque (daquele bem grandão) de água, sabe?!

Tenho revivido tudo: a chegada, os dias na maternidade, os primeiros dias em casa, os primeiros meses. Principalmente, todos os acontecimentos desde a véspera até o nascimento do meu Ben: fomos ao obstetra. nenhuma dilatação. marcamos a data. saí frustrada. fomos encher a pança (no meu caso, fui estourar a pança) de pizza hut com um casal de amigos. foi a primeira noite – durante a gestação inteira – que não dormi direito. Acordei, fui ao banheiro “ops, um sinal esquisito…não deve ser nada”. voltei pra cama. acordei quase meio dia. recebi uma ligação da tia Rosana. fui ao banheiro “ops, e esse sinal esquisito?!”. tomei banho e….sinal muito esquisito. liguei pro marido que mandou ligar pro médico (também, né?! Que ideia a minha ligar pro marido). fomos para o hospital. sinal falso.

Lembro da médica falando “tudo vai ficar bem, no final de semana evolui e você vai ter parto normal”. “mas vamos fazer exames” .demora….demora….e demora. Por volta das 17:00 fome, afinal a digestão da pizza hut já havia acontecido. Fome monstra e…a médica: “Você não pode comer, seu bebê vai ter que nascer hoje”. Pânico. Medo com um misto de ansiedade. Vai dar tudo certo. Vou conhecer – o que dizem – o grande amor da minha vida.

E conheci, amei e amo a cada dia mais e mais e mais. Com o passar dos dias fiquei assustada. Como pode caber tanto amor? Um amor que cresce e dói e enche nosso coração de emoção só de ver aquela coisinha linda e pequena e inofensiva dormindo ou fazendo careta ou batendo palminhas ou engatinhando ou sorrindo, que nos faz explodir de felicidade (e mais emoção) a cada aprendizado, cada conquista, cada descoberta. Nem Freud explica.

Mas a gente aprende a conviver com esse amor que é o sentimento mais lindo e gratificante do mundo. E diariamente aprende um monte de coisas com ele. Mas o que tem me assustado nos últimos dias é a passagem do tempo. O tempo está passando na velocidade da luz. Meu Ben está completando um ano, mas daqui a pouco vai estar com 3, 5, 10, 15, 20…sim, é exagero, vai demorar, mas é uma demora equivalente um piscar de olhos de uma mãe. Além do Sr. tempo, tem essa coisa louca que é a vida. Queria poder protegê-lo de tudo e de todos. Estou pura nostalgia. Escrevo esse post. E choro. Coração hoje está apertadinho.

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1 comentário

  1. Sei exatamente o que vc está sentindo…amnhã o meu completa 19 meses e sempre me emociono! Meu post de amanhã será em homenagem a ele!!

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