É hora de comer (bem)!

Essa semana fui convidada para participar de um encontro entre mamães blogueiras, promovido pela Mead Johnson. Tema: ALIMENTAÇÃO! Isso coincidiu com o assunto do final de semana debatido lá em casa. Benjamin andou experimentando bolo de laranja e até brigadeiro (meuDeus). Falei pro marido que não podemos pecar nesse sentido e que não quero que Benjamin coma doce até os dois anos de idade. Conversamos e fechamos: nada de doces – leia-se: exagero de guloseimas! Até porque não é recomendável dar guloseima para criança antes de ela completar um ano.

Até os dois anos de idade o paladar está em desenvolvimento. Sabemos que nosso paladar é chegado num docinho, com os bebês não é diferente – eles, inclusive, têm o paladar aguçado mais para o doce do que salgado. E até os dois anos também existe o risco de alergia alimentar. Esse negócio de “danoninho vale por um bifinho” é balela!!! Gente, bebês não podem comer danoninho! Segundo a minha pediatra, isso vale até os 4 anos de idade. Isso é sério!

Mas voltando…o evento contou com a participação da nutricionista Ana Carolina Donan e do Prof. Dr. Pediatra e Nutrólogo Mário Cícero Falcão. Conversamos sobre hábito alimentar, nutrientes, proteínas, vitaminas, amamentação, alimentação na gravidez, distúrbios alimentares (descobri até que sou Pick Eater!!!)… Foi um bate papo super agradável, ocasião que tive o prazer de conhecer a Carol do Mamatraca e as chefs do Comer para Crescer, Patricia e Monica. Abre parênteses: conheci recentemente o Comer para Crescer, justamente procurando assuntos sobre alimentação. Vale a pena conferir. As meninas são super sérias e dão sugestões de cardápios, receitas, dicas valiosíssimas no site. Fecha parênteses.

Adorei participar desse encontro que pra mim foi enriquecedor. Eu não sou muito boa para comer, não como verduras (nenhuma!), legumes, frutas (não que eu não goste, mas não tenho o hábito mesmo), não como comidas misturadas (tipo, salada de frutas – mesmo que eu goste de todas as frutas), enfim sou toda errada e desde que engravidei me reprimo por isso, mas não consigo mudar. Só penso: quero que com meu filho seja diferente. Aí vão dizer o que não canso de ouvir: “será diferente se você fizer diferente e passar a comer, pois o filho repete o que os pais fazem”. Mais ou menos viu….Acredito que dá pra fazer diferente, a mãe comendo ou não.

Por isso que disse, sou Pick Eater = comedores seletivos! Geralmente, são crianças que tem comportamento alimentar variado, exclui alimentos (verduras e legumes), pula refeição ou come pouco. É um processo que se torna comum a partir dos dois anos de idade. E acho que aí entra a importância da atenção na transição de alimentos. O Dr. Mário Cícero falou uma coisa que só confirmou o que tenho pensado nos últimos dias sobre o porquê das crianças não gostarem de verduras. Apresentamos tudo numa gororoba só até certa idade e, de repente num dia decidimos colocar uma arvorezinha de brócolis inteira no prato da criança e queremos que ela coma. Não houve transição nenhuma! Transição é aquele lance das primeiras papinhas coadas, depois amassadas, posteriormente em pedacinhos pequenos e assim por diante. Faz parte dessa transição, deixar a criança pegar a comida, conhecer com a mão. Não vale (a mãe) se preocupar com a sujeira!

O fato é que queremos que seja diferente com nossos filhos. Como disse o Dr. Mário, quando comemos, não alimentamos só o corpo, mas a alma e, quando o nosso bebê come, alimenta a alma da mãe. Muito sábio ele!

Contudo, quando falo sobre não dar doces para meu filho até os dois anos, não estou falando que vou abolir, proibir ou que ele NÃO vai comer de jeito nenhum até completar dois anos (até porque ele já comeu e come, por exemplo, biscoito de maisena), pois segundo o Dr. Mário, “a guloseima, por mais que não seja tão nutritiva quanto uma verdura, torna-se importante para a criança, na medida que está intimamente ligada ao fator psicológico. Proibi-la só torna o objeto de desejo ainda mais gostoso. Por outro lado, liberar totalmente o consumo pode trazer consequências graves, como a obesidade e outras doenças crônicas, como hipertensão e diabetes”. Sinceramente, acho que é uma questão de moderação e não de radicalismo.

Foi um grande prazer participar desse encontro – que vai gerar outros posts no decorrer das semanas. Entre tantas lições aprendidas, a que fica para este post é: a família tem papel fundamental para o hábito saudável da alimentação e para formação do paladar infantil.

O texto Guloseima tem hora traz citações interessantes do Dr. Mario Cícero Falcão.

Anúncios
Deixe um comentário

1 comentário

  1. Por aqui Theo tem comido super bem, graças a Deus!Ele,estranhamente, prefere salgados a doces…come muito as refeições, mas as sobremesas, frutas, mingau ele não curte muito. Espero que continue assim hehe!
    Mesmo que vc não coma bem, tem uma consciência boa quanto a alimentação e isso ajudará muito seu filhote, isso que importa!
    Bjão!

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: