Puericultura?!

Quem já foi na livraria procurar uma boa leitura sobre maternidade e encontrou isso na sessão de PUERICULTURA?! A coluna do Dr. Saul Cypel, na revista Pais & Filhos deste mês fala sobre essa palavrinha. Sinceramente, eu não sabia o que significava até ter lido alguns livros – após o nascimento do meu filho. Essa palavra parece mais um palavrão. Na coluna ele definiu muito bem:

“Puericultura vem do latim pueris, criança. E quer dizer “cuidar da criança”. Trata-se de uma área da pediatria extremamente nobre que preocupa-se com os cuidados integrais da criança, com o objetivo de promover o seu desenvolvimento sadio de modo abrangente: físico, intelectual e psicossocial.”

Pensei nos itens que ganhei no chá de bebê e alguns deles eu nem sabia pra que servia. Exemplo de um: o porta leite em pó. Lembrei que a Dani, minha amiga-mãe-já-de-dois, um dia foi lá em casa me ajudar na organização do quarto do Benjamin e me esclareceu para que serviam itens como esse, principalmente o porta leite (pra você levar medidas certas na bolsa). Sério, nem na embalagem estava claro a serventia daquilo. É claro que me achei uma tola, era óbvio que aquilo era um porta leite! Onde já se viu sair com uma lata inteira na bolsa… Não, não era óbvio! Assim como não é para muitas mães de primeira viagem. Assim como não temos obrigação nenhuma de saber já que não éramos mães (no meu caso, nem tia.)

Aí fiquei pensando no tal curso de gestante que disse aqui. Passei a achá-lo mais inútil ainda. Ao invés de um curso para aprender os primeiros cuidados, nós mães de primeira viagem deveríamos fazer um curso de puericultura – como cuidar de uma criança. Isso envolve aprender a melhor forma de colocar o bebê para dormir, arrotar, como amamentar, a importância de estimular o bebê, orientação sobre vacinas, como higienizar os utensílios, alimentação adequada, como preparar a papinha, como aquecer a mamadeira, sobre dentição e mais um monte de coisas que facilitariam a rotina e adaptação dos pais, consequentemente da criança.

Precisamos pelo menos ser preparadas para as novas situações que vão além de dar banho e cuidar do umbigo. Na prática são tantos detalhes que os pais precisam de orientação mais consistente. Tanto para executar as tarefas, como para saber a serventia dos objetos. Aí minha dica é procurar livros sobre o tema, consultar mães amigas (é tudo tão novo e moderno, que nossas mães também não conhecem alguns objetos e algumas coisas já não se faz como antes) e/ou um pediatra (isso deveria ser o mais indicado). Depois cada um vai se adequando e descobrindo a melhor forma que se encaixa para sua família.

Mãe de primeira viagem não tem obrigação de saber tudo. Tem o direito de perguntar tudo o quiser (mesmo que pareça a maior besteira do mundo!)

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3 Comentários

  1. Concordo Gabi. Na minha primeira experiência, sofri bastante por pura falta de informação em alguns aspectos…por exemplo, em relação ao sono do João. Ele mal se mexia no berço, já estava eu pegando ele no colo, aí acostumei o pequeno com a reclamação e a automática ação, não deu outra. Quando, um dia com já seus mais de dois anos, o pediatra me vira e fala que todos nós acordamos muitas vezes a noite, para nos ajeitarmos, entre sonhos, sei lá… e que por isso, não devíamos pegar a criança no colo logo que ela faz um barulho (veja bem que não estou dizendo que é pra deixar a criança esperneando), só que pais de primeira viagem se preocupam demais com a criança ter uma morte subita ou mesmo ficar sufocada e etc…na real, acho que eu acordei o João todas as vezes que peguei ele do berço, porque ele estava passando por fases normais do sono…parecia óbvio quando o pediatra me falou, mas só me caiu a ficha quando ele falou. Enfim, hoje o João dorme no quarto dele, as vezes nos requisita a noite, mais por conta do medo de ficar sozinho, o que também acho que é outra fase. Já com o pequeno Marcos, evitei de fazer a mesma bobagem e ele dorme a noite toda no berço dele, sem dar um pingo de trabalho…rs
    É isso aí, quando comentei outro dia no face que todo mundo fica dizendo que família é importante, mas não ajuda, é mais ou menos isso. Como é que ninguém pensou ainda (escolas, hospitais, igrejas, ongs…alguém), em criar um curso/oficina/encontro para casais que não precisam nem estar grávidos, mas podem entender e decidir melhor se já é o momento de tomar a decisão de aumentar a família? Precisa de estrutura e diria que o caso não é simplesmente financeiro (que também deve ser levado em conta), é emocional e de conhecimentos básicos, que de tão óbvios, passam sem serem percebidos.

    Responder
  1. Dicas simples para mamães de primeira viagem | bossamae
  2. Enxoval – Parte 2 | bossamae

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