Uma vida muda tanto a nossa

Nos últimos dias tenho pensando muito na chegada do Benjamin em minha vida. Acho que esse negócio de organizar a festa de um ano dele mexeu comigo. Daqui a pouco meu bebê vai fazer um ano!!! Fico pensando em minha vida há um ano, ou melhor, um ano e 10 meses – porque a partir do momento que me descobri grávida, minha vida mudou totalmente.

Lembro que passei muito mal nos primeiros meses de gestação. Como passei mal!!!! Eu respirava e pronto, colocava os bofes pra fora. Fiquei apavorada pensando que ficaria a gestação inteira daquele jeito. Até o quarto mês não gostei muito de ser gestante, mas depois…ai que saudade. Acho que não tem estado melhor da mulher.

Quando Benjamin não mexia – o que era raro – eu entrava em pânico e comia, comia e comia até que ele desse sinais nítidos de vida. Passei a gravidez inteira com medo de perdê-lo. Talvez porque eu tive um descolamento de placenta logo no início e tive que ficar de repouso, depois porque eu passava muito mal e não comia e quando comia colocava pra fora, também porque eu não bebo leite, não como verduras (e até tentei), legumes e mais um monte de coisas… nisso eu pensava um montão de besteiras.

Chorei, chorei, chorei demais na minha gestação. Mas foi um dos momentos mais sublimes da minha vida. E foi um período de grandes realizações também. Compramos o apartamento, fomos à Paris, completei meus tão desejados 30 anos e logo depois Benjamin chegou.

Foi tudo muito de repente como imaginei durante os 10 meses (falo 10, porque Ben nasceu de 41 semanas). Na verdade imaginei várias coisas. A bolsa estourando no trabalho, em casa de madrugada…Mesmo com medo, sempre quis fazer parto normal. O medo de fazer cesária era maior, mas passei a gestação inteira falando pro Marido: “se for cesária, não quero marcar, quero que seja de repente, chegar no hospital pra fazer um exame e alguém falar ‘vai ter que nascer’.” E como sempre, o universo conspirando a meu favor. Aconteceu exatamente como imaginei. Nunca vou esquecer quando me disseram: “seu bebê vai ter que nascer hoje”.

O mais engraçado é que um dia antes do nascimento do meu Ben, dia 15 de junho, fomos à consulta com o obstetra e tivemos que marcar cesária, pois na semana seguinte completaríamos 42 semanas, era a última para esperar. Marquei e não fiquei satisfeita com a data e nem por ter escolhido a data de nascimento do meu filho: 21 de junho, terça-feira. Achei estranho, pareceu uma escolha que definiria todos os acontecimentos da vida dele. E eu desejei a gravidez inteira que ele nascesse quando tivesse vontade, quando tivesse que acontecer. E de certa forma foi assim.

Benjamin foi tão esperado por tanta gente… Agora eu fico olhando meu pequeno tão saudável, reparando em seus gestos, suas gracinhas, suas gargalhadinhas…ele que com apenas seus 10 meses (completos hoje) pega o meu rosto e aperta contra o seu, dá beijinho de esquimó, abraça, tão carinhoso…e seu sorriso?! Nossa…enche meu coração de alegria. Aí eu vejo que minha vida mudou muito de um ano e pouco pra cá. A vida parece uma festa.

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1 comentário

  1. Lindo post! É exatamente isso que um filho faz quando chega (gravidez entra nessa). Eu me tornei uma pessoa melhor, sempre falo que quando nos tornamos mãe aprendemos a ser filhas… para mim é a pura verdade.

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