O papel do super marido e da super esposa

Não sei se é impressão minha ou só agora me dei conta, mas ultimamente se vê muito as pessoas falarem sobre o papel da mulher/esposa e do homem/marido. A primeira é responsável por cuidar da casa e filhos, o outro é o provedor com a responsabilidade de trabalhar e ganhar dinheiro. Alguns vão me achar feminista, mas acho esse pensamento tão démodé. Tão atrasado. Não consigo acreditar como num mundo em que vivemos hoje ainda há pessoas com esse tipo de pensamento.

Outro dia falei aqui sobre a colaboração que meu Marido dá em casa. Acredite, o blog que tem em média 60 acessos por dia, teve 100 acessos nesse dia. Prova de que as pessoas acham lindas declarações de amor, esposa falando bem do marido e marido que ajuda em casa, etc. Escrevi para realmente mostrar meu reconhecimento, mas não acho que sua colaboração seja algo tão grandiosa, tão sensacional, tão prova de amor. Não sei como explicar sem parecer fria, insensível, insensata e cruel, mas vou tentar. Acho que dividir as tarefas é mais que justo, que as responsabilidades domésticas e familiares são dos dois. O marido que ajuda em casa não está fazendo nenhum favor, é uma obrigação dele também.

Eu não casei pra cuidar de casa e roupa do marido, nem pra ser a segunda mãe dele. Casei para ter um amante, um companheiro, para ter com quem dividir as conquistas (e derrotas), para rir muito como nesse exato momento, para fazer uma trajetória juntos. Não tem cabimento ouvir comentário do tipo “noooossa, ele ajuda em tudo em casa” ou “ele faz a maioria das coisas, coitado”. Geralmente, as mães deles ficam todas penosas, como se fosse o fim do mundo o homem ajudar nas tarefas domésticas. E qual o problema disso?! As mulheres desempenham outros papéis que antes não exerciam e nem por isso reclamam tanto.

Outro dia, alguém comentou comigo algo mais ou menos assim: que o filho perguntou se menino podia brincar de casinha e a pessoa respondeu “óbvio que não”. Na mesma hora eu falei “oi”?! Alguém pode me explicar por que meninos não podem brincar de casinha? “Brincar de médico” com a amiguinha pode e “brincar de casinha” não?! Eu não só acho que pode como deve, que esse pode ser o princípio de criarmos meninos diferentes. A geração dos nossos filhos tem que ser diferente, se nós queremos que nossos maridos sejam, temos que criar nossos filhos para serem também. Tem que mudar esse pensamento machista e isso depende de nós esposas/mães diferentes. O blog Pais Modernos tem um post bacana sobre isso. As Mamatracas falaram semana passada sobre educação de meninas e meninos, aqui tem uma entrevista muito interessante para refletirmos sobre o assunto.

Eu não queimei sutiã, não participei de nenhum protesto, odeio acordar cedo pra ir trabalhar (principalmente, às segundas), mas gosto de trabalhar fora. É claro que se não precisasse (leia-se: se tivesse uma fortuna escandalosa), ia adorar ficar em casa curtindo meu filho, mas com uma secretária do lar para deixar tudo nos eixos. Afinal também não me agrada o outro lado: passar roupa, lavar banheiro e mais um monte de coisinhas domésticas.  Só que a realidade não é cor de rosa, só os sonhos o são…

E não é porque eu penso dessa forma que sou feminista e não feminina. Ser feminina independe das nossas funções, das nossas tarefas, das nossas opiniões e argumentos. A mulher é feminina no se vestir, no se perfumar, no carinho e amor que ela transmite para os seus, na sua delicadeza, sensibilidade, enfim…a mulher mantém todas as suas novas funções e ainda assim consegue se equilibrar no salto.

Meu marido já faz parte das exceções, mas tem outras coisinhas que podiam melhorar, isso é assunto para outro post…

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1 comentário

  1. Oi Gabis, entendo perfeitamente o que você quer dizer, pois compartilho da mesma opinião. Meu marido já melhorou muito! Ele foi criado de uma maneira em que a mãe dele fazia absolutamente tudo, inclusive tirar o prato dele da mesa. Hoje ele já lava louça, veja só!! rs

    Claro que agora que estou sem trabalhar, não ligo de assumir a maior parte das atividades domésticas, até porque é como se rolasse uma divisão de tarefas mesmo. Mas aos finais de semana, não tem desculpa! Ele me ajuda pra caramba!

    Beijos mil

    Responder

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