Ser mãe é…

Ser mãe é a coisa mais maravilhosa do mundo. É uma experiência louca, inexplicável, contagiante, feliz, surreal. A gente ama tanto que chega a doer. Vivemos com um pisca alerta ligado de preocupação. Desde que me tornei mãe parece que conectaram um cabo elétrico na minha mente que fica ligado 25horas por dia. A qualquer hora ele pode emitir um alarme ou um choque, qualquer sinal que transmita: PE-RI-GO! Mãe não desliga nunca, está sempre preocupada (e a quem diga que assim será para sempre)!

Ontem surgiu um monte de manchas vermelhas nas pernas e braços do meu Ben. Concluímos que era o calor. Benjamin é muito branquinho e sente calor master. Passei o dia achando que estava melhorando e todo mundo que via diagnosticava: “é brotoeja, fique tranquila”. Anoiteceu e quando fui dar banho no meu Ben levei um susto! Benjamin estava com o corpo tomado pelas manchas vermelhas que começavam a se espalhar pelo rosto dele. Tadinho!

Tadinho dele por estar com aquelas manchas e por ter uma mãe tão melindrada – não sei se essa palavra define bem o meu estado. Mas eu fico triste (e brava, o marido que o diga) por vê-lo ou achar que está sofrendo. Dói tanto isso em mim. E aí que fiquei pensando em como é difícil ser mãe. É difícil ter que ser forte, racional, equilibrida e normal sendo mãe. Sinto que não estou preparada para esse papel. Sendo assim, como eu realizei esse projeto?!?! O mais importante da minha vida… Não, não, não! Eu devo estar SIM preparada, pois como diz nessa história, Deus não deixa você ser mãe se não sabe consertar tudo. Mas é difícil e um aprendizado constante. Na verdade você só tem que fingir que está tudo sob controle. Simples assim. Ãhã.

Estava com cara de alergia. Mas do quê se ele não comeu nada diferente? Talvez dos remédios contra pneumonia?! Corremos com meu Ben para o pronto socorro. (E nessas horas o seu emprego se torna o melhor do mundo, e você agradece por tê-lo e por ter um bom plano de saúde. Só esse mês estive no hospital com o Ben 4 vezes, sem contar o exame de sangue e os de raio-x que precisou fazer) Descobrimos que Benjamin tem alergia a penicilina (não puxou a cara da mãe, mas herdou a genética dela e vai saber o temperamento…) e é normal o efeito colateral aparecer de 7 a 10 dias após o uso do medicamento. Ontem era o sétimo dia.

Fiquei assustada com o diagnóstico. Tivemos sorte que esse remédio atingiu apenas a pele do pequeno Ben. Mas ele nunca mais em sua vida, assim como a mãe, poderá tomar qualquer medicação que contenha penicilina – que pode causar asfixia e até levar a morte. Depois, com a boa mente viajante que tenho, possuidora de pensamentos condenáveis, fiquei imaginando tudo o que podia ter acontecido desde o início: a médica no pronto socorro lááááá no RJ perguntou se ele tinha alergia a algum medicamento e eu respondi que ele ainda não havia tomado nenhum antibiótico, que aliás, ele nunca havia tomado remédios sem ser homeopático. Sei lá, ela não devia ter entrado com um antibiótico tão forte (se é que existe algum fraco), eu como mãe deveria ter questionado mais.

Quando eu precisei tomar benzetacil, um ser abençoado e iluminado teve a brilhante ideia de fazer o teste em mim pra saber se eu era alérgica. Eu era. Na mesma hora que injetaram o líquido no meu braço, a área pipocou. Quem tem alergia à penicilina não pode de jeito nenhum tomar benzetacil. Isso MATA! Fiquei pensando: e se naquele dia de carnaval, fosse o caso do Ben tomar uma injeção benzetacil?! Será que teriam feito o teste? Será que eu lembraria de pedir o teste? Poderia esquecer, afinal quando recorremos aos médicos, acreditamos que estamos nas mãos de pessoas que podemos confiar. Pelo menos deveria ser assim, mas……..nem tanto. Então as mães devem cumprir o papel de pentelhas e questionar as possíveis reações, os efeitos colaterais, se existe outras possibilidades de medicamentos, enfim, questionar TUDO e quantas vezes achar necessário.

Eu lembro de ter falado pro marido, lá no PS do RJ, que se pedissem vários exames no Ben nós não realizaríamos e iríamos embora para SP. É mais ou menos assim, o senso, o cabo elétrico, seja lá o que for que tem dentro da gente, manda um alerta. O nome disso: intuição! E intuição de mãe sempre funciona. Nunca duvide disso.

As duas semanas que se passaram foram bem preocupantes. O marido está super esgotado (mãe não pode ficar!). Mas o meu Ben está ótimo, a pneumonia passou (pelo menos pra isso o antibiótico serviu), agora só faltam as bolinhas vermelhas irem embora de vez. Ah sim!, para combater a alergia ele tomou no hospital uma injeção com anti-alérgico e está tomando dois anti-alérgicos via oral em casa.

Moral da história: eu, definitivamente, aprendi o sentido daquela famosa frase “ser mãe é padecer no paraíso”!

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4 Comentários

  1. Ai meu Deus, Gabi! Que susto!!!

    Acredita que eu nunca pensei que seria possível fazer esse teste alérgico na hora? Meu marido é alérgico a penicilina e a pequena também poderia ser! Super útil sua informação!!

    E dê graças a Deus ao plano de saúde mesmo. Ano passado, quando a Amelie ficou doente, gastamos 850 reais só ao passar pela emergência de um hospital (que nem era assim, tão top). Fora os gastos com pediatra, remédio… Enfim. Acho mesmo que compensa pagar um tanto por mês só pela tranquilidade!

    Super beijo e melhoras pro Ben!=)

    Responder
    • Isis,

      Foi um susto mesmo, mas confesso que fiquei mais assustada quando a médica falou o que tinha causado a alergia. Pensamos no remédio, mas eu nem me dei conta já que o remédio continha amoxicilina, que é um tipo penicilina, mas eu nem sabia. Só serviu de lição. Temos que questionar tudo, viu?!

      E sim compensa pagar um convênio. Eles sempre precisam. Outro dia comentei com o marido: nossa antes acho que entrava na farmácia a média de uma vez por ano. Agora….rs

      Está tudo bem agora. Muito obrigada!

      Super beijo

      Responder
  2. Gabi, que bom que já está tudo bem!!! Imagino tudo o que passaram!! E sei bem todos esses sentimentos que vc teve! É o que passa por nossas cabeças todos os dias, principalmente quando alguma coisa sai do comum, né. =) Mas aí, quando deitamos a cabeça – do bebê no bercinho e nossa – no travesseiro, sabemos que estamos indo, sim, muito bem. E que somos MUITO capazes de assumir esse papel, o mais especial do mundo, de mãe. =) Parabéns pela mãe maravilhosa que é! 😉 Ben tem sorte. Um beijo, Julia.

    Responder
    • Julia,

      você falou tudo sobre “principalmente quando alguma coisa sai do comum”. E depois que temos filhos é isso né, vivemos imprevisivelmente. Até quando está tudo pronto para sair, você já está na porta, hummmm…aquele cheirinho, tem que voltar, trocar fraldas. É tudo muito louco (e prazeroso) nessa vida de mãe. rs

      Sim somos capazes de assumir esse papel!!!! E eu fico feliz por estar fazendo a coisa certa. Também fico feliz por ter conhecido mães maravilhosas como você e que compartilham dos mesmos sentimentos que eu.

      Muito bom de verdade poder contar com suas visitas aqui no Bossa Mãe. Entre, comente sempre, mesmo que seja uma opinião diferente hein?!

      Super beijo

      Responder

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