Queira ou não queira terminou o carnaval

Meu carnaval não foi como eu imaginava. Meu Ben teve febre alta sábado e domingo – quando decidimos levá-lo ao pronto socorro. Fiquei angustiada porque ele nunca havia tido febre de 39.8 e porque meu Ben não chora, não reclama, não dá sinal de dor! Meu coração de mãe (sim, agora sei que tenho um) gritava que ele tinha alguma coisa. Eu cheguei a falar que podia ser o ouvido. Além de comentar sobre o catarro que ele está há dias e que não passa de jeito nenhum – o que pode causar uma pneumonia. Fomos ao hospital e ele foi diagnosticado com otite e pneumonia.  A médica até perguntou se ele era muito bonzinho. Eu disse sim, até demais. Bebês com a inflamação que ele estava, urram de dor.

Estão dizendo por aí que hoje começa o ano novo. Então esse foi um período de muita reflexão. Parecido mesmo com um fim de ano, quando a gente pensa e faz planos para novo ano que se aproxima. Esses 4 dias de carnaval me fizeram refletir bastante sobre a vida. Inclusive, tomar uma decisão que pode acarretar algumas consequências positivas ou não. Espero mesmo, de coração, que sejam positivas.

Também aprendi algumas lições. 1) Mãe tem que ser forte. Eu não lembro de ter visto minha mãe chorar ou com medo de alguma coisa. E isso é simples, porque mães são fortes ou pelo menos demonstram ser; 2) Eu já fazia ideia disso, mas não tinha passado na aula prática: com filhos tudo é imprevisível. Faz um ano que não vou à praia, não tomo um banho de mar e não sei mais por quanto tempo vou ficar sem isso. Praia é uma das coisas que mais amo nessa vida, mas o Ben é o que mais amo acima de tudo. Não deu pra curtir praia, carnaval, mas nada disso importa mais do que ver meu filho bem; 3) Não subestimar jamais meu poder de intuição de mãe.

E hoje eu fiquei o dia inteirinho lambendo a cria. Só eu e ele aqui em casa. Refleti mais um pouco. Sobre tudo. E principalmente, sobre o movimento. Sim, o importante é estarmos em movimento, é ele que vai nos levar a algum lugar nessa caminhada que é a vida. Eu não posso esmorecer. Esse é o momento de renovação, é o momento de abrir as portas às possibilidades, é a oportunidade da chance.

“A gente ri,

a gente chora,

e joga fora o que passou…” (Novo Amor – Maria Rita)

Um feliz 2012 pra você também!

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4 Comentários

  1. Aqui foi a mesma coisa. Erik pegou primeiro uma gripe, e eu sabia que poderia ter algo ha mais, desconfiei do ouvido, mas nem marido nem sogra acharam necessário levar ao médico. Como ele tb é muito bonzinho eu sabia que o choro não era de gripe. Finalmente levei ao médico e ela disse que era uma infecção muito feia, nos dois ouvidos, que ele deveria berrar dia-e-noite de dor. Fiquei com muita pena dele, um pouco de culpa por ter demorado a levar no médico. Lição aprendida, da próxima confio no meus instintos.
    Um beijo e espero que ele esteja melhor.

    Responder
    • Nivea, impressionante o poder de intuição que nós mães temos. Aqui entre nós, fico meio puta quando meu marido e outros não “abraçam” ou não apoiam o meu sentimento. Por exemplo, eu também achava que o Ben tinha algo, mas ninguém achava tão necessário e tive que ser firme ao falar que queria levá-lo ao hospital (e olha, sou o tipo de pessoa que paga pra não ir a hospitais). Também aprendi: confiar no meus instintos de mãe sempre!

      Meu Ben está melhor! Muito obrigada! Também espero que Erik esteja bem!

      Beijão

      Responder
  2. Ano passado Amelie ficou super mal no carnaval. Logo depois ela pegou uma pneumonia super forte e ficou uma semana internada. E eu entendi a força de uma mãe. No decorrer dos dias, eu demonstrava toda força do mundo! Fique bem e saiba que ele vai ficar bom rapidinho com tantos cuidados de uma super mãe!

    Super beijo

    Isis e Amelie

    Responder
    • Isis, flor!!! Ben já está melhor! Ainda tomando antibióticos, mas bem melhor. Eu ainda estou descobrindo essa força de mãe. Sempre fui muito sensível, bundona mesmo (risos), e ainda fraquejo ao ver meu pequeno mal. Foram poucas vezes. Mas sei que ele vai passar por muita coisa e que infelizmente não podemos ir contra, mesmo sendo super mãe! Estou aprendendo aceitar que não posso controlar tudo. Obrigada por compartilhar comigo sua história! E pelas palavras de carinho.

      beijão,

      Gabi

      Responder

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