Uma pequena prova de amor

Passei a gravidez inteira com medo do parto. Não eram apenas os medos comuns, era um medo até meio bobo para alguns: o de agulha. Sim, aquele negócio fininho que colocam numa seringa para injetarem algum veneno medicamento no seu corpo ou para te sugarem o sangue. Eu sempre tive PAVOR de agulhas!!! Um medo gigante, que me fazia perder o sono uma semana antes de tomar vacina, tirar sangue ou realizar qualquer outro tipo de exame que exigia a necessidade da temida. Que me fazia suar, tremer, o coração disparar.

Eu passei 10 meses (referência ao tempo de gestação do meu Ben que nasceu com 41 semanas), um dos melhores períodos da minha vida, com medo da anestesia. Esse era também um dos motivos por querer parto natural. Quer dizer, como disse o marido certo dia ao meu obstetra, eu preferia sentir dor a tomar uma agulhada.

Que medo mais boboca! Já não bastasse o monte de medos que tomam conta da nossa mente durante a gestação, eu tinha mais esse pra me atormentar. Acreditem, fui procurar ajuda na terapia. Se ajudou ou não especificamente nisso, não sei. Só sei que tomei duas agulhadas na hora do parto: uma anestesia local, que eu desconhecia completamente porque ninguém me contou (fiquei sabendo ali na hora, pelo anestesista) e a fantasmagórica (raqui)Diana.

Nunca vou esquecer a hora em que fiquei sabendo que o meu Ben teria que nascer naquele dia e de cesariana. Não tinha para onde fugir. Aquele embrião minúsculo fecundado de forma prazerosa ia ter que sair de alguma forma com seus 52cm e 3,995gr. Quando fui pra sala de parto o que eu sentia nem era mais medo. Sei lá, mas acho que a expectativa de ver a pessoinha que você gerou é tão grande, que todos os seus medos se tornam insignificantes.

Eu sei que ao parir o meu Ben, descobri um amor maior, infinito e capaz de qualquer coisa. Descobri a coragem que só as mães possuem. E para eternizar todo o amor que sinto pelo meu pequeno, e maior Ben, fiz essa pequena homenagem.

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2 Comentários

  1. Olá! Sempre tive pavor de agulha também! Tenho três tatuagens, mas sempre que vou tirar sangue, me dá um calafrio.
    Minha pequena tem 1 um e um mês (completos hoje) e estou louc apra fazer uma tattoo em homenagem á ela. Só não sei o que, nem onde. Eu e meu marido queremos fazer uma igual, sabe? Então tem que agradar aos dois. Escolher difíceis.
    Parabéns pela homenagem, pelo blog e pelo filhote.
    Beijos
    Aline
    http://www.decaronanacegonha.blogspot.com

    Responder
  2. Gabis, lindo seu depoimento! De fato, o real sentimento de amor é aquele que temos por nossos filhos. Uma entrega total, dedicação sem esperar retorno, a não ser a própria felicidade deles, que é o nosso maior presente. Tenho certeza de que muitas vezes, como mães, ainda venceremos nossos medos, como você fez com as agulhas. E no final talvez reste-nos apenas um medo: o de levantar as asas e abrir caminho para que eles alcem vôo. Mas até nisso eles nos surpreenderão, voando alto e com maestria (nossa, estou uma poetisa hoje, rsrsrs). Gde bj!

    Responder

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